Western

3 Uma tarde para pensar


Notas iniciais
Oii >—< Nesse capitulo quero trazer um momento de alívio para o casal, visto que os problemas juntos só estão começando.

Sakura corria. Usando de todas sua forças que não acreditava que teria até aquele momento.
O fogo que a perseguia sem vestígio de que a deixa escapar, sua morte era certa se parasse.
Seu destino era Sasuke, em meio a cidade toda em chamas se encontrava sozinha e sem
esperanças, todo seu corpo doía, aquela exigência física junto a fumaça a deixava desesperada,
lágrimas estavam caindo. Onde estaria Sasuke?
Tropeçou em um objeto não identificado, seu corpo reagiu negativamente a queda brusca,
sentiu seus braços queimarem pelo atrito no chão rígido, Sakura so havia percebido sua coisas,
uma todo o fogo que cobria a cidade havia desaparecido, e Sasuke estava bem a sua frente.
Sentiu alívio seu primeiro momento, ignorou a dor provocada pela queda, mas quando
encarou Sasuke com mais riquezas de detalhes, percebeu que havia sangue em suas mãos, que
seu rosto estava rígido como rocha, emanado um gélido desinteresse pó ela que permanecia
no chão. Seus olhos estavam rubros, e não havia brilho. Não era Sasuke.
O homem se aproximou e Sakura sentiu seu coração pulsarcom uma sensação angustiante de
que ele ia saltar pra fora da sua boca. Aquela figura se aproximava e ela não tinha forças pra se
levantar e correr. Era muito parecido com o Sasuke e ao mesmo tempo não havia nada de
semelhante entre eles. Sua mente havia lhe pregado uma peça e agora sua morte era certa.
— Por favor. – Suplicou miseravelmenre pela vida.
Chorava porque alem de não ser o Sasuke não sabia o que havia acontecido com ele. E o
sangue nas mãos daquela figura, não incentivavam os pensamentos de Sakura em algo
milagroso.
Abaixou a cabeça e esperou. Aceitando que aquele era seu fim. O medo já havia impedido ela
de fazer muitas coisas na vida, e o que lhe resta de bom era seus últimos dias nos braços de
Sasuke, sendo amada por ele. Seu coração aqueceu brevemente, mas em seguida voltou a
encarar o homem quem agora estava a poucos passos dela.
— Mande lembranças a meu irmão. -Foram as únicas palavras.
Logo em seguida um disparo.

Sakura acordou num salto.
Seu corpo estava quente e suado, sentiu sua garganta seca e a respiração falhar. Assim que sua
visão turva estabelecia foco, encontrou Sasuke a encarando preocupado.
Sakura o abraçou instintivamente e em seguida se derramou em lágrimas.
— Você está bem- Pronunciava em meio a soluços.
— Estou. O que houve? Teve um pesadelo? – Sasuke estava realmente preocupado, e se
perguntou se a conversa sobre sua real história foi apropriada para Sakura, afinal uma pessoa
como ela não deveria passar por nenhum tipo de trauma, perder o pai já era conflitante o
suficiente.
— Fique calma. Está tudo bem. – tentava confota-la. – Me diz, com o que você sonhou. – Se ela
queria ou não falar sobre o sonho não sabia no momento, mas algo precisava ser dito.

Após sentir-se mais tranquila, por ter visto que Sasuke estava bem e que tudo não passava de
um infeliz pesadelo Sakura sentiu necessidade de contar afinal havia deixado Sasuke
preocupado.
Após contar o sonho, era evidente o quanto ela estava cansada, o esforço físico parece ter
refletido no mundo real e que agora precisava fazer algo para compensar.
Sakura agora encarava Sasuke, que havia ficado em silêncio escutando cada detalhe que
Sakura se propunha em dizer. Deparou-se com um Sasuke reflexivo, seus pensamentos
estavam longe e era perceptivel, longos minutos se passaram e Sakura notou que ele não havia
dormido aquela noite. Seu corpo estava em uma temperatura abaixo do que estava
acostumada de quando acordam juntos e uma fina linha de olheira estava visível naquele rosto
perfeito. Sasuke ficou mais palido após processar todo aquele acontecimento que Sakura havia
descrito. Fechou os olhos, um gesto que parecia que não fazia a séculos, suspirou e voltou a
encarar Sakura.
— Você passou por muitas coisas desde que voltei. – Ele disse num tom de voz que Sakura
classificou como um orientador em uma de suas aulas de piano. Passivo e objetivo, poren
sempre havia um “mas” e ela não queria que ele colocasse um ponto no relacionamento dos
dois por medo dela se machucar. Se sentiu um tola em ter contado sobre o sonho, podia ter
colocado tudo em risco a troco de nada.
Todos esses pensamentos foram tão rápidos e atiravam facilmente do foco principal que era
escutar Sasuke. Tentou se concentrar. Por sorte ou não Sasuke parecia escolher as palavras o
que dava um longo espaço até que continuasse a linha de raciocinio.
— Não quero que tenha esses tipos de sonhos ruins, ontem você correu um perigo real e te
contei sobre meu passado com meu irmão, e todo esse caminho que passei até agora. Você e
muito sensível... – Carinhosamente ele brincava com uma mecha do cabelo de Sakura. – E eu
não..
— Corri perigo estando consciente Sasuke, eu quero estar com você! – Sakura o cortou se
pronunciando, temia pelo pior, por um rompimento. Ela não ia suportar.
Sasuke a encarou, e naquele momento percebeu o que realmente ela estava temendo.
Aqueles olhos verdes brilhantes, eram quase suplicantes. Seus lábios entreabertos esperando
sua resposta ansiosamente.
— Sakura...
— Sasuke não... Me desculpe, eu sei que não vai ser fácil e que você ainda tem muita coisa pra
fazer até se sentir em paz pelo aconteceu. Mas por favor, não me deixe longe, eu não
suportaria. – Nesse momento lágrimas voltaram a rolar, seu rosto que antes pálido, agora
estavam quentes e vermelhos.
Sakura segurou com as duas mãos o rosto se Sakura e se aproximo beijou Sakura a
surpreendendo.
A rosada agora estava atenta aos olhos de Sasuke, que passava uma segurança incomum,
sentia que ele não ia a lugar algum.

— Sakura – Seu nome sendo pronunciado por ele era de fazer suas pernas falharem. – Eu quero
você comigo. Você me deixa forte. Não vou deixar que nada la fora atinja você. Eu garanto isso
com a minha vida. Entendeu?
— Sasuke... – Sua voz era falha – É com sua vida que me preocupo. – Suas palavras eram
verdadeiras.
Jamais sofreu tanto de ter ficado sem noticias dele, de inúmeras discussões que havia feito em
casa para voltar a morar em konoha, lugar de onde tinha certeza que era por onde devia
começar a procurar por Sasuke. Ia começar uma busca insana em todo o oeste, mas queria
encontra- lo a qualquer custo. Mas o destino foi condescendente com ela. Ele estava ali, e
agora estava na frente dela jurando proteger sua vida.
— Eu sei. E não vai acontecer nada comigo. Só tem uma pessoa que vai acontecer algo muito
ruim, mas até lá, temos muito o que fazer.
— Você dormiu? – Sakura alisava o rosto de Sasuke, que agora que estava de olhos fechados
recebendo o toque. As maos macias de Sakura o fazia se perder.
Pegando a mão direito de Sakura e levando a até a boca, depositando um beijo no dorso – Não
preguei os olhos essa noite, mas não se preocupe. Não me sinto cansado.
Sakura que havia se tranquilizado, em meio a todo aquele conforto emocional que Sasuke se
dispunha a fazer por ela, se animou pra levantar e preparar um ótimo café da manhã para
ambos. Que foi seguida por todo o caminho pela sua gatinha preguiçosa que estranhava tanto
a movimentação na casa quanto dos habitantes do bairro.
Aquela manhã era de uma movimentação fora do comum, mesmo durante a conversa na
Em um salto inesperado, Sasuke já estava fora da cama com um sorriso travesso se aproximou
de Sakura que havia se espantado com o gesto repentino do moreno.
Depositou um beijo na testa de Sakura.
— Levante-se querida, tenho muito o que fazer.
— Como assim? – Sakura espelhava o mesmo sorriso.
— Quero ir a um lugar. E você vem comigo. Vista algo confortável. – Nesse momento algo lhe
passou em sua mente, os poucos instantes que Sakura teve do vislumbre do peitoral exposto
do amado foram o suficiente pra se perder. No momento em que ele havia abotoado a camisa
e jogava um colete azul listrado por cima ele voltou a escuta-lo normalmente – Você sabe
cavalgar?
— O que?! – Sakura havia ficado vermelha enquanto se prontifica a buscar em suas roupas algo
“confortável” Afinal seus longos vestidos, haviam saído de sua intenção assim que ouviu
“cavalgar”
— Bom eu.. – Sakura buscava alguma recordação de quando ou onde havia cavalgado. -Uma
vez..
— Sozinha? – Sasuke agora estava ajeitando as botas. Ele realmente queria saber os detalhes,
precisava criar um parâmetro do que mais precisava ensina a sua rosada.
— Não.. Sozinha não. Mas por que isso agora?

Sasuke suspirou, e agora seu sorriso era condescendente, havia algo no olhar do moreno que
passava a sensação de que ele teria que cuidar muito dela ainda.
O Uchiha já estava pronto, e agora seguia pra proximo de Sakura
— Por que meu amor – Sua voz era baixa, mas a intensidade de seu simples movimento
acariciando a bochecha de Sakura, fez todo o cospo de Sakura virar uma estátua, enfeitiçada
por aquele olhar — eu preciso saber o quanto você é frágil e com isso poder cuidar melhor de
você. – Sakura não tinha mais coração, não sentia as palpitações. No se lembrava como fazia
pra respirar, ela ia morrer, de uma forma estúpida mas ia. Sentiu-se desfalecendo pouco a
pouco. Era demais, o Uchiha era muito pra absorver voz, olhar, contato físico, e palavras
doces.
Não sabia quanto tempo havia ficado na espera de como se viver normalmente, respirando e
respondendo o Uchiha. Só sabia que tinha feito algo imprudente consigo mesma,pois havia
acordado nos braços dele outra vez.
— Realmente muito frágil. – Um Uchiha debochado agora a encarava.
— Eu... Não.. – Protestava Sakura, com uma voz fina.
— Você tem que comer alguma coisa.
Sakura concordou.
Uma hora depois já prontos, Sasuke levou Sakura a um celeiro, onde havia alguns cuidadores
circulando o ambiente, e cumprimentavam gentilmente o casal.
Um jovem de cabelos castanhos, com um sorriso muito aberto, assim que o avistaram veio ao
encontro correndo.
— Senhor Uchiha! Bem vindo de volta. – O rapaz pronunciava em sua corrida.
— Obrigado. – Sasuke deu um singelo sorriso ao garoto. E os olhos do rapazinho arderam
brilhantes.
— Venham, seu alazão o aguarda Senhor. E... -Nesse momento o menino olhou
interrogativamente para Sasuke, e em seguida para Sakura, não tinha certeza se deveria
contar.
Sasuke havia compreendido o menino.
— Tudo bem. – O garoto entendeu.
— Sim senhor! Ela está aqui.
Sakura não havia compreendido aquela conversa muda entre eles, mas assim que dobrou mais
um dos longos corredores do lugar, chegaram a último compartimento. Era bem aberto, muito
limpo, se avistava fenos organizados, e logo no centro, uma égua muito alta e pelos claros
brilhantes, estava completamente calma e deu um aceno. Com certeza havia reconhecido o
garoto que era seu cuidador.
— Mas que linda! – Sakura ficou encantada. Foi se aproximando, com um certo receio pois não
havia o hábito de ter esse tipo de contato. Mas estava maravilhada com aquela criatura. Nunca
na vida tinha visto algo assim.

— Pode se aproximar Senhorita. – O garoto foi na frente, estava fazendo um carinho na cabeça
da égua até Sakura se aproximar e repetir o gesto.
Sasuke que estava observando tudo ficou muito satisfeito. Não havia certeza como Sakura
reagiria, mas até então estava tudo muito agradável.
— Precisa dar um nome a ela. Foi difícil treina-la sem um . – Sasuke pronunciou
— Um nome? – Sakura o olhou espantada
Encontrou Sasuke sorrindo, e naquele momento compreendeu sobre o que se tratava. A égua
era um presente dele. Seu coração palpitou de felicidade, e um sorriso aberto de emoção.
— Ela é minha? – Era uma informação pra si mesma, mas da mesma forma Sasuke assentiu. –
Obrigada!
— Seu nome vai ser Pérola! – Sakura agora alisava ainda mais a parte próxima do focinho. Uma
conexão ali acontecia.
— Senhor Sasuke o Relâmpago está no lugar de sempre, deve estar terminando de ser
escovado.
— Tudo bem, obrigado.
— Espero ve-los em breve! – O garoto se despediu e foi correndo para seus outros afazeres
Nesse momento Sasuke se aproximou de Sakura e Pérola. Abraçou Sakura pela cintura e fazia
carinho no pescoço da Pérola.
— Agora você tem que aprender a cavalgar – Admirando o belo presente que havia dado a
namorada.
Sakura riu.
— Com certeza. – Muito determinada.
As primeiras lições básicas que Sakura havia aprendido não foram muito difíceis. Pérola era
muito dócil e fazer de ser manejada. Relâmpago também era um cavalo muito obediente e
paciente, por tantas vezes que as companheiras paravam no meio do trajeto pra se
orientarem.
Porém mais paciente era Sasuke, que estava se divertindo muito enquanto admirava Sakura
não tirar os olhos do chão e tentando se concentrar no seu caminho a frente. Realmente muito
divertido
O ambiente era de céu aberto, grama muito verde, um clima muito agradável de poucas
nuvens e brisa leve. Aquela manhã estava consideravelmente muito bonita.
As flores que cobriam o ambiente pareciam um jardim muito bem detalhado e planejado para
serem tão harmônicos. A natureza havia caprichado naquele lugar.
Dava- se pra admirar as montanhas altas e já começar a ouvir a cachoeira que estavam se
aproximando.
Sasuke cavalgava lado a lado de Sakura, passando instruções e Sakura estava atenta a todos os
detalhes. Sua euforia era evidente, mas mesmo assim muito concentrada.

— Esse e o lugar mais lindo que já vi. – Sakura estava encantada
— Você vai gostar ainda mais. – O moreno adiantou o passeio que havia planejado em prol ao
pesadelo de Sakura. Queria proporcionar algo que a deixasse confortável e se sentisse segura
novamente. Não queria que ficasse preocupada, não queria que aquele homem se
intrometesse em sua relação, nem que fosse em meio de sonhos.
Vendo ela tão encarada, lhe fazia alívio e o ponto auge do passeio estava chegando.
Oficialmente se chegaria ao destino em menos de uma hora de cavalgada em ritmo normal.
Mas como era uma novata e Sasuke não estava com pressa alguma em voltar pra vila, foram
quase duas horas de passeio até o destino, entre paradas para admirar a paisagem, sentir o
cheiro das flores, descansando nas sombras das grandes árvores, se alimentando.
Chegando ao ponto atrás de grandes árvores e muita mata fechada, havia uma cachoeira
enorme, que descontava num rio de uma água transparente. O barulho não chegava a ser
ensurdecedor apesar do seu tamanho, mas era revigorante. Uma sensação de vida próspera e
energia emanava daquele lugar.
Os cavalos foram deixados a beira do rio para se hidratar tranquilamente, não havia perigo
algum naquele lugar.
Sakura por sua vez não sabia onde mais ficaria surpresa.
Os dois se sentaram juntos por um momento que não foi possível contar, por que o tempo
havia parado ali.
Sakura respirava fundo. Nem se lembrava mais do pesadelo aterrorizante. Sasuke que estava
com ela nos braços estava com a sensação de dever cumprido.
Ouviam a água caindo, os assovios dos pássaros, o vento batendo nas folhas, e uma sensação
maravilhosa que emanava de cada um deles.
Um silêncio que era divino, estavam desfrutando de uma privacidade necessária. Só havia eles,
a natureza belíssima, e o tempo intocável.
— Obrigada por isso. – Sakura estava imensamente grata.
Não apenas pelo passeio. O lugar incrível. A paz.
Estava grata por ele estar ali presente. A anos ansiava por vê-lo novamente, em querer saber
se havia feito alguma coisa pra ele ir embora daquela forma. Sem se despedir, sem dar uma
chance a eles.
Nenhum pensamento de tristezas passadas agora a atingiam com a mesma intensidade. Toda
dor, saudade, frustração e solidão naquele exato momento, não surtiam nenhum efeito em
seu corpo. Eram apenas como lembranças distantes.
Sasuke por sua vez era o que se sentia mais agradecido.
Percebeu que perder uma vida do lado de quem amava era um preço muito alto a pagar.
Resolver seus assuntos podem muito bem ser feitos, mas não a maneia que seu irmao havia
imposto a ele. Uma vida vazia, solitária, de auto destruição

Decidiu abrir os olhos e fazer a sua maneira, com suas próprias escolhas. Não ia ser uma
marionete nas mãos de ninguém. E quando passou a enxergar isso, sair da sua casa, perder a
mulher que amava, deixar de viver não era opção. Era apenas uma imposição que aquele
homem havia feito e estava sendo seguido cegamente. Sasuke havia decidido que as coisas
não iam mais funcionar de acordo com as regras de Itachi.
Sakura não fazia ideia de quanto o amor dela estava salvando Sasuke. E era a isso que ele era
grato.
— Obrigado você minha flor de cerejeira.
Um abraço mais apertado envolvia Sakura.

Notas finais
Capitulo curtinho mas de coração. No proximo cap novos dramas vão envolver o casal.Beijinhos a todos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.