What About Us?

13 Capítulo 13 - Listen.


POV Justin

* Três dias depois *

Quando acabei de almoçar, fui buscar a Jazzy à escola.

- Justin?

- Diz Jazzy.

- Estás bem?

- Estou, porquê?

- Pareces triste.

- Mas não estou.

- Hmmm... Está bem.

- Sabes que mais? Sim, estou triste, mas não quero que te preocupes com isso.

- Claro que me preocupo, és meu irmão.

- Sim, mas tu não tens de levar com os meus problemas.

- Conta-me. É grave?

- Não.

- É a Caitlin.

- Não. Sim.

- Então?

- Tem a ver com ela.

- E com a Stephanie?

- Sim, também tem a ver com a Stephanie.

- Gostas dela não gostas Justin?

- De quem? Da Stephanie?

- Sim, da Stephanie.

- Porque é que dizes isso?

- Porque ontem quando te fui dar um beijo de boa noite, tu estavas no computador, com uma fotografia de vocês os dois juntos como fundo do teu Ambiente de Trabalho.

- Oh, mas isso é normal, somos amigos.

- Quando tu gostavas da Caitlin, tinhas uma foto tua e dela como fundo. Agora tens uma tua e da Stephanie.

- Tens razão. Se calhar gosto mesmo dela.

- E ela, gosta de ti?

- Não sei, mas acho que não.

- Porque é que não vais falar com ela?

- Nós já falámos, e combinámos que era melhor não falarmos mais sobre o assunto, porque não queríamos perder a amizade um do outro.

- Ela gosta de ti?

- Já disse que não sei, Jazzy.

- Vês? Se não fores falar com ela, a tua resposta vai ser sempre essa.

- É a segunda vez que tens razão!

- Eu posso ser pequenina, mas olha que já sei pensar nas coisas como gente grande.

- É, também estou a ver que sim.

- Vais falar com ela?

- Vou sim.

- Agora?

- Sim, agora. Mas primeiro vou pôr-te a casa, ficas lá com a minha mãe e com o Jaxon, pode ser?

- Pode, claro.

Fui levá-la a casa, e quando ela estava a sair do carro, deu-me um beijo na bochecha, sorriu e desejou-me boa sorte. Esta miúda é mesmo um doce. Vi-a a entrar para dentro de casa, e fui até à casa da Stephanie. Fiquei uns minutos dentro do carro a pensar se devia mesmo falar com ela novamente sobre o assunto. Por um lado queria mesmo muito falar com ela, mas por outro, a verdade é que tinha medo de a perder por causa de uma coisa destas. Já ouvi dizer que às vezes, só precisamos de 20 segundos de coragem, e bem, foi isso que me aconteceu. De repente, deu-me uma vontade enorme de ir falar com ela, e só sei que quando dei por mim, estava a tocar à campainha. Toquei uma vez e nada. Toquei duas vezes e nada. Toquei uma terceira vez, e ela continuava sem abrir a porta. Ou não estava em casa, o que era mais provável, ou viu que era eu quem estava a tocar à campainha, e não queria falar comigo, o que também é uma hipótese a pôr em questão. Quando estava a voltar para o carro, ouvi a porta a abrir. Voltei até lá.

- Olá.

- Olá...

- Tu és o Justin Bieber! OH MEU DEUS!

- Sim sou, e tu és...

- Sou o Michael.

- Michael. A Stephanie está?

- Sim, está. Está lá em ci... Ah não, olha, afinal está aqui. — Ela tinha acabado de descer as escadas, com a toalha enrolada ao corpo, molhada, o que me levou a concluir que tinha acabado de tomar banho.

- Justin. — Disse ela.

- Stephanie. Podemos falar?

- Agora? Estou um bocadinho ocupada.

- Ocupada... — Olhei para o Michael de alto a baixo. — Estou a ver que sim. Bem, então falamos depois. — Ia a sair de casa, quando o Michael se meteu à minha frente, impedindo-me de sair.

- Acho que vocês têm muito que conversar...

- Não Michael, não temos!

- Stephanie, não sejas estúpida! Fala com o Justin, está na altura de pôrem tudo em pratos limpos.

- É, também me parece que sim.

O Michael fechou a porta, e foi para o quarto, enquanto eu e a Stephanie ficámos na sala. Nenhum de nós dizia uma palavra. Admito que tentar concentrar-me enquanto ela estava ali, à minha frente, só com uma toalha por cima do corpo, estava a ser mais dificil do que eu pensava. Era dificil resistir-lhe.

- Ainda não me disseste o que é que queres falar comigo, Justin.

- Era sobre... Quem é ele?

- Ele? Ele quem?

- Ele. O Michael.

- Ah, ele é meu i...

- Não me digas que já arranjaste outro? Eu beijo-te, e tu não perdes tempo...

- Justin.

- Não é Justin. Sinceramente achei que eras diferente das outras raparigas.

- JUSTIN, OUVE!

- Oiço o quê? Mentiras? Não, obrigado.

- Ele é meu irmão!

- Han? Irmão? E porque é que não me disseste que tinhas um irmão?

- Porque nunca calhou falarmos sobre isso.

- Ele é mesmo teu irmão?

- Sim, é.

- Sou mesmo estúpido.

- Ainda bem que sabes.

- E eu aqui a pensar que andavas metida com ele.

- És mesmo otário, se me tivesses ouvido até ao fim, tinhas percebido que essa tua ideia era completamente ridícula.

- Nunca te enganaste?

- Dessa maneira não Justin! Tu nem sequer me deixaste falar, simplesmente tiraste as tuas próprias conclusões, sobre uma coisa que ainda por cima, nem sequer era a verdade.

- Tens razão, desculpa.

- As desculpas não se pedem, evitam-se.

- Se eu estou a pedir desculpa, é porque fiz algo que não queria ter feito, e se eu fiz algo que não queria ter feito, é porque não podia evitar que isso fosse acontecer de qualquer maneira.

- Não estás a fazer sentido nenhum, diga-se de passagem. — Ela sorriu.

- Esse sorriso...

- O que é que tem?

- Quer dizer que me desculpas?

- Hmm... Não sei... Talvez...

- Stephanie...

- Sim, desculpo-te tonto, mas não voltes a repetir isto.

- Fica prometido.

- E o que é que querias falar comigo?

- Deixa lá, falamos depois, está bem?

- Mas é grave?

- Não, não é. Depois mando-te mensagem para combinarmos.

- Tudo bem.

- Bem, eu... Vou andando então.

- Está bem, Justin.

Ela aproximou-se de mim e deu-me um beijo na bochecha. Eu dei-lhe outro, e depois saí de casa dela. Voltei para o carro, a pensar no quanto tinha sido estúpido por ter pensado aquelas coisas dela. Se há coisa que a Stephanie é, é diferente das outras raparigas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.