What Died Didn't Stay Dead
1 U: what died didn't stay dead
Notas iniciais
Quando Scorpius abriu os olhos pela primeira vez, Astoria, que era alguém que achava que nunca iria ter filhos, chorou de alegria. Acreditava que seu filho fora a melhor coisa que já fizera em sua vida inteira. O foco de seu mundo de repente era aquela coisinha babona e sorridente. Sempre que a esposa voltava após colocar o filho para dormir, Draco brincava que ele não existia mais naquela família. Era apenas os dois, Astoria e Scorpius.
Ela jurava que a primeira palavra do filho tinha sido “mamãe”, mas Draco tinha certeza de que nem tinha sido uma palavra de verdade. Toda vez que estava triste, Scorpius corria para o colo da mãe sabendo que seria escutado. Toda vez que algo feliz acontecia, corria para o colo da mãe sabendo que seria celebrado.
Foi Astoria que ensinou a Scorpius como desenhar. Comprou para ele seus primeiros materiais de pintura quando o garoto tinha apenas 5 anos. Acompanhou seus desenhos passarem de rabiscos coloridos para obras de arte impressionantes. Costumava levá-lo consigo para seu estúdio de tatuagem quando Scorpius era um pouco mais velho. Ele ficava sentado num banquinho em silêncio, assistindo a mãe marcar a pele de estranhos.
Quando descobriu que a mãe seria sua nova professora de Feitiços em Hogwarts, ficou horrorizado. Pelos próximos 3 meses antes que embarcassem no trem para a escola, Scorpius implorou para que a mãe não falasse com ele enquanto estavam nas aulas ou em qualquer momento. Ela apenas riu, dizendo que pelo menos teria que falar com ele como professora. Não conseguiu olhar para a própria mãe na primeira aula de Feitiços e levou pelo menos duas semanas para falar com ela pela primeira vez.
Só parou de sentir vergonha quando seus amigos comentavam sobre como a mãe dele era legal. Às vezes, depois das aulas, escutava os colegas falarem que era a professora mais maneira que eles tinham, engraçada e cheia de tatuagens. Lá pelo segundo ano, não tinha mais vergonha nem de chamá-la de mãe quando se encontravam pelos corredores.
Astoria não falava muito, mas sentia muito orgulho do filho. Assistia-o de longe, rindo com os amigos, trazendo orgulho ao nome Malfoy. A partir do terceiro ano dele, os dois se encontravam às vezes nos fins de semana para tomar cerveja amanteigada e Scorpius lhe contava as novidades. Nas férias antes do quinto ano, já estava ansiosa para conhecer a possível primeira namorada do filho.
Mas então, Astoria morreu.
Ela morreu dormindo. Começou como uma gripe na quinta-feira, e no domingo de manhã, não tinha mais vida em seu corpo. Scorpius se lembrava muito pouco de como aconteceu, mas recordava de passar os próximos dias com dor de garganta de tanto gritar. O funeral foi no dia seguinte, 31 de agosto. Todos seus amigos foram, todos eles choraram. Scorpius e Draco se abraçaram o tempo, completamente devastados. No fim, o menino ficou sozinho com a mãe.
— Oi mãe – ele dizia, olhando para a lápide em sua frente – Eu te amo tanto. Prometo que vou ser a melhor pessoa do mundo. Vou tirar notas altas, vou conseguir um trabalho importante. Vou te fazer ter orgulho de mim. Te amo mais do que tudo.
A diretora McGonagall deixou-o chegar uma semana depois para o começo das aulas. Quando apareceu para sua primeira aula de Transfiguração do ano, soube que todos já sabiam o que tinha acontecido. Seus colegas o encaravam, os rostos com expressões de pena. Scorpius fingiu que não viu nada e apenas foi se sentar do lado de Albus, ficando em silêncio pelo resto da aula. Sobreviveu bem pelos próximos 3 dias.
Levou apenas 20 minutos da primeira aula de Feitiços para ele começar a chorar. O novo professor, que Scorpius não fez questão de guardar o nome, não soube o que fazer. Ninguém soube o que fazer, na verdade. A classe foi aos poucos ficando em silêncio conforme seus colegas iam percebendo o que estava acontecendo e só ficarem assistindo. Scorpius estava de cabeça baixa, se sentindo completamente humilhado, mas sem conseguir parar de chorar. Foi quando sentiu um toque quente em seu ombro e a voz doce de Lottie em seu ouvido:
— Vamos sair daqui, querido. Vem.
Ela era provavelmente a amiga mais compreensível que Scorpius tinha. Os dois ficaram sentados no corredor, abraçados. Enquanto o menino chorava copiosamente, Lottie apenas acariciava suas costas dizendo que tudo ia ficar bem. Quando voltou para a sala, o professor apenas deu um aceno com a cabeça e seus amigos, no final da aula, lhe deram abraços apertados.
Cada dia que passava era mais difícil. Acordava triste e passava o resto do tempo com vontade de chorar, normalmente fazendo isso no banho já que os colegas de quarto não conseguiam ouvir. No começo, até desabafava com seus amigos sobre como estava se sentindo, mas com o passar do tempo criou em sua cabeça que estava incomodando e deixando-os desconfortáveis. Parou então de falar e não mencionava nada sobre o assunto. O único momento em que botava para fora eram em cartas que nunca iria enviar para Astoria. Ele estava tão triste que sentia que podia morrer disso. No fundo, ele meio que queria se isso significasse que poderia ver sua mãe de novo.
Só que além da tristeza, ele também estava com muita raiva.
A primeira pessoa com quem brigou foi com Nadia, sua quase-namorada. Eles estavam naquele processo de talvez acontecer, mas a morte de Astoria foi o momento definitivo que não os fez ficar juntos. Nadia parecia simplesmente não entender que ele estava passando por um momento extremamente delicado e ficava enchendo o saco dele com perguntas sobre o que eles eram. Scorpius não aguentou nem um mês e um dia, no meio do Salão Comunal, explodiu com ela falando que nunca iam ficar juntos. No futuro, ele iria se sentir culpado por ter agido daquele jeito, mas na hora só queria gritar.
Sua paciência foi se esgotando ao passar dos meses. Ficou conhecido por dar respostas sarcásticas e maldosas para seus colegas toda vez que os ouvia falando coisas que consideravas estúpidas. Passou do garoto com quem ninguém tinha problemas para o que todos evitavam, pois suas palavras machucavam demais. Depois de um tempo, isso começou a pesar para seus amigos.
Albus foi o primeiro a quebrar. Por ser o melhor amigo de Scorpius e consequentemente a pessoa que mais passava tempo com ele, era quem recebia com mais força as palavras. Albus não falava muito porque se preocupava com o amigo e não conseguia entender o que estava acontecendo. Mas até mesmo ele tinha até um certo ponto que aguentava. Os dois tiveram a grande briga num passeio a Hogsmeade. Tinham acabado de sair do Três Vassouras e por algum motivo, estavam falando de Nadia. Estava tudo bem, até Albus começar a defender a menina. Scorpius não aceitou que seu melhor amigo estivesse defendendo-a, o que levou a uma discussão maior terminando com os dois berrando e Scorpius quase chorando.
Não se falaram pelo resto do dia, nem no seguinte, nem na próxima semana, nem no próximo mês. Acabou sendo um problema em seu grupo de amigos. Albus passou a andar com Rose e seus amigos, enquanto Luke tomou o lado de Scorpius por sempre ter sido mais próximo do loiro. O problema mesmo era Lottie. De um lado, namorada de Albus. Do outro, melhor amiga de Scorpius. Continuou falando com o amigo, mas ele conseguia ver que isso estava abalando seu relacionamento. Então, para tirar esse problema das costas da amiga, Scorpius parou de falar com Lottie.
O resto do ano escolar foi um inferno. Como ele podia considerar estudar quando seu peito estava cheio de dor e sua mente só pensava em como tinha saudades de sua mãe? Quase reprovou em Feitiços, mas a diretora entendia como era difícil para ele se levantar e ir para aquela aula em específico. Scorpius só agradeceu quando o ano finalmente terminou. Sabia que seus N.O.M.s não seriam os melhores, mas realmente não se importava.
Precisou juntar muita coragem para ir visitar o túmulo de sua mãe. Seu pai o convidou para ir várias vezes durante as férias, mas Scorpius simplesmente não conseguia. Foi só no final de agosto que pegou algumas das cartas que tinha escrito para sua mãe e levou-as para o cemitério consigo. O túmulo estava com vários vasos de flores, que eram trocados toda semana por Draco. Sentou-se na grama e ficou em silêncio por um tempo. Começou a ler as cartas, a voz já trêmula graças a vontade de chorar.
“Sinto tanta sua falta! É um pedaço do meu coração que parece que nunca vai sarar. Sinto falta dos seus abraços, do teu sorriso, do teu cheiro, até mesmo das suas broncas. Você é tudo para mim, mamãe.”
“Minhas cartas terão um conteúdo bem similar, já que o maior motivo pelo qual eu escrevo aqui é sempre o mesmo: SAUDADES DE VOCÊ. Meus dias passaram a ser cada vez mais cinzas desde que você se foi. Tem dias que eu não tenho nem vontade de levantar da cama. Eu sinto um peso no coração todas as horas dos dias.”
“Me sinto bem triste a maior parte do tempo. Desisti de falar sobre isso com os outros faz um tempo. Eu sinto que sou como uma espécie de boneco vodu, os problemas são meus, mas quem sente a dor são os outros e não quero sobrecarregar ninguém.”
“Estou com saudades de você. As coisas não estão indo muito bem: quase ninguém mais fala comigo e eu me sinto muito sozinho.”
Quando terminou, as cartas estavam manchadas por causa das lágrimas que foram derramadas. De certo modo, ele se sentia um pouco mais leve como se finalmente ler aquelas palavras tirassem o peso de seu peito.
Foi um completo inferno voltar para a escola em setembro. Só haviam se passado dois dias desde o aniversário de um ano da morte de Astoria, então Scorpius estava insuportável no trem. Já começou a ficar irritado quando viu Albus o encarando na plataforma, querendo ir até ele e mandá-lo enfiar aquele olhar de pena num lugar não muito educado. Scorpius não soube disso, mas Luke fingiu estar dormindo a viagem inteira só para não ter que interagir com o loiro. Ele também estava ficando cansado do comportamento hostil do amigo, só não tinha coragem de falar isso para Scorpius. Então, com covardia, apenas resolveu parar de falar com Malfoy.
Luke começou a andar com outros meninos da Sonserina, principalmente Gregory Nott. Scorpius, sem perceber o que estava acontecendo, começou a andar com eles também. O problema era: eles não o queriam como companhia. Aos poucos, Scorpius começou a perceber que não era bem-vindo. Quando não o convidavam para nada e depois, quando estavam juntos, ficavam conversando sobre o que tinha acontecido como se estivessem esfregando na cara de Scorpius. A gota d’água para ele foi num almoço. Tinha chegado atrasado por estar tirando uma dúvida com um professor e ao ir se sentar com os amigos, percebeu que não tinham salvado um lugar para ele. Foi Luke quem deu o recado final:
― É cara... Não tem lugar para você.
Mesmo que ele apenas estivesse falando sobre a mesa, Scorpius sentiu a referência para a vida também. Segurando a vontade de chorar, apenas disse que não tinha problema algum e foi se sentar perto dos primeiranistas, completamente sozinho.
A solidão estava praticamente o consumindo. Estava sem companhia em todos os momentos de sua vida. O máximo eram as conversas por cartas com seu pai e de vez em quando sua prima Amber conversava com ele para saber como estava, mas fora isso não tinha mais ninguém. Chorou várias vezes em lugares escondidos no castelo, com medo de alguém vê-lo assim, tão vulnerável. E então, veio um dos momentos que marcou sua vida.
Uma conversa que teve com Catherine Kwon, dois anos depois de sua mãe ter falecido. Cat era do mesmo ano dele, muito amiga de Lottie, mas os dois quase não se falavam. Mesmo assim, logo no começo do quinto ano Catherine foi uma das primeiras a abraçá-lo. Scorpius gostava do fato que nunca tinha recebido um olhar de pena dela.
Estava sentado na beira do lago. Tinha acabado de chorar um pouco, então seu rosto ainda estava um pouco vermelho e molhado. Não esperava que fossem incomodá-lo ali, já que ninguém falava mais com ele, mas ouviu uma voz o chamando. Quando olhou para trás, lá estava Cat. Vestia preto dos pés à cabeça e o cabelo da cor das roupas batia em seu rosto por causa do vento.
— Posso sentar aqui?
Scorpius, um pouco atônito com ela estar lá falando com ele, demorou um pouco para concordar. Ficaram em silêncio, Cat brincando com as pedrinhas no chão.
— Sabia que meu pai morreu?
A cabeça do loiro se virou rapidamente. Cat continuava a olhar para baixo, pegando pedrinhas com sua mão e lentamente deixando elas caírem de volta no chão.
— Quando eu tinha 13 anos. Ele tinha varíola de dragão, então já sabíamos que um dia ia acontecer. Então não sei como é perder alguém tão subitamente, mas a dor do luto... Essa eu entendo, até demais.
Scorpius não sabia o que dizer. Sabia que provavelmente havia colegas que passaram pela mesma coisa, mas ninguém nunca havia ido falar com ele sobre. Cat era a primeira a fazer tal coisa. Scorpius não disse nada, apenas colocou sua mão em cima da dela e deu um leve aperto. Os dois continuaram em silêncio, encarando o lago em sua frente.
— Vai embora, algum dia? – Ele finalmente perguntou – A dor?
— Não. Mas melhora. O tempo realmente cura – ela pegou a mão dele, olhando bem nos olhos do loiro – Scorpius, quero que você saiba que pode contar comigo para falar sobre isso. Desculpa não ter vindo falar antes, mas agora eu estou aqui. Sei que não somos muito próximos, mas temos traumas compartilhados e eu acho que isso significa alguma coisa.
Scorpius deu uma risada com a última frase de Cat. Não sabia que precisava alguém falar aquilo para ele até ela ter dito. Eles começaram a conversar sobre todos os tópicos sobre como passar pela fase do luto e Scorpius se sentiu tão melhor, como se tivesse tirado um peso de seus ombros. Começou a escurecer e logo era hora do jantar, deixando-o um pouco apreensivo com ter que comer sozinho mais uma vez. Mas isso não aconteceu: ao voltarem para o Salão Principal, Cat já fez questão de convidá-lo para se sentar com ela e seus amigos.
Ter Lysander, Effy e Cat em sua vida fez Scorpius se sentir tão melhor. Aqueles três foram as primeiras pessoas a terem a coragem de dizer para ele que o jeito raivoso que estava tendo não era legal e que ser grosso não era um traço de personalidade.
— Olha cara, não é desculpa você agir assim, mas é compreensível – Lysander que disse para ele, enquanto Cat e Effy concordavam – Depois de tudo o que você passou. É só que machuca os outros.
Com medo de perder os novos amigos – e com um pouco de culpa de como tratou as pessoas ao seu redor –, Scorpius começou a se policiar para não agir como um completo babaca e ser gentil com os outros. O começo do sexto ano havia sido horrível, mas do meio para o final as coisas finalmente tinham começado a melhorar.
Como Cat havia dito, as coisas ficavam um pouco melhores com o tempo. Suas cartas para Astoria estavam ficando mais positivas e ele havia escrito menos do que no ano anterior, simplesmente porque não se sentia mais tão triste. Nas férias ainda não conseguiu visitar muito o túmulo de sua mãe, mas nas duas vezes em que foi contou sobre seus amigos novos e quando disse que estava com saudades, não chorou.
Junto com o sétimo ano, vieram notícias boas: organicamente, ele e Albus voltaram a se falar. Começou com ações pequenas, como um ajudando o outro nas aulas. Jogando partidas de xadrez bruxo juntos. Quando viram, já estavam conversando normalmente como faziam dois anos atrás. A pessoa que ficou mais feliz com a reaproximação foi Lottie. “Ainda bem, eu não aguentava mais não falar com você” ela disse a Scorpius, enquanto chorava um pouquinho.
Num espírito de tentar melhorar suas relações, Scorpius até tentou melhorar as coisas com Luke. Infelizmente, Zabini nunca conseguia admitir que tinha feito merda. Pedir desculpas? Jamais. Quando Scorpius tentou falar com ele, a única resposta que conseguiu foi que Luke só tinha agido daquele jeito porque o ex amigo estava sendo um babaca, jogando completamente a culpa em Scorpius. Aquilo foi a gota final para Malfoy e percebeu que aquela amizade de tantos anos não seria salva nunca mais.
Mesmo triste com seu afastamento oficial de Luke, mais coisas boas vieram para Scorpius. Com a reaproximação de Albus, Rose Weasley entrou na vida do loiro. Ele já a conhecia por ser prima do amigo, mas se aproximaram demais com a junção dos grupos. No fim do ano escolar, Rose virou a primeira namorada oficial de Scorpius e ele mal podia esperar para contar para Astoria.
Pela primeira vez em 3 anos, Scorpius foi visitar o túmulo de sua mãe no começo das férias. Comprou um buque de magnólias, porque eram as favoritas dela. Foi num horário que sabia que estaria vazio, querendo ficar sozinho com ela. Sentado na frente da lápide e ainda meio nervoso, ele só começou a falar:
— Oi, mãe... Dessa vez não tem carta para eu ler, vai ter que ser no improviso e nós dois sabemos que eu não sou muito bom nisso. Então, me perdoa qualquer coisa – ele deu uma risadinha – Enfim. Estou com saudades, como sempre. Ah, uma grande notícia: eu tenho uma namorada! Não é a mesma de quando eu tinha 15 anos, é a Rose. Sim, filha dos Weasley. Você ia amar a cara da vovó e do vovô quando eu contei sobre elas. O papai aceitou bem, achei que fosse surtar mais.
Scorpius deu uma pausa, brincando com a grama em sua frente.
— Eu estou bem. Achei que fosse mentira quando Cat disse que tudo melhorava com o tempo, mas é verdade. Faz um bom tempo que eu não tenho vontade de chorar quase toda hora. E não dói mais tanto, mas de vez em quando vem com tudo, só que eu vou aprender a viver com isso, porque não tem mais o que fazer. Nossa, quase esqueci – ele mostrou o braço para o túmulo, como se estivesse mostrando para Astoria – Fiz uma tatuagem para você! “Nunca seja tão gentil, que você esqueça de ser esperto. Nunca seja tão esperto, que você esqueça de ser gentil”, que nem você sempre me disse. Sinceramente eu nunca entendi muito bem direito o que você quis dizer com isso, mas acho que um dia eu aprendo. Enfim, acho que é isso. Te amo, mãe. Sinto muito sua falta.
O tempo realmente cura tudo. O luto é como um quadrado com um botão e uma bola. O botão representa a dor e no começo a bola está enorme, pressionando-o o tempo inteiro. Ao passar do tempo, a bola vai diminuindo e começa a se mover pelo quadrado, batendo nas paredes. Às vezes, acontece de pressionar o botão de novo, mas a maior parte do tempo é preenchida pelas saudades. Scorpius iria viver daquele jeito pelo resto de sua vida. De vez em quando vinha a dor, porque ninguém consegue escapar dela, mas no resto do tempo era apenas sentindo a falta de sua mãe e relembrando-a como a mulher maravilhosa e especial que ela era e sempre seria.
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