Notas iniciais
Oie, pessoal, obrigada pelos comentários! Bom, esse capítulo é narrado por uma personagem minha e dois personagens que vocês criaram aparecem... Na verdade três, mas um deles não foi apresentado. Qualquer problema (se não gostarem de como o seu personagem se comportou ou algo do tipo) é só me mandar M.P. As palavras em azul abrem uma nova aba para foto, ok? Boa leitura!

Vicky’s POV

Finalmente coloquei os pés dentro daquele castelo enorme, nunca vi um lugar tão bonito. Eu estava hipnotizada, milhares de portas, inúmeras escadas, quase um labirinto! O que teria atrás de cada uma daquelas portas? A curiosidade estava me matando! “Calma, Victória, você tem o ano inteiro para conhecer esse lugar, fica quieta!” pensei. Coloquei minha mala no chão ao meu lado e tirei a mochila das costas para me sentir mais a vontade. A luz do local era agradável, não era muito forte, o lugar tinha um cheiro suave de hortelã, nada exagerado. Havia um quadro enorme preso à parede, era um mapa, o mapa do colégio, sim, era tão magnifico que tinha um mapa! Mas... Onde será que fica a comida? O refeitório, mais especificamente, acho essa parte importantíssima.

― Olá, senhorita Belikov, bem vinda a West River High School. ― disse um homem de olhos azuis e cabelos loiros desgrenhados que parou ao meu lado.

― Ah, oi. Obrigada. ― falei sem jeito, como sempre ― Como sabe quem eu sou, é um bruxo?

― Não... Mas tenho um objeto mágico que me ajudou a descobrir quem você é. ―falou em tom irônico.

― Um objeto mágico? ― indaguei confusa.

― Caderneta de alunos. Já ouviu falar? ― brincou o loiro e logo continuou ― Sou Luke Calehari, seu provável professor de História.

― Prazer, Senhor Calehari. Sou Victória Belikov... Mas isso seu objeto mágico já lhe informou, então vou melhorar a apresentação. Sou Victória, sua melhor aluna. ― eu disse sorrindo.

E definitivamente, história é minha melhor matéria!

― O prazer é meu, Senhorita “minha melhor aluna”. ― falou sorrindo fazendo aspas no ar ― Bom, te levarei até o seu quarto e em menos de meia hora vão levar seu café da manhã, tudo bem?

― Café da manhã? ― imaginei como deve ser o café da manhã em um lugar como esse ― Tudo bem, ótimo!

O Professor me ajudou com minha mala e me levou até um quarto no décimo terceiro andar à esquerda. O corredor era enorme e diferentemente do que imaginei, não era fechado. Os quartos ficavam um ao lado do outro e ao sair davam para o fundo da escola, um bosque enorme e aparentemente tranquilo. Ao olhar para o lado, dava para ver a ala masculina.

― Essa é a sua chave. ― Luke me entregou ― Sua colega de quarto já está na escola, pelo que me avisaram, espero que se adapte bem.

― Obrigada. ― sorri ― Ela é legal?

― Não a conheci ainda, mas você parecer ser bem receptiva, vai se dar bem, não se preocupe.

― Pareço é?! Ok... Obrigada. ― falei pegando minha mala que ainda estava em sua mão e mostrando um sorriso gentil.

― Disponha, Senhorita Belikov. ― retribuiu o sorriso ― Fique à vontade e se precisar de ajuda é só avisar. Tchau.

― Tchau. ― eu disse entrando no quarto.

Logo ao passar da porta, à esquerda ficam duas camas separadas, porém, tem a mesma cabeceira e também se encontra uma porta que provavelmente é o banheiro. A frente, tem uma enorme varanda e a visão de um enorme campo esportivo. A cama perto da varanda já estava ocupada, uma mala enorme preta estava sobre ela e alguns itens de decoração estavam, pendurados na parede. À direita do quarto fica uma TV enorme pendurada na parede e um frigobar vermelho, combinando com a parede onde as camas se encostam. Todas as outras paredes eram bege, quase brancas, a luz era regulável. Abaixo, na mesma parede da TV, ficam duas gaveteiras bem espaçosas. Fui em direção ao banheiro e abri a porta, me surpreendi com uma garota morena dentro da banheira com um cigarro entre os dentes.

― Perdão por entrar sem bater, não foi minha intenção... ― falei um tanto nervosa fechando a porta novamente.

― Eu vou te matar! ― berrou a morena.

― Calma, você vai me matar de verdade ou é modo de falar? ― indaguei abrindo a porta de novo e fazendo uma cara confusa.

A morena já estava de pé, usando um biquíni preto e deixando maior parte do seu corpo todo tatuado a mostra. Sua boca estava coberta com um batom vermelho. Ela me olhou com desprezo e logo depois pegou a toalha e se enrolou. Saiu do banheiro e foi em direção a sua mala pegar uma roupa.

― Você é lerda assim o tempo inteiro ou só às vezes? ― ironizou tirando algumas pulseiras e um colar da mala.

― Bom, só quando estou com fome... Eu acho. ― eu disse me sentando na cama vazia.

A garota soltou um riso frouxo. Pegou um short jeans azul e uma blusa preta com cinza manchada e falou:

― É, talvez a gente possa se dar bem. ― me olhou e voltou ao banheiro para se trocar ― E ai, me fala quem é você, arroto de Fanta? ― perguntou com a porta entreaberta.

Arroto de Fanta? Mas que droga de apelido é esse? Cabeça de fósforo, pimentinha, cenoura, já ouvi de tudo, mas arroto de Fanta? Deixa pra lá, não ligo muito, já me acostumei com apelidos bizarros.

― Sou Victória, mas pode me chamar de Vicky. E você, quem é?

Lua Kaller, me chame como quiser, porque eu farei isso. ― disse saindo do banheiro e me encarando com o cigarro na mão direita.

Lua sentou-se na minha cama e começamos a conversar. Ela falou do tal diretor que foi assassinado, mas não sabia muita coisa. Chegou no colégio há mais ou menos quatro dias e já conheceu vários lugares e eu pedi para ela me levar a cada um deles à tarde. Ela é uma caçadora, mas não me contou muito mais do que isso. Eu a expliquei o que eu sou, uma dampira, e ela me fez mil perguntas, não me importei em responder a maioria delas. Cerca de quinze minutos depois, bateram na nossa porta. Fui rapidamente abrir, provavelmente era nosso café da manhã. Lua parou atrás de mim e escondeu o cigarro.

― Bom dia, senhoritas, aqui está o café de vocês. ― falou uma senhora gordinha vestindo uma blusa branca e uma saia longa rubro que nos entregou duas bandejas muito bem organizadas.

― Muito obrigada, Senhora Lindgof. ― falei lendo seu crachá.

― Valeu pela comida. ― Lua disse e a moça sorriu e foi se retirando.

Ao continuar andando para o próximo quarto, vi um rabo atrás dela. Uma calda negra e grande.

― Que coisa mais bizarra! ― cochichou Kaller fazendo uma cara de espanto.

Eu a olhei rindo um pouco e me voltei para porta.

― Bela calda, Senhora! ― falei de modo convincente e ela apenas sorriu simpática.

Fechei a porta e voltamos a conversar. Sentamos na varanda e colocamos nossas bandejas numa pequena mesa de centro.

― Mais que diabos ela deve ser? ― perguntou.

― Não faço ideia, mas deve ser legal ter um rabo. ― brinquei fazendo-a rir.

― Ei, por que na sua bandeja tem um potinho e mais que a minha? ― observou a morena mudando de assunto.

Ela tinha razão, na minha bandeja tinha um pote pequeno, com aproximadamente trinta mililitros de alguma coisa. Abri o pote e logo o cheiro tomou conta das minhas narinas, era sangue. Não vou beber sangue, não estou fraca, então não preciso dele. Não quero deixar meu alter ego falar mais alto.

― É só sangue, mas não vou beber. ― falei sentando e me servindo com o resto das coisas.

― Não sabia que dampiros precisavam de sangue. ― comentou Lua.

― Bom, precisar não precisamos, mas sangue nos deixa mais forte.

― Então por que não bebe? ― perguntou colocando um cookie inteiro na boca em seguida.

― Porque não estou fraca e se eu ingerir sangue nessas condições... Bom, digamos que uma nova Vicky pode aparecer. ― falei pegando um morango.

― Saquei. Mudando de assunto, você vai ao baile de apresentação domingo?

É verdade, o baile de domingo, como pude esquecer?

― Acho que não, não curto muito festas. ― eu disse com a boca cheia.

― Ah, eu vou! Vai também, vai ser divertido... E ainda podemos conhecer gente nova. ― Lua pegou o suco de laranja e começou a tomá-lo pelo canudo e fez um olhar sexy.

― Agora eu entendi. Conhecer gente nova, Senhorita Kaller, você acabou de me convencer. ― falei arqueando uma sobrancelha e rimos um pouco.

Nosso dia foi bem produtivo, Lua me levou à vários locais do colégio. Inclusive o refeitório. Fomos ao campo esportivo, à algumas salas de aula, áreas de convivência, piscina... Mas não fomos ao bosque. Bom, tem um lado bom nisso, gosto de sair sozinha à noite e lugares como o bosque parecem ser agradáveis ao meu ver.

A noite caiu e logo após o jantar, voltei ao quarto para escovar os dentes e pegar um casaco. Lua disse que iria para sala de treinamento e então eu avisei que iria ao bosque. Ele estava bem tranquilo, avancei por cerca de uns cinco minutos. Encontrei um banco de madeira encostando em uma árvore e ali me sentei. Gosto de momentos assim, ficar sozinha, quieta, em meio aos meus pensamentos.

Uma coruja pousou ao meu lado, me assustando um pouco.

― Oi, senhora coruja. ― falei aproximando uma das mãos.

A ave se afastou rapidamente e voou para onde meus olhos não conseguiam ver.

― Desculpa de você não é uma senhora, senhor! ― gritei em sua direção.

Ri sozinha e me deitei no banco para observar o céu. Ele estava lindo. Várias estrelas tomavam conta dele e a lua estava minguante, minha favorita. Me lembra o sorriso do gato de Alice no País das Maravilhas. Fiquei sossegada por alguns minutos até ouvi o som de um uivo por perto. "Será que é um lobo ou um lobisomem?" pensei. Bom, era melhor eu voltar para o dormitório. Levantei do banco e tomei o caminho de volta. Um enorme lobo marrom apareceu na minha frente. Seus olhos eram de um azul claro que me hipnotizavam, eu não ousei mexer nem se quer um músculo.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Adios!