What A Hungover Do With You
7 Capítulo 7 A Mulher-Titânio e a Loira Determinada
Notas iniciais
- Aqui também... — Comentara Jellal, em quanto vasculhava minuciosamente o chão do bar. — Você estava certa, ouve uma batalha aqui. As marcas de queimado no assoalho são a prova de que houve um conflito. — Erza assentiu.
- Testemunhas oculares relataram Lucy entrando neste estabelecimento hoje mais cedo, todavia, ninguém a viu deixar o local. — Informara Erza, fazendo Jellal ficar pensativo.
- Afinal, o que esta acontecendo?
Ambos entreolharam-se. O lugar estava vazio com exceção dos dois magos. Nenhum funcionário da noite passada nem mesmo o velho barman estavam lá.
- Isso é muito estranho... — Observou Jellal — O que a Lucy poderia ter vindo fazer aqui?
- Será... — Erza pousou o indicador sobre o queixo. Estava preste a encerrar sua linha de raciocínio quando, para sua surpresa, Jellal jogara-se sobre ela. Ambos caíram para a esquerda em quanto um raio de energia multicolorida era lançado na direção a qual Titânia estava estática a pouco. O raio chocou-se contra algumas mesas e cadeiras, fazendo com que entrassem em combustão instantânea.
- Erza Scarlet... — Chamara uma voz nos fundos do restaurante.
- Quem é?! — Indagou na mesma direção. Jellal levantara-se e estendera a mão para ajudar Erza. Estavam de pé, lado a lado, prontos para o que viesse.
- Eu deveria ir atrás da traidora Juvia Lockser primeiro... — Ouviu-se o som de passos. A misteriosa voz masculina ficava mais forte e estridente na mesma medida em que se aproximava. Sua silhueta ficou visível e logo revelara a forma baixinha e grisalha do velho dono daquele bar — Mas, sabe — ele sorriu para a ruiva, mostrando sua arcada dentária em decomposição — você me poupou tempo e veio até mim. Por que não acabar logo com você? — Ele gargalhou, a gargalhada mais seca e imunda que Titânia já escutara em toda sua vida.
- Quem é você? — Repetiu, séria. Não estava gostando nem um pouco do rumo dos acontecimentos. Ela não olhava para Jellal, mas sentia seus olhos fixos a encarando.
- Eu? — Ele sorriu. Sua pele começara a borbulhar e se expandir. Erza e Jellal assistiram boquiabertos em quanto o corpo do dono do bar começara a tomar nova forma. Segundos depois, o velho homem agora estava alto e parecia esbanjar juventude. Deveria ter a mesma idade de Laxus. Ele passou a mão pelos cabelos castanhos — Me chamo Lúcifer, sou um dos Oito Portões do Inferno da Silent Hill.
- Sillent Hill?! – Espantou-se Jellal.
- O que você fez com a Lucy?! – Perguntara Erza
- Ora... – Novamente, ele sorrira – fiz com ela o mesmo que pretendo fazer com você. – Ele estalara o dedo e uma espécie de lâmina multicolorida surgira em volta de seu punho – Vamos, Erza, te darei a vantagem. Lutaremos espadachim para espadachim.
- Não, Erza! – Advertiu Jellal – Eu conheço esse homem, é perigoso demais lutar contra ele!
Apesar do apelo de Jellal, a ruiva fingiu que não o escutava. Quem quer que fosse esse Lucifer, o que quer que fosse a Silent Hill, tinha se metido com a guilda errada. Fernandes estava prestes a advertir novamente quando o mago adversário investiu contra Erza. Sem demora e com convicção, ela desembainhara sua lâmina. O tilintar do choque entre as duas armas ecoou nas paredes de pedra no bar. Lucifer investiu contra Erza novamente, porém a maga bloqueara com tamanha elegância. Ficaram assim, por longos minutos, em uma dança de espadas. A faísca da batalha estava acesa e crepitava com tamanha vontade no coração de Erza. Ela estava com raiva, muita raiva. Provavelmente aquele homem era o culpado pelas brigas frequentes de seus amigos. O que a maga mais queria naquele momento era por um fim naquele duelo. Contudo, seu adversário mostrava-se um excelente espadachim, assim como ela. Algo dizia que se continuassem assim, a batalha por muito demoraria. Erza não estava nem um pouco afim de continuar face a face com aquele homem.
- Chega de brincar... – Ela será um salto para trás, recuando — Reequipar, The Knight.
Seu corpo fora envolto por uma leve camada de luz. Heart Kreuz, a armadura que Erza costuma utilizar, desaparecera. Agora ela trajava The Knight, a armadura celestial.
- Interessante... – Comentara Lucifer, com um sorriso de canto de rosto.
- Vamos acabar com isso! – vociferou titânia. Com um simples movimento de mãos, 40, talvez mais, espadas surgiram ao redor de seu inimigo. As lâminas movimentavam-se sozinhas e pareciam flutuar no ar. Erza gritou, um grito de guerra. Suas armas investiram contra ele sem hesito . Uma chuva de espadas, o som de suas lâminas e em seguida, uma novem de fumaça formou-se no local onde elas atingiram.
- Isso não foi o suficiente para acabar com ele... – Alertou Jellal. Erza sabia que ele estava certo, mas o que mais importava no momento era conseguir ganhar tempo para se pensar em uma estratégia.
Mais rápido que o esperado, a fumaça dissipara-se. A silhueta de Lucifer estava lá, estática.
- As espadas erraram?! – Espantou-se Jellal.
- Não... Ele as repeliu... todas as 50 espadas de uma vez só.
O silencio foi seprucal. Nem Jellal, muito menos Erza conseguiam falar algo. Quem era aquele homem, afinal? O breve momento de sereno foi interrompido pelo som da gargalhada sem alma de Lucifer.
- Você é melhor do que eu esperava, Scarlet... – Seu corpo todo tremia. A lâmina de luz em sua mão se dissipara. Ele jogara a cabeça para trás e caiu em uma profunda gargalhada. Erza pode notar que sua face estava vermelha e sua bochecha exibia um corte. “Então ele não conseguiu desviar de todas...” Pensou consigo mesma.
- Vou perguntar mais uma vez... – Ela pronunciara as palavras lentamente – O que você fez com a Lucy?!
Silêncio. Apenas o som de sua respiração ofegante podia ser ouvida. Jellal estava prestes a avançar no mago inimigo quando Erza segurara seu braço. Ele tentou protestar mas a rainha das fadas foi firme.
- O Show... – As palavras cortaram o ar como uma navalha. Erza e Jellal fitaram o homem de imediato – esta apenas começando... Mestre Tomoki, ou melhor, Mestre José, terá sua vingança sobre a guilda responsável por sua ruína.
Um buraco negro surgira no chão. De lá, surgira um homem um pouco mais jovem.
- Lucifer-san, — chamara Thanatos – mudança de planos. Tomoki-sama quer que os jogos comecem!
- Mas... Já? – Le olhou de Thanatos para Erza e Jellal – Então muito bem!
- Espere, do que estão falando?! – Indagara Jella. Thanatos estalara os dedos, a sombra negra crescera e engolira ambos ate o pescoço.
- Jellal Fernandes, Erza Scarlet, estarei esperando vocês no oitavo portão, o portão da Soberba!
Foi tudo o que disse antes de sumir por completo.
- O que esta acontecendo? – Foi tudo que Erza conseguiu dizer.
- Precisamos encontrar ao pessoal da Fairy Tail. – Jellal apertara o braço da maga. Aquilo fora como um Balder gelado para Titânia. Ela assentiu.
- Você sabe quem era aquele homem?
Jellal não respondera de imediato. Eles passaram alguns segundos entreolhando-se até que por fim ele tomou coragem e contou-lhe.
- A Silent Hill é uma das guildas cujo eu, a Ult e a Meldy estamos caçando a algum tempo. Eles são uma Dark Guild que tem crescido bastante nos últimos meses. Aquele cara, o Lucifer e o garoto que estava com ele, Thanatos, ambos são magos classe S desta guilda. Eles são conhecidos como Os Oito Portões do Inferno, os guardiões do pesadelo.
- Entendo... Mas, o que será que eles querem conosco?
- Não faço ideia, mas coisa boa não é. Temos que alertar a todos agora.
- Sim.
Erza e Jellal deixaram o bar em direção a sede da Fairy Tail. Tudo indicava que mais um pouco e todos correriam perigo.
***
- Me tirem daqui! – Gritou Lucy, mais um a vez. Ela chutava e socava as grades de aço de sua cela. Estava com raiva. Queria sair dali, espancar a cara do homem que a prendera e pegar suas chaves de volta. Se algo a deixava mais do que enfurecida, era quando tomavam suas chaves de si. Ela tornou a chutar a sela.
- Dá para você ficar calada, garotinha? Ou você prefere que cortemos sua língua? – Ameaçou o sentinela que a vigiava – A senhorita Liriva tinha razão, você é inofensiva sem suas chaves.
Ele caíra em gargalhada. Lucy estava vermelha, borbulhando de raiva. Mais um segundo e ia explodir ali mesmo, mas não antes de dar uns bons chutes na bunda daquele sentinela medíocre.
- Sabe, apesar disso, você é muito bonita – O rapaz encarara Lucy com um estranho olhar malicioso – quem sabe se a gente não...
- Regulus Punch! – o homem fora atingido em cheio pelo golpe, cambalera para trás e caíra sentado – Nunca mais ouse ter estes pensamentos imundos com minha querida Lucy. – Preveniu Loke, antes de dar um outro soco no cantilena, fazendo com que ele desmaiasse.
- Já disse que te amo? – Falou Lucy, pulando nos braços do espírito quando o mesmo abrira a porta da sela.
- Sinto-me lisonjeado, porém acredito que não seja hora disso.
- Certo. – Disse Lucy, soltando-o. Ele tirou uma epquena carteira de couro de seu bolso e entregara a Lucy. Lá estavam suas chaves – Obrigada! – Agradeceu – Você pode fazer um outro favor para mim?
- Até já sei o que você vai pedir...
- Então, por favor, traga-os até aqui. Deixe que me viro sozinha.
- Seja cautelosa – Ele sorriu – Essa torre esta repleta de inimigos. E outra coisa, Natsu , Gray e Lisanna foram capturados. Devem estar em outras celas. Talvez outros tenham sido capturados também, ainda não sei ao certo... – Ela assentiu e retribuiu o sorriso. Loke deu de costas e desaparecera no ar. Agora Lucy estava por conta própria, sabia que sem Loke, seria um tanto complicado, mas isso não a inibiu. Mais cedo, quando lutara contra o dono do Bar que acabara se revelando para ela ser um mago rank S da guilda Silent Hill, prometera a si mesma que não dependeria de Natsu ou qualquer outra pessoa para poder derrotar seus inimigos. Estava na hora de cumprir esta promessa.
- Vocês mexeram com a maga errada... – Disse Lucy e pôs-se a caminhar por entre os corredores de tijolos da masmorra. Estava na hora de virar o jogo.
Notas finais
PS: Já comecei a escrever o capítulo oito >-
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