What About Us?
10 Capítulo 10 - Excuses.
Na manhã seguinte, acordei com a campainha a tocar. A Caitlin estava a dormir num dos quartos de hóspede, mas ainda assim, tentei sair do quarto sem fazer muito barulho, para que ela não acordasse. Estava frio, por isso ainda voltei a entrar no quarto para vestir um casaco. Desci e fui abrir a porta. Qual não foi a minha surpresa, ao ver que quem estava a tocar à campainha não era um daqueles vendedores chatos que tocam em todas as campainhas. Era o Justin.
- Posso entrar?
- Força, entra.
- Estás sozinha?
- Não...
- Isso na verdade não me interessa muito, precisamos de falar.
- Falar sobre o quê?
- Sim, falar sobre o quê? — Perguntou a Caitlin, que estava ao cimo das escadas a olhar para nós. Provavelmente levantou-se por ter ouvido a campainha, e como não sabia que já me tinha levantado para abrir a porta, vinha abri-la também.
- Hmm... Sobre... Deixa lá isso, falamos depois Stephanie.
- Não Justin, não falam depois. Falam agora. Não vieste aqui chateá-la? Então sê homem e fala agora!
- Se te fores embora daqui, sim, eu falo com ela. Importas-te de nos deixar em paz, por favor? É uma conversa privada, Caitlin. Se não te importas...
- Por acaso importo-me. Ela é a minha melhor amiga, e como tal, eu tenho o direito de saber tudo o que se passa na vida dela. Fala vá.
- Queres mesmo que eu fale à tua frente Caitlin?
- NÃO JUSTIN, ELA NÃO QUER! Por favor, vai-te embora.
- Mas...
- Por favor Justin.
- Tudo bem, como queiras.
Eu levei-o até à porta, e quando lhe dei um beijo na bochecha, aproveitei para lhe sussurrar ao ouvido "Depois mando-te mensagem e combinamos num sítio para falarmos. Assim ela não está por perto". Ele sorriu, eu retribui o sorriso, e ele saiu. Eu fechei a porta. Estúpida. Não fazia eu ideia de que o verdadeiro pesadelo ia começar.
- O que é que ele queria?
- Sei lá o que é que ele queria.
- Eu sei que tu sabes.
- Tu não me deixaste falar com ele, lembras-te Caitlin?
- Lembro. E tu, lembras-te de que ele é o meu ex-namorado?
- Sim lembro, e daí? Agora não posso ter amigos, é?
- Podes. Claro que podes.
- Ah bom.
- Mas estou a ficar desconfiada de que se passa alguma coisa entre vocês os dois. Os olhares que vocês trocaram agora...
- O que é que queres dizer com isso?
- Que reparei que há muita cumplicidade entre vocês os dois.
- Por favor, não sejas parva. Eu e o Justin somos só amigos.
- Pois, amigos...
- Caitlin!
- Se eu descubro que se passa alguma coisa entre vocês os dois... Ou que se passou alguma coisa entre vocês os dois, eu juro que dou cabo de vocês. Não me interessa se sou presa ou se acabo sozinha, mas tu sabes que não tolero traições.
- Traições? Mas tu estás a brincar comigo?! Eu e o Justin não temos nem tivémos nada, e mesmo que tivéssemos, vocês já nem sequer namoram! Pára de ser assim, pára de achar que o mundo é teu, e que toda a gente tem de te obedecer. Que irritante!
- Não me provoques Stephanie, tu sabes muito bem o que eu sou capaz de fazer pelo Justin.
- Tiveste tantas oportunidades para fazeres com que o vosso namoro resultasse, e agora que acabaram, é que estás com essas conversas?
- Olha, eu...
- Cala-te. É melhor ires-te embora daqui.
- Desculpa?
- Não é desculpa, é para saires. Vai-te embora. Vai lá acima, veste-te e sai. Estou farta das tuas desconfianças, sai daqui. SAI, JÁ!
Ela voltou a subir as escadas, e ouvi-a a bater com a porta do quarto onde ela tinha passado a noite. Passados quinze minutos, voltou a descer, já vestida.
- Vais-te arrepender tanto disto, Stephanie.
- É uma ameaça?
- Talvez.
- Ok, vou fazer de conta de que fiquei assustada com a tua ameaça. Agora se não te importas, sai daqui.
Ela virou costas e saiu. Eu fiquei sentada no sofá, com um aperto no peito e um nó na garganta. Menti à minha melhor amiga, e sim, ela tinha acabado de declarar-me guerra por causa do Justin. O pior disto tudo? Eu e o Justin beijámo-nos, apesar de ter dito à Caitlin que não existia nada entre nós os dois, e eu não sei o que hei-de fazer em relação a isso. Peguei no telemóvei e mandei uma mensagem ao Justin.
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