Well, You Just Cant Tell

16 Cap. 16 – But what’s love anyway?


Notas iniciais
Então... Antes que vocês me matem, por onde eu começo?
Vamos começar pelos fatores mais fáceis de explicar:
1º: A nova regra do Nyah foi extremamente broxante;
2º: Pelo 1º motivo, minhas ideias evaporaram;
3º: Meus motivos reais por ter sumido esse tempão foram muitas merdas que aconteceram comigo. Pra quem não sabe eu tenho depressão, e posso falar aqui pois estou num tipo de "anonimato" no Nyah, então não tem problema de explicar o que realmente aconteceu. Tive alguns problemas sérios por causa disso e não liguei o computador por esse tempo todo por que, obviamente, não tinha animo/força/chance. Meus problemas com álcool e drogas se agravaram e tal, mas está tudo bem agora, então não se apavorem com isso, eu sei que parece um pouco chocante, mas não é tanto assim, acreditem.
Bem... De qualquer jeito eu devo desculpas a vocês que leem esse fic por ter demorado tanto e quis deixar esse 3º detalhe explicado, para vocês entenderem caso eu suma mais uma vez por mais um tempo.
Sobre o capítulo: Ficou uma merda por que não tive ideia melhor, mas vou tentar melhorar a partir de agora.
Boa leitura ♥

PDV Michelle

Quatro meses se passaram. Jeff passava a maior parte do tempo comigo, ele não gostava de me deixar sozinha com meu pai, então ficou dormindo lá em casa até James sair para mais uma de suas viagens intermináveis e regadas de putaria. Era um final de semana de chuva e eu e Jeff resolvemos ficar em casa.

- Parece mentira... Mês que vem você se vai... – falei suspirando triste, deitada em minha cama.

- Você realmente quer tocar nesse assunto? – Jeff perguntou me ajeitando no seu peito.

- Tem como fugir da realidade? Não. Então sim, eu quero falar sobre isso...

- Você nem vai sentir minha falta... Talvez só na primeira semana, mas depois vai ter o Bill, você vai esquecer que estou longe.

- Não fala uma coisa dessas, Jeffrey! Você sabe que não é verdade! Você é a pessoa mais importante pra mim... Eu... Eu te amo, Jeff, não quero que você se vá, quero você do meu lado. – ele olhou para mim e continuou em silêncio – Adianta se eu pedir, por favor, não vai? – meus olhos estavam cheios de lágrimas.

- Adianta se eu pedir, por favor, não chora...?

Ele me tirou do seu peito virando de frente para mim. Beijou meus olhos, depois minha bochecha e continuou com seu rosto a milímetros do meu. Sentia sua respiração pesada no meu rosto e cada vez mais próxima de minha boca. Não atrevi abrir os olhos, muito menos hesitar. Meu coração acelerou e começou a gritar pelos lábios dele tocando os meus. Senti sua mão descendo meu braço até encontrar minha mão e entrelaçar nossos dedos. Sua boca tão próxima da minha, voltou a se distanciar e foi em direção ao meu ouvido.

- Eu te amo... – ele sussurrou.

Minhas mãos automaticamente agarraram seu pescoço encontrando seus lábios com delicadeza. Sua mão já não estava mais na minha, havia subido para minha cintura pressionando meu corpo contra o seu. O beijo que antes era calmo, agora era voraz e atrevido. Ele tirou minha camiseta com rapidez sem desgrudar sua boca da minha enquanto eu tirava a sua blusa branca e solta, a qual ele usava como pijama. Passou para meu pescoço, fazendo círculos com a língua me deixando com o corpo arrepiado pelo toque quente e molhado no local. Suas mãos já estavam abrindo meu short e tirando o mesmo. Ele também já estava de cueca e com as mãos em minha calcinha.

- Para... Isbell, isso não está certo... – falei o interrompendo. Eu não queria parar, estava gritando por aquilo, mas seria muito errado, ele era meu melhor amigo.

- Por quê? Eu te amo, e tenho certeza que também sente alguma coisa por mim... – falou voltando a me beijar. Que tortura...

- Nã... – ele me interrompia com selinhos – Jeff... – me distanciei um pouco dele – Não... Desculpa por começar isso e deixar você assim. – falei olhando para o meio de suas pernas onde o volume era visível – Eu não tenho mais certeza de nada do que eu sinto, você sabe que é meu melhor amigo e eu já vou perder você, não quero descobrir nenhum sentimento a mais por você, seria injusto para nós dois e eu sofreria muito mais, se é que é possível. – ele respirou fundo e se atirou em um dos lados da cama, com as mão na cabeça, tentando se recompor.

- Merda! Estava quase lá...

- Desculpa...

- Tudo bem Mi... Não quero te forçar a nada.

- Mas isso me deixa culpada. Você vem pra cá pra não me deixar sozinha com James, briga com ele, dorme comigo, me ouve, me dá seu ombro para eu chorar, briga comigo quando precisa, tudo, você faz tudo por mim. Me sinto injusta. – agora ele sentou de frente para mim, pegando minhas mãos.

- Tenta entender uma coisa, Michelle... Jamais pense que eu faço isso esperando algo em troca de você, muito menos sexo. Eu quero sim transar com você, mas eu não quero fazer isso por mim, eu quero por nós. Se não der, se eu nunca consegui fazer você gostar de mim desse jeito, paciência. Mas tudo o que eu faço por ti e por que eu te amo, ou seja, não espero nada em troca. Para de se sentir culpada, não tem nada a ver.

- Obrigada... – falei deitando outra vez. Ele fez o mesmo, deitando ao meu lado.

Eu estava me sentindo confusa e egoísta. Afinal, o que realmente eu sentia por ele? Por que as coisas não ficavam mais claras para mim? Eu passei pelo menos uma semana me torturando nesses pensamentos.

Quarta-feira a tarde Bill foi lá em casa para terminarmos um trabalhos da escola. Quando terminamos tudo, ele pediu para eu ensinar um pouco de guitarra a ele, e assim ficamos por algumas horas, jogando conversa fora enquanto eu tentava ensinar alguns acordes para William.

- Você está bem distraída ultimamente... – ele falou enquanto posicionava os dedos na guitarra, concentrado.

- Eu? Ah... Só sua impressão...

- Nah, não é minha impressão. Isso é fato.

- Aff... Tudo bem. É por causa do Jeff.

- Eu sabia... – falou rindo, ainda encarando o braço da minha guitarra SG preta.

- Não é engraçado. Ele vai embora. – ele olhou para mim, deixando a guitarra de lado e sentando no chão, ao meu lado.

- Eu sei que não é engraçado, deve estar sendo um inferno pra você. – eu continuei em silêncio – Você é apaixonada por ele, não é? – mal sabia ele que havia tocado no assunto que havia me tirado o sono a semana toda. Continuei muda. – Eu sei que cai de paraquedas no meio de vocês dois, mas eu vejo que eu fico bem de fora, mais excluído. Não sei como explicar, mas eu não estou reclamando. Só não entendo por que vocês não ficam junto de uma vez... – comecei a chorar no mesmo instante. – O que? Falei alguma coisa errada? Desculpa... – falou surpreso com a minha reação.

- Eu simplesmente não sei o que está havendo, eu não sei o que eu realmente sinto por ele, Bill. Às vezes eu acho que sim, que eu amo ele da mesma maneira que ele me ama, mas outras vezes eu vejo que não é bem isso. Estou confusa, mas de qualquer jeito ele vai embora, então eu prefiro deixar as coisas como estão.

- Calma, as coisas vão ficar mais claras para você. Ele vai ir, mas é por um ano. Pensa que você vai ter esse tempo para ter certeza de tudo que você sente, sem pressa, sem pressão. Agora... Não chora, ok?

- Ok... – falei limpando as lagrimas, constrangida. Detestava chorar na frente dele.

- Vem cá, dá um abraço... – disse abrindo os braços que se encaixaram no meu corpo.

- Obrigada Bill...

- Nah, capaz. Eu vou estar aqui esse um ano, você sabe disso.

Notas finais
Pronto gente, finalmente o capítulo novo.
Eu espero os reviews ^^
Bjos e me desculpem mais uma vez ♥