Notas iniciais
Yoooo minna o/// Desculpem a demora. O plano era postar mais cedo, mas fiquei sem internet até hoje (*-*, vou poder jogar lol!!!). Muito obrigada pelo apoio. Eu sei que o capítulo está menor do que o anterior, só que ou eu escrevia isso, ou eu colocava o texto completo ao invés desse final, o que tornaria o capítulo um tanto louco e cansativo de se ler. Quem sabe eu reaproveito ele como um capítulo extra? Não sei bem. Fiz várias alterações antes de postá-los. Ah, e ele é dedicado para ScarletLisbeth e SlenderWoman. Muito obrigada mesmo, garotas. Obrigada por me darem esse incentivo. Espero que gostem!! Boa leitura o/

Se havia uma coisa que Erza não conseguia esperar além de bolo era que alguém ligasse. Chegou em seu apartamento, e se despediu de Lucy, que morava dois andares acima. Deixou as botas na entrada e, de meia, andou até o sofá, onde se jogou.

Abriu seu celular e achou o número de Jellal. Ligou.

Ele recusou.

Ahn?

Tentou mais uma vez, e outra, e outra, e outra. Ele estava recusando todas elas. Erza sentia cada vez mais raiva. O que raios aquele idiota estava fazendo ignorando-a assim? Que estresse! Erza jogou o celular no tapete, levantou-se e foi até a cozinha.

Abriu a porta da geladeira e viu o grande bolo de morango, que havia comprado para sempre ter pedaços. Pegou uma faca na gaveta e cortou um pedaço. Estava com tanta fome que nem pegou um prato. Comeu com as mãos mesmo.

Ela deu de ombros. O bolo era dela, de qualquer forma.

Voltou para o sofá e deitou. Ligou a TV e trocou de canal várias vezes. Nada a mantinha entretida. Que droga. Aquele cara arruinara sua noite. Ela até ia perguntar se ele iria topar comer uma pizza. Eles podiam chamar a Lucy, o Natsu, o Gray, a Wendy, poderiam até levar uns pedaços para Juvia, quem sabe assim ela se animava.

Se bem que era capaz de ela se animar só de ver o “Gray-sama” dela.

Mas então se lembrou da foto. Foi como um tapa em sua cara. O que ele havia feito com aquela foto vergonhosa? Erza pulou e correu até seu quarto. Pegou o notebook e sentou na cama. Abriu a página do navegador nervosa. Ele não teria coragem...

Abriu todas as páginas sociais possíveis de Jellal, e vasculhou todas as recentes atualizações. E se ele? E se ele? Quando percebeu que tinha olhado todas as páginas dele, sentiu alívio.

Talvez não a levassem a sério depois daquela foto.

Talvez, talvez por isso Jellal a estava ignorando.

Não!

O ícone do navegador piscou. Erza clicou sem muita vontade. Era por isso que ela não queria que ninguém a visse com aquela roupa. Por isso e por outros motivos.

Jellal estava falando com ela por uma das redes sociais.

Erza clicou rapidamente.

Jellal Fernandes: Onde você está? Por que não está me atendendo?

Erza Scarlet: Por que deveria?

Jellal Fernandes: Porque eu estou te ligando?!

Erza Scarlet: Você não atendeu antes.

Jellal não digitou nada por um bom tempo. Erza sentiu seu coração apertar. O que ele estivera fazendo?

Jellal Fernandes: Você não entende.

Erza Scarlet: Realmente não entendo.

Jellal Fernandes: Deixa pra lá. Eu não atendi por idiotice.

Erza Scarlet: Eu sei disso.

Jellal Fernandes: -_-. Desculpe. É que eu tinha ficado bravo por uma coisa.

Erza Scarlet: O quê?

Jellal Fernandes: Não é nada de mais. Já passou. Você vai atender ou não?

Erza Scarlet: Vai ser meu maid particular?

Jellal Fernandes: Se você pedisse.

Erza não acreditou no que ele havia escrito. Era por culpa dessas brincadeiras fora de hora que as pessoas entendiam os dois mal.

Erza Scarlet: -.-‘, pare de brincar.

Jellal Fernandes: xD, ok. Está sozinha? Vou passar aí e a gente pede uma pizza, ok? Já que nós dois trabalhamos muito hoje.

Erza Scarlet: Ah, é mesmo. Por que estava trabalhando?

Jellal Fernandes: Eu só queria ver como é que era. E estava entediado.

Erza assentiu para a tela. Olhando por esse lado, fazia sentido. Jellal fazia tudo quando estava entediado. Ela deixou o notebook de lado e deitou na cama. Ficou olhando para o teto. Ela queria mesmo ver Jellal depois de ele tê-la ignorado?

Por que isso estava a incomodando tanto?

Os dois sempre se xingavam, e faziam brincadeiras idiotas o tempo todo. Algumas vezes brigavam, mas nunca Jellal ignorou suas ligações.

Ela se levantou e se arrastou até a sala. Vasculhou o tapete até achar seu celular. Jellal ainda tentava ligar para ela. Sabendo que se arrependeria depois, atendeu.

– Alô..? – murmurou.

Erza, não seja idiota – disse para si mesma – Jellal é seu amigo ainda. Pare de pensar essas coisas.

– Alô, Erza? – Erza escutou um suspiro. – Que bom que atendeu! Estava preocupado.

Ela ficou quieta. A voz dele estava ofegante.

– Erza, você ainda está aí? – Parecia que Jellal havia corrido.

– Sim. – respondeu ela, baixinho.

– Olha, me desculpa, tá? Eu sou idiota, eu sei que sou, mas desculpa. – Erza sentiu seu corpo inundar de alívio. Ele não iria deixar de ser seu amigo!

– Tudo bem. – Sua voz voltara ao normal.

– Então, o que acha da ideia da pizza? – Mudança drástica de assunto, Jellal era craque nisso.

– Eu – Erza foi interrompida por batidas na porta. – Espere um pouco.

Ela foi até a porta e a abriu. Encontrou uma Wendy preocupada.

– Erza-san, a Juvia-san não está muito bem. Charle, Lucy-san, Levy-san e eu vamos passar a noite lá. Erza-san quer ficar lá também? – perguntou Wendy. Ela segurava sua gatinha Charle nos braços e usava um pijama de coelhos.

Era um pouco estranho esse hábito delas de quando uma ficasse doente, as outras dormirem na casa dela para cuidar dela.

Por causa de tudo aquilo com Jellal, ela se esquecera completamente daquela mania.

– É claro! – Erza sorriu. – Só vou tomar um banho e já já apareço lá, certo?

– U-hum! – Wendy parecia feliz.

– Quer esperar aqui em casa? – perguntou ela.

– Ah, obrigada Erza-san, mas eu prometi para Lucy-san que deixaria ela fazer penteados com meu cabelo. – Wendy parecia levemente preocupada.

– Tudo bem então. – Wendy acenou para Erza e correu até o elevador.

A ruiva voltou à atenção para o telefone.

– Jellal? Eu – mas ela foi interrompida.

– Tudo bem, Erza. Eu escutei tudo. Mas não vai se livrar de mim tão fácil, você sabe não é?

Ela riu.

– Sim, sei sim.

– É bom mesmo. Bem, tenho que ir. Até logo, Scarlet.

– Até logo. – E ela desligou.

Ela foi até o banheiro e se despiu. Depois, ligou o chuveiro. A água quente colidia com sua pele que estava surpreendentemente gelada. Erza se arrepiou. Deixou a água cair em seu corpo por muito tempo.

Começou a desenhar no vidro do box do banheiro, que estava embaçado, enquanto cantarolava uma música qualquer. Finalmente percebeu que precisava se apressar, e se insultou mentalmente por ter ficado tanto tempo no chuveiro e nem estar pronta. Ensaboou-se e depois molhou todo seu corpo novamente. Pegou uma toalha e olhou para o vidro.

Entre magnólias, a planta que Erza aprendeu a desenhar devido ao nome da cidade, estava escrito um nome. Erza o apagou com força. O que deu nela hoje?

Colocou a roupa íntima e ficou em dúvida sobre qual pijama vestir. Optou por seu novo, um pijama grande e folgado, da cor azul bebê, com desenhos de margarida por todo ele. Ela não sabia muito bem porquê o comprara, mas tinha de usar.

Correu até a cozinha e pegou uma caixa de chocolate que tinha na gaveta de “doces mágicos da Erza”. Geralmente ela levava para todas comerem, mas elas se empanturravam com outras coisas, e Lucy acabava com as caixas sozinha.

E depois ficava com raiva dos chocolates por serem “muito bons”.

Erza abriu a porta e deu de cara com Jellal.

– Ah, oi. – Ele falou. Apesar de já serem nove horas, e do tempo estar frio, Jellal estava vestindo uma roupa típica de academia. Ele estava suado também.

– Oi. – E então ela deu um soco nele.

Jellal a olhou embasbacado.

– Humpf. Eu disse que ia te bater. – Ela cruzou os braços, triunfante.

– Não faça essa cara usando pijama. – Ele desviou o olhar. – E também não atenda os outros de pijama.

– Eu, bem, eu não estava indo te

– A camisa! – interrompeu Jellal. – Você viu a camisa que eu estava usando lá na cafeteria? Eu devo ter deixado cair.

Foi a vez de Erza desviar o olhar.

Ah sim, ela vira. E a cheirara. E trouxera para casa para lavá-la.

Porque é isso que amigos fazem.

Certo?

– Eu ia lavá-la. – murmurou ela. – Espere, vou pegar.

Jellal segurou sua mão.

– Não, deixa. Seria bom se Erza lavasse minha camisa. – Ele falou, fingindo estar tímido.

– Até parece que vou fazer isso por você. É claro que não. – Ela revirou os olhos.

Jellal soltou sua mão.

– Ah... – parecia decepcionado. – Achei que finalmente fosse concordar em ser minha maid particular.

A ruiva se irritou e fechou a porta na cara dele.

– Maids não lavam a roupa. – Ela disse para o outro lado da porta.

– Eu sei. – gritou Jellal. – Até logo, Scarlet.

Erza esperou um bom tempo para ir até o apartamento de Juvia, esperando que ele não estivesse lá fora para dizer coisas idiotas como essas.

~~~

No final, Juvia tinha melhorado, mas pegara a doença de amor.

– Gray-sama perguntou se a Juvia estava bem, kyahhhh! – Ela gritou para as garotas.

De qualquer modo, elas acabaram dormindo por lá mesmo.

Notas finais
Eu nunca fiz isso de colocar uma espécie de bate papo. Deveria ter posto apelidos, não sei. Eu não ia colocar o Jellal indo até a casa dela, no último instante foi que eu mudei de ideia. Até o próximo o/~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.