Well, You Just Cant Tell
28 Cap. 28 – Disgusting father
Notas iniciais
Leiam as notas finais.
Boa leitura!
PDV Michelle
Nada havia mudado na minha relação de amizade com Bill após aquela noite. Continuamos a vida normalmente, como se nada houvesse acontecido. Pelo menos em baixo dos olhares na escola ou na rua. Já em quatro paredes, sempre rolava alguma coisa. Era tão bom saber que não havia um sentimento por trás disto que não fosse uma amizade, amizade colorida. Era perfeito. Ninguém sairia machucado, ninguém sairia perdendo nessa aventurinha.
Duas semanas após o acontecido, estávamos em minha casa, mas especificamente na sala de estar, fazendo um trabalho para História e Artes. Algo relacionado à publicidade. Teríamos que fazer cartazes sobre algum acontecimento importante nos Estados Unidos, promover o assunto escolhido. Aquilo realmente não estava dando certo, não conseguíamos nos concentrar naquele maldito trabalho.
- Merda! William! É a 10ª vez pelo menos que você derrama vodca na porcaria do cartaz! – eu falava irritada, dando um tapa no seu braço.
- O cartaz agradece! – falou levantando o copo.
- Para de beber isto enquanto ainda está sóbrio, por favor.
- Tudo bem, tudo bem. Irritadinha. – ele largou o copo no balcão e sentou ao meu lado, encarando o papel manchado pela bebida. – Sério que você quer continuar com isso? – perguntou ainda encarando aquilo tudo.
- Na verdade não... Culpa sua. – falei passando os dedos na marca de vodca. Ele riu, voltando o olhar para mim. Também o encarei e assim ficamos por um tempo em silêncio.
- Foda-se essa merda!
Ele arrancou o cartaz das minhas mãos, os largando no chão e se jogando para cima de mim, me beijando vorazmente. Eu me deixei levar. Bill segurava forte na minha cintura, me puxando para perto do seu corpo. Minhas mãos automaticamente foram para sua nuca, entrelaçando meus dedos em seus cabelos. Ele tirou minha camisa rapidamente e eu fiz o mesmo com ele, tirando também suas calças. Fomos para o sofá e continuamos o que estávamos fazendo, quando o barulho da porta se escancarando, nos fez congelar onde e como estávamos.
- Michelle? – ouvi a voz embriagada – É você mesmo? – continuei sem responder.
- Você não me contou que tinha uma filha, gostosão... – falou uma vadia seminua tentando fazer uma voz sexy. Bill que ainda estava por cima de mim, apenas me encarou, arqueando as sobrancelhas.
- Merda... Não posso ter um tempo pra mim, senhor? – falei baixo para que meu pai não me escutasse. Bill deu uma risada baixa, levantando do sofá e pegando sua camisa e calça.
- Não, espera... – meu pai começou, completamente bêbado, apontando para Bill. Me levantei, ficando ao lado de William. – Você estava tentando transar com a minha filha! – continuou apontando para ele. Bill olhou para mim, depois para meu pai e então deu os ombros como se não soubesse o que dizer.
- Desculpa? – falou em dúvida. James começou a rir.
- Cada um que me aparece... – falou ainda rindo junto com a vadia que pelo jeito não estava entendendo nada. Ria para não parecer tão por fora. Eu e Bill continuamos sérios.
- James... Você precisa de um banho gelado. – falei.
- Ah, pode ter certeza que não é disso que eu preciso... – ele apertou a bunda da mulher que deu um gritinho irritante, seguido de uma risada desafinada insuportável.
- Cada uma que me aparece... – falei baixo, imitando meu pai. Bill estava se controlando para não rir.
- Eu tenho uma ideia melhor... – James falou se aproximando de nós. Ele acariciou meu rosto e depois foi para frente de Bill, puxando sua cueca e olhando para seu membro. – Wow... Continua acordado. Por que vocês não se juntam conosco? Podem ter certeza que vai ser muito divertido, não é Haley? – um calor subiu no meu rosto, não sabia se era vergonha ou raiva. Quem sabe as duas coisas ao mesmo tempo.
- Não é Haley, gostosão... É Anah.
- Sim, sim Haley, tanto faz. Só responde. Vocês mulheres reclamam demais.
- Claro... Seria muito divertido. Tem umas brincadeirinhas a quatro que eu sempre quis tentar. – ela falava com aquela cara de pato. Minha raiva só aumentava.
- Bill! Bote as roupas agora! – falei enquanto botava minha blusa. Ele fez rapidamente. – Vamos embora daqui. Não posso ficar nesse lugar olhando pra cara desse... Ah, foda-se, vamos embora logo! – ele me seguiu rapidamente até a porta
- Michelle, você é tão sem graça como sua mãe.
- Não me surpreende ela ter te expulsado de casa antes de morrer! Eu tenho nojo e vergonha de ser sua filha! – e saí junto com Bill, batendo a porta. Paramos a alguns metros de minha casa. Bill ficou me olhando.
- Eu... Na verdade... Não sei nem o que te falar.
- Não precisa Bill... Só... Vamos para algum lugar longe daqui, por favor. – não pude conter meus olhos úmidos. Ele passou o braço nos meus ombros, caminhando para longe de minha casa, assim como eu pedi. Quando já estávamos longe o bastante, nos sentamos na quina da calçada.
- Sinto muito por aquilo tudo, você não precisava ouvir ou ver. Merda... – comecei quebrando o silêncio.
- Ei, nem esquenta a cabeça.
- Ah, sei lá... Só dizendo. Aquilo foi repugnante.
- É. Realmente. Fiquei até um pouco assustado. Cara! Ele puxou minha cueca e olhou pro meu pau! Seu pai é louco. – não pude conter a risada – Que bom que você está rindo. – falou voltando o olhar para mim novamente, com um sorriso no canto da boca – Não gosto de ver você abatida. Isso não foi nada. Com tudo que você já passou com meu pai, isso é nada.
- Digamos que está parelho o seu pai com o meu...
- Na verdade não, mas vou concordar por que conheço a tua insistência. – falou rindo.
- Nah, bobo. – bati com meu cotovelo levemente em seu braço.
- Eu achei que seu pai fosse me xingar, sei lá... – ele falou pegando uma pedrinha que estava no chão, brincando com a mesma e logo jogando o mais longe possível.
- Seria o que um pai normal faria. Não convidar para uma orgia com suas putas... – Bill riu alto.
- É, provavelmente seria o que um pai normal faria. Até ficaria mais tranquilo se ele me desse um xingão. – abaixei minha cabeça, mirando o chão.
- Eu também... – Bill olhou para mim, eu estava abatida novamente.
- Vem... Vamos para minha casa... Você pode dormir lá hoje à noite se não quiser voltar para casa.
- Obrigado Bill...
- Capaz. Você sabe que vou estar aqui sempre que você precisar. – me abraçou forte enquanto seguíamos o caminho até sua casa.
Notas finais
Eu sei que o capítulo ficou meio parado, mas quis postar para não deixar vocês esperando muito tempo.
Vou esperar os reviews ^^
Bjos ♥
Fale com o autor