What Doesnt Kill You Makes You Stronger
1 I have to be STRONG.
Notas iniciais
Tudo na vida acontecia por alguns motivos, até aquele dia que não consegui acreditar na injustiça do destino que surpreendeu a todos de minha família.
Acordei sem saber aonde me encontrava, era uma sala branca, cheia de aparelhagem. Foi nesse momento que percebi que estava em um hospital, com agulhas espetando meu corpo e não consegui me lembrar de nada. Havia vestígios de algumas lembranças, um farol e uma luz muito forte em minha direção, não consegui decifrar aquilo. Seria fruto de minha imaginação ou apenas flashbacks me lembrando do que não queria acreditar? Sabia o que tinha acontecido, só queria mentir para mim mesma me fazendo não acreditar no que acabara de acontecer. A imagem dos meus pais vinham em minha mente, sem hesitar, repetidamente até que percebi meus olhos encherem de água, querendo desabar em um choro sem limite. A angústia, tristeza e o aperto no coração não queriam me livrar da realidade. Entre meu choro , uma enfermeira entrou em meu quarto e logo se retirou, voltando acompanhada de meus tios.
-Kath, como você está, minha querida? Fiquei tão preocupada com você. – Dizia a cobra que era obrigada a chamar de tia. Deborah, por mais que estivesse triste com a morte de sua irmã, nunca gostara ou ao menos se preocupara por mim, e do nada vem dar uma de tia legal, em uma ocasião normal só a ignoraria, mas nessas circunstancias só consegui perguntar:
-Cadê meus pais? CADÊ ELES?? –Foi a única coisa que consegui dizer.
-E-eu sinto muito –Disse ela – Mas o baque do acidente foi muito forte para eles, não resistiram e morreram.
Meu mundo desabou. Meu porto seguro se foi, sabia que teria que escutar essa notícia, mas preferia não tê-la escutado em voz alta, pois assim em silêncio conseguia acreditar que tudo aquilo não se passava de um pesadelo e a qualquer hora iria acordar, mas escutar aquilo , foi como se enfiassem uma faca lentamente no coração, fazendo com que absorvesse toda a dor até uma morte que não ocorreria. Fiquei naquele hospital por mais três dias até receber alta e poder ir pra casa, ou melhor, pra casa de Deborah onde teria que viver até completar meus 18 anos, que no caso não faltavam muito.
Fomos todos em silêncio pra minha antiga casa, a casa de meus pais que já não estavam mais presente entre nós, para que eu arrumasse minhas coisas para mudança. Entrei naquela casa e logo me deparei com fotos nossas em família, no parque ou apenas nos divertindo. Foi nesse momento que percebi como o ser humano não dá valor á pequenas coisas, mas tive que perder tudo para perceber o vazio que me faziam.
Lembro-me que era um dia frio como sempre fazia em Londres e eu estava atrasada para uma apresentação onde cantaria para um público enorme, e eu só apressava meus pais para cada vez ir mais rápido. Meu pai dirigiu um pouco mais rápido que o normal e minha mãe não parava de falar, demonstrando claramente seu orgulho por mim; eu era muito apegada á ela. Muitas vezes ela se demonstrou ser mais minha amiga do que uma mãe, sempre escutava meus desabafos e angústias. Foi quando meu pai passou correndo no farol amarelo e veio um caminhão desgovernado em nossa direção, apenas olhei para o lado e vi a luz do farol muito forte e um grande baque, foi tudo que me lembro até apagar.
Sentada ali no meio da sala naquela casa, sozinha, percebi o tamanho do vazio que estava em meu coração. Foi alí que decidi que não valeria mais apena se apegar as pessoa sendo que no final elas sempre irão te abandonar. Isso tudo me fez lembrar do Brad, meu ex- namorado por quem sofri muito. No começo era tudo muito perfeito, me tratava como uma princesa, até certos dias que ele começou a ficar mais frio comigo e me responder mais seco. Do amor que eu sentira por ele eu não havia dúvidas mais já o dele por mim me fez questionar muito. Um dia não aguentei , e tive que ir desabafar com minha melhor amiga, Carol e quando chego na casa dela, flagro os dois juntos na cama, nus. Foi a pior sensação na minha vida, foi o que me levou a me cortar e a ter tratamentos com psicólogos. Não me orgulho do que tinha feito, mas a dor física fazia com que a dor no meu peito diminuísse, me acalmando fazendo com que meus problemas fossem embora junto com meu sangue pelo ralo.
Terminei de arrumar minhas coisas e fui em direção a van que me esperava do lado de fora de casa para me levar pra um novo lar.
Fale com o autor