Werewolf : A escolhida

37 (Renesmee) - Segredos


Eu larguei os papéis sobre a mesa e me levantei da cadeira caminhando pelo escritório- Isso não é real, isso não pode ser real- murmurei comigo mesma olhando para a mesa, fechei os olhos me concentrando nas imagens do meu sonho, os olhos amarelos, eram daquilo, daquela criatura que estava nos registros do meu pai.

Eu estava em pânico mas precisava me manter calma, sai do escritório e procurei minha bolsa sobre o sofá e peguei meu celular retornando ao escritório, fotografei cada folha mas uma me chamou a atenção, havia apenas uma palavra escrita por meu pai a qual não conseguia entender " K W I L I J U T", com certeza eram as letras iniciais de alguns nomes já que aquela palavra não existia.

Ao terminar guardei os papéis dentro da pasta e deixei dentro da gaveta saindo do escritório se forma apressada enquanto realizava uma ligação-

"Senhorita Cullen." Ele pareceu surpreso ao atender.

"Oi Crownley, pode me encontrar no Downtown? "

"Eu estou em uma ocorrência agora, eu aviso você quando terminar por aqui."

" Esta bem, aguardo sua ligação."

Encerrei a chamada e suspirei.

A casa estava silenciosa, minha mamãe passaria o dia no hospital, os gêmeos na escola de tempo integral e meu pai nunca tinha horário para voltar, me senti uma adolescente com a casa livre para fazer qualquer coisa, ri sozinha e me joguei no sofá mexendo no aparelho celular.

Olhei as fotos que havia tirado em La Push e por um breve momento o assunto Lobisomen doi substituído por Jacob Black, me perguntei como eu iria encara-lo depois do que Alice havia feito, o que ele estaria pensando sobre isso? Jacob Black havia me mostrado em La Push um lado que ninguém jamais imaginaria existir e agora isso estava estampado na capa de una revista- O que eu faço? Murmurei olhando as fotos da reserva quileute.

Foi quando tive um estalo.

— K W I L I J U T- sussurrei me sentando no sofá- É claro a pronúncia- Dei um pulo do sofá e corri para o escritório de Edward Cullen e liguei seu computador — Droga a senha- Reclamei tentando adivinhar qual seria a senha do meu pai, mas após a terceira tentativa eu desisti.

— Maldita senha- Falei desligando o computador e abri novamente a gaveta buscando por algo que ne ajudasse a desvendar o porquê de meu pai ter anotado aquele nome.

Organizei tudo e sai do escritório indo para cozinha, decidi organizar tudo e assim ocupar minha mente antes que eu começasse a surtar, eu havia descoberto que lobisomens existiam e que isso tinha alguma ligação com os Quileutes, ou meu pai tentava explicar com as lendas deles? Tudo que eu tinha eram suposições, ou havia alguma possibilidade dos Quileutes serem Lobisomens, pensei em Jacob e ri da absurda teoria que ele poderia ser um lobisomem assassino.

Eu estava enlouquecendo.

Quando terminei de organizar a cozinha fui para o meu quarto onde passei o restante do dia trabalhando na agenda da semana do meu chefe, embora existisse a possibilidade de ser demitida eu deixaria uma boa impressão, como se isso adiantasse alguma coisa, percebi que eu estava no fundo do poço, de volta a casa dos meus pais, provavelmente desempregada e na lista de morte de uma aberração.

Crownley não me ligou o restante do dia o que me deixou desconfiada, no fim da tarde decidi preparar o jantar e ser útil, mamãe havia enviando uma mensagem avisando que chegaria em uma hora com meus irmãos, conhecendo Isabella Cullen eu sabia que ela chegaria cansada demais para pensar em cozinhar.

Eu colocava as batatas recheadas no forno quando virei o rosto na direção da entrada da cozinha, Edward Cullen me observava en silêncio encostado na parede com os braços cruzados.

— Pai — Murmurei dando um timido sorriso — Você me assustou.

— Desculpa filha eu não quis assustar você.

— Que bom que chegou cedo- Falei sorrindo- Estou fazendo batatas.

— Tenho certeza que estão deliciosas- Ele Respondeu olhando para seu relógio — Filha será que podemos conversar?

— Claro pai- concordei pegando um guardanapo e enxuguei as mãos saindo da cozinha, Edward Cullen me encarou por alguns segundos em silêncio — Aconteceu alguma coisa? Perguntei achando seu comportamento muito estranho e suspeito.

— Eu estava em uma ocorrência policial quando recebi a mensagem em meu celular de tentativas de acesso ao meu computador- Ele caminhou lentamente pela sala.

Fechei os olhos e Sussurrei — Que idiota eu sou- Eu estava tão desesperada por explicações que havia esquecido desse pequeno detalhe- Eu posso explicar...

— Acredito que sim- Ele falou aproximando-se de mim- Filha eu só quero proteger você.

— Eu sei pai, mas não é mentindo para mim ou ne escondendo as coisas que vai me proteger

— Renesmee- Ele colocou ambas as mãos no bolso e se aproximou — Filha você não sabe o que estou enfrentando, você não faz a menor ideia.

— Um lobisomen- Respondi.

— Eu não quero você envolvida nisso filha, todas as pessoas que se envolveram morreram.

O encarei — É um pouco tarde para isso, eu estou envolvida desde a morte de Olivia, pois eu estava lá, se tem alguma coisa atrás de mim tenho o direito de saber.

A destra de meu pai subiu até meu rosto e deslizou até minha nuca- Eu te amo filha, eu não vou deixar nada e nem ninguém machucar você.

Sorri timidamente — Eu sei pai.

Meu pai me puxou para seus braços e me abraçou forte beijando meus cabelos- Eu só quero que tenha uma voda normal, sem se preocupar com essas coisas, por isso não quero de forma alguma que se envolva nisso.

Ergui a cabeça olhando para ele- Tarde demais, eu já estou envolvida.

— Não — Ele sussurrou — Você não está, eu não posso permitir isso.

— O que? Murmurei confusa, os olhos dele se mantiveram fixos nos meus e eu gemi ao sentir algo ser cravado em minhas costas.

— Pai- Murmurei sem consegui esboçar qualquer reação.

— É pro seu bem filha- Ele sussurrou me apertando em seu braço -Quando acordar será apenas minha doce Renesmee.

— Porque você? Sussurrei totalmente confusa, tudo começava a girar ao meu redor e meu corpo se tornou pesado demais na minha cabeça só havia uma pergunta, porque meu pai estava fazendo aquilo?

A expressão de dor no semblante de Edward Cullen foi a ultima coisa que meus olhos viram antes da escuridão me vencer.