What Doors May Open
23 Capítulo 22
Notas iniciais
Segundo capítulo da noite.
Aproveitem!
Capítulo 22
Não era sempre que Rachel se sentia derrotada. Na verdade, era tão incomum que chegava a ser raro. Mas, na forma como ela se arrastou até a calçada de sua casa com o queixo inclinado para baixo e o olhar voltado para os seus mocassins batendo no concreto, ela se sentia muito, muito, derrotada.
Ela chegou em casa e entrou quando Hiram abriu a porta para ela. Ele franziu a testa ao ver o modo como ela jogou descuidadamente a mochila sobre a mesa e se sentou. Rachel se deixou cair na cadeira, cruzando os braços com força sobre o peito. Seus canais lacrimais já não podiam mais trabalhar a muito tempo, por isso ela estava reduzida a revirar os olhos a qualquer coisa para demonstrar sua tristeza.
"Quinn ainda não está falando com você, querida?" Hiram perguntou quando se sentou ao lado dela.
A cabeça de Rachel pendeu para o lado para encará-lo. "Pai, o que é essa coisa de amor?" ela choramingou.
Ele sorriu, levemente divertido e em seguida puxou seus lábios para baixo. "Eu diria que se trata de nunca ter de dizer que está arrependido, mas eu tenho vivido tempo suficiente para saber que é uma mentira."
Seu cenho ficou ainda mais cerrado e Hiram passou um braço ao redor dela a puxando para mais perto. "Mas deixe-me dizer uma coisa." Ele agarrou seu queixo e a fez olhar para a expressão séria no rosto. "Eu não quero que você pense que só porque o que você fez na casa dos Fabray foi algo ruim que estar orgulhoso de si mesma é algo ruim."
Rachel sorriu fracamente e balançou a cabeça. "Eu não acho que eu sou uma pessoa ruim, pai," ela garantiu. "E eu não acho que ser gay é ruim. Mas se-se é assim que vai ser toda vez que eu contar sobre isso, então—"
"Não pense isso", ele disse suavemente. "Você não pode deixar de ser você ou orgulhosa de você só porque há algumas pessoas homofobicas neste mundo, Rachel."
Ela assentiu com a cabeça. "Sim, eu entendo isso, mas—"
"Nada de mas," Hiram disse com firmeza. "Agora—" Ele sorriu e se levantou de seu assento. "Venha comigo para a sala de estar."
Olhando desnorteada positivamente, Rachel se levantou de sua cadeira e seguiu Hiram na sala de estar. Ela se sentou no sofá enquanto Hiram se aproximou do rádio, no canto da sala e começou a mexer nele. Ele olhou de volta para Rachel com um sorriso largo. "Esta é a canção que eu escuto quando estou tendo um dia ruim."
Ele pressionou play, e as letras que flutuavam pelo ar fizeram Rachel rir mais do que tinha rido em dias.
"Don't let the sun go down on me."
"Eu acho que essa música é estranhamente apropriada, pai," disse a ele com um sorriso tranquilo.
Hiram caminhou até o sofá e se sentou ao lado dela. "As maravilhas que a música pode fazer."
"É por isso que eu amo tanto."
Ele sorriu. "Você escolheu uma coisa boa para o amor."
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Uma mão se estendeu e rapidamente bateu fechando a porta do seu armário. Rachel pulou para trás com um grito, agarrando com as mãos em punho o seu coração quando virou seu olhar para encontrar Santana a mirando sarcasticamente. Atrás dela estava Brittany com os braços cruzados sobre o peito, parecendo preocupada, enquanto seus olhos corriam entre as duas.
"Bom dia," Rachel bufou de aborrecimento. O último par de dias tinham sido duros, e ela certamente não saberia como lidar com qualquer mau humor que tenha se arrastado até a bunda de Santana naquela manhã. "Eu não sei, nem quero saber qual o problema que você tem comigo hoje." Ela se empurrou para trás com força e os cabelos bloquearam seus olhos quando ela se voltou para Santana. "Eu também não estou tendo um bom dia, por favor, poupe-me dos pútridos insultos que você decidiu lançar no meu caminho, porque você parece ter esquecido a amizade que recentemente promoveu, e—"
"Cale a boca, Berry," Santana soltou. Sua mão esquerda encontrou seu quadril enquanto ela se inclinou mais perto. Era uma tática de intimidação que Rachel sabia que Santana tinha recebido de Quinn, e ela não estava funcionando. "Que diabos você fez para Q?"
Ela recuou com a pergunta, mas se recuperou rapidamente para ficar alta. O que não era muito alta, por qualquer meio, mas alta o suficiente para deixar Santana saber que ela não receberia nenhuma das merdas dela. "Eu não fiz nada para Quinn," Rachel insistiu, embora a culpa tenha batido em seu estômago. Ela realmente precisava falar com Quinn em breve. Mas Quinn não estava sendo a pessoa mais suscetível agora e foi se tornando cada vez mais intimidante para que ela ainda ficasse no mesmo quarto com ela, esta força impenetrável que Rachel sentia como se nunca fosse chegar novamente.
"Olha," Santana instruiu melancolicamente estendendo sua perna. Rachel olhou para baixo para encontrar uma atadura branca enrolada em torno de um joelho inflamado. Ela fez uma careta de simpatia quando Santana puxou a perna de volta.
"O que aconteceu?" Rachel perguntou tentativamente.
"Sua namorada nos fez correr em voltas durante horas ontem," Santana rosnou.
Seu coração acelerou estupidamente por ter outra pessoa se referindo a Quinn como sua namorada. Então a preocupação a agarrou novamente, enquanto seus olhos correram de Brittany até Santana novamente. "Eu realmente sinto muito sobre o seu joelho," Rachel murmurou. "Mas eu não vejo o que isso tem a ver comigo. Parece que você está indo bem, Brittany," Rachel disse para ela.
"Eu sou bastante ágil," Brittany disse com um sorriso e um encolher de ombros.
"E ela tem algo como grandes pulmões loucos," acrescentou Santana.
Brittany assentiu. "Eu posso segurar minha respiração por um longo tempo. Santana diz que vem a calhar quando eu como ela—"
"De qualquer forma," Santana interrompeu incisivamente enquanto Rachel corava. "A única vez que Quinn ficou louca como está foi quando vocês duas estavam brigando." Ela olhou para Rachel. "Vocês estão brigando?"
Ela cruzou os braços sobre o peito como seu lábio inferior se projetando para fora. Era algo bem mais grave do que um estúpido desentendimento entre as duas—a maneira com que Santana dissera aquilo soava tão... simples. E não era. "É um pouco mais complicado do que isso."
"Então descomplica antes que eu chute o seu traseiro!" Santana disse a ela. Brittany a agarrou pelo cotovelo puxando-a um pouco e Rachel assistiu como Santana cambaleou de volta um passo ou dois entrando em uma sala.
"Você e Quinn estão brigando por quê?" Brittany perguntou suavemente, completamente distante da forma como Santana gostava de agir em suas “conversas”.
Os ombros de Rachel caíram com o tom da voz de Brittany. Todo o fogo foi embora enquanto ela olhava fixamente os olhos azuis meigos. Ela mordeu o lábio, sufocando o instinto de derramar para fora todos os problemas dela aos seus amigos porque essa era a tipo de pessoa que ela era. Entretanto se Quinn não havia contado a Brittany e a Santana o que aconteceu entre elas e conhecendo-a, não poderia contar a elas porque Quinn não desejava que elas soubessem. "Eu não tenho certeza se posso dizer. Quinn é muito reservada e se ela não disse a vocês o que aconteceu, presumo que ela queira manter dessa maneira."
Santana gingou em direção a elas e olhou para Rachel. "Conserte. Eu não me importo com o que é. Se eu tiver que executar um bilhão de voltas novamente hoje, então me ajude, Berry—"
"Vocês estão se falando não?" Brittany perguntou.
"Não na verdade", lamentou Rachel com um pequeno beicinho. "Ela está furiosa comigo."
"Eu sabia!" Santana declarou. "O que você fez?"
"Eu não fiz nada!" ela se defendeu.
Brittany fez uma careta. "Santana, deixe-a em paz." Ela olhou de volta para Rachel com olhos simpáticos e Rachel concluiu ali mesmo que Brittany era a sua favorita do casal.
Santana resmungou algo baixinho antes de se virar para ir embora. "Eu te vejo mais tarde, Britts. E, Berry? É melhor consertar." Ela olhou para Rachel uma última vez, então mancou pelo corredor com seu joelho estourado.
"Não se preocupe com ela," disse Brittany com a cabeça inclinada observando Santana para se certificar de que ela passaria pelo corredor de forma segura. "Ela só está um pouco preocupada com Quinn."
Rachel caiu para trás contra seu armário com um suspiro diante da rapidez da situação a colocando em uma espiral fora de controle.
Brittany deu um passo mais perto, sobrancelhas loiras aglomeradas em preocupação. "Você está bem?"
Ela olhou para Brittany, um pequeno sorriso nos lábios, porque era bom ter alguém perguntando como ela estava pelo menos uma vez ao invés de tomar partido de Quinn sobre o assunto. Sem saber se assentia ou sacudia a cabeça, ela encolheu os ombros, porque ela realmente não sabia agora. "Eu só quero que Quinn fale comigo," disse ela em voz baixa. "Eu sinto que acabamos."
Brittany enrolou um longo braço em volta dos ombros de Rachel, fazendo beicinho com simpatia. "É apenas uma briga," disse ela alegremente. "Santana e eu brigamos às vezes."
"Sério?" Rachel perguntou com cautela, temendo que isso não fosse verdade. Ela nunca tinha estado com uma garota antes, especialmente uma garota como Quinn cujas emoções parecem variar de um extremo ao outro com muita frequência.
"Claro! Às vezes a gente até para de se falar e outras coisas, mas sempre fazemos as pazes."
Ela se virou para Brittany com um pequeno sorriso. "Bem, isso é lindo. O que você fazem para fazer as pazes?"
"Hum, bem, eu provavelmente não deveria falar sobre isso," disse Brittany, os olhos passeando ao redor. "É privado".
Como Brittany poderia ir de falar sobre sua performance oral em Santana para julgar sua vida sexual como 'privada', Rachel não sabia. E ela honestamente não queria saber. "Eu entendo. Não precisa continuar," disse com um sorriso.
"Você deveria falar com ela," Brittany sugeriu. "Confie em mim, Quinn não fala com as pessoas quando está chateada. É por isso que ela e Santana levam tanto tempo para fazer as pazes depois de uma briga; ambas são teimosas."
Ela esfregou os lábios enquanto refletia sobre a declaração de Brittany. Todo mundo estava empurrando-a para falar com Quinn, mas nenhum deles entendia. "E se ela não quer nada comigo?"
"Se você realmente se importa com ela—"
"Eu a amo," Rachel disse suavemente. Ele estava começando a se sentir em um padrão. Ela estava andando por aí dizendo a todos aquilo, exceto à pessoa que precisava ouvir.
O sorriso no rosto de Brittany contou que ela estava pensando a mesma coisa.
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Rachel retirou a crosta do sanduíche colocando-a sob um guardanapo em cima do prato descartável. Ela deu uma mordida, os olhos rolando para trás, o gosto de hummus, explodindo em sua boca. Kurt estava em frente a ela, inclinado sob um pedaço de carne tão delicadamente quanto podia apenas no caso de um atleta quente estivesse olhando para ele. Eles nunca estavam, mas nunca era demais ser um pouco cuidadoso.
Ela desviou o olhar da maneira como Kurt esfaqueava a corne em sua bandeja e olhou ao redor da lanchonete. Mais especificamente, ela estava procurando um uniforme familiarizar de Cheerios. Havia várias mesas cheias no final da fila de almoço. As líderes de torcida tendem a andar em conjuntos intocáveis e não conseguiam fazer muitas coisas sozinhas. Todas elas se separaram um momento depois e Quinn surgira, bandeja na mão caminhando em direção à grande mesa de crianças legais na parte de trás da lanchonete. Rachel podia ver a carranca no rosto de Quinn perfeitamente de onde ela estava sentada, quando ela atravessou o refeitório.
"Vou falar com ela," disse Raquel em tom conspiratório, inclinando-se em seu assento para enfrentar Kurt.
"Quem?" Kurt murmurou enquanto olhava para sua comida.
"Quinn—eu vou conversar com Quinn."
A cabeça dele balançou em direção a ela com nítida satisfação. "Já era hora".
"Kurt, estou nervosa," Rachel disse timidamente. "E se ela me rejeitar? Eu acho que eu poderia, eu poderia dizer a ela que eu a amo. E se ela simplesmente—"
"Apenas vá embora," Kurt disse.
Rachel arregalou os olhos para ele, completamente horrorizada com o que ele estava sugerindo. "Eu não posso simplesmente deixa-la, Kurt", ela insistiu. "Eu a amo."
Ele engoliu sua comida com um sorriso. "Não foi o que eu quis dizer. Embora seja bom ver que está tudo ai, senhorita Berry."
Ela se inclinou para frente em seu assento. "Então o que você quer dizer?"
Ele acenou com a mão, como se fosse óbvio até agora. "As mais memoráveis confissões de amor deixam a pessoa a quem está sendo confessado querendo mais. Você não assiste comédias românticas?"
"Bem, sim, mas—"
"Diga a ela que você a ama... e depois vá embora", Kurt disse. "Dê-lhe um demorado e apaixonado beijo, em seguida saia. Ela virá correndo. Confie em mim, eu sei."
As sobrancelhas de Rachel subiram em diversão. "E como você sabe?"
"Eu passei muitas noites de sexta em casa assistindo bobas histórias de amor em que o protagonista também tem uma amizade muito estreita com seu convenientemente melhor amigo solteiro. Coincidência? Acho que não!"
Ela riu e lhe lançou um olhar desconfiado em seu rosto. "É realmente assim tão fácil? É de Quinn que estamos falando."
"Rachel, tudo que uma garota precisa saber é que você ainda está dentro dela. Então o anzol, a linha e a isca te levam até lá."
"Mais uma vez," disse ela com um sorriso brilhante com a perspectiva de ter Quinn de volta.
"Mais uma vez". Ele sorriu provocante. "Só não estraga tudo dessa vez."
"Eu não quis estragar tudo da última vez!" ela insistiu. Então emendou, "Não de verdade, de qualquer maneira. Mas eu-eu vou conseguir o meu timing de volta".
"Quem teria pensado que a mais enrustida, 'boy crazy' garota desta escola acabaria saindo do armário para os pais superconservadores e religiosos de sua namorada?" Ele balançou a cabeça, estranhamente orgulhoso. "Honestamente, Rachel, quando você faz isso, você faz de forma grande."
Ela corou de vergonha por toda a situação, o coração vibrando diante do fato de Kurt chamar Quinn de sua namorada. "Não posso ajudá-la. Sempre fui ensinada a ser fiel a mim mesma."
Kurt apoiou o queixo na mão, com um suspiro melancólico. "Se tudo o que podemos fazer é isso, né?"
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Oi, Quinn. Eu estava pensando se você poderia me encontrar no banheiro depois da aula?
Rachel olhou para o projeto de mensagem de texto em seu telefone enquanto pensava se a enviava ou não para Quinn. Seu polegar pairou sobre o botão verde de envio com a incerteza. Devia ser relativamente simples. Esperemos. Caminhar até o banheiro—possivelmente o lugar mais não romântico na terra, esperando que Quinn fosse falar com ela, professar o seu amor, beijá-la e em seguida, sair. Ela deveria agir, em vez de destilar aquele momento teatralmente na mente.
"Psst".
Sua cabeça subiu para encontrar Molly olhando para ela de forma estranha. Rachel jogou o telefone fechado e se moveu em seu assento para se virar para Molly. "Você precisa de algo?"
Os olhos azuis brilhavam com diversão quando Molly olhou para ela. "Nada, realmente. Você só não está fazendo a lição, é tudo."
Rachel respirou fundo, olhando para o exercício que seu professor desenhou no quadro—um triângulo isóscele. Ela realmente precisava aprender a lição, mas ela estava à beira de possivelmente ter Quinn a perdoando. E talvez Quinn pudesse lhe ensinar a lição que ela estava atualmente em falta quando elas fizessem as pazes.
Ela olhou de volta para o seu telefone, debatendo por mais um segundo antes de pressionar enviar. Ela fechou o telefone e olhou para ele por um momento.
"Tem alguma coisa errada?" Molly perguntou a seu lado.
Rachel balançou a cabeça e pegou o lápis para começar a escrever as suas notas. Ela não conseguia se concentrar sobre o que estava sendo ensinado e apenas prometeu escrever a anotação e estuda-las mais tarde, em casa, para uma melhor compreensão. O lápis bateu contra seu caderno com indiferença enquanto dirigia seu olhar para a janela que apresentava o campo de futebol. Tinha estado lá dias atrás, quando elas estavam sentadas nas arquibancadas e Quinn tinha dito a ela que gostava dela, em seguida, dando-lhe um dos beijos mais doces do mundo. E agora Rachel estava pendurada por um fio, tentando construir o seu caminho de volta pelas defesas de Quinn enquanto ela ainda tinha uma chance.
Ela saltou em surpresa quando seu telefone tocou e se atrapalhou para abri-lo. Molly lhe lançava um olhar estranho de seu periférico, mas Rachel mal prestou atenção. Era uma mensagem de texto de Quinn finalmente. Depois de não receber qualquer mensagem de texto de Quinn por dois dias era bom ver o nome dela em toda a tela. Ela abriu a mensagem e se esvaziou imediatamente.
Por quê?
Se alguma vez existisse um mestre em evitar uma situação, esse alguém era Quinn. Aquilo realmente surpreendera Rachel porque Quinn sempre lhe parecera do tipo de gostava de confrontá-la.
"Ok, o que está acontecendo?" Molly perguntou a seu lado. "De quem são essas mensagens de texto que estão deixando você chateada?"
Rachel sorriu torto com a pergunta. "Quinn e eu estamos brigando exatamente agora," disse ela em voz baixa. Seus dedos trabalharam rápido para escrever de volta uma resposta, ao mesmo tempo, aproveitando o que parecia Quinn de bom humor para responder.
Só para conversar, isso é tudo.
Ela enviou a mensagem, sem pensar muito, apenas em sintonia com o que Molly tinha a dizer.
"... Honestamente, eu não sei por que você é amiga dela."
A cabeça de Rachel subiu rapidamente na última declaração de Molly. Seus olhos brilharam intensamente na ânsia de defender a honra de Quinn. "Ela é uma boa pessoa," Rachel insistiu. "A maioria das pessoas simplesmente não sabe, porque elas nunca tiveram tempo para conhecer quem ela é além de sua popularidade."
Molly pareceu recuar de volta a seu próprio lugar na declaração de Rachel. Ela levou uma mão para escovar uma mecha de cabelo loiro do rosto para ver melhor Rachel. "Você realmente gosta dela, não é?"
"Ela é uma boa pessoa," Rachel disse novamente, como se isso explicasse tudo. "É só que... ela nunca chega a mostrar esse lado de si mesma, porque ela sente que as pessoas sempre tentam levar vantagem."
"Sim, bem, é melhor ela ser uma boa pessoa," Molly disse suavemente. "Porque nenhuma pessoa indigna deve ter a chance de ser sua amiga."
Rachel sorriu lindamente com o elogio.
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Tudo o que ela respondeu foi Tudo bem, e Rachel imaginava Quinn latindo essa palavra em uma voz rouca, petulante de resignação com um rolar de olhos. Mas isso foi bom, porque a confirmação era tudo que ela precisava para acelerar o pé até o banheiro depois de geometria. Ela olhou para a esquerda e depois a direita para se certificar de que não havia olhos em espreita, em seguida, abriu a porta o suficiente para deslizar para dentro.
Quinn estava em pé na frente de um espelho na extremidade do banheiro. Ela estava inclinada pairando sobre a pia, verificando a maquiagem e tentando parecer distante ao mesmo tempo. Ela deve ter trabalhado, porém, porque Rachel apenas levantou os olhou para ela por um longo momento, seu batimento cardíaco pegando velocidade na expectativa e nervosismo. Tudo o que tinha a fazer eram duas coisas: professar o seu amor e beijar Quinn. Simples. Ela fazia mais para se preparar para dormir à noite do que ela estava prestes a fazer agora. Mas isso era muito mais importante e ela podia sentir as palmas das mãos suarem grosseiramente de ansiedade. Discretamente enxugando as mãos na saia, ela tomou medidas provisórias ainda no banheiro, inclinação da cabeça para o lado para olhar sob cada reservado. Ela caminhou até a parede mais próxima e voltou a inclinar-se contra a parede com um suspiro de alívio ao perceber que ninguém estava lá, apenas ela e Quinn.
Seus olhos deslizaram sobre a postura rígida de Quinn pairando sobre a pia. Ela não olhou na direção de Rachel uma vez desde que ela entrou. Se Rachel não a conhecesse melhor, ela realmente acharia que Quinn não a tinha visto. Mas ela sabia que Quinn era uma pessoa muito perspicaz.
Limpando a garganta, ela passou a apertar timidamente as mãos atrás das costas antes de falar. "Boa tarde, Quinn."
Ao som de seu nome Quinn ficou tensa imediatamente, puxando os ombros com uma careta e enrugando o rosto quando se olhou no espelho. Ela não disse nada por um longo tempo, mas Rachel não podia persuadir a si mesma a ter cuidado quando ela finalmente tinha a chance de compartilhar o mesmo espaço com Quinn uma por uma, pela primeira vez desde sábado. "Se você vai terminar comigo, apenas faça," Quinn finalmente disse entre dentes.
Parecia como se tivesse recebido um golpe no intestino, e Rachel freneticamente tentou reunir suas faculdades mentais e forçar suas cordas vocais para trabalhar quando ela deu um passo adiante na direção de Quinn. O fato de que Quinn ter usado o termo "terminar", como se estivessem realmente juntas puxou as cordas do coração de uma forma confusa entre o bem e o mal. Sua garganta apertou ao ver as mãos de Quinn segurando a pia com força, veias salientes saltadas orgulhosamente em suas mãos. "Quinn, não, eu não—"
Em um flash Quinn estava diretamente em frente a ela, elevando-se sobre ela por cerca de quatro polegadas com uma carranca em seu rosto que ela sentiu como se tivesse levado um tapa. "Então, você quer que eu faça isso?" ela rosnou. "Tudo bem, então. Rachel, eu—"
"Quinn, não," ela se apressou, fazendo uma garra para a mão de Quinn em um esforço para segurá-la junto a si e impedir Quinn de quebra-las em pedaços. "Quinn, não é isso que eu quero," Rachel suplicou.
Quinn olhou para ela estranhamente, mágoa e raiva apertando os lábios, mas a esperança relutante arregalando os olhos. "O que você quer?" ela mordeu com impaciência.
"Você pode parar de gritar comigo, por favor?" Rachel perguntou, sentindo seu estômago turvar de ansiedade e indignidade por Quinn não estar fazendo essa confissão de amor a coisa mais fácil. "Eu não quero terminar com você, Quinn. Isso é o que você pensou?"
"Você disse que precisávamos conversar," Quinn brincou, olhando para ela com as sobrancelhas franzidas confusas. "Você ficou me ligando e me mandando mensagens de texto sobre o quanto você queria falar, então eu assumi que queria acabar comigo."
"E foi por isso que você tem me evitado esse tempo todo?" Rachel perguntou em uma voz perplexa, como se não pudesse acreditar. "Porque você não quer que a gente termine?"
Olhos de avelã se arregalaram e Quinn olhou para longe dela tentando puxar a mão. Rachel a segurou mais apertado e deu um passo para mais perto da forma rígida de Quinn. "Oh, Quinn, querida, não," Rachel lamentou tristemente. "Eu não quero que terminemos. E eu sinto muito que você tenha pensado isso. Ok?" Ela esfregou círculos na parte de trás da mão de Quinn, com a esperança de acalmá-la para que pudessem ao menos falar.
O peito de Quinn soltou um grande fôlego antes dela olhar de volta para Rachel. Havia ainda raiva apertando os olhos, que ela não parecia estar pronta para deixar ir. "O que eu deveria pensar?" ela sussurrou. "Você só me deixou lá."
Rachel engoliu em seco contra o pedaço de emoção entupindo sua garganta. "Eu sei, e eu sin—"
"Você tem alguma ideia de que tipo de perguntas meus pais fizeram depois que você se foi?" Quinn rosnou entre os dentes perfeitos, mesmo mordendo cada sílaba que ela soltava de sua boca.
Rachel balançou a cabeça solenemente. Seu olhar caiu para suas mãos, e ela entrelaçou os dedos em uma demonstração de solidariedade, apesar do fato de que Quinn estava obviamente chateada com ela.
Quinn se virou para olhar por cima do ombro em direção à porta. Vendo que ela estava fechada, ela se virou para Rachel, os olhos ardendo de raiva e uma angústia que Rachel estava começando a reconhecer. "Ela me perguntou—" Quinn engasgou com o resto de sua sentença. "Minha mãe me perguntou se eu sou gay," ela finalmente sussurrou.
Seu peito começou a doer ao olhar para a miríade de emoções que piscavam no rosto de Quinn e ela queria desesperadamente desviar o olhar.
"E eu disse que não. Mas eu acho que ela sabe. Ela sabe, Rachel."
"Eu sinto muito," disse Rachel novamente. "Eu realmente sinto, Quinn, e—"
"E eu me sentei lá no meu quarto o fim de semana porque eu não podia enfrentá-los quando eles sabiam o que eu sou, quem eu sou—o que quer que seja." Ela olhou para Rachel. "E então eu recebo mensagens de texto e de voz suas durante o fim de semana me dizendo que você queria conversar—o que eu deveria pensar depois que você me deixou lá no sábado?"
Ela parou por um momento cauteloso para ver se ela seria capaz de falar sem ter Quinn a cortando. Quando tudo parecia mais claro, Rachel respirou fundo. "Sinto muito, Quinn. Eu realmente e verdadeiramente sinto, ok? Eu não-eu realmente não sabia de antemão que minhas ações teriam as consequências que eles tiveram. E por isso eu sinto muito."
"Por que você foi embora?" Quinn perguntou em voz baixa. Ela pegou o lábio inferior entre os dentes ansiosamente enquanto esperava a resposta de Rachel.
E esse era o momento. O momento esperado para o romantismo, mas o ceticismo nos olhos de Quinn precisavam ser abatidos e Rachel sabia que nada mais do que a verdade iria funcionar. Ela lembrou sua conversa com Finn um par de dias atrás e sabia que até Quinn ter certeza sobre seus sentimentos, elas iriam continuar a ter problemas.
"Eu saí porque eu estava... doente e cansada de ter que defender constantemente os meus sentimentos por você," Rachel disse a verdade em uma voz frágil que parecia a machucar apenas por dizer aquelas palavras. Quinn pareceu ofendida, mas Rachel só lhe deu um aperto de mão e sorriu gentilmente para ela. "Quinn, eu gosto de você. Eu tenho gostado desde o começo e sinto como se eu tivesse me colocado à prova uma e outra vez. E eu só—eu realmente não quero manter me colocando lá fora por você, quando eu não sei se você leva isso tão a sério quanto eu."
"Eu disse que gosto de você," Quinn falou com força. "O que mais você quer?"
"Alguma forma de compromisso", Rachel disparou de volta.
"Eu estive comprometida com isso por meses."
"E eu também"
Os olhos de Quinn se estreitaram. "Então, o que estamos discutindo aqui?"
"Nós estamos discutindo sobre o fato de que eu te amo; eu preciso que você realmente se comprometa totalmente ao que temos porque não estarmos juntas me assusta!" Rachel soltou de repente. Ela piscou uma vez, duas vezes antes de cair na real, em conjunto, então ela imediatamente fechou a mão sobre sua boca enquanto seu rosto queimava mortificado naquele momento. Seu olhar murchou e caiu longe dos olhos cada vez maiores de Quinn.
"Você... o quê?" Quinn perguntou baixinho depois de um momento. "Você me ama?"
Rachel deu um mal lá aceno de cabeça, tentando reunir o juízo sobre ela. Seu coração ferido e aflito estava batendo ruidosamente em suas costelas e ela se viu esfregando inconscientemente seu braço com a mão livre, que não estava apertando rigidamente a de Quinn. Alguns segundos agonizantes se passaram e, quando ela não aguentava mais, Rachel olhou de volta para Quinn.
Quinn olhava para Rachel perplexa. Seus lábios se separaram como se para dizer alguma coisa, e os olhos de Rachel fixaram neles. Faltava a segunda etapa: beijá-la e ir embora. Mais especificamente, beijá-la e ir embora antes de qualquer uma delas dissesse algo que pudesse estragar aquele momento. Se Quinn não se sentia da mesma maneira, Rachel não queria saber até que fosse muito, muito tarde. Não agora. Ela estava se sentindo nervosa e agitada e só queria ir para casa. Não agora.
"Rachel," Quinn sussurrou humilde, muito parecido com a forma como tinha feito no dia em que anunciou a Raquel que gostava dela, reverente. "Eu—"
Rachel rapidamente soltou a mão de Quinn e subiu com as pontas de seus dedos do pé segurando o rosto de Quinn suavemente. "Não diga nada," ela murmurou, quase com medo. "Deixe-me ter isso. Ok?"
Os lábios de Quinn entraram em colapso e Rachel quase sorriu de nervoso para as andorinhas que ouvia e via se apresentar na garganta de Quinn. Ela respirou fundo, reunindo toda a força que parecia sempre possuir quando sentia que as pessoas precisavam ouvir a verdade, especialmente quando se tratava de cantar. Ela foi abençoada com afinação perfeita, afinal. Era justo que ela compartilhasse seu dom com os menos dotados.
Seu polegar roçou o rosto de Quinn até o canto de sua boca enquanto ela falava com uma voz que tremia de energia nervosa. "Quinn, eu estou apaixonada por você," Rachel disse baixinho. "Eu tive apenas... medo de dizer, porque eu sempre duvidei se deveria ou não nos levar a sério. Mas é óbvio que ao ter deixado você naquele dia em sua casa exacerbou suas próprias inseguranças sobre nós e por isso eu sinto muito." Ela inalou uma respiração profunda, colocando um sorriso corajoso, que quase quebrou o rosto em sua falsidade. "E agora eu estou com medo," ela admitiu em uma respiração enquanto ela continuava a olhar para os lábios de Quinn porque ela seria incapaz de encontrar seus olhos. "E eu não quero que você diga nada, porque se você... se você não se sentir da mesma forma, eu acho que eu morreria." Seus lábios se curvaram mais em diversão genuína. "Isso é um pouco dramático, hein?"
Quinn bufou uma risada tranquila, olhando para Rachel com os olhos que brilhavam com espanto e apreensão.
"Então, eu estou dizendo a você agora," declarou Rachel com determinação. "Eu te amo. E eu não quero que você diga qualquer coisa, porque se você não se sentir da mesma forma, então eu realmente vou morrer. Mas se você, se você se sentir da mesma forma, e se... você quiser continuar isso, eu estarei aqui para continuar com você... quando estiver pronta, Quinn."
Suas pálpebras piscaram assim como as borboletas na boca do estômago quando ela se inclinou para conectar seus lábios. Conheceram-se suavemente em um hesitante e casto beijo. Rachel segurou nas laterais do rosto de Quinn com mais segurança com as mãos trêmulas que estavam tão instáveis quanto a respiração fantasma de Quinn sobre o lábio inferior. Quinn deu um passo cauteloso para perto, os dedos roçando o queixo de Rachel sem rumo. Em seguida, a mão quente segurou o rosto de Rachel ainda quando ela se afastou, apenas para mergulhar de volta e pressionar os lábios mais firmemente juntos. O beijo era estranhamente desajeitado e da maneira mais carinhosa possível que fez o peito de Rachel aquecer. Parecia um primeiro beijo, e ela argumentou para si mesma que de certa forma, era.
O sinal, sinalizando o fim do dia tocou e Quinn saltou para trás. Ela olhou para Rachel com um fogo em seus olhos que pareciam longe de estar saciado e Rachel não parecia muito melhor. Ela estava se sentindo particularmente amorosa depois de sua confissão de amor e aquele beijo estranho e não queria nada mais do que amar Quinn toda... talvez em algum lugar que não fosse o banheiro.
Em vez disso, ela alisou a saia amarrotada com determinação. Ela deveria dar um beijo e ir embora; porque era a única maneira de Quinn a seguir. Assim, em vez de caminhar para Quinn e plantar outro beijo antes que alguém entrasse no banheiro, ela deu um sorriso que parecia estranhamente libertador e se afastou com um alegre: "Tenha um bom dia, Quinn."
Com isso, ela andou, desfilando para fora do banheiro sem olhar para trás e uma mão em seu quadril. Ela tinha aprendido com as melhores, afinal de contas.
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