West River High School - INTERATIVA
8 Capítulo 6
Notas iniciais
O Baile II/IIII
Gabriel’s POV
Estacionei o carro e estava pensando em um jeito de entrar naquele colégio sem chamar tanta atenção.
― Pois não? ― uma senhora se dirigiu a mim ao me ver no portão principal.
― Com licença. Fiquei sabendo que hoje terá o baile que dará início as aulas e queria fazer uma surpresa para minha... Sobrinha. Ela estuda aqui.
― Ah, claro. Só gostaria que assinasse aqui e colocasse o seu número de identidade.
A senhora me deu uma prancheta, uma caneta e sorriu. “Alexander Russ” é o meu novo nome e o número de identidade é o telefone de uma garçonete deliciosa que conheci semana passada e mais alguns dígitos aleatórios.
― Prontinho. Agradeço a gentileza. ― peguei uma de suas mãos e dei um beijo de leve.
Agora o ponto é como acharei a ruivinha nesse colégio enorme. Andei por todo o jardim e corredores até avistar a única pessoa que me ajudaria facilmente. Bom, eu diria que hoje é meu dia de sorte.
Vicky’s
Precisava aquele projeto de gibi demorar tanto no banho? Agora estou atrasada e ela não me faz nem o favor de voltar e me ajudar a fechar essa droga de vestido! Não, precisava sair logo e blá blá blá! Joguei o vestido na cama e voltei ao banheiro pra terminar de arrumar meu cabelo e maquiagem. Não gostei da ideia de ter que ir sozinha até o baile, sendo alguém como eu, provavelmente me perderia. “É só seguir as pessoas pelo campus!”, jura? Seria o plano perfeito se eu não tivesse tão atrasada! Peguei o vestido da cama e o vesti de frente para o espelho. Não posso sair sem conseguir fechá-lo atrás. Ouvi a fechadura se abrindo e logo imaginei que Lua lembrou da minha existência!
― Ainda bem que voltou, não consigo fechar esse treco! ― falei sem nem olhar para trás.
Escutei passos atrás de mim e estranhei não parecerem o salto atritando no chão. De repente vejo minha imagem refletida e Gabriel aparece atrás de mim e rapidamente me virei para trás.
― O que faz aqui? ― eu estava nervosa e senti minha voz falhar ― Não que isso seja ruim, eu só não esperava.
― Bom te ver também. ― ele disse com um sorriso que me deixou completamente imóvel.
― Você poderia me ajudar a fechar isso? ― me voltei novamente para o espelho.
Senti suas mãos tocando minhas costas e arrepiei de todas as formas possíveis, ele abaixava o vestido e não o fechava. Aproximou sua boca do meu pescoço e o beijava levemente. Eu não estava mais em um estado normal.
― Você quer que eu pare? ― perguntou ironicamente.
Ele abaixou ainda mais o vestido até eu conseguir tirar meus braços. Fiquei de frente para o moreno que me olhava fixamente. Ele me puxou delicadamente pela cintura e se aproximou bem devagar, parecia até provocação. Nesse instante ouvi batidas na porta e rapidamente ajeitei o vestido novamente e Gabriel foi para sacada.
― Sim... Posso ajudar? ― falei ao abrir a porta e avistar um garoto aparentemente confuso.
― Desculpa incomodar... Me chamo Dave. ― estendeu a mão e eu o cumprimentei de volta ― Sou novo aqui e ainda não me localizei muito bem. Perdi a chave do meu quarto e preciso de uma cópia, mas não sei onde posso conseguir. Esse é o único quarto ainda aceso por aqui...
― Ah... Posso te ajudar, sem problemas. Você me esperar um pouco? Eu estou terminando de me arrumar, saio em cinco minutos, tudo bem?
― Sim, agradeço. ― sorriu e eu fechei a porta novamente.
― Essa foi a melhor desculpa para conseguir falar com você? ― ironizou Gabriel.
― Não parece uma desculpa e eu nunca o vi por aqui, ele realmente parece perdido.
Gabriel veio até mim de novo e acariciou meu rosto, colocou seus braços ao meu redor e fechou o vestido ainda de frente pra mim.
― Você sabe onde me encontrar. ― ele disse e se afastou novamente.
Ao virar de costas, não pude deixar de notar algo que não sei como ainda não tinha reparado, mas nesse momento ele virou novamente, o que fez minhas bochechas queimarem.
― Você estava olhando minha bunda... ― ele disse rindo um pouco.
―Não...
― Tem certeza?
― Não...
Rimos um pouco, fui em sua direção e beijei sua bochecha. Ele sorriu e eu fui para porta ajudar o garoto perdido.
― Perdão pela demora. Sabe como é, né? Mulheres demoram muito pra se arrumar... Mas então, vamos resolver o seu problema. ― sorri.
― Tudo bem... Preciso dizer que você está linda. ― ele pareceu sem graça ao dizer isso e eu apenas sorri ― Onde vamos?
― Bom, acredito que a diretora não está na sala, poderíamos ir na recepção, certo?
― Boa ideia.
Lua's POV
Nossa, que lugar incrível. Organizaram tudo perfeitamente, nem parece um baile colegial. E são tantas pessoas que é impossível contar, mas o babaca do outro dia já estava lá junto com um outro garoto, um loiro bem alto. O encarei por um tempo até que ele me viu. Arqueou uma sobrancelha e voltou a conversar. Decidi o ignorar e voltar para entrada e ver as pessoas chegando.
Minutos depois, o cara que estava junto com o imbecil saiu e parecia procurar alguém. Ele me olhou e sorriu gentilmente, como se me conhecesse. Estranhei e não sorri de volta. De longe vi Vicky chegando com um garoto cabeludo.
― Ei, esse é o Dave. ― ela disse e o garoto deu um belo sorriso ― Dave, essa é a Lua.
― Prazer. ― ele falou estendendo a mão.
― Bom, caçadores apresentados. E aí, como está por aqui? ― indagou a ruiva.
― Legal... Meio parado, mas sinto que isso vai melhorar bastante. ― respondi e olhei para o lado.
O loiro estava olhando para o Dave e rapidamente enrijeceu a expressão e entrou novamente no baile. Que cara estranho!
― Vicky, agradeço novamente por ter me ajudado. Agora vou entrar e comer alguma coisa. ― o moreno deu um beijo na bochecha dela ― E Lua, foi bom conhecer uma das minhas.
― Bom te conhecer também, a gente se bate por aí. ― Dave pegou minha mão e a beijou levemente.
― Tchau, aproveite a noite. ― Vicky disse.
O garoto se retirou e então fui ao assunto principal.
― Ué, cadê o Gabriel? Encontrei ele quando chegou e emprestei minha chave...
― Aha, tinha que ser você. Ele já foi embora...
― Deixa eu adivinhar: alguma coisa atrapalhou? ― fiz uma cara feia.
― Dave foi lá pedir ajuda com a chave.
― Mas por que caralhos tinha que ser logo lá, hein? ― revirei os olhos ― Mas aconteceu alguma coisa?
― Não, nada demais. ― Vicky disse e eu não acreditei.
― O que quer dizer com isso? Nada tipo, nada mesmo?
― Nadica de nada.
― É, ainda tenho muito trabalho pela frente. Mas chega de papo, vamos curtir essa noite!
― Sim! ― ela me puxou para dentro.
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