West High
1 Surpresas
Notas iniciais
Lilian Collins
Primeiro dia de aula na West High, a segunda escola mais famosa de Nova York, a primeira todo mundo sabe qual é !
Hoje é um grande dia, e eu preciso estar no mínimo apresentável, então por esse motivo checo minha aparência mais uma vez no espelho, conserto alguns fios de cabelo e respirei fundo.
— Okay, hoje tudo vai dar certo… – Murmuro para mim mesma.
— Hey ! Você está muito nervosa, fique calma é um colégio e eu sei que você vai se dar muito bem. – Minha madrinha diz colocando a mão em meu ombro para me apoiar.
É com ela que estou morando desde que decidi me mudar para NY e estudar aqui, já que as condições dessas escolas são as melhores. Minha madrinha Stephanie sempre foi muito próxima a mim, ela é professora da West também, e quando ela diz que eu vou me dar no colégio é sobre nota e estudos, mas não é isso que me deixa nervosa.
— Eu sei que vou me dar bem, só que o nível de alunos da West é diferente do meu, eles não costumam ser amigáveis com bolsistas e calouros eu consigo ser os dois. – Digo me virando para olhar para ela.
— Bom, você não está na Constance onde é tudo 10 vezes pior, a West High é mais tranquila menos alvos de fofocas, os alunos são um pouco menos esnobes. Fique tranquila ! – Ela sorrir confiante
Resolvo não perturbar ela com meu nervosismo e sim pegar minha mochila e ir para o Colégio com a Stephanie a professora de literatura, e nas horas vagas minha madrinha, protetora e tia, ela é a irmã mais nova de minha mãe. Vamos no carro dela, não é um carro do ano, mas considerável para uma professora do West. Nem eu e nem ela ligamos para isso, eu realmente não me importo de não ter muito dinheiro, um sobrenome do qual todos conhecem, enfim, porém meus colegas se importam com isso.
Realmente a escola é muito bonita, dividida em três pavilhões, um pátio aberto e um refeitório. Falando assim não parece grande coisa mas é sim, uma arquitetura recentemente reformada para algo mais moderno porém com cores escuras combinando com o uniforme e por falar nele.
A saia tinha que ser tão curta !
Assim que saí do carro da Stephanie e fui em direção a entrada do colégio percebi alguns olhares para mim e outros para as minhas pernas tive vontade de correr pra casa, porém, corri para o banheiro mesmo.
Por sorte não tinha ninguém, me olhei no espelho, eu estava ofegante, não por correr até no banheiro, sim porque eu estava prestes a entrar em colapso. Respirei fundo mais uma vez fechando os olhos, escutei a porta abrir e sem olhar para quem entrou, e fui direto para uma cabine.
— Entrei no banheiro errado ou você tem permissão para usar o masculino... – Me assusto com o garoto que falou da porta do banheiro antes mesmo de eu conseguir entrar na cabine
— Oh me desculpe! Eu estou tão nervosa que não percebi – Falei quase gaguejando e saindo do banheiro
— Tudo bem, garota… – O menino respondeu, porém eu dei as costas e continuei andando nervosa.
Peguei o celular pra ver os horários no meu e-mail faltava 10 minutos para a aula e eu tinha uma pequena noção de onde era a sala. Eu já estava no prédio do primeiro ano, então era mais fácil de achar as salas já que tinham numerações.
E assim se fez me encontrei rapidamente entrei na sala tinha algumas pessoas lá dentro porém, não quis prestar muita atenção, fui para uma cadeira no meio da sala, não sou o tipo de aluna que gosta da frente. Me sentei na cadeira e ajeito minhas coisas sobre os cochichos do pessoal que estava lá e eu sabia que estava sendo observada estava prestes a olhar de volta quando uma certa multidão barulhenta entra na sala e se acomodam em seus lugares.
Alguém senta do meu lado resolvi continuar do jeito que estou sem prestar atenção em ninguém, peguei meu telefone para distrair e vejo que ainda falta uns 5 min para o sinal tocar e aula começar.
— Oi menina do banheiro – O menino que sentou do meu lado esquerdo diz e eu me assusto e faz com que eu olhe para ele e me lembre do incidente do banheiro.
— Realmente me perdoe, eu estava totalmente distraída… – Tento falar
— E nervosa, afinal de contas é seu primeiro dia, não é? – Ele me pergunta sorrindo
— Sim, eu sou caloura. – confirmei assentindo
— Deixa eu te contar um segredo – ele se aproxima de mim – Todos nós somos calouros na West High – Ele fala em um sussurro dando uma piscadela.
Eu abri minha boca em um 'Ó' chocada não tinha olhado por esse ponto de vista.
— Pode até ser, mas eu não moro aqui e NY, vocês já se conhecem, o bairro não é tão grande. – eu falo um pouco mais tranquila
— Sim pode até ser, agora outro segredo – ele continua com um tom descontraído
— Você está cheio deles, não é? – Me permito sorrir ele também, foi mais uma gargalhada do que um sorriso, mas ele gargalhou de uma forma tão educada. Com certeza ele não é da mesma classe social que eu.
— Eu também não sou daqui, porém, conheço algumas pessoas.
— Está vendo no fim você concorda comigo. – digo convencida.
Ele me analisa por alguns segundos, eu faço o mesmo com ele e vejo que ele deu um upgrade no uniforme usando um suéter muito bonito, na verdade ele também é bonito.
Cabelos cacheados, lábios carnudos quase que em formato de coração, pele negra, olhos castanhos escuros e atentos e um rosto quadrado o que finaliza o seu charme.
— Christopher – ele estende a mão para mim sorrindo largo e com uma covinha muito fofa no lado direito
— Lilian – pego em sua mão e sorrio também.
O sinal toca e o professor entra na sala e todos começam a sentar- se nas cadeiras e fazer um pouco mais de silêncio. O professor inicia sua aula falando da matéria dele e tals aquelas coisas de início, de vez quando olho de relance para o Chris ele parece se concentrar na aula. Em uma das vezes que olhei percebi um broche no seu uniforme, quase imperceptível, a bandeira LGBTQIA +.
Com certeza essa escola vai me surpreender muito mais, um menino gato, provavelmente queer, parece ser de uma família rica e super gente boa. Realmente a escola não parece ser tão assustadora assim, ou ele é uma exceção? Refletir um pouco sobre isso até o professor começar a marcar as presenças.
Cada um foi respondendo e fui vendo a variedade de sobrenomes alguns conhecidos, outros não, a verdade é que nenhum deles parecia ser um bolsista ou pobre.
— Christopher Wayne – o professor falou e eu me assustei com o sobrenome, pois eu tenho quase certeza que conheço este sobrenome.
Fiz uma busca rápida na memória e realmente não consegui me lembrar. Houve alguns burburinhos e cochichos e Christopher parece estar envergonhado com esta situação.
O horário do almoço chega rápido, e algumas pessoas me olham estranho, outras nem ligam para a minha presença e eu simplesmente sigo em rumo ao refeitório, no caminho me encontro com o Christopher.
— Vamos almoçar Lillian? — Ele me chamou com um sorriso simpático no rosto e eu sorrio de volta e seguimos juntos. No caminho as pessoas estão olhando e cochichando, mas agora é para ele.
— Por qual motivo esses cochichos e olhares para você? — pergunto
— É por causa da minha família… — ele respondeu desanimado e eu fiz uma cara de dúvida para ele que respirou fundo e se sentou, pois já havíamos chegado no refeitório.
— Meu pai é advogado, porém ele é conhecido por defender algumas famílias de Manhattan, famílias estas bem afortunadas da cidade. — ele explicou e eu entendi finalmente entendi.
Dr. Wayne, o advogado mais famoso de Nova York, um dos mais ricos também. Tá certo isso é a grande surpresa do dia em meio a tantas outras surpresas.
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