Well, You Just Cant Tell

34 Cap. 34 – But I Love him


Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo. Não tá tão grande, mas foi o que consegui. Espero que gostem.
Boa leitura!

PDV Michelle

Mal vi o tempo passar e quando me dei por conta, já estávamos no final do mês, final de julho. Fiquei muito mal por Jeff nunca mais ter me ligado e nem ao menos ter pedido para falar comigo no dia que Bill atendeu. Eu estava muito insegura com tudo. Para mim, todos me deixariam sozinha um dia, eu não teria mais ninguém.

Eu estava sentada em minha cama, tocando guitarra, quando Bill pulou pela janela, me dando um susto. Larguei meu instrumento o encostando ao lado da cama e o encarei séria.

- Seu idiota! Poderia ser mais discreto? – ele riu.

- Na verdade não...

- Então... O que te traz aqui? – perguntei arqueando as sobrancelhas.

- Precisa ter algum motivo para vir aqui te ver?

- Claro! – brinquei.

- Então tá. – ele subiu na cama e engatinhou até chegar a milímetros do meu rosto – Eu vim aqui por que já faz algum tempo... – ele encostou sua boca quente em meu pescoço, me deixando arrepiada – Sabe... Que nós não brincamos. – ele sentou a minha frente, segurando minha nuca com uma das mãos, puxando meu rosto para perto do dele – O que você acha? – perguntou soltando meus cabelos que estavam presos com um elástico.

- Você acha que eu resistiria? – ele riu.

- Quer tentar resistir?

- Vamos ver até onde eu aguento... – falei com um sorriso no canto do lábio.

Ele sorriu, encostando seu corpo no meu, me prendendo a ele com uma de suas mãos. A outra subiu novamente para minha nuca, puxando levemente meus cabelos para cima. Seu halito quente passou pelo meu pescoço e quando vi, ele já dava leves chupões no local, me deixando excitada. Sua língua fazia movimentos ali até a altura de minha orelha, onde deu leves mordiscadas. Eu estava tentando ao máximo me conter, mas sabia que mais tarde cederia a ele. Ele começou a beijar meu rosto, chegando a minha boca, me dando alguns selinhos ousados. Ele riu ao ver minha tentativa de não corresponder a seus beijos, me torturando mais ainda com sua mão entrando em minha calça, massageando meu clitóris.

- Ah William, isso já é jogo baixo.

- Mas pelo jeito você gosta de um jogo baixo... – sussurrou em minha orelha, seguindo de uma risada gostosa.

Ataquei sua boca no mesmo instante, ficando por cima dele por alguns segundos, até ele deitar por cima de mim. Sua mão continuava dentro de minha calça e eu já estava ficando sem fôlego. Comecei a tirar sua roupa, jogando para qualquer canto e ele fez o mesmo comigo. Ao tirar sua cueca, seu membro já estava ereto e rapidamente me penetrou, fazendo movimentos violentos e excitantes. Eu gemia alto, junto ao rangido de minha cama e o barulho da cabeceira batendo na parede. Bill também gemia, um pouco mais discreto que eu, mas nem tanto. Ambos estávamos tomados pelo prazer. Aquela vez fora diferente, mais violenta, mais fria, era perceptível a falta de sentimentos naquilo, mas em compensação, nunca havia sentido um prazer tão grande, e parecia que Bill estava na mesma situação. Ele se atirou ao meu lado, respirando fundo. Parecia ter tido uma parada respiratória.

- Ganhei... – ele falou tentando recuperar o fôlego. Eu dei uma risada em meio a minha respiração pesada.

- Eu não me importo. – ele riu, pegando na minha mão.

- Te machuquei? – ele perguntou parecendo preocupado – É que não consegui ter controle sobre o que estava acontecendo. Não sei se fui um pouco violento demais.

- Rá! Sim, você foi bastante violento. Não, você não me machucou. E essa foi a melhor das melhores. Sério.

- Bom saber disso, por que pra mim também foi.

- E deu pra sentir que não teve sentimento envolvido.

- Você ficou chateada com isso?

- Não, pelo contrário. É bom saber que eu sou para você o que você é para mim.

- Brinquedinho sexual? – ele brincou. Dei um tapa em seu ombro, arrancando uma risada dele.

- Claro, Bill. Não, sério... Amigos.

- Melhores amigos.

- Isso.

- Como irmãos.

- Tá, isso soa um pouco estranho. Irmãos não transam, pelo menos eu acho que não. – ele riu.

- Não tenho tanta certeza... – debochou. Dei uma risada rápida e fiquei séria – Algum problema? – resisti em responder.

- Não, só cansaço.

- Hm... – falou desconfiado – vem cá... – me abraçou, me aninhando em seu peito, onde adormeci, pensando em Jeff.

Acordei no dia seguinte com um beijo em meu rosto. Era Bill, olhando para mim com aquele seu sorriso encantador.

- Desculpa te acordar, mas preciso ir para casa...

- Ah... Tudo bem... – falei desanimada.

- O que aconteceu? Desde ontem você está assim, estranha.

- Só... Cansada... – menti.

- Eu sei que é o Jeff...

- Como você sabe?

- Eu estava esperando você me falar, mas já que você não vai fazer isso... Eu sei por que você passou a noite inteira chamando ele.

- Sério?

- Sim.

- Merda...

- Você ainda pensa muito nele, não é? – Bill perguntou procurando suas roupas pelo meu quarto. Sentei na cama, me cobrindo com os lençóis.

- Não é obvio? Ele foi meu melhor amigo nos últimos cinco anos. – ele sorriu para mim, pondo suas calças e atirando meu sutiã. – Ele me faz muita falta... – Bill sentou ao meu lado, no canto da cama – Eu o amo.

- Por que nós temos essa relação de sexo sem compromisso? – me perguntou querendo chegar a algum lugar. Não estava entendendo a pergunta.

- Ora... Por que... Hm... Confio em você.

- Você não confiava no Jeff?

- Claro que sim. Já conversamos sobre isso. – ele me encarou como se esperasse por mais palavras. – O Jeff não era virgem, eu tinha... Receio disso.

- Você não sabia que eu era na primeira vez que transamos.

- Você gosta de complicar as coisas, né? Eu só me senti... Preparada, o que não havia acontecido antes. Eu também não queria transar com ele sabendo do amor que ele sentia por mim, não queria o fazer sofrer mais... Aquela época eu cismava não gostar dele do jeito que ele gostava de mim.

- Acho que quem acabou sofrendo foi você... – falou se levantando – Deveria parar de ser tão dura consigo mesma e enxergar os fatos. Você o ama, certo? – não consegui responder.

- Acho que já é tarde demais para pensar nisso... Eu não tenho certeza de mais nada. Independente de tipo de amor que eu sinto por ele... Nunca pensei que pudesse perder meu melhor amigo.

- Você não o perdeu, sabe disso. Ele apenas foi para outro lugar e você sabe que ele está melhor... Você estaria melhor no lugar dele.

- Sei... Não o culpo.

- E não deveria se culpar. Está acabando consigo mesma.

- Desculpa Bill... Mas não é algo que eu possa controlar.

- Tenta, eu te ajudo. Sabe que estou aqui pra você.

- Sim...

- Eu tenho que ir, pequena. – falou selando minha testa – Até mais... E fica melhor...

- Até, Bill. – o vi desaparecendo pela minha janela, voltando a deitar na minha cama, enquanto pensava em Jeff.

Notas finais
Não deu tempo de revisar, então se tiver algo errado, me avisem.
Vou esperar os reviews *-*
Ah é, eu vou responder os outros assim que conseguir tempo. Não se preocupem.
Bjos ♥