Well, You Just Cant Tell
32 Cap. 32 – Raped
Notas iniciais
E uma notícia muito triste: perdi uma leitora :/ Não sei por que e nem quem é, mas infelizmente deixou de acompanhar a fic.
Enfim, casos a parte...
Leiam as notas finais.
Boa leitura!
PDV Michelle
Bill passou duas semanas comigo. O mais difícil de tudo foi meu pai, que havia ficado em casa. Houve muitas brigas e discussões, tanto entre mim e meu pai, quanto entre ele e Bill. Tivemos que inventar qualquer que fosse a desculpa para os pontos na minha cintura. Não que ele se importasse sobre eu ter levado um tiro, mas seria bem provável a implicância que teria com William.
Sharon foi atrás dele depois de duas semanas e nem ao menos me agradeceu. Foi muito difícil convencer Bill de sair de lá de casa, nem eu mesma queria que ele fosse embora. No final ele acabou indo.
Bill agora estava diferente, mais autoconfiante e também mais agressivo. Era muito perceptível essa mudança. Qualquer coisa ele explodia, quebrando a primeira coisa que visse pela frente ou até batendo na pessoa que o tirou do sério, o que aconteceu na escola. Brian apanhou demais dele, e Bill foi suspenso por duas semanas da escola. Eu via que nem ao menos Stephen se atrevia mexer com William. Eu era a única pessoa com quem ele realmente se controlava. Algumas vezes passando do limite, mas sempre tomando cuidado para não me machucar tanto fisicamente quanto emocionalmente.
Com essa sua mudança drástica de personalidade também voltaram as drogas. Ele usava em excesso, e eu o acompanhava. Era cocaína todos os dias, heroína todo final de semana e fumávamos maconha como se fosse cigarro. Eu não podia reclamar, gostava disso. Transávamos toda vez que ele ia para minha casa, nem conversávamos mais direito.
Outra coisa também havia mudado para Bill. Todas as vadias agora davam em cima dele e, obviamente, ele se aproveitava disso. Estava sempre saindo com alguma pessoa diferente e eu estava feliz por ele. Eu também acabei saindo com alguns caras do time de futebol americano, acabei na cama com a maioria deles. Eu também estava me divertindo com isso. Claro que eu e Bill continuávamos sendo amigos do mesmo jeito que antes, aquela mesma amizade colorida.
Brian havia me convidado para ir a casa dele. Já que não havia nada para fazer, e Bill também estava saindo com alguma vadia por aí, aceitei o convite. Fora a pior escolha da minha vida. Brian havia me buscado em casa e me levado até a dele. Obvio que eu sabia o que ele queria, estava tudo bem para mim, mas não imaginava no que me esperava. Ficamos na sala bebendo whisky e Tequila. Eu perdi o controle sobre mim e já nem sabia quanto eu havia tomado. Tudo estava girando.
– A coelhinha quer heroína? – perguntou passando a mão em minha coxa.
Eu dei uma risada grogue, assentindo para ele. Ele saiu, demorou um tempo e voltou com a seringa na mão, injetando em mim. Pouco tempo depois a campainha tocou e para minha surpresa eram Mike e Zac. Os três se entreolharam com uma cara maliciosa, vindo para cima de mim. Eu estava muito bêbada e drogada para entender o que estava acontecendo. Primeiro Brian chegou pondo a mão dentro de minha calça e com a outra, abrindo-a. Mike chegou ao meu lado, segurando meus seios e Zac estava tirando as calças. Eu queria lutar contra aquilo, mas não consegui. Estava sem forças. Eles me despiram e começaram uma orgia comigo, sem meu consentimento, ou seja, me estupraram.
Depois de tudo que fizeram comigo, fiquei um pouco inconsciente, mas ainda acordada. Eles começaram a fazer algo estranho em mim, algo que minha cabeça não conseguia processar. Uma coisa gelada passava pelo meu corpo. Logo depois me botaram num carro e me levaram até um lugar familiar. Largaram-me na grama do pátio da casa e com uma pedra, acertaram uma das janelas. Comecei a rir da minha situação, que não era nada engraçada, mas estava muito dopada para perceber a seriedade daquilo.
PDV William
Havia recém chegado da casa da Vallery, a gostosa com peitos grandes. Havia sido ótimo, mas mais do que nunca eu tinha certeza de que a boca dessas vadias não deveria abrir se não para colocar no meio de minhas pernas. Falava nada com nada, era uma criatura extremamente burra. Mas tudo bem, ela era boa de cama.
Deitei em minha cama, satisfeito com minha noite quando ouço um barulho de um carro, parando em frente minha casa. Algumas vozes masculinas e uma risada feminina. Deixei aquilo para lá, deveriam ser apenas alguns bêbados passando por ali. Fechei meus olhos para tentar descansar um pouco, mas então ouço algo batendo em minha janela. Olhei assustado, mas não havia ninguém na árvore. Sentei-me na cama e ouvi outro estalo. Estavam atirando pedras na minha janela. Fui até lá e abrindo a mesma.
– E aí, William? – falou Brian.
– O que você está fazendo aqui seu filho da mãe! – comecei a me irritar.
– Vim aqui te avisa uma coisinha, valentão! – ele falava sério em um tom de ameaça.
– Vai se foder! Ou quer apanhar mais uma vez?
– Se eu fosse você, não faria isso. Eu sei exatamente qual o seu ponto fraco... – dei uma risada irônica.
– Você não sabe nada sobre mim, seu idiota! Sai daqui de uma vez!
– Não sem antes deixar o aviso aqui... Lembre! Isso vai ser só um aviso. Mas se você quiser se meter comigo outra vez, esse seu ponto fraco vai tomar outras proporções.
– Do que você está falando?!
– Zac! Trás a princesinha... – então Zac apareceu com uma garota nos braços, a deixando na grama. Eles saíram correndo e arrancaram o carro, fugindo.
– Michelle! – pulei na mesma hora da janela, correndo até ela – Meu. Deus... – haviam escrito “Whore”(puta) em sua testa, em seus braços e abdômen também haviam coisas do tipo, mas me poupei de ler tudo aquilo. Sua maquiagem estava toda borrada, apenas de short e sutiã. Ela estava horrível. – Michelle? Minha nossa, como você deixou isso acontecer com você? – falei tirando minha blusa e botando nela.
– Bill... – ela me chamou. Fiquei esperando ela falar, mas nada.
– O que Mi?
– Bill... Eu... – ela estava completamente bêbada – Eu tentei, mas eu não tinha força.
– Minha nossa... Vem, vamos entrar. Vamos limpar isso... – bati na porta com pressa e Sharon atendeu.
– Bill? Mas você acabou de chegar... Esta é... Michelle? – ela perguntou apavorada devido ao estado que estava Mi.
– É Sharon. Ela estava atirada aqui na frente. E... Alguém fez isso com ela.
– Eu vou vomitar... – Michelle falou enquanto se pendurava em mim. Corri para o banheiro a posicionando no vaso sanitário. Ela começou a vomitar e parecia nunca mais ter fim. Fiquei segurando seus cabelos, enquanto Sharon se escorava na porta do banheiro.
– Ela sempre me pareceu uma boa garota... – ela começou – Não entendo por que você está fazendo isso com ela.
– Isso o que?! – perguntei sem entender.
– Traindo com tantas outras garotas. Eu não sou idiota, William. Consigo ver o que você faz. – olhei para ela sem saber o que dizer. Eu ainda não tinha desmentido toda aquela mentira do namoro.
– Hm... – Michelle parou de vomitar – Você entendeu errado – falou rindo – eu e ele... Ele e eu... Nós... Não estamos namorando. Foi tudo uma mentira – ela ria, completamente chapada – pro Stephen não achar que ele é gay.
– O que?! Então quer dizer que... William..
– Nã-nã-não – ela disse tentando se levantar. Tive que ajudá-la – Pode ter certeza que ele não é gay. Ela já fodeu com quase todas as vadias lá do colégio.
– Michelle... – chamei a atenção dela, ela realmente não precisava falar essas coisas para Sharon.
– Shhhh – Michelle pôs seu dedo indicador em minha boca – Ele fodeu com elas já e... Comigo também. Melhores transas da minha vida. – revirei os olhos e Sharon tinha expressão assustada.
– Sharon... Vai pegar álcool pra passar nesses escritos aqui. Por favor. – logo Sharon sumiu – Você está melhor, Michelle?
– Que escritos você está falando? – olhei para sua testa.
– Deixa pra lá... Vem, senta aqui... – abaixei a tampa do vaso e a sentei ali, ficando de frente para ela, encarando seus olhos azuis em meio aquela maquiagem toda borrada. Sharon voltou com álcool e algodão. Tirei tudo com cuidado e quando fui limpar o que estava no abdômen li o que estava escrito: “Não mexa comigo, ou seu ponto fraco vai sofrer as consequências.” – Filho da puta! – falei com raiva – Ele me paga...
– O que? O que aconteceu Bill? – ela perguntou.
– Nada...
– Bill...
– O que?
– Quero ir pra casa. – olhei para ela e fiquei pensando por um instante.
– Tudo bem, eu te levo.
– Você fica lá comigo?
– Claro... Vem... – a levantei, guiando até a porta – Sharon, não vou voltar hoje. – ela apenas assentiu.
Foi uma caminhada silenciosa até a casa dela. Michelle havia parado de rir e agora estava sombria, caminhando em curvas, completamente fora de si. Tive que segurá-la para mantê-la em pé. Quando chegamos a sua casa, subimos para seu quarto silenciosamente, pois James estava em casa. Ela estava cheirando a vomito e álcool, sem falar que estava suja de terra, por ter sido atirada no meu jardim.
– Mi... Você precisa de um banho...
– Hm... Er... É... Acho que... Preciso. – ela tentou caminhar até o banheiro, mas quase caiu – Ops!
– Bem... Vou ter que te ajudar pelo jeito. – disse indo até ela e guiando-a até o banheiro – Você acha que consegue sozinha daqui pra frente? – perguntei sentando-a no vaso. Michelle fechou os olhos e sorriu, girando sua cabeça. Ainda estava muito drogada e bêbada. – Hm... É, acho que vou ter que te ajudar. Já te vi pelada mesmo, foda-se. – comecei a despi-la e depois enchi a banheira de água, checando a temperatura – Será que você consegue tomar um banho sem se afogar?
– Uhum...
– Não confio em você, não desse jeito. Vem... – ajudei Michelle a entrar na banheira e então sentei no vaso, encarando-a. Ela parecia estar dormindo ali dentro.
– Bill...? – falou ainda de olhos fechados.
– Sim?
– Entra aqui comigo?
– Michelle...
– Por favor... – insistiu.
– Tudo bem... – tirei minha bermuda, ficando apenas de cueca e entrei na banheira, escorando as costas na mesma. Ajeitei Michelle entre minhas pernas, escorando suas costas em meu peito. Passei meus braços ao redor de sua cintura, em um abraço.
– Como foi a noite com sua vadia? – ela começou, me deixando surpreso com a pergunta.
– Er... Foi... Bom.
– Assim como as nossas noites?
– Não. Michelle, você está chapada. Cala a boca. – ela riu – Você sempre vai ser a melhor, até eu achar alguém decente pra mim.
– Quando isso acontecer, você vai continuar transando comigo?
– Por favor, Michelle. Já disse pra você calar a boca. – falei revirando os olhos.
– Você é bom de cama, só.
– Obrigada! – falei irônico – Tá na hora de você lavar seu cabelo.
– Ah, to com preguiça...
– Puta merda. Deixa que eu faço pra você.
Peguei o xampu passando em seu lindo cabelo negro, lavando-o com cuidado. Ela fechava os olhos e parecia viajar. Ao terminar o enxaguei a fazendo rir por algum motivo desconhecido. Devia estar tendo alucinações devido a sabe-se lá que droga tomou. Ela conseguiu lavar seu corpo, então saímos da banheira. Tive que secá-la e vesti-la para, logo depois, secar seus cabelos. Também tive que me secar e secar as pontas de meu cabelo que havia molhado na banheira. Eu estava exausto daquele dia, mas não podia deixa de cuidar dela. De certo modo, tudo fora minha culpa, outra vez. Deitei-a na cama e logo me deitei ao seu lado, abraçando-a. Eu estava me sentindo culpado, muito culpado. Tudo de ruim que acontecia com Michelle, era de algum modo, minha culpa. Ela adormeceu muito facilmente.
– Michelle, Michelle... Você deveria aprender a parar de sair com gente idiota... – comecei a falar como se ela me escutasse – Como eu... – dei um profundo suspiro, afundando meu rosto em seu pescoço e adormecendo logo depois.
Notas finais
Só para avisar que o próximo capítulo aparece o Jeff, para nossa alegria o/
Vou esperar os reviews meus amores!
Bjos ♥
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