Well, You Just Cant Tell
24 Cap. 24 – My wanker friend
Notas iniciais
Nos vemos nas notas finais.
Boa leitura!
PDV Michelle
Pelo menos duas semanas se passaram e Bill ainda não havia desmentido aquela merda toda que eu havia feito. Eu entendia o lado dele, estava com medo do Stephen, sem falar que era tudo minha culpa. Sempre havia algo para me fazer sentir culpada, não era novidade que tudo de ruim que acontecia era realmente minha responsabilidade, de algum modo. Até me ofereci para falar junto com ele, ou apenas eu falar com Stephen, mas Bill recusou, falou que seria pior assim, e realmente seria. Mas eu sabia que ele não queria me deixar sozinha com Stephen, e com razão.
Era uma sexta-feira à noite e eu estava sozinha no meu quarto, escutando Rolling Stones e fumando maconha. Eu estava morrendo de tédio. Comecei a tocar violão para ver se me distraia com algo. Os pensamentos sobre Jeff já não estavam mais presentes na minha cabeça devido à quantidade de erva que eu já havia fumado. Larguei meu violão de lado, pois não estava adiantando, nem sono eu tinha. Sentei no chão com as costas escoradas na cama, tragando lentamente, até que tive uma ideia. Iria até a casa de Bill. Eu estava muito chapada para pensar se isso seria certo ou até nas consequências que isso poderia causar como dar de cara com Stephen.
- Foda-se... Vou pra casa do Bill. – falei levantando e indo até a janela para pular para o lado de fora.
Foi estranho ir para lá na situação que eu me encontrava. Eu estava tendo ilusões de tudo que se mexia na rua. Minha sorte foi não ter entrado em uma “bad trip” enquanto ia até a casa do William. Eu estava muito distraída com a “trip” tanto divertida que eu estava tendo. As cores estavam mais fortes, chamativas. Tudo que se mexia parecia mudar de tamanho rapidamente, as arvores tinham rostos engraçados. O vento tocando em minha pele, pareciam mais mãos me massageando, ou até mesmo se aproveitando de mim. Parei no meio da calçada quando vi que não chegava a lugar algum.
- Cacete! Como sou estúpida! – disse rindo – Vim pelo lado errado. Obrigada por me avisar gatinho... – sim, eu estava falando com um gato. Fiz carinho nele e voltei, agora pelo caminho certo. – Hahaha, que viajem! Cheguei. – falei olhando para a casa branca de dois andares, mas humilde.
A casa parecia estar se movimentando de um lado para o outro, as janelas pareciam estar abrindo e fechando como se fossem olhos. A árvore que dava na janela do Bill sorria para mim, me convidando para escalar em seus galhos, e foi o que fiz. Suas folhas brincavam comigo, fazendo cócegas por todo meu corpo. Olhei para janela do quarto que estava quase ao meu alcance, a luz que saia de lá era forte, pareciam raios de sol saindo da janela, na verdade, jurei ter visto o sol saindo lá de dentro. Dei um sorriso bobo, continuando minha escalada.
Quando cheguei lá em cima, vi algo que foi um tanto desnecessário, mas estava tudo bem, achei até engraçado. A TV estava ligada, passando algo muito familiar naquela tela, mas o que foi engraçado era Bill. Ele estava com suas calças abaixadas e, bem, isso mesmo, estava “batendo uma”. Comecei a rir da cena. Fiquei sentada no galho olhando, depois de um tempo me divertindo com aquilo, resolvi bater no vidro. Botei minhas mãos nos olhos, como se não estivesse vendo o que estava acontecendo lá dentro, e com um sorriso, bati no vidro da janela. Pude ouvir barulho de coisas caindo no chão e da cortina se fechando. Comecei a rir mais ainda. Bati outra vez.
- Não vai abrir a porra da janela Bill? Agora não adianta ter vergonha. – falei rindo. Ele abriu a cortina, com o rosto vermelho e abriu o vidro para eu entrar.
- Er... Michelle... Desculpa... Você não precisava ver isso.
- É, não precisava, mas está tudo bem. Não precisa ficar com vergonha. – eu ainda ria daquilo tudo. – Você não sabe como é ver uma cena dessas sob o efeito da maconha.
- É, eu vi que seus olhos estão muito vermelhos. – falou tentando mudar o assunto. Fui em direção a TV, ligando outra vez. – Michelle! Para! – falou desligando rapidamente.
- Bill! – liguei outra vez, o fazendo bufar.
- Tem que deixar tudo mais estranho do que já está?
- Não está estranho pra mim. Você que é todo envergonhado. Mas na hora de bater punheta você não tem vergonha, né safadinho? – dei um soco no seu ombro.
- Você não está ajudando. – olhei para o meio de suas pernas, ainda havia bastante volume ali.
- Por quê? Você quer ajuda? – falei levantando a mão e rindo.
- Michelle! Não foi isso que eu quis dizer... Ah, que merda mesmo. – eu não conseguia parar de rir. Voltei a atenção para o filme pornô que estava passando na TV.
- Pelo jeito teus pais não estão em casa...
- Não. – ficamos em silêncio por um momento.
- Essa pessoa não é familiar para você? – falei apontando para o homem que penetrava a loira oxigenada com força. Bill olhou melhor, ainda sem jeito.
- Não me é estranho... Deve ser parecido com alguém que eu conheço. – disse dando os ombros. – Agora desliga isso!
- Não! Espera! Não é parecido, é alguém que tu conhece. – falei rindo – É o meu pai há uns nove ou dez anos.
- Ah... – falou sentando na cama, com o rosto ainda vermelho – Acho melhor você calar a boca, por que cada vez que você abre ela, deixa isso tudo mais estranho e constrangedor. – me sentei do seu lado.
- Não precisa ficar assim seu idiota! Eu sou sua melhor amiga, se quiser continuar com que estava fazendo, pode continuar. Eu não me importo. – ele semisserrou os olhos para mim. – É que sabe... – falei olhando novamente para o meio de suas pernas. Ele pôs a mão ali para esconder o volume – Você continua um pouquiiiiinho excitado... – debochei.
Ele revirou os olhos irritado, acho que era melhor eu calar a boca mesmo. Mas eu não o deixaria daquele jeito, eu mesma iria acabar com aquilo. Pus minha mão em seu joelho, subindo lentamente pela coxa. Eu via a tensão dele aumentar. Minha mão chegou ao fecho de sua calça, o abrindo. Ele pôs sua mão na minha, me interrompendo.
- O que você pensa que está fazendo?
- Não vou deixar você assim... – eu ainda ria como uma idiota por causa da maconha.
- Michelle, você está chapada. Não vou transar com você.
- Quem disse que é preciso transar pra acabar com isso?
- Que merda Michelle! – falou cedendo.
Continuei abrindo sua calça. Ele me ajudou a tirá-la de seu corpo, jogando em qualquer canto do quarto. Pus minha mão em seu membro, ainda por cima da cueca, o massageando. Bill soltou um gemido baixo. Vi sua boca abrindo um pouco e lentamente devido ao prazer que ele estava sentindo e não resisti. Tomei seus lábios, o beijando com vontade e ele retornou o beijo, pegando forte na minha bunda. Minha mão passou por baixo de sua cueca, agarrando seu membro com força e fazendo os movimentos. Quando mais rápido eu ia, mais alto ele gemia. Eu beijava seu pescoço enquanto fazia o que estava fazendo. Parei por um segundo, tirando minha blusa e meu sutiã.
- Faça como quiser, William Bruce Bailey...
Ele olhou para meus seios com um sorriso malicioso, pegando um com uma mão e sugando o outro. Eu continuava com os movimentos, variando na velocidade. Paramos um momento e eu fui me ajeitar para botar seu membro em minha boca, mas ele me parou novamente.
- Tudo tem limite, Michelle. Não quero uma cena dessas na minha cabeça. Você é minha melhor amiga. Continua como antes, estava bom desse jeito. – dei os ombros, sentando em seu colo e o beijando vorazmente.
- Tudo bem então, vamos continuar. – disse sorrindo, maliciosa.
Continuei com os movimentos, agora rapidamente, o fazendo gozar logo depois. Ele deitou ofegante e eu deitei ao seu lado. De repente ele começou a rir sozinho.
- O que houve? – perguntei rindo junto.
- Ah... Nada.
- Agora fala!
- Você é a melhor amiga dos sonhos. – dei um tapa em seu ombro, brincando. – Au!
- Idiota, mas não se acostuma, foi só dessa vez. – ele riu e me abraçou, acariciando meus cabelos. Depois de um tempo ouvimos um barulho de carro.
- Merda... O meu pai chegou.
- Já sei! – Bill me olhou confuso – levanta da cama. – ele fez o que mandei, fui atrás dele e arranhei suas costas com força, o deixando marcado.
- AAI! QUE PORRA É ESSA? — gritou virando para mim.
- Ah, sério que você não entendeu? – perguntei arqueando uma sobrancelha.
- Ah...
- Agora vem aqui!
O puxei até o criado mudo onde havia uma garrafa de água. Molhei minha mão, depois passei no seu cabelo, o deixando levemente úmido. Também passei um pouco em suas costas e no meu peito, tentando fazer aquilo parecer suor. Ouvimos o barulho de passos vindos da escada e rapidamente tirei minha calça e joguei no chão, perto da porta. William já estava só de cueca, então deitamos rapidamente na cama. Me cobri até a cintura, escondendo meus seios no peito do Bill. Ele ficou com suas costas arranhadas viradas para a porta que se abriu depois de um tempo. Nós dois fechamos os olhos, fingindo que estávamos dormindo. Os passos se aproximaram cada vez mais.
- Mas o que... – ouvi Stephen falar baixinho – Inacreditável... Esse idiota. – logo depois, ouvi os seus passos se afastarem e a porta fechando. Abri meus olhos, sorrindo e Bill também.
- Percebeu que você deixou isso mais difícil do que já estava? Agora sim ele não tem dúvidas de que nós dois “estamos juntos”.
- Para, você gostou. – falei rindo
- Ah, se gostei...
- Seu pervertido! – disso o abraçando – Vou dormir aqui já que o Stephen já nos viu.
- Claro, sem problemas.
- Boa noite...
- Boa noite pequena.
Foi muito fácil dormir com aquela maconha toda que eu havia fumado. Fazia tempo que eu não dormia tão bem e profundamente como essa noite. Amanheci sozinha na cama e percebi que estava apenas de calcinha e mais nada. Sentei com o lençol tapando meu corpo, procurando Bill pelo quarto. Depois de um tempo a porta se abriu e ele entrou no quarto, me olhando surpreso. Ele estava apenas com uma cueca boxer preta.
- Bom dia. Pensei que não fosse mais acordar. – falou rindo de mim.
- Bill...
- Stephen acabou de me chamar pra falar que não quer a gente trepando na casa dele. Não adianta, ele sempre vai arranjar alguma coisa para complicar minha vida. – começou a rir mais ainda, mas eu fiquei séria – O que houve?
- Eu... Eu... Desculpa, eu estava chapada ontem.
- Não, você estava quase virando a maconha mulher! – brincou – Quantos baseados você fumou? – perguntou sentando ao meu lado.
- Não lembro, não interessa... Só que... O que aconteceu ontem...
- Shhh – ele me interrompeu – O que aconteceu ontem, fica dentro desse quarto. Você não estava lá muito bem e eu que estava sóbrio não deveria ter deixado você fazer aquilo comigo, eu que tenho que pedir desculpas. Mas você sabe... Aconteceu, pronto.
- Mas eu estou me sentindo estranha...
- Não, EU era quem estava se sentindo estranho quando vi você parada naquela janela enquanto eu... Né... – cedi, dando uma risada – Vamos pensar assim... Foi um lance de amizade. Não vai se repetir. E você tem que maneirar na maconha... – me entrou meu sutiã e minha blusa.
- Olha quem fala, o senhor sobriedade! – disse irônica enquanto me vestia. Ele riu, atirando um travesseiro em mim – Ai William! Vai se foder.
- Estressadinha. – falou apertando minha bochecha.
- Para... Preciso ir pra casa agora. Se não daqui a pouco o Stephen vai ter um ataque.
- Tudo bem... A gente se vê na escola então.
- Sim.
- Tchau sua louca, fica bem...
- Tchau Bill. – o abracei e pulei a janela indo em direção à minha casa.
Notas finais
Bem, acho que é isso por hoje amores.
Bjos ♥♥♥
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