Well, You Just Cant Tell

47 Cap. 47 – Looking for a job


Notas iniciais
Muito obrigada "guns n roses rrr" pela recomendação *-* Fiquei muito feliz mesmo por saber que fez uma conta por causa de mim, linda.
Voltando à fic, vou avisar de primeira que não consegui revisar, pois comecei a escrever capítulos e mais capítulos e o tempo pra revisar antes de postar se foi kkk Pelo menos agora tenho alguns capítulos prontos.
Boa leitura!

PDV Michelle

- Eu também te amo, Sweet Child. – Bill brincou, selando minha testa. Alguém bate três vezes na porta, provavelmente Jeffrey. – Entra... – Jeff abriu um pouco a porta pondo apenas a cabeça para dentro do quarto.

- Só pra avisar que eu estou saindo pra trabalhar e que vocês deviam fazer o mesmo já que querem morar aqui. Tem uma chave reserva em cima da geladeira. E ela está vazia, só pra ninguém perder tempo procurando comida aqui, por que não tem. Acho que é isso, desculpa se atrapalhei alguma coisa. – falou frio, fechando a porta em seguida.

- Bom dia para você também, Jeffrey. – falei, mesmo que ele não estivesse mais ali escutando. Bill riu, voltando a me abraçar e me selando.

- Quem sabe agora que Jeff foi trabal...

- Não. Nem pensar. – interrompi – Apesar de ele estar sendo muito grosso com a gente, ele tem razão, e você sabe disso. A gente precisa de um emprego, nosso dinheiro está acabando. – ele bufou.

- Tudo bem...

- Vou tomar um banho e tentar achar alguma roupa apresentável. Você deveria fazer o mesmo...

- Vamos entrar no chuveiro juntos, aí poupamos água, luz e tempo. E melhor, temos mais diversão também.

- É, mas quando você põe mais diversão no pacote, com certeza vamos gastar mais água, luz e tempo do que cada um tomando um banho.

- Prometo que não demora... Vai... – insistiu fazendo aquela carinha irresistível, enquanto sua mão entrava em minha calcinha – Hoje vou te dar uma chance e vai ser rapidinho... – falou rindo, também comecei a rir.

- A gente não pode demorar William...

- Então, você ouviu o que eu disse, né? – dei uma risada indo em direção ao banheiro e puxando Bill por uma de suas mãos – Ah... Então vai rolar.

Ao entrarmos no banheiro, tiramos as poucas roupas que estávamos usando enquanto Bill entrava no chuveiro, já excitado. Entrei logo depois o beijando na boca e aos poucos descendo os beijos em seu abdômen enquanto sentia a água morna escorrendo pelo seu corpo. Agarrei seu membro ereto, fazendo alguns movimentos lentos. Bill jogou seu pescoço um pouco para trás, gemendo baixinho. Sem esperar, botei todo ele na boca, começando com movimentos lentos e acelerando de vez em quando. Ele se apoiou na parede úmida, gemendo mais alto por causa do meu ato inesperado. Alguns segundos passaram e pude sentir suas mãos levemente em meus cabelos, ajudando nos movimentos que eu fazia com a boca. Um minuto depois ele me fez parar. Levantei e ele me deu um beijo, me virando de frente para a parede para poder me penetrar. Ele segurava minha cintura com força enquanto fazia os movimentos vai e vem de sua “rapidinha”. Minhas mãos tentavam segurar o azulejo úmido com força enquanto eu perdia o controle sobre meus gemidos. Gozamos juntos e terminamos nosso banho.

- Nossa, foi o melhor oral que já fizeram em mim. – Bill comentou enquanto se secava. Comecei a rir, pondo minha lingerie.

- Eu não sei o que dizer depois de um comentário desses.

- Acho que nada... – falou dando os ombros – Só fiz uma observação.

- A tá. Satisfeito com sua rapidinha então?

- Claro! Como não ficar satisfeito... – falou malicioso enquanto olhava com ganância para meu corpo. Dei um leve tapa em seu ombro.

- Vamos lá... Acorda pra vida... Temos que arranjar um emprego, infelizmente.

Saímos pelas ruas de Los Angeles de mãos dadas. Bill ficava encarando de cara feia todo e qualquer outro cara que me olhasse, enquanto eu tentava ficar indiferente com as olhadas de Bill para algumas mulheres. Afinal, ele não escreveria música alguma para elas, eu sabia que podia confiar nele.

Paramos ao chegar em uma das esquinas mais movimentadas do lugar. Não era muito longe de casa.

- Bom, acho melhor nós nos separarmos agora. Não podemos sair por aí, procurando emprego juntos – falei.

- Tudo bem... – falou um pouco receoso.

- Você consegue ficar sozinho?

- Eu consigo me virar sim.

- Bom, você sabe voltar pra casa a partir daqui, né?

- Sim, sei.

- A gente se encontra aqui até no máximo seis da tarde.

- Tá bom. Se cuida e deixa nenhum idiota ficar olhando demais pra você. – falou me puxando gentilmente pelo pescoço para me beijar.

- Eu sei me cuidar, meu amor. – falei rindo e o selando mais uma vez – E você se comporta. Nada de ficar olhando pra qualquer uma por aí.

- Não preciso. Eu tenho você. – falou rindo – Agora vamos à guerra...

- Dramático – falei rindo.

- Tchau pequena. – disse me selando pela última vez.

- Tchau.

Saí andando por aí, até começar a achar lanchonetes, lojas, tudo. Não conseguia vaga em lugar algum. Comecei a ficar nervosa e ascendi um cigarro, parando em frente a uma loja de discos. Fiquei encarando alguns discos do Black Sabbath, Rolling Stones, Beatles, e várias outras. Todas as bandas que eu amava. Aqueles álbuns me chamavam, mas eu não tinha dinheiro para comprar. Um senhor saiu da loja observando a vitrine e me encarou.

- Gostou dos vinis? – perguntou simpático, provavelmente tentando fazer com que eu comprasse.

- Amei... – respondi tentada.

- Estão em promoção, já que agora as pessoas compram apenas aquelas fitas. – dei uma risada tímida.

- Vinil sempre vai ser mais legal.

- Não quer dar uma olhada? Os preços estão ótimos.

- Desculpa... Eu... Não posso. Não tenho dinheiro.

- Já sei. Tem 17 anos, chegou em Los Angeles a pouco, e provavelmente fugiu de casa. – comecei a rir. Ele havia acertado em tudo.

- É tão comum assim? – perguntei.

- E como é... – terminei meu cigarro, o jogando de lado – E garanto que você está procurando emprego. – afirmei com a cabeça, cansada – Posso te dar um, mas o salário não é lá aquelas coisas. – dei um sorriso, aliviada.

- Nossa, muito obrigada!

- Mas antes você vai ter que mostrar que entende de música, pelo menos um pouco de cada banda. Hoje em dia as pessoas conhecem apenas um estilo específico, é difícil achar alguém que entenda o geral.

- Fácil... – falei certa. Aquele emprego seria meu. Eu conhecia praticamente todo tipo de banda, estilo musical, tudo. Seria fácil para mim, e foi. Consegui o emprego.

- Você está contratada. – o senhor falou – É incrível. Tão nova, mas sabe tanta coisa. Deveria fazer uma faculdade, ir para área de produção.

- É o que eu pretendo fazer... Música é só mais um dos meus vi... – parei de falar no mesmo momento. Aquela não seria uma boa frase para uma recém contratada.

- Está tudo bem. É difícil achar alguém que não use algum tipo de droga hoje em dia. Se não tivesse me dado todos esses problemas respiratórios, com certeza não teria largado a maconha. – fiquei surpresa ao ouvir aquilo de um senhor de, aparentemente, sessenta anos de idade. Dei uma risada tímida – Bem... Você começa amanhã das nove da manhã até seis da tarde. Com intervalo de duas horas pro almoço.

- Muito obrigado mesmo, você salvou minha vida.

- Ou sua morte de overdose. Afinal, sem dinheiro, sem drogas. – disse piscando, seguindo de uma risada. O encarei com um sorriso muito feliz.

“Bem vinda a Los Angeles, Michelle.” – pensei comigo mesma.

- Ah, já ia me esquecendo... Meu nome é Elijah Matthew. Foi muita sorte ter te conhecido, Michelle.

- Eu que o diga... Até amanhã.

Sai da loja indo em direção ao local onde eu havia combinado de encontrar Bill. Olhei para um relógio na rua. Quase seis. Das duas uma, ou ele estava me esperando, ou chegaria depois de um tempo para podermos ir para casa. Cheguei ao lugar e Bill não estava, mas em alguns minutos apareceu.

- E aí? – ele perguntou, me selando logo depois – Achou alguma coisa?

- Foi difícil, mas achei. E acho que vou gostar de trabalhar lá, muito mesmo. – ele me olhou desconfiado.

- Por quê?

- É numa loja de discos.

- Dono ou dona?

- William! Por favor!

- Sério, responde.

- Dono... – falei cruzando os braços – ele deve ter lá seus sessenta anos. Deixa de ser ciumento!

- Só cuido do que é meu. – bufei, revirando os olhos.

- E você?

- Bem... Não é lá um bom salário, mas foi a única coisa que eu achei e também é algo que eu vou gostar.

- ESPERA! – ele parou olhando para mim, assustado.

- Que foi?!

- Dono ou dona? – debochei, fazendo ele revirar os olhos, dando uma risada incrédula.

- Palhaça! Nem sei se é dono ou dona. Só sei que vou trabalhar experimentando cigarros. – comecei a rir.

- Não é nada que você não saiba fazer.

- Sorte, não é? – brincou.

- Claro, seu pulmão agradece.

- Fala a rainha do Marlboro! – rimos.

- Vamos para casa de uma vez? Eu to cansada, quero dormir...

- Vamos sim... Eu também estou.

Saímos pelas ruas de mãos dadas novamente, voltando ao apartamento. Quando chegamos no corredor rindo, nos abraçando e nos beijando, damos de cara com Jeff abrindo a porta, com a feição cansada. Ele nos olhou com aquela decepção nos olhos.

- Oi Jeff... – tentei.

- É Iz... – ele suspirou vencido — Oi... – respondeu desanimado enquanto entrava em casa, indo direto para seu quarto. Suspirei triste e Bill me abraçou por trás depois de fechar a porta.

- Vamos dar um tempo para ele. Vai ser melhor... – eu sabia que Bill estava com raiva de Jeff. Sentia isso em sua voz. Mas também sabia que estava falando isso para não me ver sofrer.

Mas era impossível. Ver Jeff daquele jeito era insuportável.

Notas finais
Antes de sair para mais uma "Tequila's Night", vou dizer o que achei desse capítulo: uma bosta.
Mas é que às vezes é necessário pra deixar a história em uma ordem racional kkk
Me avisem qualquer erro.
Amo vocês *-*
Bjos ♥