Werewolf
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A lua estava em seu auge. Uma gélida brisa de outono percorria todo seu corpo, deixando suas extremidades geladas. Frio, era tudo que ele sentia. O único som que ouvira era, somente, seus passos, o som das folhas sendo esmagadas. Sua respiração estava pesada, tentava resistir à densa floresta.
O vento sobrava às folhas levando uma espécie de uivo. Não, não era o vento, ele não estava delirando, era a fera. Sua presa estava lá, entre os pinheiros, que formavam enormes sombras, deixando o clima ainda mais assustador. Ele tremia, mas não apenas pelo frio agonizante, ele tremia de medo. Medo da fera. Aqueles olhos profundamente vermelhos, com o reflexo do luar, o encaravam. Suas mãos tremiam. Ele não sabia o que fazer. Seu dedo estava no gatilho, pronto para disparar caso a fera fizesse algum movimento brusco.
A fera desviara seu olhar do homem, agora fitava floresta adentro. Ouviram sons de folhas sendo pisoteadas. Uma pequena sombra aproximou-se. A figura parecia frágil, sua pele era branca, seu corpo era pequeno e esquio, seus cabelos e olhos de um negro profundo. Ela se aproximava do homem, parecia estar feliz em vê-lo, estava com um sorriso no rosto, um lindo e branco sorriso. Andara com dificuldade, parecia não comer a dias, seus dedos finos e pálidos seguravam seu cachecol. Ela tropeçou em uma pedra, no ato, a fera atacou seu pescoço.
O homem ainda apontava sua espingarda para fera, seu dedo, ainda posicionado, estava duro. A raiva percorria seu corpo, sua garganta estava com um nó, não conseguia gritar, não conseguia fazer nenhum movimento, nenhum gesto, estava paralisado. Medo. O medo o dominava, tanto quanto a raiva.
A jovem garota gritava, usando suas últimas forças, tentava soltar-se da fera. Ela acabara no chão, em volta de seu pescoço estavam às marcas das diversas mordidas que a fera havia lhe dado. O cheiro de sangue se juntou a brisa. Ela morrera.
A fera se aproximava do homem, ele, paralisado de medo, apontava sua espingarda com seu dedo ainda fixado no gatilho. Ele puxou o gatilho, mas, infelizmente errou seu alvo. A bala alojou-se em um tronco de uma árvore. Rapidamente, puxara outra bala. A fera ficara de pé, seu pelo negro e brilhante misturava-se com a noite. O homem desesperado colocava a bala de prata na espingarda e mirava na fera outra vez. A fera atacou, o homem disparou. A bala alojara-se novamente no tronco. Ele caiu, caindo lembrou-se que aquela cena era familiar, tudo não passava de um Déjà vu.
Sua visão estava tremula, seu corpo queimava, ele agonizava. A lua estava sendo escondida pelas nuvens, o silencio reinava outra vez. O homem não se lembrara de nada, apenas de um uivo, do frio da floresta e da lua cheia.
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