Wendding

1 Capítulo Único


Wendding

Dizem que aquela que pega o buquê da noiva será a próxima a se casar...

Capítulo único

Era um lindo dia de verão, mas as ruas já estavam cheias de árvores com botões prontos para florir assim que se iniciasse a primavera. Dentro do quartel, Scieska estava eufórica. Faltavam apenas dois dias para o tão esperado dia de sua vida.

- Gente!! Falta só um dia! UM DIA!

A morena deixa o corpo cair sobre o pequeno sofá da salinha do café.

-Dois, Scieska! – corrigiu Riza que estava sentada do outro lado da sala tomando calmamente um chá –

- Hoje não conta!

- sorri – Você está mesmo muito animada...

- É o meu casamento oras! Eu vou casar como sempre sonhei, Riza, de branco, na igreja e com uma linda festa depois!

Era impossível não ver o quão feliz estava aquela pequena. O casamento era um sonho para ela, um sonho que ela estaria realizando dentro de 48 horas. E não era só ela, Fury também não cabia dentro de si. Apesar de todas as piadinhas, ele não recuava um passo.

Era um caso de amor, mas não aquele amor cego que imagina um final feliz. Os dois sabiam muito bem que o casamento era um desafio que precisaria de empenho, cumplicidade e a coisa que mais tinha entre os dois... Amor.

Riza não compreendia muito bem isso, não porque não acreditasse no amor, mas sim porque era racional demais e tanta coisa que a amiga dizia sentir lhe soava irracional. Aquele frio na espinha, o nervoso, mesmo depois de tanto tempo...

- Riza...

- Sim?

- Você nunca pensou em casar?

- Lógico. Eu pretendo constituir uma família.

- Você fala como se fosse uma coisa automática. Não como o início de uma vida com a pessoa que você escolher.

- Cada um tem sua concepção. Eu nunca fui romântica, nunca esperei um príncipe encantado... Eu sempre soube que a perfeição não existe.

A loira beberica mais um pouco do líquido quente.

- Você nunca se imaginou subindo no altar com um lindo vestido branco... Ou mesmo imaginou o seu dia. O dia em que você seria a estrela...

- Nunca. – Scieska viu que ela falava a verdade –

- Pois eu acho que você só nunca encontrou a pessoa que faz o seu chão sumir, um frio na espinha subir, e um monte de borboletas fazerem festa no seu estômago.

- Vamos fazer assim, o dia em que eu achar essa pessoa, vejo se tudo o que você diz faz sentido!

- Vai fazer!

-

-

Riza estava fazendo hora-extra, alguma coisa que havia negligenciado devido à vida atribulada de madrinha que viveu nas últimas semanas. Quando de repente a atenção da loira é desviada para a grande janela ao fim de sala.

As luzes da cidade já começavam a se ascender, dando as pessoas dentro do prédio ter uma bela vista. Alguns militares estavam saindo acompanhados por seus respectivos pares. Desde a que a lei que impedia a confraternização militar fora revogada, muitos casais surgiram.

Pessoas de mãos dadas ou que trocavam olhares cúmplices. Era tão estranho para a tenente... Nenhum de seus relacionamentos teve algo assim. Nunca sentiu seu chão sumir... Ou borboletas no estômago...

Era fascinante observar, mesmo sabendo que jamais entenderia aquilo, a menos que um dia fizesse parte desse grupo de apaixonados.

Enquanto estava perdida em seus devaneios, não notou que alguém entrara na sala. Só percebeu quando um imponente perfume empestou a sala. Um perfume conhecido e delicioso.

- Pensei que já tivesse ido, general.

Disse a loira sem virar o rosto para a porta.

- Eu esqueci uma coisa.

O moreno caminhou até sua mesa, abriu uma gaveta, pegou alguma coisa que ela não identificou e voltou para a porta.

- Não vai embora? Já está tarde.

- Tenho que terminar algumas coisas que negligenciei devido ao casamento da Scieska.

A loira voltou a trabalhar.

- Um Fury é um panaca.

O moreno recostou-se no enquadramento da porta.

- Por que diz isso?

- Ele não quis uma despedida de solteiro.

- Nossa! – Riza fingiu animação – Ele é maluco!

- Fala sério, ele vai casar. Passar o resto da vida com uma única mulher... Merecia uma despedida!

- Quem sabe não acontece a mesma coisa com o senhor quando resolver se casar?

- Não, comigo não! Se eu casar um dia, vou aproveitar até o último segundo!

- Cada um com suas concepções.

- Bem, eu já vou indo! Até amanhã no casamento!

- Até amanhã.

O moreno saiu e por incrível que pareça ela sentiu algo estranho, aquele perfume parecia ter entrado em sua em mente e feito uma bagunça de sensações. Nenhum outro perfume masculino tinha esse efeito sobre si.

- Kami-sama...

A loira chacoalha a cabeça com intuito de esquecer esses pensamentos. Ainda tinha coisas a fazer antes de ir embora.

-

-

Sciseka estava eufórica. E deixando Riza e as outras amigas loucas.

- Calma! Se você ficar agitada, vai acabar com o penteado!

- Calma? Gente, eu vou casar daqui a seis horas!

- Eu sei como é, querida. Eu também fiquei eufórica no dia do meu casamento com Maes!

- Então você me entende?

- Entendo!

Gracia senta-se ao lado de Scieska.

- E por isso mesmo, garanto que não tem motivos para isso. Hoje é só o começo de uma longa estrada cheia de altos e baixos.

- Você e o Maes são muito felizes, não é?

- Muito, mas isso não significa que não tenhamos momentos difíceis! Agora respira e fica quieta, você não quer que quando a maquiadora chegue você esteja toda suada!

- Ela não cabe dentro de si, não é? – Winry senta-se perto de Riza –

- Se ela ficar mais nervosa tem uma sincope! – Riza ri –

- Eu e o Ed... Logo serei eu! – a loira jogou a cabeça para trás do encosto –

- Outro casamento... Esse será o ano dos casamentos!

- Com certeza, mas e você? Não pensa em casar?

- Não por agora! Ainda tenho vinte e cinco anos... Tenho muito tempo!

- Você nunca se apaixonou, não é?

- Nossa, acho que isso está escrito na minha testa! – a loira dá uma risada nervosa –

- Não é isso. O que entrega isso é o seu olhar... Toda vez que falamos do tamanho da nossa felicidade, do jeito que nos sentimos, você parece tentar compreender... Como se você não soubesse o que é isso!

- Mas é verdade, eu nunca amei ou me apaixonei como vocês. Meus casos nunca passaram de passatempos...

- Caramba...

- Não me olhe assim, não sinto falta disso. Acho que só não achei a pessoa certa para amar... Até lá não me importo de viver casos.

- Você não vai beber, Scieska! Riza, Winry... Me ajudem!

- Eu estou tensa! Preciso relaxar!

- Respira! Nada de álcool! Ou será que você quer passar sua noite de núpcias apagada?

- Pegou pesado, Ri!

- É sério! Muito sério!

- Okay... Mas não rola nem um drinkzinho?

- Nenhum! E eu vou levar essa garrafa daqui!

- Leva mesmo, Winry!

-

-

Os rapazes estavam na casa do Fury, ainda muito frustrados pela falta de despedida de solteiro.

- Ainda dá tempo cara! Ninguém vai contar para a Scieska!

- Não! Eu não quero!

- Mas você vai casar! Vai ter o resto da vida para ficar com ela!

- Se eu quisesse outras mulheres não teria pedido-a em casamento!

- Você é muito panaca!

- Eu só amo demais a minha noiva!

- Parabéns, você é o tipo do cara que está em extinção!

Roy dá um tapinha nas costas do moreninho.

- Vocês vão saber o que é isso quando estiverem com a mulher de sua vida!

Os rapazes se entreolham e caem no riso!

- Ninguém vai ser tão tapado!

- Eu vou rir demais quando for a vez de vocês! – Maes ria –

Roy se afastou do grupo para olhar a rua pela janela. Não sabia bem o porquê, mas para si, fazia sentido o amigo não precisar de outras mulheres. Era impossível não ver que Scieska preenchia todas as lacunas de sua vida.

Era quase de sentir inveja. Era como a relação do Maes e da Gracia. Impossível não ver a admiração, o carinho e o amor existentes!

Uma imagem veio a cabeça do moreno, um conjunto perfeito de traços e personalidade.

- Aposto que seu devaneio tem nome e sobrenome!

- Fala sério, Maes! E que seria a dama?

- Eu não preciso dizer, você sabe. – dá uns tapinhas nas costas de Roy – Mas vê se não demora demais!

-

-

Estava na hora, Scieska estava parada na porta da igreja.

- Viu como estar sóbria é bom? Será uma lembrança que você vai carregar para o resto da vida!

- Obrigada, Riz... Acho que você foi a que mais me ajudou, mesmo sempre estando tão calma, racional...

- Obrigada. Agora respira! Vou entrar e daqui dois minutos você entra!

- Ok!

Riza entra na igreja recebendo muitos olhares e não era para menos, estava linda. Usava um belo vestido longo tomara que caia roxo acetinado que delineava as esguias curvas. Usava também uma gargantilha e tinha os cabelos preso em uma trança raiz com strass em alguns pontos.

Sorriu para Fury e colocou-se ao lado de Roy, que era um dos padrinhos. Sentiu os olhares de inveja das mulheres que queriam estar em seu lugar, ao lado do moreno... E elas tinham razão, Roy era muito bonito, não era cega, apenas não se deslumbrava com esse fato.

- sussurra ao pé do ouvido da loira – Se a Scieska não andar logo, aquele ali tem um troço!

Naquele momento, um arrepio que veio da base da espinha da loira fê-la arrepiar-se. Aquela voz rouca em conjunto com aquele perfume inconfundível... O que era aquilo?

Riza conhecia-se bem e sabia que foram raros os homens que a fizeram sentir esse tipo de arrepio, mesmo com toques e carícias.

Mas Scieska adentra a igreja, tirando-a de seus devaneios. E ao contrário dos outros, não fixou o olhar na bela noiva, olhou para ele, o rapaz estava mais que deslumbrado, aquele olhar de quem amava...

- É incrível que ninguém se lembre de olhar para o noivo... – sussurrou para que somente Roy pudesse ouvi-la –

- Com certeza, o cara está se acorrentando, ciente disso, mas mesmo assim está imensamente feliz.

- E quantos não dariam tudo para estar no lugar deles... Amar como eles amam e poder concretizar essa felicidade.

- Quem sabe a próxima não seja você?

- ri – Não creio.

- Não dizem que quem pega o buquê da noiva é a próxima a casar? Quem sabe não seja você que pegue!

- Muito difícil...

Os dois conversavam em sussurros enquanto a cerimônia ocorria. E num leve movimento com o braço, Roy acaba por encostar a mão nos dedos da loira. A mão dele era quente... Uma coisa sem explicação tomou conta do corpo da mulher, parecia que mil borboletas voavam em seu estômago.

- Desculpe...

Aquela voz...

Aquele toque...

Aquele homem...

Seria possível?

Resolveu voltar sua atenção para o casamento que ocorria, não valia a pena ficar pensando em coisas absurdas.

-

-

A festa corria bem em seus mínimos detalhes. As intermináveis fotos com os noivos já haviam sido tiradas e todos estavam dançando, comendo, bebendo... Ou fazendo algo que lhes agradasse em algum canto do salão.

A festa ocorria em um salão que ficava no centro de um parque e que tinha um dos lados ligados a um rio. A vista era maravilhosa, as cerejeiras em botões prestas a abrir, a penumbra que encobria o parque, o reflexo da lua na água... Tudo era perfeito.

Riza estava sentada bebendo um drink cherry quando é abordada por uma eufórica Winry!

- Ela vai jogar o buquê! Vamos lá!

- Vai você, Winry! Eu prefiro ficar aqui... – a loira passava a ponta do indicador na borda da taça –

- E como você pretende pegar o buquê daqui?

- Winry... Eu não...

- Você nada! Vamos lá, você não quer que Scieska tenha que vir aqui te buscar, não é?

- Oh... Tudo bem... Vamos a esse ritual que não faz sentido algum.

As duas se levantam e começam a caminhar até perto da escada.

- Caramba, você notou a quantidade de caras que estão te secando?

- Não...

- Riza, você está muito estranha...

- É o casamento.

- Sei...

As duas entram no meio da multidão de mulheres histéricas. A coisa devia estar feia... Quanta histeria por causa de um buquê de rosas amarelas. Será que elas acreditavam mesmo que iriam se casar mais rápido se pegassem o arranjo de flores?

- Cuidado, Riza!

Winry tentou avisar para a distraída Riza que uma das damas presentes e louca para casar foi empurrada e acabou por esbarrar em Riza que nesse momento foi derrubada.

- Oh... – a loira estava meio zonza quando alguma coisa caiu sobre si – Hã?

- Minha nossa! Alguém ajuda aqui, eu acho que ela bateu a cabeça!

Winry gritava e as pessoas passaram a fazer uma roda ao redor da loira caída. Riza ainda estava consciente, mas tinha quase certeza de que havia batido a cabeça, já que essa doía.

- Com licença... – Roy abriu caminho e foi até Riza que estava com os olhos fechados – Riza... Você está acordada?

- Minha cabeça! – a loira pôs a mão sobre a testa –

Roy passou a mão embaixo da nuca da loira ajudando-a a levantar o tronco.

- Você consegue se levantar?

- Lógico...

Riza tenta se levantar, mas no meio do caminho perdeu o equilíbrio.

- Eu acho que não.

Roy a pega no colo juntamente com o buquê que estava com essa e a leva para uma sala fora do salão.

- Ela está bem, só precisa se recompor. – Roy dizia enquanto passava pelas pessoas –

O moreno a colocou sobre um sofá.

- Como ela está, Roy-san? – Gracia estava atrás dele junto com os outros –

- Ela está consciente, mas não abre os olhos.

- abre, com cuidado, os olhos – Por que tudo está girando?

- Acho que você bateu a cabeça... – ela conhecia aquela voz e virou o rosto para o lado da voz –

- Que bom, já estou com dor de cabeça antes de beber... – Riza se senta –

- Kami-sama! Riza, desculpe! Você estava lá quieta e eu fui te puxar para aquela bagunça!

- Que nada! Pra quem já levou tiros... Só preciso de um remédio.

- Mas o buquê ficou com você!

Riza olhou para o arranjo que estava sobre a mesa.

- Joga de novo então! Eu é que não vou ficar com uma coisa que tentou me matar!

- Você pegou querida, ele é seu agora! – Gracia –

- Olha, eu estou ótima, por que vocês não voltam para a festa? Agorinha eu vou.

- Tem certeza?

- Vai lá, Scieska... Eu prometo que agorinha volto para lá.

- Tudo bem, qualquer coisa dá um grito.

Todos saem da sala, ou é o que ela acha, já que não constatou isso já que voltou a deitar.

- Agora só falta o noivo...

- abre um olho – Não tem alguma senhorita te esperando, não?

- Eu vou ignorar o seu mau humor porque você bateu a cabeça, ok?

- É sério, quando eu sair daqui já vou ter que tomar um banho de sal grosso por causa das pragas que devem ter me rogado por eu ter sido a madrinha com você e por você ter me carregado pra cá, então não piora a minha situação, se não nem sal grosso me salva!

Riza sentou-se e Roy se sentou ao seu lado.

- Acho que você bateu a cabeça forte demais!

- Não... Se eu tivesse batido tão forte, eu teria me esquecido...

- Esquecido?

- Você disse que eu poderia ser a próxima, e você tinha razão. Eu fui pedida em casamento a dois meses... E bem, depois de ser perseguida por esse buquê, acho que é melhor eu aceitar.

- Você está brincando, não é?

- Não, há dois meses quando eu fui ver meu avô no Leste, reencontrei um velho amigo... Conversa vai, conversa vem, ele disse que gostava de mim e me pediu em casamento. Na hora, eu fiquei estática e pedi um tempo...

- Definitivamente, você bateu a cabeça forte demais!

- ri – Por quê?

- A Riza que eu conheço não tomaria a decisão de casar só porque levou um tombo causado por uma tradição sem lógica!

- Quem sabe não seja bom?

- Se fosse, você não estaria me contando isso esperando que eu te dê apoio.

- Eu gosto do Kenji...

- Viu, se você tivesse certeza disso não estaria tentando me convencer disso.

- Olha, vai te catar!

- Eu tenho razão e você sabe... Agora, me conta por que isso?

- Isso o quê?

- Querer casar com alguém que não ama.

- Amar é uma questão de ponto de vista.

- Não, não é. Ou você ama ou você não ama.

- Olha, minha cabeça está doendo e essa conversa está piorando tudo...

- Então quer dizer que você vai casar?

- O que te importa isso?

- Eu não sei… Mas eu não gostei de ouvir que você vai casar.

- Eu sempre vou ser sua amiga, eu só vou usar uma aliança na mão esquerda.

- Não faça uma idiotice dessa! Casar com esse não sei quem, não sei por qual motivo idiota... Riza, você fala de se casar como se fosse alguma coisa normal...

- Mas é uma coisa normal. Muitas pessoas casam todos os dias e se não der certo... Sempre existe o divorcio.

- Quais são as chances disso dar certo? Você está casando já pensando no divorcio.

- Olha, eu talvez não sinta meu chão sumir, ou um arrepio quando sinto o cheiro dele... Mas talvez esse tipo de coisa não seja para mim.

- Ou talvez você não queira sentir...

- Olha, eu vou voltar para a festa...

Riza tenta se levantar, mas Roy não deixa, puxando para cima de si e lhe dando um beijo.

No início, bem que ela tenta resistir, mas não consegue.

O gosto da boca dele, o cheiro dele, a maneira possessiva com que estava beijando-a, deixavam-na sem chão, sem força nas pernas e com uma vontade louca de retribuir o gesto.

Seria isso que chamavam de amor?

Uma coisa que dá medo, mas é ótimo sentir.

Essa vontade de não querer estar longe.

Kami-sama, as amigas tinham razão, era ótimo estar apaixonada.

Roy que também não entendia direito o que sentia, mas estava adorando aquele momento.

Todo o medo que surgiu quando ela disse que iria casar havia sumido, estar com ela em seus braços era uma sensação indescritível. Não demorou muito para o moreno puxá-la para cima de si.

As mãos ágeis do moreno subiram a saia do vestido até o meio da coxa e a loira passou uma perna de cada lado do corpo do moreno. Roy tinha que admitir que ela tinha as mais belas pernas que ele já havia visto.

Estavam no maior amasso.

Maes, Gracia, Scieska, Winry, Ed, Scieska e Fury foram para a salinha ver se Riza estava bem, e se depararam com aquela cena.

- Acho que ela melhorou...

- Vixi, está difícil saber onde começa um e terminava o outro.

Maes dá uma pigarreada e os dois olham.

A mão de Roy estava bem na coxa da loira e o batom dela estava dividido com ele.

- dá um pulo e se levanta – Não é nada disso do que vocês estão pensando!

( N/A: Por que todo mundo que está fazendo algo que é impossível negar diz essa frase? Caramba, não dá para não ser o que estão pensando quando duas pessoas estavam no maior amasso!)

- Como assim? É o que eles estão pensando sim!!

- Cala a boca, Roy!

- Eu não, você estava se atracando comigo e estava gostando, então é o que eles estão pensando sim!

- Em briga de casal, a melhor coisa a fazer é deixá-los se entender!

Os três casais saem de fininho.

- Olha, eu não sei por que fiz isso! Mas não vai acontecer de novo!

- Então quer dizer que você não sentiu seu chão sumir, sua cabeça rodar e uma vontade imensa de passar o resto da vida ao meu lado?

Roy estava se aproximando da loira, essa que tentava se desvencilhar e acabou caindo no sofá.

- Eu...

Roy curvou o corpo sobre o corpo dela e sussurrou no ouvido dela.

- Casa comigo...

Mas aquela frase pareceu mais uma intimação do que um pedido, talvez porque ele já soubesse que ela não diria, não.

-

-

Era o final da primavera, as últimas flores de cereja caiam sobre a grama verdinha. A paisagem estava maravilhosa. O cheiro era magnífico e dentro do salão de festas um casal curtia sua festa de casamento.

- Acho que essas tradições bobas não são tão bobas assim...

Dizia uma loira que estava com os braços ao redor do pescoço do marido enquanto dançavam alguma música de ritmo animado.

- Agora só precisamos saber quem vai ser a próxima a arrastar algum idiota para o altar.

- E o duro é que o idiota vai de muito bom grado para o altar.

Roy dá um beijo na Sra. Mustang.

- Você não sabe como...

Mais uma vez, aos pés da escada, uma multidão de mulheres estavam a espera do buquê. Um lindo buquê de lírios brancos presos por uma fita de seda branca.

- 1... 2... 3... E... Já!

A loira joga o buquê que sai dando piruetas pelo ar. As mulheres, embaixo dele, gritavam histéricas. Cada uma tinha seus bons motivos para querer pegar a peça e ser a próxima a casar.

Afinal de contas, aquela que pegasse o buquê, seria a próxima a casar, assim como manda a tradição.

- Eu peguei!

Do outro lado do salão...

- É, Ed, acho que você vai ser o próximo idiota imensamente feliz a casar!

Fim!

Oi gente!!!!!!

Mais uma one-shot para vocês...

E essa tem uma coisinha a mais...

É o presente de aniversário para a minha miguxa Mizinha Cristhofer!!

Parabéns querida!!

Espero que goste do seu presente!

Você pediu e eu atendi!!

Mil Kiss!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!