Well, You Just Cant Tell
45 Cap. 45 – Good or bad obssetion?
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo!
Boa leitura!
PDV Michelle
– Isso aqui é o paraíso... – Bill falou enquanto entrávamos no bar. A banda estava fazendo um cover de Voodoo Child, do Jimi Hendrix.
– Eu sei... – falei sorrindo e passando meus olhos pelas mesas, até ver Jeff nos chamando. Foi quando meu sorriso desapareceu totalmente. – Bill...
– O que houve? – voltou a atenção para mim.
– O “Izzy Stradlin”. – disse apontando com a cabeça para ele.
– Ah... Vamos lá de uma vez. – fomos até lá, sentei de frente para Jeff e Bill sentou ao meu lado.
– Pensei que você não fosse vir... – ele disse para mim, mas continuei em silêncio, o encarando. – Eu senti sua falta Michelle... Muito mesmo. Desculpa pela reação que eu tive, mas é que... – ele desviou o olhar para Bill que encarava a decoração do lugar, sério. – Eu não estava preparado.
– Pensei que você já tivesse me esquecido dessa maneira, não pensei que fosse se importar. Nunca mais nos falamos, foi um ano sem falar com você. Você não sabe como eu sofri com a sua ausência, só Bill sabe, por que ele ficou lá do meu lado o tempo inteiro.
– Eu sei, imagino como deve ter sido difícil, por que para mim também não foi fácil... Tenho que agradecer ao Bill por isso. – Bill levantou o olhar para ele, com a testa franzida. Parecia tão indignado quanto eu.
– Não precisa agradecer Jeffrey... Faria isso por ela com ou sem você. Eu sempre a amei, assim como você, mas fui perceber depois, quando estávamos acabando com nossa amizade por bobagens. Só assim damos valor e atenção àquilo que nós amamos. Perdendo-as. Acho que você entende o que estou falando, não é? – vi uma expressão de dor tomar conta do rosto de Jeff e encarei a mesa.
– Por que você me ignorou? Por que você não quis falar comigo? – perguntei ainda encarando o mármore negro da mesa.
– Desculpa... Eu estava com receio, medo... – o encarei rapidamente, o olhando torto.
– Então não me diga que foi difícil pra você, por favor. Chega de hipocrisia por aqui.
– Se eu dissesse que foi fácil, aí sim eu estaria mentindo. – Bill deu um longo suspiro, atirando suas costas no apoio da cadeira – Vamos esquecer esse ano que passou, por favor. Nós vamos morar na mesma casa. Não podemos ficar desse jeito. Pensem que isso vai ser mais difícil e doloroso pra mim do que pra vocês.
– O que você quer dizer? – Bill perguntou. “Izzy” ficou em silêncio, devastado. Ele olhava ora para mim e ora para William que estava com as sobrancelhas erguidas, esperando por uma resposta.
– Isso não deve ser novidade pra nem um de vocês. Eu ainda amo você Michelle, acho que é impossível reverter isto. – percebi a respiração de Bill mudar enquanto meu peito doía de culpa.
– Olha aqui... – Bill falou agressivo, se escorando na mesa para chegar mais perto de Jeff – Se você está pensando em fazer alguma coisa, em conseguir alguma coisa com Michelle, eu te mato, entendeu? – era assustador o jeito que a verdade e a ameaça soavam nas palavras dele.
– Bill... – falei encostando em seu braço, tentando acalmá-lo – Calma...
– E se você Michelle – falou virando para mim – se você acabar cedendo a ele, eu vou me matar, entendeu? – eu estava apavorada com o desespero e possessão de Bill. Jeff também o encarava com os olhos arregalados. Abri a boca para falar alguma coisa, mas não consegui, estava em choque. Bill pegou as chaves de Jeff, levantou e saiu do bar sozinho. Eu e Jeffrey ficamos olhando seu caminho até a porta de saída do bar, ambos complexados com aquela reação.
– Er... Ele... Não vai fazer isso. – falei para Jeff, mas ao mesmo tempo tentava me convencer disso. A verdade e certeza com que ele expeliu cada palavra de sua boca, me amedrontava. Jeffrey arqueou as sobrancelhas, olhando para mim.
– Mas eu acho que é melhor não arriscar.
– Eu não quero arriscar nada.
– Você o ama de verdade?
– Você me conhece. Acha que eu estaria com alguém se esse não fosse o caso?
– Não. Mas eu quero ouvir da sua boca.
– Por favor Je... Izzy. Não torna as coisas mais difíceis.
– Eu não me importo... Fala.
– Por que você está fazendo isso?
– Quero ter certeza de que este pesadelo está realmente acontecendo comigo. Vai em frente, eu quero ouvir você falar. Ou você quer me deixar em dúvida sobre o que sente por ele?
– Não precisa ter dúvida. Eu o amo. – falei dando os ombros, e não consegui evitar um sorriso fraco ao falar dele. Eu via a tortura que Jeff estava passando.
– É... Soou bem sincero. Todos aqueles anos ao seu lado, fazendo de tudo por você e você nunca sentiu nada assim por mim. O que ele tem que eu não tenho? O que ele fez que eu não fiz? – parei de encará-lo e voltei meu olhar para meus braços.
– Não é o ter ou não ter, ter feito ou não... Esse tipo de coisa não se explica. Eu te amo, te amo mesmo, mas não da mesma forma. Você sabe disso. Sempre foi assim.
– Eu pensei que havia mudado... Depois do beijo que você me deu antes de eu partir.
– Eu estava confusa, atordoada com a ideia de você ir embora.
– Você estava usando um beijo sem significado algum para me fazer ficar naquela porra de cidade?!
– Não! Não foi sem significado. Você não imagina o desespero que eu estava sentindo! Eu pensei que realmente estava apaixonada por você.
– O que te fez pensar o contrário?
– Bill. – seu rosto se contorceu em dor mais uma vez.
– Eu não entendo...
– Muitas coisas aconteceram depois de você ir embora.
– Há quanto tempo que vocês estão juntos?
– Três dias.
– O QUE? Tá de brincadeira comigo…
– Não…
– Por que diabos, três dias antes de vir para cá, vocês resolvem se apaixonar e formar esse belo casalsinho?! – acho que nunca havia visto tanta raiva nos olhos de Jeff e tanto cinismo saindo pela sua boca.
– Eu já disse! Muita coisa aconteceu enquanto você não estava em Lafayette!
– Que merda! Era para você ser minha! Entendeu?! – ele levantou o tom de voz, batendo o punho contra a mesa. Eu estava de paciência cheia. Levantei da mesa e sai do Rainbow, o deixando sozinho. Ele não se atreveu em me seguir.
Cheguei no prédio que estava com a porta aberta e subi até o apartamento. Estava tudo muito escuro, fiquei com medo de Bill ter se perdido por L.A. e não ter conseguido voltar para casa. Olhei pela sala, nada. Abri uma das portas, julguei ser o quarto de Jeff, Bill também não estava ali. Outra porta, banheiro, e vazio. Outra porta, cozinha, completamente escura e vazia. Restara apenas mais uma porta, a qual eu abri torcendo para que William estivesse ali. Para minha alegria ele estava. Era um quarto com apenas um colchão no chão e um armário velho e pequeno. Bill estava deitado de bruços, sem camisa e com a cabeça virada para o lado da janela. Ele estava acordado, mas não virou para mim. Deitei por cima de suas costas, selando seu rosto e deitando o meu sobre suas costas quentes.
– Vocês conversaram?
– Tentamos, mas estava acabando em briga outra vez... Então resolvi vir pra cá. Fiquei preocupada com você. – ele sentou no colchão, apoiando suas costas na parede e me puxando para o seu colo. Ele ficou brincando com meus dedos, sem dizer uma palavra. Estava realmente perturbado com meu reencontro com Jeff – Eu fiquei um tanto... Chocada com o que você disse para nós lá no bar.
– Eu só falei a verdade. Você é tudo o que eu tenho agora. Sem você, não existe mais nada que me faça sentir vivo.
– Não fala isso, Bill... – falei o selando – Por favor, não duvida de mim... Eu te amo, já disse isso e posso repetir quantas vezes você quiser, mas por favor, não duvida.
– Não duvido, eu só estou preocupado, só isso.
– Só? Você ameaçou Jeff de morte e ameaçou se matar! – falei rindo nervosa – Como assim, só? – ele deu um meio sorriso e me olhou de lado.
– É só Jeff ficar na dele que tudo vai ficar bem.
– Nossa, você tá me dando medo. – ele riu, tirando uma mecha de cabelo do meu rosto com um sorriso bobo e cansado.
– Você é linda.
– E você obsessivo – falei rindo.
– Vamos aproveitar minha obsessão e a ausência de Jeffrey para ter um pouco de diversão nesse dia tenso e cansativo? – sorri o beijando em seguida. Retiramos nossas roupas com rapidez [...]
PDV Jeffrey
Fiquei mais um tempo no Rainbow depois da Michelle ir embora. Eu estava me sentindo a última pessoa do mundo. Tudo bem que eu também não estava certo nessa história, mas foi tudo muito de surpresa, não deu tempo nem de respirar fundo antes dessa avalanche de informações chegar até mim. Eu a amava demais, ainda a queria para mim. Bill era meu melhor amigo e estava com a pessoa que eu mais amava nesse mundo. Eu não deveria ter sumido assim da vida dela. Eu fiz tudo errado.
Levantei-me para pagar o pouco que eu havia bebido e fui para a rua, seguindo meu caminho para casa enquanto acendia um cigarro. Nem as luzes chamativas de Los Angeles me chamavam mais atenção, muito menos as prostitutas rebolando por aí. Meu pensamento agora era apenas um. Michelle. E isso estava me levando para o inferno. Cheguei ao apartamento que estava escuro e fui indo em direção ao meu quarto. Ao me aproximar mais das portas, comecei a ouvir gemidos vindos do quarto onde os dois estavam. Tanto ele como ela gemia muito, aquilo conseguiu acabar com o resto do meu dia, que já estava acabado. Fui para meu quarto tentar dormir com o barulho dos dois no outro quarto. Deitei com os olhos marejados.
– Era para ser eu... – sussurrei para mim mesmo, enquanto lágrimas insistiam em cair de meus olhos.
–x-
POR FAVOR LEIAM AS NOTAS FINAIS!
Notas finais
E para quem ainda não sabe, pois não lê as notas finais (que feio u.ú)kkk, depois do dia 31/12 vou passar a postar apenas no seguinte tumblr: fuck-off-nyah.tumblr.com (ele já está atualizado com os capítulos antigos)
A minha falta de tempo é por causa do horário que fiz para eu ter uma vida fora do computador (ordens do psiquiatra)kkk Mas sério, eu estava passando muito tempo na internet e isto estava virando um vício.
Acho que é isso! Obrigada pela paciência lindas!
Bjos ♥
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