What Happened?
1 Capitulo 1– Dor e Arrependimento
Notas iniciais

Autora
Dia seguinte
Eram exatamente sete da manhã, e Ezra acordou com a voz do comandante. O avião para a Filadélfia pousaria dentro de cinco minutos.
Ezra tinha viajado no fim da tarde do dia anterior para Nova Iorque, porque durante a tarde avia recebido uma ligação de sua mãe, Dianne Fitzgerald, falando que seu avô, Lyle Springer, estava doente. Depois de avisar o reitor, Ezra se dirigiu ao aeroporto da Filadélfia.
Ezra teria o dia completo. Mas antes de tudo, ele precisava se apressar e correr até a faculdade para não correr o risco de chegar atrasado. Depois de pegar o seu carro que estava no parque de estacionamento do aeroporto, Ezra dirigiu o mais rápido que era permitido pelas ruas da Filadélfia.
Quando finalmente chegou ao enorme estacionamento no campus, do lado dos dormitórios de alguns alunos, olhou para o celular, mais precisamente o relógio do celular, e percebeu que lhe restavam apenas cinco minutos antes que o sinal tocasse. Então, não lhe restou mais nada não ser andar apressadamente até sala de aula. Como previsto, o sinal soou assim que Ezra colocou um pé na sala de aula, fazendo os alunos, que se encontravam do lado de fora, se ajuntassem a ele no interior.
— Bom dia a todos. Eu sei que devíamos ter tido essa aula ontem, mas surgiu um imprevisto e tive de viajar. – Se explicou Ezra, enquanto tentava encontrar os trabalhos dentro de sua pasta. Quando percebeu que eles não estavam ali, Ezra se lembrou de os ter deixado, já corrigidos no seu escritório, por conta da correria, depois da ligação de Dianne. – Victoria, poderia me fazer um favor, por favor? – Perguntou a uma de suas alunas. A ruiva, Victoria, assentiu. – Com toda a pressa por conta do meu problema de ontem, eu acabei deixando os vossos trabalhos no meu escritório. Se importa de ir pegar eles, enquanto eu ligo o computador? – Ela assentiu de novo, se levantando e saindo da sala.
A ruiva andava pelos corredores, perdida em pensamentos aleatórios. Passando por armários das cores da faculdade – branco e vermelho –, paredes num tom bege escuro. Quando chegou a porta de madeira, ou seja, a porta do escritório do senhor Fitz, Victoria abriu a porta, se deparando com uma cena nada agradável.
Uma garota imóvel tinha a cabeça apoiada na mesa, no seu ombro esquerdo e na sua nuca tinha ferimentos ensanguentados como se alguém tivesse atirado nela. Marcas de sangue seco nas costas, no casaco apoiado na cadeira e nos trabalhos que Victoria tinha de pegar. Para completar, um dos braços deles estava estendido na mesa, enquanto o outro estava “suspenso” – claro que no corpo da menina. Assustada e chocada, Victoria soltou um grito alto e agudo, que quase a fez perder a voz.
O grito assustou todos os alunos e professores da faculdade, que correram até lá. Byron chegou depois dos alunos a quem ele estava dando aula e vendo que a garota era a sua amada filha Aria. Ficou imóvel. Já Ezra correu até Aria e tentou, desesperadamente, acorda-la, mesmo sabendo que ela estava morta e que seria impossível acordar a adolescente de dezesseis anos.
— Senhor Fitz, a polícia e os paramédicos estão chegando. – Informou Lewis, um dos alunos de Ezra.
— Ainda bem… mas acho que os paramédicos não poderão fazer mais nada. – Falou Ezra, limpando suas lagrimas, que insistiam em cair. – Ela morreu. – Completou, olhando para Byron, que ainda se encontrava imóvel.
Dez minutos depois, o escritório foi invadido por numerosos paramédicos, policiais e pais dos alunos, que foram informados do ocorrido. Os pais de Victoria foram correndo até a filha, que ainda estava em choque pelo que avia visto. Uma mulher jovem e bonita se aproximou deles e se apresentou com a delegada Rosie Wilden, filha de Darren Wilden. Rosie fez algumas perguntas a Victoria sobre o que tinha acontecido. Então, Victoria apenas disse a verdade: o professor dela pediu para ela ir pegar umas folhas e quando ela abriu a porta, viu Aria naquele estado.
Antes que Rosie pudesse perguntar ou dizer algo, vozes desesperadas preencheram o local. Eram gritos misturados com choro de Ella, Spencer, Hanna e Emily. Byron tentava acalmar a esposa, Ella, que logo o afastou e correu até a filha. Mike observava tudo, silenciosamente, como se quisesse passar a impressão que isso não lhe afetava. Porém as lagrimas que escorriam no seu rosto impediam alguém de pensar tal coisa. Já Spencer, Hanna e Emily se abraçaram, chorando. Mais uma amiga que ia embora. Primeiro Alison… agora Aria…. O que estava acontecendo? Quereria isso dizer que elas seriam as próximas?
Os celulares delas tocaram. Elas se soltaram e pegaram os celulares: “Quem terá sido? —A”
A? Como ainda não aviam pensado nisso. Era obvio que foi essa pessoa horrível que tem ameaçado ela há meses. Mas... será que foi mesmo A? Afinal, A sempre se gabou de todo o mal que fazia as garotas. Por que mudar agora? No entanto… se não foi A, foi quem? Quem afastou Aria das amigas e todos que ela ama? Quem afastou todos que amam Aria dela? Ninguém, tinha essa resposta. Mas Rosie estava disposta a achar a resposta o mais rápido possível.
Os dias foram passando, mais precisamente, dois dias passaram. Tudo estava pronto para o funeral da senhorita Aria Montgomery. Ainda ninguém próximo dela avia se recuperado de sua morte. Ezra tirou uns dias do trabalho, assim como Ella e Byron. Todos no liceu de Rosewood olhavam com pena para Mike, Spencer, Hanna e Emily, que ainda choravam pela perda da irmã e amiga.
Hoje, essa tarde, todos estavam num clima triste. Nada mais apropriado para ir a um funeral de uma pessoa importante para nós. Depois da cerimônia na igreja acabar, todos andaram até o cemitério. Ella, Byron, Mike, Spencer, Emily, Hanna e Ezra choravam silenciosamente. Ella pousara a cabeça no ombro do marido, enquanto Mike era abraçado por Mona. Já Spencer, Emily e Hanna, se abraçavam, porém, seus olhos ainda observavam a nova “casa” da melhor amiga pela última vez.
No interior branco do caixão, onde se encontrava o corpo da adolescente de um metro e cinquenta e sete, havia algumas fotos, cartas e alguns objetos, deixados pelas pessoas, como lembranças. Já no exterior, as pessoas deixavam as flores preferidas de Aria – rosas brancas – e outras também lindas.
Toda a Rosewood estava perturbada com esse acontecimento. Meses antes, descobriram o corpo de uma adolescente de quinze anos, desaparecida a um ano: Alison. Agora, descobriram outro corpo de uma adolescente de dezesseis anos. Numa faculdade. Quem é esse louco que está matando as adolescentes de Rosewood? Será que alguém tinha escapado do Radley, o sanatório de Rosewood? Ninguém sabia de nada.
Tantas perguntas sem resposta. Isso preocupava muito os pais dos adolescentes de Rosewood. Todos tinham medo que os filhos fossem os próximos alvos dessa pessoa. O que mais os assustava é que não podiam manter os filhos em casa ou escondidos. Pois, eles também tinham uma vida, como aulas, talvez namorados ou namoradas, ou até um trabalho nas horas vagas. Ninguém podia os manter em casa. Seria cruel demais. Não restava mais nada, a não ser ficar atento a tudo o que acontecia.
Quando a cerimonia acabou, todos voltaram para casa, excerto a família Montgomery. Ella, Byron e Mike andavam pela a floresta, em silêncio. Pararam quando viram o lago.
Uma lembrança de há catorze anos atrás invadiu a cabeça de Ella. Foi o dia que Byron e Ella contaram a pequena morena de olhos verdes sobre a chegada de outro Montgomery à família, Mike.
“Ella, Byron e Aria brincavam. Ella estava gravida de cinco meses, esperando Mike.
— Princesa, você sabe o porquê a barriga da mamãe está grandinha? – Perguntou Byron a sua filha de dois anos, que balançou sua cabeça da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, negando. – Se lembra que você queria um irmãozinho? Ele está chegando. – Disse, pegando na mãozinha da morena, colocando sobre o ventre de Ella.
Os olhos de Aria brilharam. Ela sorria, maravilhada com a notícia. A uns meses atrás, a pequena Montgomery viu dois irmãos com os pais deles passeando e brincando no parque. Desde então, ela sonhava com um irmãozinho para que ela pudesse cuidar e brincar.
Aria abraçou a mãe, mas tendo cuidado para não machucar seu irmãozinho. Comovida e emocionada, Ella soltou algumas lagrimas, abraçando a princesinha dos Montgomery. Não demorou muito para que Byron se juntasse a esposa e a filha. “
— Não consigo acreditar que ela nos deixou... – A voz triste de Mike a despertou de suas lembranças. Mike estava apoiado a barreira protetora de madeira do lago, que impedia as pessoas de cair naquela água gelada. – Nunca lhe mostrei o quanto eu a amo... nem vou poder... nunca mais... – Sua voz esvaneceu, dando lugar aos pequenos soluços devido ao choro, que Mike tentava controlar. Ella abraçou o filho, já Byron apenas fechou os olhos, como se quando voltasse a os abrir, Aria estaria de volta e tudo o que aconteceu seria esquecido ou, então, que nunca acontecera.
Mas não é assim que as coisas funcionam. Aquilo não era um sonho ou um pesadelo. Por mais dura e cruel que fosse, era apenas a realidade. Ninguém pode mudar o passado.... Assim como ninguém pode voltar ao passado e evitar que tudo aconteça.
Algumas pessoas que dizem que a vida é um jogo: umas ganham, outras perdem.
Aria Montgomery perdeu.
A pergunta que não quer calar é: quem ganhou?
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