Notas iniciais
Oie genteeee

Bom, to repostando essa fic, me lembrei dela e quando fui ler me apaixonei de novo pela história ♥

Boa Leituraaaaa

O dia está brilhante. Acho que essa é a única explicação para hoje. O Sol está brilhando mais forte do que nos dias comuns, a estrada abaixo de nossos pés está cintilando e o carro em que eu e meu pai estamos não poderia estar mais luminoso. Qualquer um poderia nos ver a uma distância enorme. Não sei como aconteceu. A um minuto atrás eu estava cantando uma música que tocava no velho rádio do meu pai enquanto iamos em direção a casa da minha avó e agora, aqui estou eu com uma ardência na testa e paralisada olhando para a moto que está a dois centímetros de ficar embaixo do nosso carro. Saio do transe e olho para o lado e vejo meu pai me olhando em estado de choque, mas, a não ser por isso, parece muito bem. Empurro com força a porta do carro, parando no meio da estrada para procurar alguma vítima. A mais ou menos cinco metros do acidente, um homem está deitado no asfalto; de onde estou não consigo ver seu estado então vou ao seu encontro a passos largos, ainda não podendo processar direito o que ocorreu. Me agacho e fico alguns minutos tentando ver por baixo do capacete, até que encontro uma grossa linha de sangue escorrendo perto de seus olhos, mas não consigo avistar o local machucado. Ele abre os olhos. Me assusto com o gesto e pulo para trás, quando compreendo o que pode significar do um suspiro de alívio e volto para perto de seu corpo. Verdes, seus olhos são verdes. Um verde escuro, muito escuro. São como uma floresta que estava escondida por trás de suas pálpebras e que agora se abrira para mim. E estão pedindo com urgência alguma coisa... Não consigo desgrudar o olhar, não consigo soltar o fôlego, e mal consigo compreender as palavras que meu pai grita quando diz para fugirmos. Quando tomo consciência do que significa prendo os pés no chão e me agarro a esse homem que agora me parece mais um garoto. Não posso nem vou deixá-lo aqui. Depois de uns dez segundos o garoto volta a fechar os olhos e meu coração aperta. Ao longe consigo ouvir as sirenes das ambulâncias e meu pai gritando, apavorado. Solto a respiração, me viro para ele e falo: – Não. Ele me olha, agora sem fala. Eu mexo a cabeça, sinalizando que não vou embora, e na minha cabeça repetindo a mesma frase: "Não importa o que aconteça". Meu pai senta no asfalto com as mãos na cabeça e começa a chorar, e eu faço o mesmo. Finalmente percebo que cena estamos presenciando, isto é um acidente. Por um momento não à barulhos, por um momento tudo fica calmo. Tudo o que existe é eu, meu pai e o garoto desconhecido. Os três sentados no asfalto, no meio da estrada, em um estado de dormência. Tento pensar, tento abrir os olhos, mas não quero ver novamente esta cena, não quero ver os olhos do garoto novamente, não daquele jeito, implorando por algo. Tudo volta. A ambulância para perto de onde estou, um paramédico está na minha frente perguntando oque estou sentindo, e eu simplesmente aponto para o garoto com olhos de floresta. Estão levando ele em uma maca em direção a uma segunda ambulância, que tinha parado perto de onde o corpo do garoto a pouco estava jogado, e estão levando ele para longe de mim. O paramédico me levanta e começa a me conduzir para uma ambulância e quando percebo isso saio correndo, pulo na ambulância onde agora está o garoto floresta e, contra os protestos dos paramédicos, sento no banco, agarro a mão do desconhecido enquanto espero a ambulância começar a andar. Não sei aonde está meu pai, e no momento não importa, sei que ele está melhor do que eu. A ambulância começou a andar.

Notas finais
E ai, oque acharam??

Bjão e até o próximo cap. ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.