Notas iniciais
Nhac >-> Nossa história começa aqui, acomodem-se na cadeira/poltrona/sofá e aproveitem a leitura >-

Gray abriu os olhos e deparou-se com a claridade do sol matutino em seu rosto. Ele piscou algumas vezes a fim de acostumar-se a luz excessiva e se sentou na cama. Ele alongou-se, jogando os braços para o alto e levantou. Sua garganta estava seca e o que mais queria era um copo d’água. Caminhou vagarosamente até a cozinha passando pela sala.
Um ruído estrondoso chegou a seus ouvidos, o que fez o mago assustar-se. Procurou pela origem do barulho e deparou-se com Natsu dormindo atrás do sofá.
"Sinceramente, esse cabeça de fósforo..." Ele cutucou o amigo algumas vezes que respondeu resmungando coisas avulsas e quase inaudíveis. Seu halito cheirava a puro álcool o que Gray realmente estranhou. Será que o Natsu andara bebendo?
Sem pensar duas vezes, lançou uma rajada de gelo no garoto de cabelos rosa. Foi instantâneo. Natsu saiu pulando por todo o apartamento, praguejando e derrubando a maior parte das coisas pelo caminho.
— Acalme-se! — Aconselhou Gray, sua voz saiu rouca e seu halito cheirava igual ao do Natsu — Você vai destruir tudo aqui!
Porém, Natsu continuou a fazer o mesmo e só parou depois de alguns minutos, jogando-se no sofá como se fosse feito de pano.
— Cara! Que dor de cabeça!! — Ele levou a palma de sua mão aberta até sua testa — Eu acho que vou morrer.
Se Gray também estava com dor de cabeça antes, não soube dizer, mas agora que parara para pensar, percebeu sua testa latejando.
— Ei, Natsu... — Sua voz saiu em um tom um tanto grave. Gray pigarreou e voltou a falar — Por que você esta aqui?
— Hm? — Ele olhou para o mago do gelo com seus grandes olhos curioso e sorriu — Ora, sua casa era mais perto! E você mesmo disse que não se importava em me deixar passar a noite aqui.

Gray suspirou e sentou em uma poltrona próxima ao sofá. Tentou puxar na memória o que ambos haviam feito noite passada mais tudo que lhe veio foi um clarão e uma dor insuportável.
— ãh... Gray? — Chamou Natsu. O mago de cabelos negros o encarou e percebeu que o amigo olhava freneticamente para os lados, a procura de algo — Onde esta o Happy?
Gray demorou alguns minutos para processar a pergunta e finalmente responder.
— Não faço ideia. — Ele coçou a cabeça — Natsu, o que fizemos noite passada?
O Dragon Slayer encarou o amigo, pensativo.
— Acho que saímos para algum lugar... Com a Erza, a Lisanna e a Lucy... E o Happy, claro.
O Ice Maker assentiu. Começara receber flashs de memórias. Eles chegaram a Magnólia depois de um trabalho bem sucedido, dividiram o dinheiro da recompensa e gastaram grande parte em uma comemoração.
Ótimo, se fosse apenas isso, estava tudo bem. Mas por que o Gray estava com uma sensação estranha? Como se algo tivesse acontecido... Algo de que viria a se arrepender...?
Ele levantou o rosto e encontrou o olhar do Natsu.
— Vamos, vou te ajudar a encontrar o Happy.
Depois de um bom banho e um farto café da manhã, Gray e Natsu seguiram caminho até a casa do segundo, atrás do pequeno Exceed azul. Decepcionariam-se quando encontraram o recinto vazio.
— Será que ele esta com a Lucy? — Perguntou Natsu a Gray.
— Provavelmente — assentiu o moreno, com um sutil movimento de cabeça. E os dois magos foram em direção a o apartamento de Lucy. Chegando lá, bateram freneticamente na porta e gritaram seu nome por vários minutos, mas não obtiveram respostas da amiga. Ao invés de Lucy, acabaram se deparando com a velha senhora baixinha e gorducha proprietária do apartamento alugado da Heartfilia.
Ela os fuzilou com o olhar e aproximou-se a curtos, mas rápidos passos.
— A loirinha não esta, saiu faz meia hora. — Anunciou ela.
— ãh... A senhora sabe a onde ela foi? — Perguntara Natsu — e sabe dizer se o Happy estava com ela?
— O gato azul? — A velha arqueou uma de suas grossas sobrancelhas — Sim, estava com ela sim.
— Que bom! Mas e então? Para onde eles foram?
— Não sei. — respondeu rispidamente — Não faço ideia de para onde ela foi apenas sei que ela não parecia bem.
— Como assim não parecia bem? — Perguntara Gray, que até então permanecera calado.
— Ela estava muito murchinha... Estava com cara de abatida sabe? — A velha colocou a mão no bolso e entregou um envelope a Gray, que o segurou com as mãos — Entregue isso a ela.
— O que é isso? — Perguntou Natsu, tentando pegar o envelope, mas Gray já o havia enfiado no bolso do Jeans.
— Uma carta. Chegou para ela hoje cedo. Um rapaz loiro a entregou para mim, pedindo para repassar para Lucy.
— Hm. Entendo. Não se preocupe, será entregue a ela.
A velha não falou mais nada. Apenas deu as costas e voltou para dentro do prédio, batendo a porta com força.
— Será que a Lucy foi para a Fairy Tail?
— Provavelmente. — Afirmou Natsu.
Então, ambos foram em direção a guilda. Estava estampada na cara de Gray e de Natsu a aflição. O que será que acontecera a Lucy para ela estar mal assim? Seria mentira da velha senhora? Teria relação com o ocorrido da noite passada? Essas e outras perguntas giravam na cabeça dos magos, quase como pensamentos compartilhados. Estavam tão absortos em seus devaneios que mal perceberam quando chegaram a Fairy Tail.
A guilda estava barulhenta como sempre. Mirajane servia bebidas e aperitivos em quanto os marmanjos faziam a costumeira anarquia de sempre.
Os garotos não demoraram a encontrar Lucy. Estava sentada em um canto afastado. Seu rosto estava vermelho e realmente parecia abatida. Cana estava com ela. Parecia sussurrar algumas palavras a seu ouvido em quanto que com um lenço, enxugava as lágrimas que a loira derramava.
Gray e Natsu praticamente correram até lá. Estavam a dez metros de Lucy quando um vulto baixinho e de cabelos azuis interrompeu a passagem deles.
— Fiquem ai. — Advertiu Levy — Ela não esta bem. Ela não quer ver ninguém.
— Levy! O que foi que aconteceu?! — perguntara Natsu e como resposta, foi fuzilado ferozmente pela garota.
— Levy-chan... — Interveio Gray — o que houve com a Lucy?
Levy suspirou e revirou os olhos.
— Homens... — Ela fez uma pausa e direcionou o olhar a Gajeel que estava com Lilly a poucos metros, mas logo voltou a encarar Gray — Não posso dizer o que aconteceu, afinal vocês devem saber. O que posso afirmar é que ela não quer ver o Natsu nem se ele fosse o espírito celestial mais raro do universo.
Ambos ficaram de queixo caído. Por que a Levy, a doce e delicada Levy, estava sendo tão grossa com eles? O que diabos acontecera noite passada?
Gray suspirou e por fim, deu de ombros.
— Vamos deixar ela se acalmar, dai falaremos com ela. — Natsu parecia querer protestar, mas antes do Dragon Slayer se quer conseguir falar, Gray o interrompeu — Natsu, não discuta. É melhor assim.
— Mas... Mas, mas! — O garoto de cabelos rosa parecia ter um surto. Lá estava o salamander, fazendo birra. "Cabeça de fósforo..." Pensou Gray consigo mesmo e deu-lhe uma tapa nas costas.
— Eu sei, é frustrante, mas ao que parece, é melhor para a Lucy.
Natsu parou por alguns minutos. Olhou de Gray a Levy, de Lucy a Cana e como Gray fizera, deu de ombros.
— O que me irrita é não saber o que aconteceu para ela ficar assim.
— Seu... — Levy levantou a mão para desferir uma tapa contra Natsu, mas pareceu desistir no meio do caminho e contentou-se em fuzila-lo com o olhar — você é um hipócrita, Natsu Dragneel.
Dizendo isso, deu as costas a ambos os magos, indo a encontro de Lucy e Cana.
Se ambos já estavam chocados, ficaram mais ainda.
— A coisa foi séria... — Foi a única coisa que Gray conseguiu dizer.
— Precisamos achar alguém, alguém que nós diga o que aconteceu.
Pela primeira vez no mês — ou até no ano — Gray concordou com Natsu.
Passaram a caminhar sem destino pela Guilda atrás de um rosto conhecido. Depararam-se com a Erza, que sentada em um dos bancos do balcão, conversava com o mestre Makarov.
Gray se aproximou e tocou o ombro de Titania.
— Posso interromper por um minuto?
A ruiva virou o rosto em direção ao Gray e o que eram antes feições amenas, transformaram o rosto da maga em uma máscara de puro ódio. — O que você quer? — Perguntou de maneira ríspida, o que realmente assustou o Gray.
O mago ouviu o mestre Makarov sussurrar algo como "Vou resolver um problema..." e sair de perto, indo em direção ao primeiro andar.
— O que você quer? — Repetiu Erza no mesmo tom.
— Ah... Bem... — Gray estava sem palavras. Nunca ouvira a amiga falar assim com ninguém — é que...
— Nós queremos saber o porquê da Lucy estar naquele estado. — Interrompeu Natsu — Quer dizer... O que aconteceu?
Erza não respondeu de imediato. Apenas encarou o garoto, incrédula. Parecia que a estavam fazendo a pergunta mais obvia do mundo.
— Apenas acho que — Ela levantou-se pomposamente do banco, fazendo Gray e Natsu recuarem alguns passos para trás — vocês deveriam parar de beber.
Foi tudo o que disse, quando passou por eles, esbarrando o ombro com força contra o do Gray.
Nada naquele dia fazia sentido. Por que estavam todos enfurecido com ambos? Haveria acontecido algo noite passada? O quão serio teria sido este algo? Eram todas perguntas que enchiam a cabeça dos dois magos com várias respostas diferentes. Gray pousou a mão a testa quando sua cabeça voltara a doer. Aquele dia sim prometia.

Notas finais
Nhaaaa *u* O que acharam, minna? Deixem-me review dizendo onde melhorar e o que esta bom, estarei esperando >-< Kissu ne o/