We're Dating?

3 First "Official" Date


Notas iniciais
EU TENHO SEIS FAVORITOS CARA! SEIS! MU!TO OBRIGADA! Dedicado a quem favoritou depois do capítulo anterior ♥♥ Agradecimentos as garotas que comentaram: - Samara ♥ - Letícia Merlo ♥ - Juliana Lorena (Leitora nova? amei) ♥ - lauralynchy (que sempre me acompanha) ♥ Esse capítulo não foi o melhor que eu já escrevi na vida (drama on) mas o próximo vai ser melhor. Isso é só pra descrever a expectativa para o encontro deles como namorados e tal, o.k.? Espero que gostem mesmo assim ♥

Ally's POV

– Hey Ally, o que está fazendo? — Perguntou Trish, adentrando a minha sala de estar.

– Detonando alguns zumbis e você baby? – Virei a cabeça a tempo de ver a latina revirar os olhos e rir.

– Você não tem jeito, não é? — Eu dei de ombros, sorrindo sarcástica. — Vamos a lanchonete do primo do Dez hoje à noite? — Eu estava quase concordando quando me lembrei de que já tinha um compromisso.

– Não vai dar, hoje eu tenho que sair com o Austin. — Falei normalmente, mas o jeito que ela largou a mochila, foi até o sofá e desligou meu video game foi no mínimo estranho. — HEY! EU ESTAVA NA FASE NOVE! — Levantei, gritando. Não acredito que ela fez isso mesmo. — ENLOUQUECEU?

– EU QUE PERGUNTO! — Ela gritou.

– O QUE EU FIZ AGORA? — Respondi.

– PODEMOS PARAR DE GRITAR? — Nós nos olhamos e de repente já estávamos rindo. Sentamos no sofá novamente e ela parecia mais calma agora.

– Enfim, por que desligou meu video game, Trish? — Perguntei, controlando a raiva por não poder jogar na Zumbilândia 2.

– Olha bem pra mim, você e Austin estão namorando, não estão? — Assenti devagar. Não tinha caído ainda a ficha de que agora meu melhor amigo era meu namorado. Nós pulamos a tal friendzone tão rápido que eu até me esquecera de nosso real "status" no momento. — Então, esse é o seu primeiro encontro oficial com ele. — Fiz sinal para que ela continuasse. — E claro que tem que ser perfeito!

– Onde o meu video game entra nisso? — Perguntei, erguendo meu joystick. Ela sorriu, abaixando minha mão novamente.

– Entra na parte que você vai largá-lo agora e nós vamos a shopping, ainda temos... — Pausa. — Que horas o Austin marcou com você?

– Às sete e meia, por quê? — Perguntei, confusa.

– Perfeito! Ainda temos três horas pra te preparar! — Ela pegou sua bolsa e saiu, voltando em seguida porque percebeu que esqueceu a coisa mais importante: eu.

Revirei os olhos, enquanto Trish ligava para as garotas e as chamava.

Aproveitei sua distração e mandei uma mensagem para o "meu" loiro, avisando-o.

Agora estou nas mãos das minhas melhores amigas, que ótimo. Cruzei os dedos, rezando para que isso desse certo.

Austin's POV

Querido (namorado) Aus,

Estou presa no shopping pelas próximas três ou quatro horas com um monte de garotas destinadas a não me deixarem usar tênis e jeans no nosso encontro de hoje. Então acho que nós só nos veremos à noite. Me deseje boa sorte :P

P.S.: Não mande mensagem de volta porque eu mandei essa escondida da Trish. Se ela souber que estou conversando contigo, vai começar o interrogatório e sabe como detesto isso.

xoxo da sua Alls.

– O que tanto olha nesse celular, cara? — Perguntou Dez, meio curioso. Eu sorri.

– A Ally me mandou uma mensagem, só isso. — Dei de ombros.

– Então vocês estão mesmo namorando? — Assenti, cuidadosamente. Não caiu mesmo a ficha pra mim. Eu tenho uma namorada. Eu namoro Ally Dawson.

Eu a pedi em namoro hoje, na frente da escola inteira. Você viu tudo, Dez.

– É, mas pensei que aquilo era fachada pra fazer ciúme sabe, eu também vi Chelsea e Jason lá.

– Não, não era. Eu estou apaixonado por ela. — Ela. Eu só não disse quem.

Eu sabia! Dez, você me deve oito pratas. — Dallas falou, aparecendo do nada. Eu olhei para os dois garotos, confuso. — Nós sempre soubemos que você e a Ally se gostavam, por isso fizemos uma aposta: Eu apostei que você a pediria em namoro e o Dez que você era covarde demais para isso. — Fuzilei os dois com meus olhos. Não acredito que apostaram minha vida amorosa. Se a Ally soubesse disso, com certeza mataria os dois. — Mas não apostamos apenas dinheiro, certo Dezmond? — Ele dirigiu um olhar malicioso ao ruivo que estava quase entrando em pânico.

– Droga! — Exclamou, batendo na mesa da lanchonete.

– Reclama, mas não quebra a mesa, o.k.? Isso é caro, primo. — Ironizou Dallas.

– O que vocês apostaram afinal?! — Perguntei, irritado. Dez e Dallas se entreolharam por alguns instantes.

– Tá bom. — Disse meu melhor amigo, suspirando. — Se você realmente pedisse a Ally em namoro e ela aceitasse, eu iria contar pra Trish que estou afim dela.

– Opa opa opa! — Exclamou o moreno assustado. — O combinado foi só um beijo, eu nem sabia que você está afim dela! — O ruivo arregalou os olhos, eu e Dallas continuávamos estáticos.

– Nem eu. — Concordei.

– Tá, agora vocês já sabem então. — Deu de ombros.

– Mas e a parte do Dallas? — O moreno engasgou com o sanduíche que comia.

– Ah, ele gosta da Cassidy, tinha só que beijar ela e tal.

– Cassidy? Minha irmã? — Sim, eu e Cass somos irmãos. Eu tenho dezoito, ela dezessete.

Dallas e Dez são primos. O pai do moreno tem um restaurante que foi onde todos nós nos conhecemos, exceto Ally e eu. Nós nos conhecemos desde pequenos por nossos pais serem amigos.

– Tem outra loira linda, simpática e adorável em outro lugar do mundo? — Perguntou, suspirando com a mão no queixo e desfazendo a posição no mesmo momento em que percebeu. — Quer dizer... Sim, sua irmã. — Dez e eu rimos. O ruivo nos puxou para um abraço triplo.

– Quem diria que nós nos apaixonaríamos por nossas amigas, não é irmãos? — Ele sorriu, erguendo o copo de refrigerante e gritando o shipper de eu e Ally juntos. Ele e Trish inventaram quando nós tínhamos dez anos. Um tempo depois de nosso primeiro beijo, não que eles saibam, mas ficou um clima estranho depois que aconteceu. — À Auslly!

À Dassidy! – Gritei surpreendendo os dois.

– À Trez! – Gritou Dallas e depois daquilo, a conversa não vagou por outro lugar, a não ser garotas.

A culpa de tudo isso é delas, não é?

Por um minuto, imaginei como Ally devia estar perdida sendo arrastada de um lado pro outro de uma loja que ela odeia, provando roupas que não tem nada a ver com sua personalidade enquanto as garotas perguntam sobre o encontro e nosso namoro. A vi revirando os olhos para todo "Eu avisei que vocês iam acabar juntos" e respondendo algo como: "Sim, vocês avisaram, posso ir pra casa jogar video game agora?" Então as outras se entre olhariam e gritariam "NÃO!" fazendo a morena bufar, enrolando uma mexa loira de seu cabelo e talvez fazendo algumas tranças. Um claro sinal de tédio.

Talvez ela fugisse do provador e corresse pro fliperama ou pra lanchonete pra se esconder das garotas como fazia antigamente quando tinha um encontro com algum garoto e elas não a deixavam em paz até que visse alguns vestidos.

Ela me ligaria e pediria para que eu a tirasse dessa encrenca, então nós dois ficaríamos comendo um hambúrguer gigante e rindo até a hora em que elas desistissem de nos encontrar porque queriam deixar o "casal" sozinho.

Nada mudou afinal, apenas que dessa vez o encontro é comigo.

~//~

– Dez, eu concordo com o Dallas. — Afirmei, arrumando as mangas da minha jaqueta. Nós tínhamos deixado o restaurante a uma hora para que eu pudesse me arrumar pra sair com a Ally. Pensei em ir para casa mas o ruivo não tem apenas uma TV gigante, tem um espelho gigante e um sofá gigante e... esquece. Enfim, eu acabei concordando porque a casa dele é mais perto do que a minha.

– Concorda? Você quer que eu morra? — Disse ele, dramático.

– Você não vai morrer se contar a Trish que gosta dela! — Exclamei. — Bem, talvez ela te bata, chute, xingue e ria, mas você não vai morrer! — Me arrependi de ter começado a falar, talvez a Ally esteja certa, eu sou péssimo com conselhos.

– Muito obrigada Austin! — Ironizou.

– Foi mal, mas eu... — Ia responder, quando meu celular apitou. — Só vou te responder depois do meu encontro. — Pode parecer muito estranho eu dizer isso e com certeza nem eu entendo o porquê, mas eu estava ansioso e nervoso pra sair como um casal com a minha melhor amiga. — Me deseje boa sorte! — Gritei, pegando as chaves da moto e correndo pra fora.

– BOA SORTE! — O ouvi gritar quando já estava saindo de sua rua.

Não demorou muito até que chegasse a casa de Ally, eram poucas ruas de distância. Nós sempre gostamos de morar perto um do outro, principalmente Trish e Dez. Eles amavam nos visitar aos fins de semana.

Parei em frente a casa da morena, buzinando e desci da moto, tirando meu capacete. Bati os dedos no celular, olhando a hora. Tinham se passado cinco minutos quando a vi.

– Uou. — Sussurrei para que Ally não ouvisse. Ela estava simplesmente incrível com aquele vestido azul escuro. Seus olhos brilhavam, provavelmente uma certa latina a forçou a usar maquiagem, dava pra perceber os traços do rímel. Até seu cabelo estava mais solto e cacheado. Só não largara seus melhores amigos: os tênis cano longo. Não que eu me importasse, claro. Sempre adorei que ela detestasse salto, assim eu podia chamá-la de pequena e ver sua doce cara emburrada me dando um soco em seguida.

Tão bonita quanto um céu estrelado — Pensei.

Um pouco longe da cena, Trish observava escondida entre as árvores do quintal. Revirei os olhos, ela era péssima com esconderijos.

– Será muito clichê se eu disser que você está linda e que adorei seus tênis? — Ela deu um leve riso, colocando uma mexa de cabelo atrás da orelha.

– E será muito clichê se eu disser que você fica sexy de vermelho? — Falou se referindo a minha jaqueta. Ri, me despojando sobre a moto.

– Eu sei, eu sei. — Estendi minha mão para a garota que sorriu de meu cavalheirismo repentino. Quando ela aceitou eu a girei. — Eu tenho a namorada mais bonita do mundo. — Seus olhos se arregalaram ao me ouvir e eu me lembrei que ela estava de costas para Trish e sussurrei em seu ouvido que tínhamos companhia atrás da árvore. Ela riu e mordiscou minha orelha para ficar ainda mais realista.

– Trish, tudo bem, já viu Auslly o suficiente por hoje, não acha? — Foi ainda mais engraçado quando a latina corou, correndo desajeitadamente para dentro. — Me desculpe por isso, namorado.

Sem problemas, namorada. – Pisquei, oferecendo o capacete, que ela prontamente colocou sobre a cabeça.

Quando já estávamos sentados sobre o veículo e eu possuía pequenas mãos enlaçando minha cintura, ela perguntou:

– Para onde vamos? — Eu sorri, mesmo sabendo que ela não viu.

– Surpresa. — Eu disse, engatando a marcha e tendo a certeza de que ela revirara os olhos para a minha fala.

Continua...

Notas finais
So... espero que tenham gostado porque o próximo vai ser muuito melhor! Mereço Reviews? Favoritos? Recomendações? Acompanhamentos? xoxo, Ary.