Notas iniciais
Oláaa, vou deixar aqui a descrição de mais um personagem: Jay Jones - Um rapaz um ano mais velho em relação aos outros, ele é companheiro, amigo, muito estudioso, bastante inteligente e um exímio atleta. Muito dedicado ao seu namorado ama ele e o Christopher também o ama, se dedicam um ao outro inteiramente e não perdem a oportunidade de estarem grudados um ao outro. Espero que amem este capitulooo

Christopher Wayne

Me preparando para mais um dia de aula, se passou apenas dois dias e já me sinto exausto, hoje irei me encontrar com o Jay então o dia já vai iniciar muito bem. Jay é o meu namorado há alguns meses, dispensei ele estes últimos dias, pois o Derek me ocupou com os planos mirabolantes e suas investidas contra mim. Derek me deixa cansado fisicamente às vezes.

A campainha tocou, ele chegou e veio me buscar. Abro a porta sorrindo e praticamente pulei em seus braços fortes para tentar matar a saudade de alguns dias.

Jay é um rapaz alto e forte de pele negra, mas que a minha, com o corte de cabelo sempre em dia, muito cheiroso, seu rosto redondo faz contraste com seu corpo malhado, seus lábios não são grossos como os meus, mas são bem convidativos onde agora encosto os meus.

— Tudo isso foi saudades? – sua voz sai abafada porque eu ainda estou no seu colo

— Claro ! Queria tanto lhe ver ontem, mas o Derek tava aqui enfim você já sabe… – digo para ele me separando dele e voltando para dentro de casa

— É eu sei. Vamos então? ou ainda não está pronto? – ele fala um pouco inquieto

— Só vim pegar minha mochila – ele odeia esperar

Ele me entrega o capacete enquanto descemos o elevador, apesar de não estarmos tão longe do colégio, mas ele sabe que eu amo andar de moto por mais que a distância seja curta.

Subi na moto já com capacete na cabeça, e ele ligou a moto e logo senti o vento em meu corpo e a sensação de liberdade veio à tona. E realmente amo essa sensação que a adrenalina me traz é mágico, parece bobo, mas eu sabia que só conseguia sobreviver a este dia se tivesse este momento com o meu amado.

Logo chegamos a frente da escola e todos voltaram seus olhares para nós, incrível como as pessoas se preocupam tanto com os outros, alguns surpresos porque não sabiam que nós estávamos juntos, outras talvez com inveja pois o Jay é muito cobiçado por este lado da cidade.

— Obrigado Baby, até mais tarde. – solto um beijinho no ar para ele, que sorri divertido.

Vou em direção a sala sento em uma cadeira estratégica e me acomodo vendo todos entrarem até que o Derek entra e me encara da mesmo forma de ontem no refeitório desvio olhar.

A professora de Literatura entra, já tinha visto ela pelos corredores, ela tem cara de inteligente mas tem aquele brilho no olhar de professora novata em colégio grande.

— Bom dia turma ! Meu nome é Stephanie Collins, sou professora de literatura e este ano estarei aqui trabalhando com vocês. – ela diz sorrindo e continua – Bom, ao contrário de muitos não irei apenas pegar livros e pedir para que vocês leiam e façam, resumos, fichamentos, apresentações… Não, de jeito nenhum.

Ela explica um pouco sobre tudo que irá fazer durante o ano letivo, me surpreendi quando ela diz que já ensina aqui há 3 anos. Incrível acreditei que ela tinha chegado neste ano.

Neste momento ela estava explicando um trecho de uma poesia que o autor fez uma crítica à divisão de classes sociais, foi quando o Derek resolveu se pronunciar.

— Srta. Collins, o autor faz uma crítica a algo que eu acredito que seja necessário, pois devemos manter os pés no chão – ele diz e a professora faz uma cara de confusa

— Então você não acredita na mobilidade social?

— Não, acho difícil alguém conseguir um status social do qual não nasceu – ele rebate

— Srta. Collins, acredito que meu colega não levou em consideração o poder de persuasão. – me pronunciei para a surpresa de todos. Derek que estava sentado na frente olha para mim com uma certa raiva.

— Desenvolva por favor Sr. Wayne – ela se volta em minha direção e senta na mesa

— Se você convencer as pessoas de que você tem uma influência você acaba sim conquistando algum lugar de importância social, ou seja, você tem o poder de persuadir os outros a te colocarem em outro patamar social.

— Boa observação Sr. Wayne, gostei deste pequeno debate ! Dentro dele peço que vocês façam um texto argumentativo sobre este tema "A mobilidade social nos ramos da economia e da ilusão"

Todos fazem barulhos de insatisfação enquanto o sinal avisando que a aula havia acabado toca e todos nós saímos da aula. Derek passa ao meu lado sem me olhar, deixo ele passar na frente e sigo atrás em direção para a próxima aula, da qual vou me encontrar com a Lilian.

As duas últimas aulas passaram como um borrão apesar de que os comentários sobre o que eu falei na aula de literatura já estarem correndo por aí.

Refeitório West High — 12:25 AM

Sento na mesa onde Lily já está sozinha comendo e pensando eu acho, ela tem expressões difíceis de decifrar um tanto misteriosa.

— Olá docinho – digo me sentando

— Ah oi… – fala sem entusiasmo

— Você tá bem? – me preocupo com ela

— Estou sim… – a encarei sabendo que ela estava mentindo – Tá não estou nada legal… Depois da segunda aula no corredor alguém me perguntou sobre minha tia, ela dá aulas aqui, e falou algumas coisas ofensivas sobre ela pensei em rebater mas desisti, mas isso me afetou um pouco sabe…

— Espera sua tia dá aulas sobre? – perguntei desconfiado

— Literatura. Stephanie Collins – ela me respondeu

— Okay, ela é minha professora e tive aula com ela no primeiro horário. O que exatamente falaram para você? – perguntei

— Que eu deveria ser uma chata e sem graça como ela. Entre outras coisas mais enfim… prefiro não repetir – fico surpreso com isso

— Receio que eu tenha uma parcela de culpa nisso tudo… – digo e ela fica surpresa

— Espera um pouco, você teve aula com ela no primeiro horário? – respondo que sim – então as fofocas que estão rolando aconteceu nessa aula?

— Do debate sobre classes sociais? É foi… A turma não gostou muito pois sua tia passou uma atividade sobre, por isso a minha parcela de culpa.

— Então é mais fácil culpar a professora que não tem nenhuma influência social do que alguém com "sobrenome". – ela conclui

— Bom, na prática é isso, porém eu não posso fazer absolutamente nada se as pessoas enxergam desse jeito.

— Não digo que a culpa é sua claro só pontuei a forma como as pessoas pensam. – ela falou e voltou a ficar triste enquanto comia

— Não fique assim, sua tia está fazendo um ótimo trabalho as pessoas aqui que não gostam de estudar mesmo. – ela sorriu

Continuamos o almoço tranquilamente e depois a convidei para ir em um lugar maravilhoso que tem aqui perto do colégio.

— Vamos lá você vai se animar com um pouco de doce e café – peguei na sua mão a encorajando

Ela seguiu comigo fazendo o esforço de se animar. Chegamos logo e entramos o local é bem aconchegante e convidativo a comer e se divertir.

— Uau que lugar bonito nossa… – falou boquiaberta

— Eu concordo – Uma voz atrás da gente nos assustou – Olá Chris ! – Me virei e vi que era a Nora Pharrell.

Uma menina de cabelos pretos, um pouco mais baixa que eu, com o estilo próprio bem moderno, suas roupas quase sempre pretas, tem traços finos no rosto, lábios finos e quase nunca pintados pois já são rosados suficientes para lhe deixar bonita. A sua voz melódica e rouca soou em nossos ouvidos e nos despertou do devaneio do lindo lugar.

— Olá Nora, como está? Não lhe vir ainda na escola… – Lhe saúdo feliz

— Oi Chris, também ainda não lhe vi, porém já ouvi altas fofocas – ela ri. Notou a presença da Lilian e a olhou profundamente o suficiente para fazer a Loira se envergonhar e sentar na cadeira mais próxima, depois desviou seu olhar para mim como se fizesse um convite para eu fazer as apresentações.

— Nora esta é Lilian Collins, ela é nova aqui na cidade ! – Enquanto eu falava Nora já não olhava mais pra mim já se colava um pouco curvada sobre a mesa na frente da Lily

— Oi sou Nora – sorriu – Como está enfrentando os desafios de ser a novata?

— Talvez meio assustador no início mas as coisas estão melhorando – Lily respondeu um pouco mais descontraída

— Então vamos comer um docinho para melhorar? – Digo me sentando feliz

— Vou pedir para que atenda vocês – Nora saiu.

A família da Pharrell é dona do Café por isso ela tá quase sempre por aqui. Logo depois uma garçonete muito simpática nos atendeu e Lily só abriu a boca para dizer que queria capuccino e alguma coisa parecida com pão.

— Você está tão calada – Pontuei

— Pensando ainda sobre os últimos acontecimentos do dia – falou desanimada

— Pensei que já tinha superado isso… Realmente ver sua Tia ser um pouco atacada é difícil mas segure a barra não desista tão cedo. – Dei um sorriso encorajador

A garçonete trouxe os nossos pedidos, eu pedi algo bem doce, tirei uma foto para as redes, Lily resolveu fazer o mesmo e ainda marcou o local que estava, aproveitei para lhe dar uma dicas sobre isso. Outros alunos, que costumam frequentar o café dos Pharrell, começaram a chegar e o local tomou uma atmosfera agitada mais ainda tranquila. Foi quando Nora voltou à nossa mesa.

— Olá, honey, está gostando das guloseimas? – Nora se dirigiu a Lily enquanto sentava de pernas abertas virando a cadeira ao contrário

— Está ótima ! – Lily respondeu super educada

— Chris, eu estava pensando em fazer uma festa no fim de semana para comemorar o início das aulas, o que você acha? – Nora é a pessoa que ama dar festas em algum momento da vida e eu tenho certeza que ela trabalhará neste ramo, capital já tem.

— Acho ótimo ! Se for como aquela das férias eu topo muitooo – Falei lembrando de como uma pool party tranquila se transformou em algo totalmente inacreditável e inesquecível.

— Já tenho o tema na minha cabeça e o local !

— É claro que você tem Nora é claro – ela ri com o meu comentário

— E você vai hein Novata essa será a sua festa de estreia – Enquanto falava brincou com as mechas de cabelo da Lily

— Eu realmente não participo muito desses eventos… – Lily disse um pouco indiferente a situação

— Eu não te pedi para ir – Lily fica confusa, eu não, pois eu sei o que vem depois – Ordenei !

Muitos falam que eu sou persuasivo, e realmente sou, não nego mas eu acredito que a Nora é muito mais que a mim o seu jeito sensual de falar exala desejos e fica impossível dizer não para o seu rosto angelical que faz contraste com o seus trejeitos rápidos e rudes.

Notas finais
Animados para esta festa? Será apenas uma festa divertida ou... (completem)