What Doors May Open
15 Capítulo 14
Notas iniciais
Capítulo 14
Havia uma pressão quente sobre o peito de Rachel enquanto ela dormia na cama, os primórdios da consciência fazendo cócegas em seu cérebro. Um suspiro escapou até os seus sentidos. Ela se esticou, ou tentou, mas o que estava em seu peito também estava na metade inferior do seu corpo. Em um momento de pânico seus olhos se abriram turvos e ficaram estáticos diante dos tufos de cabelos loiros em cascata sobre o seu peito e braços. Rachel olhou em choque o comprimento do corpo de Quinn cobrindo o seu. A mão ao seu redor, segurando-a no lugar enquanto Quinn dormia profundamente.
Rachel voltou ao lugar, os cabelos escuros sobre as almofadas brancas enquanto olhava para o teto. A noite anterior não tinha sido nada do que ela esperava que seria ao sair com as três garotas mais populares da escola. Ela esperava que jogassem o jogo da verdade, sete minutos no paraíso, jogos que envolvessem bebidas, ou, inferno, que pelo menos fofocassem sobre os eventos da escola. Elas não fizeram nenhuma dessas coisas e Rachel não tinha certeza se era porque ela estava lá ou apenas porque essas garotas eram muito mais normais do que haviam se perpetrado em base diária.
Tudo o que fizeram foi assistir alguns filmes, Rachel e Quinn em uma extremidade do sofá e Santana e Brittany na outra. Os sons ocasionais vindos das ocupantes do outro lado fazia Rachel corar em vergonha durante toda a noite. Mas o momento de glória brilhante foi quando ela conseguiu chegar perto o suficiente de Quinn para colocar a cabeça em seu ombro. E depois de alguns minutos penosos, a pressão suave da cabeça de Quinn em sua própria fez tudo valer a pena.
Todos tinham ido para cama depois disso. Rachel suspeitava que a festa que elas tinham dado na noite anterior e não a convidado, juntamente com os suicídios que Santana reclamou que Sue as teria feito fazer naquele dia deixaram Quinn, Santana e Brittany cansadas.
Todas elas se retiraram para a cama depois do terceiro ou quarto filme. Rachel não tinha sido mesmo capaz de dormir com Quinn na mesma cama. Seu corpo tinha cantarolado de desejo de alcançar e tocar Quinn que tinha caído no sono depois de ter murmurado não mais do que um, "Boa noite." A maior coragem que Rachel conseguiu reunir lhe possibilitou alisar os cabelos loiros que estavam no rosto de Quinn que ela havia adoravelmente agitado em meio a seu sono.
Rachel caiu no sono em seu próprio lado da cama. E ela tinha despertado em seu próprio lado da cama. A única pessoa que não parecia seguir essa tendência—embora Rachel não estivesse reclamando, muito pelo contrário—era Quinn.
Ela estendeu a mão para pentear suavemente os dedos pelo cabelo loiro. Ele havia emaranhado um pouco no sono de Quinn e Rachel desembaraçava os nós mais soltos, até que finalmente Quinn acordou. Rachel soube o exato momento em que isso aconteceu pelo jeito como ela caiu sobre ela até se enrijecer, provavelmente a consciência a alertando onde estava. Seu corpo inteiro ficou rígido e Rachel estava em silêncio embaixo dela, esperando por Quinn para fazer algum movimento.
Alguns segundos mais tarde, Quinn lentamente levou a mão ao rosto, preguiçosamente esfregando as pálpebras antes de olhar para cima.
Este foi, possivelmente, o maior sorriso que Rachel já havia dado em sua vida quando olhou para baixo encontrando os turvos olhos de avelã. "Bom dia," ela murmurou.
Uma mão imediatamente cobriu o rosto de Quinn quando ela desviou o olhar. "Eu devo estar horrível," ela resmungou.
"Você está linda," Rachel respondeu calmamente.
A mão dela deslizou lentamente pelo rosto revelando um pequeno sorriso antes dela se afastar de cima de Rachel e lutar para fora da cama. "Desculpa por… ter me amontoado em cima de você ou qualquer outra coisa," ela disse, nunca encarando os olhos de Rachel. "Normalmente eu não sou—Eu nunca dormi na cama com outra pessoa, então eu não sabia como—"
"Esta tudo bem, Quinn," Rachel a acalmava enquanto se sentava. "Eu não me importei com isso; você não precisa se desculpar."
Quinn finalmente olhou para cima para encontrar os olhos de Rachel. Ela assentiu, apenas uma vez, dirigindo-se rapidamente para a mochila no canto do quarto. "Provavelmente eu deveria me vestir. Você quer usar o banheiro primeiro, ou—"
"Vá em frente," Rachel ofereceu, deitando novamente na cama.
Um Segundo depois Quinn se fora, deixando Rachel monumentalmente confusa de novo. A ultima vez que ela tinha checado, carinho não era uma coisa ruim. Mas também, a última vez que tinha checado, Quinn era simultaneamente a garota mais bonita e mais confusa que já tinha conhecido. Ela suspirou, os olhos flutuando enquanto mergulhava entre a consciência e a inconsciência.
Quando os abriu novamente, Quinn estava passeando ao redor do quarto com um vestido floral. Rachel a olhou em silêncio, a forma como os músculos elegantes escondidos pelo vestido moviam-se a cada passo que ela dava. Rachel sentou-se e esfregou os olhos. "Você gosta de ser uma Cheerio?" perguntou curiosa, enquanto olhava fixamente para os músculos que se moviam.
Quinn endireitou-se e se virou para encará-la. Ela olhou para Rachel por um momento antes de caminhar lentamente até a cama, alisando a saia do seu vestido e se sentando ao lado de Rachel que havia deslizado para o lado lhe dando espaço. "Eu não odeio," Quinn falou inclinando um pouco a cabeça.
Rachel colocou seu cotovelo em sua perna apoiando a cabeça na mão. "O que você gosta?"
"O poder," Quinn disse com um pequeno sorriso e um revirar de olhos. "A popularidade, eu gosto de ser a número um, sabe?"
Ela assentiu. "Eu gosto de ser a capitã do Glee."
Quinn riu. "Eu pensei que você fosse uma co-capitã com Finn?"
Seus lábios se torceram enquanto ela tentava encontrar uma maneira de dizer o que queria sem essencialmente sacanear Finn. Finalmente, ela decidiu, "Eu acho que Finn é uma pessoa muito capaz, quando recebe ajuda. Entretanto, eu sou a capitã do Glee."
Quinn riu um pouco forte a sobrancelha bem cuidada e escura suspensa em incredulidade. O som rico da genuína diversão de Quinn aqueceu todo o seu corpo.
Quinn se inclinou para trás, suas mãos espalmadas na cama, ao lado esquerdo de Rachel, enquanto seu corpo ocupava a maior parte do lado direito. Então ela se voltou para olhá-la com recém descoberto interesse. "Desculpa por agir de forma estranha antes," Quinn murmurou. "Eu só… Eu não sei o que estou fazendo," ela admitiu.
"Ajudaria saber que eu realmente não sei o que estou fazendo também?" Rachel ofereceu com um sorriso simpático.
"Um pouco," ela disse com um suspiro se virando para olhar para o colo.
Por mais que quisesse estar mais perto, Rachel se manteve distante, sempre consciente da respiração matutina de Quinn. "Nós podemos continuar a falar se você quiser. Uma continuação da noite de ontem, se você estiver pronta para isso."
"Prefiro que não," Quinn disse se virando para Rachel. "Se não se importa. Eu meio que—eu não estou pronta para falar sobre essas coisas de novo ainda."
Rachel assentiu em compreensão, torcendo os dedos nos fios soltos do cobertor. Ela se acalmou e sustentou o olhar. "Quando você estiver pronta," ela disse com sinceridade.
Os olhos de Quinn se desviaram para seu colo e seu peito arfava com a respiração profunda. "Obrigada."
Rachel sorriu puxando as cobertas de volta. O ar frio atingiu sua pele e as pernas se arrepiaram enquanto ela se balançava para sair da cama. O olhar de Quinn deslizou distraidamente na direção delas antes de olhar de volta para Rachel.
"Acho que eu devo ir me refrescar," ela bocejou estendendo os braços em direção ao teto.
Quinn sorriu se levantando com Rachel. "Sim, eu pude sentir sua respiração todo o caminho até aqui."
Rachel se virou para olhar para ela. "Está falando sério?" ela perguntou em voz cadente e de lamento. Seu lábio inferior se projetou para frente e seus olhos se arregalaram candidamente.
Um lento e leve rubor tomaram as bochechas de Quinn quando seu olhar caiu para o beicinho que Rachel fazia.Ela piscou rapidamente antes de voltar a mirar os olhos de Rachel. "Não, estava brincando," ela murmurou. "De qualquer forma, eu provavelmente deveria estar fazendo o café da manhã." Suas mãos correram por seu vestido e ela caminhou para fora do quarto. "Te vejo lá embaixo."
Ela saiu do quarto depois disso, dessa vez não deixando Rachel confusa e ela sorriu secretamente para si mesma antes de recolher seus pertences e caminhar em direção ao banheiro.
Cerca de vinte minutos depois, ela havia tomado um banho fresco e estava pronta para começar o dia. Ela abotoou a camisa xadrez azul, uma saia xadrez vermelha e preta e um suéter azul escuro sobre a camisa. Ela sorriu para o espelho orgulhosa de si mesma antes de sair do banheiro.
Em pé no topo da escada, ela silenciosamente observava a cena à sua frente com um sorriso carinhoso para as três pessoas que estava começando a conhecer lentamente. Santana estava sentada em uma cadeira na mesa da cozinha, de cabeça baixa e mau humorada. Brittany estava se atrapalhando com a máquina de café e Quinn no fogão virava as panquecas. Todos os seus movimentos pareciam práticos e fáceis, como se isso fosse uma ocorrência natural para elas. Ela desceu calmamente as escadas, não querendo assustar tal tranquilidade concentrada e deslizou para o assento ao lado de Santana. "Bom dia," ela cantarolou alegremente.
Santana descascou os olhos abertos para encarar Rachel friamente. Os de Rachel se arregalou em ansiedade quando caíram para baixo e depois para longe até que Brittany ofereceu um sorriso de desculpa e disse, "Ela é muito irritadiça até que receba o seu café."
Brittany soprou um ar frio sobre a xícara de café antes de entregar a Santana. Ela tomou um longo gole, com um suspiro lânguido antes de pressionar um beijo de obrigada na bochecha de Brittany.
Rachel se levantou da cadeira se sentindo um voyeur. Andou mais para a cozinha onde Quinn colocava uma quarta panqueca em uma pilha. "Brittany, sua pilha está pronta!"
Rachel andou até a pia se encostando para assistir Quinn, Santana empinou-se e agarrou a pilha. "Obrigada, Q!"
"De nada," Quinn murmurou. Colocou um pouco mais de massa na panela antes de olhar para Rachel. "Você quer uma pilha? Eu vou fazer mais duas para Brittany e Santana e posso fazer os próximos dois para você."
Rachel piscou uma vez surpresa. "Elas comem quatro panquecas sozinhas?"
Quinn sorriu enquanto mexia a espátula na mão virando a panqueca que capotou com facilidade. "Nós estamos crescendo, Rachel."
Ela engoliu em seco com o timbre baixo que a voz de Quinn tinha tomado. Seus olhos se desviaram sem controle para o corpo de Quinn antes de voltar até o seu perfil. "Eu vejo," ela murmurou.
Um momento depois, Quinn virou a panqueca a colocando em um prato. "Você quer?"
Rachel sorriu. "Eu adoraria, mas não posso. Sou vegan."
Quinn franziu a testa, o cenho em confusão enquanto lentamente retirava a frigideira. Ela olhou para as panquecas, em seguida para os ingredientes espalhados no balcão ao lado dela. "Isso tem—são os ovos, certo?"
O sorriso de Rachel aumentou, feliz por não ter que explicar o veganismo a Quinn como tivera que fazer com Finn. "E o leite, sim."
Os lábios de Quinn se torciam mostrando que ela estava pensando e ela desceu a panqueca no balcão ao lado dela. "Então, você realmente não pode comer muita coisa aqui, suponho," ela disse enquanto seus lábios franziam naturalmente sedutores. O olhar de Rachel caiu para eles antes de encontrar os olhos de Quinn novamente.
"Provavelmente não," ela admitiu. "Está tudo bem. Eu posso ir para casa e comer lá."
"Qual é a boca que eu tenho que beijar para ganhar outra panqueca?" Santana gritava da mesa.
"Eu me sinto mal por você ir pra casa de estômago vazio," Quinn disse a ela, ignorando o discurso de Santana e colocando mais massa na panela.
"Eu vou ficar bem," Rachel assegurou com um aceno de cabeça. "Eu só vou ligar para os meus pais agora." Ela se empurrou para fora da pia e caminhou passando por Quinn, lançando um olhar para ela e subindo as escadas.
Ela caminhou até a sua bolsa, arrastando os pés, porque ela queria ficar com Quinn um pouco mais, mas teria que eventualmente ir para casa. Pegando o telefone, ligou para casa e esperou um de seus pais atenderem.
"Alô?"
"Oi, pai," ela suspirou. "Estou pronta para ir pra casa agora."
"Você não parece pronta," foi a resposta de Hiram e Rachel fez beicinho sentando-se na cama que tinha compartilhado com Quinn na noite anterior.
"Eu não estou pronta, papi."
"Então por que você não fica um pouco mais?"
"Porque eu esqueci de embalar uma pequena refeição de qualquer coisa e aqui não tem nada vegan para eu comer," ela resmungou.
Ela ouviu um movimento no fundo e o som de Hiram chamando Leroy antes de dizer, "Eu vou até você e Leroy ficará aqui preparando seu café. Como isso soa?"
Rachel não pode deixar de sorrir. "Realmente bom, pai. Obrigada."
"Vejo você em vinte minutos, querida. Bye."
Ela fechou o telefone e o jogou em sua bolsa, atirando-a após por cima do ombro. Quando ela desceu, todas estavam à mesa comendo. Santana e Brittany estavam em uma conversa animada sobre algo que Rachel não entendia e ela deslizou para o assento ao lado de Quinn. "Isso é bom?" perguntou ela enquanto seus olhos passavam das panquecas para a gloriosa boca de Quinn que lambia o xarope do lábio inferior.
"É tão bom," Quinn murmurou antes de dar outra mordida.
E realmente, não devia ser nada mais sexy observar alguém comer uma panqueca, mas assistir o garfo desaparecer da boca de Quinn antes de voltar limpo estava fazendo Rachel sentir coisas que ela não esperava.
"Na verdade eu gostaria que você pudesse comer um," Quinn disse depois de cuidadosamente limpar a boca com um guardanapo. "Eu sou uma cozinheira bastante impressionante."
"Ela é só boa," Santana disse do outro lado da mesa.
Quinn se virou para Santana com a sobrancelha erguida. "Me desculpe, eu não te ouvi você reclamando quando fazia sons inalando a comida que eu fiz."
"Você pode inalar comida?" Brittany murmurou ao lado de Santana. "O quê—você é tipo um super-herói, ou algo assim?"
Rachel assistiu com diversão Santana e Brittany entrando em sua própria bolha antes de se voltar para Quinn apenas para descobrir que ela a estava observando. "Você se divertiu?" Quinn perguntou em voz baixa.
Ela assentiu com um sorriso brilhante. "Sim. Santana me fez me sentir muito bem vinda." Seu olhar caiu e ela mordeu o lábio inferior nervosamente. Ela olhou para cima encontrando Quinn a olhando atentamente. "E eu realmente gosto de passar o tempo com você e te conhecer melhor, Quinn," ela terminou calmamente com os olhos grandes e sérios.
Quinn esfregou os lábios por um longo momento, como se estivesse tentando lutar contra um sorriso, depois simplesmente falou, "Eu gostei também."
O sorriso de Rachel se estendeu tão amplamente que quase dividiu seu rosto enquanto olhava para Quinn com adoração. Ela abriu a boca para falar, mas seu telefone tocou bradando uma gravação de si mesma cantando Don't Rain on My Parade que ela tinha gravado como toque. "Me dê licença um momento," ela resmungou, xingando quem quer que estivesse ligando arruinando seu momento com Quinn. Ela não tem tantos contatos assim no telefone para que alguém a chame em um momento tão inoportuno.
"Essa é a sua própria voz?" Santana perguntou incrédula quando Rachel puxou o telefone de sua bolsa.
Rachel sentiu seu rosto esquentar e se atrapalhou para abrir o telefone. "É umm—Bem, eu estava apenas mexendo nele uma noite e—oi, pai!" ela disse ao telefone exuberantemente, jogando fora o comentário de Santana e ouvindo seu pai.
"Estou parado aqui fora agora," Hiram disse.
O rosto de Rachel caiu. "Oh… você chegou muito cedo, pai."
"Eu pensei que você estava com fome!" ele disse em sua defesa.
De seu lado, Quinn se levantou e puxou a cortina da janela atrás delas. "Carro azul?" ela perguntou.
Rachel assentiu tristemente. "Sim. Bem… obrigada por ter vindo, pai. Já estou saindo." Ela desligou o telefone com um suspiro e se levantou com as mãos dispostas à sua frente. "Eu apenas queria te agradecer, Santana," ela disse com um aceno de cabeça em sua direção, "por me convidar. Eu tive um momento incrível com você e Brittany."
Brittany sorriu largamente.
Então Rachel deu um passo hesitante em direção a Quinn. "Eu-Eu só vou—aqui." Ela ficou nas pontas dos pés colocando os braços firmemente em torno do pescoço de Quinn. "Obrigada," Rachel murmurou.
Quinn engoliu em seco, seus olhos levemente cerrados. "Pelo quê?"
"Nos dar uma chance?" Rachel sussurrou em seu ouvido, os braços a apertando. A pressão quente dos braços envolvendo a sua cintura faziam seu estômago apertar.
"Eu estou a dois segundos de ir ai pulverizar vocês duas," ela ouviu Santana dizer do outro lado da mesa.
"Eu acho que é fofo," Brittany retaliou.
Rachel descobriu que ela sempre teria Brittany ao seu lado se tudo o que ela fazia se enquadrassem na categoria 'fofo'.
Ela pressionou um beijo fugaz contra a bochecha de Quinn antes de se afastar com um pequeno sorriso. "Eu te vejo Segunda-feira." Ela pegou sua bolsa e se despediu de todas, caminhando até a porta.
"Até mais tarde, Berry."
"Tchau, Rachel!"
Pareciam amigas, despedindo-se dela e isso fez o coração de Rachel se inchar de orgulho.
Ela pode ouvir passos atrás dela e Quinn a chamando, "Espere," quando já estava em frente à porta. Assim que ela se virou, lábios cheios e quentes a pressionaram até a porta atrás dela. O comprimento do corpo de Quinn se sustentou sobre ela de repente e ela o pode sentir em todos os lugares, uma sensação que nunca ficava velha. Rachel lutou contra si mesma, tentando libertar a mão que estava sob o rosto de Quinn, querendo enterrá-la em seus cabelos ou envolvê-la em torno da cintura, mas sua mão era como um peso morto, segurando firmemente a sua bolsa e Quinn parecia ter outras ideias de qualquer maneira.
Sua mão direita que foi se agitando acima da cabeça dela foi capturada delicadamente e puxada para baixo com Quinn sorrindo contra ela.Quinn se afastou o suficiente para murmurar, "Leve isso com você," soprou quente contra a orelha de Rachel e um som de clique permeou o nevoeiro que se tornara o cérebro de Rachel.
Então Quinn se afastou. Não havia mais a respiração quente contra seu ouvido que fazia seus pelos da nuca se arrepiarem e ela sentiu falta. Olhos castanhos abriram flutuantes para encontrar Quinn olhando diretamente para ela através dos infinitamente longos cílios. Rachel engoliu em seco e os olhos de Quinn mergulhavam em óbvio sinal antes do seu próprio o seguir terno.
Quinn estava segurando a mão dela, a palma para cima com a caneta na outra mão. Rachel observava, os olhos arregalados e queixo caído enquanto Quinn ordenadamente queimava sete dígitos em sua mão. Em seguida a caneta clicou novamente e Quinn olhou de volta para ela. Inclinou-se para frente, os olhos fechados enquanto beijava Rachel lentamente. Rachel gemeu incapaz de fazer outra coisa que não ceder contra a porta e tomar para si a sensação dos lábios macios contra os seus e a sensação de empurra e puxa que isso criava dentro dela. A caneta tinindo no chão não alcançou seus sentidos, mas Quinn segurando o seu rosto causava um calor suave que subia a face quando a língua ágil deslizou languidamente ao longo do seu lábio inferior. Ela gemeu, descaradamente, e se contorceu contra a porta enquanto a língua de Quinn deslizava para dentro. Quinn enrolou a mão em volto do seu pescoço para mantê-la no lugar, inclinando a cabeça mais para o lado enquanto sua língua torcia e expandia o calor em todo o ser de Rachel.
Muito breve, na opinião de Rachel, Quinn se afastou. Ela sorriu maliciosamente olhando para baixo o estado que tinha deixado Rachel. "Me ligue."
Rachel queria perguntar quando, mas Quinn já tinha indo embora, balançando os quadris fazendo seu caminho de volta para a cozinha. Ela assobiou um suspiro de surpresa e olhou para o número na mão. Cerrando o punho fechado, descolou-se da porta e abriu-a com a outra mão antes de sair.
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"Então, qual a postura adequada para ligar para alguém com quem você está semi-mas-não namorando?" Rachel perguntou pelo telefone enquanto montava o seu tripé e a nova câmera de vídeo no canto do quarto. Ela implorou aos seus pais para finalmente comprá-la porque uma futura estrela precisava de um meio como o MySpace para transmitir o seu talento.
Tradução: ela precisava de sua própria câmera, porque ter que comprar calcinha para dar a Jacob em troca da dele estava se tornando ridiculamente caro.
"Uh, eu não sei," Finn disse distraidamente um momento depois ao telefone.
Ela suspirou exasperada, virando a câmera a três graus para a esquerda para que ela pudesse pegar o brilho de emoção em seus olhos que ela sempre mostrava quando a canção que ela estava cantando crescia algumas notas. "Bem, o que você fez quando Quinn te deu o número dela?"
"Eu liguei para ela assim que cheguei em casa depois da aula. Então ela gritou comigo e me disse que eu estava sendo muito agressivo."
Um pequeno grito estava alojado em sua garganta porque ela não queria gritar. Tudo o que ela queria era falar com Quinn.
"Porquê namorar é tão difícil?" ela gemeu ao telefone caindo no banco atrás dela. "Eu só queria falar com ela."
"Sim, mas garotas gostam de espaço, ou o que seja. Isso foi o que Quinn sempre me disse. Basta jogar com calma."
Rachel olhou para a câmera com um rosto em branco. "Eu não sei como ir com calma."
"Dê a ela um par de dias. Não a ligue essa noite; você a viu há algumas horas atrás. E não a ligue amanhã porque então você vai querer falar com ela na escola e ela não gosta, diz que se sente sobrecarregada."
Sua mente nadava enquanto Finn lhe dava todas as proibições sobre Quinn. Aquilo era tão complicado.
"Espere um pouco hoje e amanhã e fale com ela na escola para ver como a cabeça dela está." Ele parou para ouvir uma batida de alguém morrendo dramaticamente ao fundo do telefone. "Encantador," Finn respirou. "De todo modo, o que ela disse para você de novo? Depois que ela escreveu o número na sua mão."
"Me ligue," Rachel disse, tendo enraizado essas duas palavras em sua mente e o olhar pesado que Quinn tinha prendido sobre ela quando disse isso.
"Ok, então ela não te deu um quando. Se ela tivesse dito logo, eu teria te dito para ligar para ela pelo menos amanhã. Mas ela não deu uma pista." Ele bufou cruelmente no telefone. "É claro que ela não deu uma pista."
"Então, não ligar e esperar até segunda-feira?" Rachel perguntou para confirmar.
"Segunda," Finn disse a ela.
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Dizer que o resto do seu fim de semana tinha sido longo era eufemismo. Ela tinha Quinn, o número de Quinn Fabray, salvo em seu telefone e não fez contato nenhuma vez com ela. Isso ia contra todos os instintos de Rachel, mas ela o mantinha porque a ultima coisa que ela queria era Quinn gritando com ela sobre querer mais espaço quando tudo que Rachel sentia era que dava a Quinn tanto tempo e espaço quanto possível. Tudo o que ela queria era abraçar e beijar Quinn e segurar suas mãos até que elas estivessem em um estado nojento, bagunçadas, suadas, mas abstendo-se de... segurar a mão dela na maioria das vezes, pelo menos.
Mas não ligou para Quinn porque ela definitivamente não a queria gritando com ela.
"Bom dia, garota," Kurt bocejou quando se aproximou de Rachel. Ele se largou contra o armário ao lado dela com um sorriso sonolento.
Rachel olhou para ele preocupada. "Bom dia, Kurt." Ela gentilmente colocou a mão no ombro dele. "Está tudo bem? Seu cabelo está opaco e sem vida hoje, e isso não é você."
Ele acenou. "Eu passei a noite estudando um amontoado de coisas para um exame." Ele tentou correr os dedos pelos cabelos para dar volume, mas eles caíram novamente contra a sua cabeça e ele suspirou. "Eu me sinto feio."
"Oh, querido, venha aqui," Rachel murmurou enquanto ela colocava os braços ao redor do seu pescoço.
Ele bateu em suas costas levemente. "De qualquer forma, como foi a sua festa de pijamas com as garotas legais?" ele perguntou provocativamente.
Rachel se afastou, os olhos em excitação quando começou a falar sobre as Cheerios. "Elas são tão… tão normais, Kurt. Quer dizer, eu não conseguia acreditar. Eu imaginei que jogaríamos Verdade ou Desafio ou me pressionariam a beber a minha primeira bebida alcoólica e que ficaríamos bêbadas cantando karaokê durante toda a noite. Mas tudo o que fizemos foi assistir filmes."
"Bem, isso é ridículo," Kurt lamentou com uma careta. "Eu pensei que seria mais legal."
"Elas são legais," Rachel corrigiu. "Elas não sentem a necessidade de fazer todas as coisas que eu ou você pensamos ser legal, porque elas já são legais. Enquanto elas são legais aqui, elas podem fazer qualquer coisa atrás das portas fechadas."
"Você quer dizer, ficar com garotas?"
Rachel sorriu secretamente. Ela agarrou o braço de Kurt e o puxou para mais perto. "Eu não te contei a melhor parte," ela disse em voz baixa.
Kurt sorriu de volta. "Bem, derrame garota. Nós não temos o dia todo."
"Quinn me deu seu número," ela sussurrou animadamente. "Seu número real do celular dela; ela me deu o seu número!"
"Você ligou para ela?"
"Não… ainda."
"Então como você sabe que é o número dela?"
Ela parou, franzindo a testa para ele. "Porquê ela me daria um número falso?"
A mão dele se balançou distraidamente pelo ar. "Eu não sei, talvez seja uma coisa que meninas más façam."
"Ela não é uma menina má", Rachel respondeu com veemência. "Ela é agradável e de fala mansa e surpreendentemente sensível".
"Quinn, de fala mansa?" ele riu. "Talvez um dia."
"O número é real," Rachel disse confiante. "Olhe, Quinn e eu estamos tendo alguma coisa. E quanto mais cedo você entender isso e colocar de lado sua impressão equivocada dela, mais cedo você será um amigo solidário a mim."
Kurt cruzou os braços sobre o peito. "Eu não tenho sido nada mais do que um apoio desde o início."
"Sim, sobre eu ser gay porque isso foi um ganho pessoal para você," Rachel concordou. "Mas eu gosto de Quinn e… pode ser que ela goste de mim. Assim, por favor, me apoie nisso, ok? Pare de esperar que o outro sapato me chute, porque não vai."
"Ou vai," Kurt disse calmamente. "Eu não me importo se você for atrás de Quinn—bom pra você. Mas algum de nós tem que ter o pé no chão aqui enquanto o outro está ocupado sendo baleado várias vezes na bunda por um cupido até que esteja vomitando corações. Eu estou sendo a pessoa que te deixa com os pés no chão," ele completou, cutucando Rachel no peito.
Rachel olhou para Kurt, olhos brilhando desafiadoramente, porque a possibilidade de Quinn ter dado um número falso era algo que ela não estava disposta a ouvir. Mas a sinceridade nos olhos de Kurt a levou a desinflar. Ela suspirou, voltando-se para seu armário. "Você é um bom amigo", disse em voz baixa. "E eu aprecio isso em você. Apenas não tente entrar no meu caminho com relação a isso. Por favor."
Kurt cruzou uma perna sobre a outra, enquanto olhava para o corredor. "Tudo bem. Eu não vou."
"Obrigada."
Kurt chupou os dentes. "Levanta a cabeça. Sua abelha rainha está vindo para cá."
Rachel colocou a cabeça para fora do armário a tempo de ver Quinn andando pelo corredor com Santana e Brittany ao seu lado. Era como se nada tivesse mudado nos últimos dois meses e meio quando Rachel ficava em seu armário ansiando pela menina mais popular da escola. Mas muita coisa mudou. E isso se fez presente quando Quinn se virou para olhá-la fazendo, em seguida, um caminho mais curto até ela.
Quanto mais se aproximava mais a irritação se mostrava clara em seu rosto. Rachel entrou em pânico ao perceber o sulco na testa, a tensão nos ombros e o estreitamento dos olhos.
"Ela parece um pouco chateada," Kurt disse em algum lugar atrás dela.
"Tenho certeza," Rachel resmungou antes de Quinn parar suavemente em sua frente.
"Nós precisamos conversar," Quinn disse laconicamente. As mãos se encontravam nos quadris enquanto os olhos cortaram de Rachel para Kurt bruscamente. Rachel engoliu em seco. Aquela não era a Quinn com quem ela havia lidado há dois dias. Aquela era a Capitã das Cheerios Quinn Fabray e a enervava tanto quanto surpreendentemente a excitava.
"Eu te vejo mais tarde, Rachel," ela ouviu Kurt falar atrás dela. "Boa sorte."
Ela não conseguia tirar os olhos de Quinn que estava olhando para Kurt enquanto ele se afastava. Então os olhos de avelã percorreram as pessoas que estavam no corredor antes de queimar de raiva sob os olhos castanhos. "Algum problema?" Rachel perguntou nervosamente.
Os ombros de Quinn pareceram cair e seus olhos se arredondarem em algo parecido com suavidade. "Por que você não me ligou?" ela perguntou, a acusação pingando em sua voz.
A mandíbula de Rachel caiu enquanto ela procurava rapidamente uma desculpa xingando Finn na parte de trás de sua cabeça enquanto olhava para Quinn que parecia irritada e confusa. "E-eu—Me desculpe, eu só—"
"Você está brincando comigo?" Quinn perguntou friamente dando um passo para perto.
Rachel rapidamente balançou a cabeça. "Não, nunca, eu-"
"Não brinque comigo, Rachel."
"Eu não vou," ela prometeu. "Honestamente, Quinn, eu não vou." Suas mãos se estenderam para tocá-la antes que a consciência de que elas estavam na escola a abatesse. Seus dedos se enroscaram em sua própria mão, a poucos centímetros de distância de Quinn quando ela olhou para ela suplicante. "Eu não estou brincando com você", ela disse em voz baixa, balbuciante, a garganta apertada como se uma andorinha voasse dentro dela. "Eu gosto de você; você sabe disso."
Quinn suspirou e pareceu esvaziar completamente. Ela apertou as mãos para trás e se encostou no armário enquanto olhava através do corredor. Rachel arriscou um passo para mais perto, desejando que Quinn estivesse olhando para ela. "Eu estava sendo tola", ela sussurrou. "Eu não queria parecer... pegajosa porque eu não achei que seria o que você queria."
Quinn não disse nada continuando a olhar para frente. Sua mandíbula se apertou com força, ficando ainda mais tentadora que Rachel teve que forçar seu olhar para longe, colocar sua mente em ordem e tentar tranquilizar Quinn. "Eu pensei que você iria querer espaço para descobrir suas próprias emoções. Pensei que estava fazendo uma coisa boa."
"Você deveria ter me perguntado," Quinn disse, a voz cortada e monótona
Rachel fez uma careta, mordendo o lábio inferior. "Eu não estava pensando quando você me deu seu número," ela explicou suavemente. "Você tinha acabado de me beijar e eu meio que estava tomada por uma morte cerebral depois."
Um pequeno sorriso curvou os cantos da boca de Quinn e Rachel sorriu de volta. "Se eu estive pensando, eu teria perguntado se você queria que eu te ligasse ou se queria que eu te desse espaço. Sinto muito."
Nenhuma delas se moveu por um longo momento. Tudo o que Rachel queria fazer era envolver os braços ao redor da cintura de Quinn e a segurar, mas elas estavam em um—ela olhou ao redor—elas estavam em um corredor vazio que ia progressivamente diminuindo em número.
O sinal tocou tardio e Quinn virou a cabeça para a esquerda. Em seguida virou para a direita, olhando ao redor de Rachel, pelo corredor, e voltando novamente para Rachel. "Não presuma as coisas," Quinn disse depois de um momento.
"Não irei," Rachel suspirou, passando a mão pelo cabelo antes de cruzar os braços no meio do corpo. "Eu pensei que estava fazendo o que você queria."
"Às vez eu realmente preciso de espaço e tempo," Quinn admitiu. "Mas este fim de semana eu—" ela balançou a cabeça para trás e para frente. "Você deveria ter me ligado."
"Eu sinto muito." Rachel deu um passo mais perto. Foi ficando cada vez mais difícil lutar contra seus instintos de abraçar Quinn no meio do corredor, mas isso seria um pouco como sair do armário para ambas se alguém visse. E embora ela estivesse se tornando cada vez mais confortávelcom sua sexualidade, ter a escola todo sabendo era uma situação diferente. E ela não estava realmente pronta para isso. "Devo te ligar hoje à noite?"
Quinn revirou os olhos. "Eu tenho prática das Cheerios, estudo bíblico e um exame para estudar para amanhã. Estarei ocupada."
"Oh," foi tudo o que Rachel disse, a decepção pesando sobre os seus ombros caídos.
"Não fique tão preocupada, Berry. Se você tivesse me ligado ontem à noite, isso não seria um problema."
Seu olhar subiu bruscamente para se defender e se desculpar tudo em um só fôlego, mas os olhos avelã brilhavam com um escárnio brincalhão e Quinn sorria para ela.
"Suponho que não," Rachel respondeu timidamente.
Quinn franziu os lábios pensando, queixo saliente quando disse, "Me ligue amanhã à noite. Ou então perca o meu número."
Ela não podia estar falando sério; havia um chupão no pescoço de Rachel que Quinn lhe dera para gritar em voz alta!Certamente ela realmente não queria dizer para perder seu número depois de chupar seu pescoço até quase causar uma contusão, uma mordida de amor rosa.
Rachel devia estar com uma aparência muito louca no rosto porque Quinn apertou a barriga com um sorriso tranquilo. "Estou brincando," disse calorosamente. "Talvez."
Ela não pôde deixar de sorrir de volta, perguntando quando o seu coração ia parar de vibrar e como em todo o mundo, ela conseguiu se apaixonar, sem dúvida, pela garota mais inatingível da escola.
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