We're Meta-Humans

5 The Job Interview


Chystal POV

Acordo tarde, isso basicamente não é novidade, já que em Starling eu ainda não trabalho... espere, trabalho, aí caraca, quase atrasada pra entrevista no jornal de Starling, salto da cama muito estilo ninja e corro pro guarda-roupas, pego uma calça jeans escura e uma camiseta beje soltinha, visto aquilo na velocidade da luz, penteio o cabelo, escovo os dentes, coloco um sapatinho de salto e pego uma jaqueta preta, saio de casa para o carro comendo uma maçã, aí eu me dou conta que esqueci a bolsa, volto, pego a bolsa e as chaves, entro no carro e dirijo até o jornal, e graças ao meu bom senhor estou... olho para o relógio, dois minutos adiantada, isso aí Chrystal, saio do carro e entro no jornal

—Chrystal Lewis certo? — diz um moço lindo e simpático, gostei do cara

Ele tinha olhos claros e cabelos castanhos escuro, mais alto que eu, mas a diferença não era muita, talvez no máximo 20 cm, fiu fiu, mamãe e papai tão de parabéns em criança, ok menos Chrystal

—Sim — respondo

—Adiantada, sua entrevista é daqui meia hora — diz ele franzindo o cenho e olhando para o relógio

Puts, eu nem precisava ter corrido tanto, já que a entrevista é só 9:30 e não 9:00 como a pessoa aqui tava pensando, acho que eu preciso me agendar melhor

—Ok, eu super pensei que era agora

—Sem problema, vou falar com meu pai pra adiantar sua entrevista

—O dono do jornal é seu pai? — o gatinho é filho do meu possível chefe? Interessante

—É, filho de peixe, peixinho é, não é o que dizem por ai?

—É

—A propósito, sou Henry Agron — diz ele estendendo a mão e eu a aperto

—Chrystal Lewis, mas você já sabe disso

Ele sorri e balança a cabeça

—Vou ali falar com meu velho, já volto com notícias — ele sai, me deixando olhando o jornal.

A área ali da frente não é muito grande, mas cabem ao menos 12 mesas para os jornalistas, ao fundo há uma grande mesa com um telão atrás, mesa de reuniões, é o que deve ser, e mais ao fundo há uma sala, onde o tal Henry entrou, a sala do editor chefe, a tão temida sala.

Logo ele volta, acompanhado de um homem de meia-idade, de olhos azuis e cabelos pretos com fios brancos, eles são realmente parecidos, tipo eu e minha mãe

—Então... o chefe está aqui e eu vou cuidar do meu trabalho de jornalista esportivo, boa sorte — diz ele rindo e saindo

—Chrystal Lewis, sou Vicent Agron, adutor chefe do jornal — diz estendendo a mão, e eu aperto — olha, eu realmente não sei porque o jornal de Central City não contratou você, mas acredite, eles saíram perdendo, li sua matéria sobre o acelerador de partículas e sobre o arqueiro, e estou sem palavras, está contratada

—Sério? — falo de boca aberta — eu to dentro?

—Com certeza, você pode cobrir a sessão criminal? O último cara morreu num local de crime

—Criminal... tipo jornalista investigativo?

—Bem isso, fora que você pode ir a polícia perguntar, o que chega a ser bem legal, tipo bem

—Eu aceito a vaga no criminal, acho que isso vai dar ao editor chefe de Central um certo mal estar por ter não aceitado que eu trabalhasse lá — isso, isso vai pra sociedade que achou que eu ia nadar nadar e morrer na praia

—Com certeza ele vai ficar bufando de raiva — diz ele sorrindo — agora vai pra casa, descansa, amanhã você começa, que tal?

—Por mim tudo bem — digo eufórica — amanhã que horas?

—Às 7:30, nada de atrasos, sou um editor chefe muito legal, mas não comece já chegando atrasada, certo senhorita Lewis?

—Certo — falo em um tom mais calmo

Mas a minha vontade é gritar algo tipo: "TOMA BESTA, ELE FALOU QUE EU SOU DEMAIS, AQUI DE BOAS SAMBANDO NA SUA CARA AMOR" tá ele não usou essas palavras, mas o importante é, ele fez Central City perder uma ótima jornalista, palavras do meu novo editor chefe, não minhas.

—Nos vemos amanhã — fala Henry, quando eu passo pela mesa dele

—Nos vemos amanhã, Peixinho — digo sorrindo, e ele faz uma careta

—Entendi isso, novata

Saio rindo do jornal, entro no carro, coloco o sinto, ligo o som e dou partida, vou para casa cantarolando, e sim eu to mais feliz que porco no lixo, ok, péssima analogia, mas eu to realmente feliz

Chego e estaciono na garagem do prédio ao lado do Corolla preto de Kyara, pego o elevador e subo até o décimo andar, abro a porta do apartamento 54, e eu entro sorrindo

—Eu consegui a vaga no jornal de Starling City — digo dando pequenos pulinhos de euforia

O que? Deixa eu ser feliz, tá eu pareço um canguru desse jeito, mas ninguém liga

—E eu falei com uma "ajudante" do arqueiro — diz ela me olhando

—Tá brincando né? — digo parando com a minha crise de cangurusês

—Claro que não, eu falei com ela, agora só precisamos da resposta dos nosso querido Arqueiro, tomara que ele aceite nos ajudar

A noite cai, e como eu e Kyara passamos o dia assistindo PLL e comendo, estamos começando a querer cochilar, o sono bom

Mas então, o celular de Kyara vibra sobre a mesa de centro, olho para o visor e ele identifica Felicity Smoak, é agora, finalmente vamos conseguir ajuda, ou vamos morrer tentando