Notas iniciais
Olá pessoal, já venho com um pedido de desculpas na mão. Esse sistema do nyah me confundiu e eu deixei de postar um capítulo. Fiquei extremamente chateada com isto... Era um ponto de vista da Katherine ANTES de ela voltar para Nova Orleans... Mas tudo bem, vamos seguir em frente. Acredito que o capítulo não vai influenciar muito no decorrer da história.

Katherine mostrou-se bem preguiçosa a primeira luz do dia naquela manhã. Demorou para finalmente abrir seus olhos e levantar da cama. Ouviu com atenção o movimento do complexo e notou que a mudança dos lobos estava começando. Ótimo, agora estarei cercada por lobisomens também, ela pensou com desdém enquanto se levantava e ia em direção ao banheiro. Tomou um banho rápido e colocou uma roupa limpa.

Por algum motivo, ela sabia que não podia deixar Nova Orleans, algo fazia o pensamento fugir de sua mente todas as vezes que ela considerava abandonar a família Original mais uma vez, mas nada a impedia de tomar um bom café da manhã longe do cheiro de cachorro molhado.

Ela deixou seu quarto sorrateiramente e da mesma forma abandonou o complexo pelo portão principal, sem olhar para trás. As ruas de Nova Orleans eram praticamente iguais ao que ela se lembrava, já estivera na cidade antes. Observando os movimentos de Klaus e certificando-se de que ele não estava sua procura.

Enquanto seus pensamentos devaneavam sobre épocas passadas, ela escolheu subconscientemente o Rousseau para fazer o desjejum. O que realmente desejava era uns goles de sangue, mas Klaus a mantinha sobre uma dieta restrita, onde ela só tinha direito a duas bolsas por semana, então ela pediu um pouco de bacon e ovos mexidos para uma garçonete loira, que ostentava um crachá com o nome Camille escrito.

― É nova na cidade? – a garçonete perguntou, com um meio sorriso no rosto enquanto servia a comida para Katherine. A vampira fez um gesto positivo com a cabeça. – Quer um conselho? Fique longe daquele complexo com uma letra M enorme na frente.

Katherine sentiu vontade de rir, mas a curiosidade aguçada não permitiu. Provavelmente aquela humana sabia demais, para dar um conselho como aqueles.

― E por que me aconselha isso? – ela perguntou de volta, elevando uma sobrancelha.

― Coisas ruins acontecem lá – a mulher respondeu rapidamente, enquanto lançava um olhar furtivo para um cliente que entrava no bar. – Eu preciso ir agora.

Katherine não questionou, estava mais do que claro que aquela humana sabia de algo.

― Camille, você mandará uma mensagem para meus irmãos – disse uma voz masculina, obstinada.

A audição de Katherine captou a pequena conversa e logo a vampira estava completamente atenta.

― Você é grandinho o suficiente, diga a ele você mesmo – a garçonete cortou num tom firme, que só levou o homem a rir.

― Diga que eu sei de seu pequeno segredo e estou de olho – ele falou simplesmente. Katherine ouviu os passos do homem em direção a saída, mas não olhou. Não desejava atrair atenção para si.

Aquilo era estranho. Katherine interessou-se finalmente por algo, talvez porquê sua mente a levou a crer que o homem referia-se a Elijah e Klaus. Ela se levantou, deixando uma nota de cinquenta dólares sobre a mesa, saiu do bar e olhou para os dois lados da rua, decidindo seguir pela esquerda.

Não demorou muito para ela visualizar um homem agindo de forma suspeita, então ela o seguiu por um bom pedaço da rua, até ele virar uma esquina em um beco sem saída.

― Olá, duplicata – ele cumprimentou com um sorriso maldoso no rosto. – Pelo visto minha mensagem foi entregue com sucesso.

― Quem é você? – Katherine perguntou firmemente, analisando os traços que de nada se assemelhavam com os Mikaelson. O homem era negro e sustentava um olhar lunático.

― Eu sou Finn Mikaelson, acredito que não tivemos o prazer de nos conhecer – ele respondeu, abrindo os braços e baixando a cabeça, como se estivesse fazendo uma reverência.

Katherine sentiu seu coração pular no peito. Estava frente a frente com um bruxo que sabia ser extremamente poderoso. Entretanto, não demonstrou seu medo em momento algum. Ela deslocou o peso do corpo para uma das pernas e apoiou a mão na cintura.

― Eu pensei que você estivesse morto – ela comentou, como se não se importasse.

― Eu estava – ele respondeu friamente. – Sabe o que meus irmãos fizeram para vingar-me? Nada. Nem mesmo Elijah. Então eu pergunto a você, o que a leva pensar que Klaus lhe dará sua liberdade?

― Você nunca quis viver por mil anos, quem vingaria um maldito suicida? – Katherine disse debochadamente.

― É bastante corajosa para quem foi hipnotizada a não deixar Nova Orleans, Katerina – ele respondeu, fazendo o melhor para ignorar o deboche no tom de Katherine. – Tenho um pequeno acordo a lhe oferecer, livro você da hipnose de Klaus se me disser o que levou você a se aliar com ele e Elijah, já que ambos a desprezam.

Elijah não me despreza tanto assim, ela pensou com ironia, mas saber que fora compelida a ficar clareava algumas coisas em sua mente, como por exemplo o motivo de nunca conseguir pensar em deixar a cidade ou não conseguir falar sobre isso com Elijah.

― Eu morei aqui por uns anos, isso me trouxe de volta – ela respondeu firmemente, logo em seguida a Finn terminar sua oferta. – Klaus está disposto a se aliar com alguns inimigos antigos.

― Oh, eu realmente duvido disso – Finn comentou, entrelaçando os dedos frente o peito acariciando o dorso da mão com os polegares.

Por um segundo, o bruxo olhou para o lado e foi quando Katherine viu sua chance de fugir. O tom de Finn parecia um tanto desconfiado e pronto para coloca-la sobre um feitiço incapacitante. Ninguém sabia onde ela estava, então não poderia correr este risco. Desapareceu antes que o bruxo fosse capaz de piscar.

Enquanto corria, Katherine não notou que sua mente a direcionava para além do rio, onde subconscientemente sabia que poderia encontrar ajuda para seu pequeno problema com a hipnose de Klaus. Se ela ainda estiver viva, pensou. Tudo o que a vampira desejava era que Finn não a seguisse, uma vez que poderia recorrer a super-velocidade de Mikael, se achasse necessário.

Assim que atingiu os jardins da mansão de Josephine, Katherine parou, incrédula que realmente estava ali. Caminhou alguns passos, tranquilamente, em direção a porta e tocou a campainha, esperando que algum criado viesse atende-la, mas quem abriu a porta foi uma senhora de bastante idade, havia rugas marcando toda a superfície de seu rosto e pescoço e ela sustentava uma expressão severa. Analisou Katherine com dois olhos azuis calculistas e depois falou num sussurro:

― Não acredito em meus olhos. Pensei que morreria sem ver Katherine Pierce novamente.

Katherine reconheceu rapidamente. Aquela era Josephine, quarenta anos mais velha. Neste momento a vampira apreciou sua imortalidade, a bruxa que conhecera jovem, saudável e ligeiramente rebelde transformara-se na imagem frágil que a encarava duramente.

― Olá, Josephine – ela cumprimentou, com um sorriso maroto brotando em seus lábios. – Vejo que curvou-se, finalmente, aos deveres para com o seu coven.

― Vejo que continua bisbilhotando a vida dos Mikaelson – a bruxa rebateu, sem permitir por um segundo que Katherine pudesse ver além do que as brechas de seu corpo permitiam. – Devo perguntar, como uma boa bruxa que cumpre os deveres, o que você quer?