Welcome to badlands

37 Capítulo Trinta e Seis: vícios e consequências.


No dia seguinte ao seu aniversário, Tristan iniciou um hábito ruim, que nem ele mesmo gostava. E também teve uma conversa com sua mãe sobre bebida alcóolica.

— Não quero que você beba só porque seus amigos bebem – ela dizia e Tristan apenas assentia, embora soubesse que seus dias de agradar os garotos haviam ficado para trás, quando ele era um garoto tímido tentando se entrosar naquele grupo.

Mas ele apenas disse que não bebia regularmente.

— Você sabe, não bebo quando Osmar me oferece. Bebi apenas porque era meu aniversário – ele respondeu, sem tanta paciência.

Ele estava escorado no muro do lado de fora da universidade, fumando, enquanto pensava sobre aquela conversa que teve com ela antes de sair de casa.

Ele odiava o cheiro do cigarro. O cheiro que ficava nos dedos, no hálito.

Mas a nicotina — ou o simples prazer de segurar aquilo -, lhe davam uma sensação boa. Embora ele não soubesse por quê.

Tristan pensou em conversar com Geovana sobre aquilo, mas não queria mostrar que era apenas um clichê de dezoito anos ambulante. Levando seus problemas para alguma substância para se acalmar ou esquecê-los.

Ele ainda sentia a tontura, mas já havia fumado cinco cigarros – três deles até perto do filtro – para se acostumar.

Tristan sabia que em breve Osmar estacionaria ali e o buscaria, por isso apagou o cigarro pela metade e voltou ao estacionamento. Seus dedos fediam, então decidiu enfiar os punhos na sua calça de moletom e aguardou seu padrasto.

Tristan sempre ficava chocado com o tamanho da universidade. E em como haviam pessoas parecidas com ele, quietos e concentrados em seus deveres. Ele não era muito de conversar e teve sorte de ser amigo dos três garotos desde pequeno, não precisando fazer novas amizades, mas ele estava em um ambiente novo e diferente, longe dos amigos. Ele conseguia falar melhor com as pessoas após suas conversas com Geovanna, ele sabia que era um garoto interessante, mas algo o impedia de se mostrar antes.

Na sua sala de aula a maioria dos alunos eram garotos e eles dificilmente conversavam com Tristan. Até perceberem que ele era inteligente, o chamando para participar do grupo em trabalhos e Tristan sempre aceitava porque era legal sentir que precisavam dele, mesmo resultando em fazer os trabalhos sozinho.

O problema eram as apresentações, porque ele precisava falar mais e ele sempre foi tímido, mas quando ele dominava o assunto, era diferente. Ele sabia o que estava falando e sabia que as pessoas o escutavam. E ele sempre percebia o sorriso no rosto dos professores.

As garotas continuavam não sendo um problema para ele, embora não tivesse mais medo ou vergonha de conversar com as pessoas, ainda não se sentia confortável a ponto de levar o contato mais adiante. Outro fator que ele percebeu foi que ninguém ali parecia ser seu amigo de verdade, eram apenas os seus colegas. Não o chamavam para as festas e nem para ir depois da aula no barzinho em frente à faculdade.

Ele sempre voltava com Osmar sentindo-se solitário e excluído, mas sabia que estava na faculdade para estudar e se tornar um bom advogado. Era a sensação de solidão que o deixava mal.

— Está ansioso para as aulas? — Osmar não gostava de ficar em silêncio e na rádio passava o horário político. Tristan começaria as aulas teóricas na semana seguinte e estava preocupado em como administraria seu tempo.

— Sei que serão um pouco entediantes. — Tristan suspirou, encarando a rua e o dia chegando ao fim — Só quero ir para as aulas práticas logo — ele sorriu, olhando para Osmar. Seria eternamente grato ao que ele estava fazendo, como se realmente fosse o pai dele.

— Essas você vai se dar bem — Osmar riu com a atenção à sua frente. O trânsito naquele horário costumava ser intenso e muitas vezes ficavam parados em algum engarrafamento. Nessas horas Osmar desejava que eles se mudassem mais do que nunca.

Tristan sorriu, orgulhoso. Osmar havia sido um bom professor

*

Keith estava sozinho na lanchonete naquela tarde. Aiden estava de folga, dormindo no apartamento, enquanto Keith lidava sozinho com os clientes estressados. Ele não tinha a mesma paciência que Aiden ou Marion, ele não gostava de ser xingado e frequentemente o xingavam, como se fosse sua culpa os lanches demorarem tanto, e não o fato de apenas duas pessoas estarem dentro daquela cozinha.

Ingrid apareceu por lá naquele dia, como ela vinha fazendo com certa frequência, fazendo Keith participar mais da situação.

— Onde está Aiden?

— É a folga dele – Keith bufou, estressado. O fluxo de clientes havia diminuído, mas ele ainda sentia-se sobrecarregado.

— E quando será a sua? Podemos sair pra comprar o berço, o que você acha?

— Só semana que vem – Keith se jogou em cima do balcão teatralmente e passou a mão pelos cabelos, segurando a cabeça enquanto olhava para Ingrid. Ele não queria dizer que não tinha dinheiro para o berço, precisava separar a parte do seu aluguel do salário, mas não queria preocupá-la, por isso decidiu que iria enrolá-la até conseguir dinheiro o suficiente.

*

Aiden acordou renovado naquela tarde. Sabia que passava das três horas, mas não se importou. Levantou, sem pressa, e se serviu de um almoço que era a janta de dois dias atrás, mas não se importou enquanto esquentava no micro-ondas – presente do pai de Keith, dado alguns dias após a mudança. Era usado e fazia um barulho alto quando o prato girava, mas funcionava e eles não tinham do que reclamar -.

Ligou para Sawyer, mesmo sabendo que provavelmente ele estava com Seth, trabalhando.

— Oi – Sawyer cochichou e ele tentou visualizá-lo em algum lugar, mas não fazia ideia de onde estava.

— Você está ocupado? – Aiden perguntou, tirando o prato de comida de dentro do aparelho. Sawyer demorou alguns segundos para falar e ele conseguiu escutar vozes ao fundo, até o silencio surgir e a voz de Sawyer:

— Mais ou menos – ele soltou uma risada fraca – tá tudo bem?

Aiden podia sentir a preocupação na voz de Sawyer, e aquilo o fez sorrir.

— Estou de folga hoje e fiquei em casa. Se quiser aparecer aqui...

*

Sawyer olhou para os lados, como se alguém pudesse ouvi-lo. Procurou por Seth e o encontrou falando com um dos garotos novos que ficavam pelo beco, o ensinando e possivelmente lhe xingando, Sawyer considerou.

Seria fácil para ele simplesmente dar as costas e sair. E se alguém perguntasse, diria que ia ao banheiro. Ou inventaria algo, caso precisasse.

Mas não precisou, porque nessa hora a única preocupação de todos eles é a polícia aparecer. Sawyer já não fazia tanta diferença àquela altura, a única pessoa que poderia manda-lo trabalhar estava ocupado, então ele simplesmente foi andando de costas, observando o movimento e quando um caminhão passou pela rua, ele aproveitou para correr. Correu até suas pernas cansarem. Correu até estar longe o suficiente do beco, do Seth, de tudo aquilo. Correu até chegar na esquina onde precisava virar para ir até o apartamento deles.

Menos de três metros os separando. Sawyer sentia o coração acelerado e sabia que era pela corrida, sabia que era porque veria Aiden sozinho.

Suas mãos suavam. Seu celular vibrava no bolso e ele nem precisava ver para saber que era Seth, finalmente percebendo sua ausência. Mas ele pouco se importava com aquilo enquanto caminhava até o pequeno apartamento. O lugar que ele gostaria de ficar, que nem se importava com a tinta marcada do lado de fora, um amarelo com machas brancas e pichações, subindo até a janela de Aiden.

Onde ele o encarava.

Como se estivesse o esperando. Ou o observando correr à distância até finalmente estarem naquele momento.

Sawyer se perguntou se Aiden sentia o mesmo.

Ele entrou no elevador, mas desistiu e correu pelas escadas. Não se importava mais com o coração martelando dolorosamente no peito e nem o suor escorrendo por sua testa. Seu único pensamento era encontra-lo.

Aiden o aguardava no topo da escada, não aguentando esperar, exatamente como ele.

Sawyer, apesar da vontade de dar o último passo – o único degrau que os separava – parou e observou Aiden na luz fraca do corredor. Ele sentiria falta. Do seu jeito tímido enquanto encarava Sawyer, sem saber exatamente porque estava demorando tanto e ao mesmo tempo querendo quebrar a distância.

Era isso que ele queria?

Mas depois de conseguir memorizar cada pedaço de Aiden – para lembrar-se quando estivesse longe -, ele se aproximou. As mãos de Aiden estavam geladas, as de Sawyer estavam suadas, mas eles não se importavam enquanto seguiam para dentro do apartamento.

Um apartamento silencioso e claro. O fim do dia entrava pela janela da sala e iluminava o sofá. Aiden segurou as mãos de Sawyer e o levou até seu quarto.

Sawyer sabia que Aiden estava com pressa pela forma que o agarrou pela gola da camiseta e o fez sentar na cama. Sawyer obedeceu, mas queria que ele se acalmasse um pouco.

— Você não tá afim? – Aiden sussurrou, constrangido. Sawyer negou rapidamente com a cabeça.

— Só não precisamos ter pressa.

— Não? – Aiden arqueou a sobrancelha, confuso – bom, você sempre precisa sair, precisa ir até o Seth, então realmente achei...

— Aiden – Sawyer engoliu em seco – vamos por favor não falar do meu irmão enquanto estivermos assim? – ele perguntou, encarando Aiden em seu colo em cima da cama, o que o fez corar e assentir.

— Então você não vai sair daqui a pouco?

— Provavelmente – Sawyer respondeu pigarreando, porque queria mentir e dizer que não, mas não conseguia mentir enquanto Aiden estava tão próximo do seu rosto.

Aiden tentou esconder a frustração, mas apenas suspirou e saiu do colo de Sawyer, o que o alertou, o levou de volta para o presente, para aquela situação em particular, e pegou o braço de Aiden.

— Mas não vou agora...

Aiden e Sawyer estavam acostumados com o corpo um do outro. Sawyer conhecia cada cicatriz e cada machucado de Aiden. Conhecia seu toque e a suavidade dos seus lábios. Eles estavam deitados na cama, um de frente para o outro. A única coisa os cobrindo um fino lençol. Eles se olhavam e não sentiam vergonha, mesmo com o sol invadindo as frestas da persiana.

Sawyer gostava de olhar para o Aiden, porque não conseguia acreditar que aquele garotinho magrelo havia se tornado um garoto tão bonito. Seus olhos pareciam claros à luz do sol e Sawyer beijou seus olhos. Seus cílios lhe fizeram cócegas e Aiden sorria, até podia sentir seu coração acelerado, quase escapando da boca.

Desceu seus lábios até a parte de baixo, perto do nariz e lhe beijou na bochecha, descendo rapidamente até a boca, que Aiden esperava ávido por um beijo.

Os beijos duravam muito porque eles aproveitavam cada um deles, sabendo que não tinham certeza quando seria a próxima vez que poderiam fazer aquilo. Naquele dia, ficaram apenas nos beijos – e nas mãos bobas -, até deitarem-se de costas, encostando levemente os ombros na cama pequena e encararem o teto por alguns segundos em completo silêncio.

Lá fora, o dia ia ficando cada vez mais escuro, escondendo o sol e o mandando embora. Sawyer sabia que precisava levantar-se e ir, mas não conseguia se importar. Não com Aiden tão relaxado e sorridente ao seu lado.

— Que horas o Keith sai? – Sawyer perguntou, quebrando a quietude do lugar. Levemente arrependido por aquilo.

— Você já pensou em contar a eles? – Aiden ignorou sua pergunta. E ele odiava quando faziam isso, mas não disse nada, porque também não queria responder ao que Aiden perguntou.

O silêncio os cobriu novamente. Até o celular de Sawyer vibrar no chão, dentro da sua calça.

Aiden o encarou de soslaio, sabendo que em segundos levantaria e iria embora, mas ele permaneceu ali deitado. Ignorando o mundo lá fora, ignorando as perguntas. Só queria ficar com Aiden.

— Acho que eles aceitariam numa boa. Assim o Keith para de tentar me arranjar alguma garota.

— O que? – Sawyer virou o rosto para ele. Aiden não o encarou de imediato. – Você pode dizer que não gosta de garotas – ele deu de ombros.

Sentiu Aiden se encolher ao seu lado e se arrependeu do que disse.

— Eu não to preparado – Sawyer murmurou, sentindo a garganta raspar – não por causa sua. Mas por causa minha.

— Seu irmão já sabe – Aiden revirou os olhos e bufou. Sawyer cerrou o maxilar, porque não queria falar do irmão dele, mas não queria se estressar com Aiden.

— Não é meu irmão, porra. Sou eu.

— Desculpa – Aiden murmurou. E Sawyer se arrependeu de ter sido grosseiro, mas ele realmente não gostava de falar sobre sua sexualidade ou seu irmão.

Ele não sabia exatamente o porquê aquilo o incomodava tanto, mas não queria ser conhecido como "o irmão gay" ou o "garoto gay". Ele não queria ser rotulado porque sabia o que aquela palavra significava naquele bairro: surra. Ele apanharia.

E ele não queria apanhar. Não queria que Aiden apanhasse.

Keith e Tristan podiam aceita-los, claro, eram seus amigos, mas e as outras pessoas? Ketih não sabia guardar segredo e logo aquilo seria escutado por pessoas erradas, que simplesmente não gostam de homossexuais.

— Às vezes é melhor ficarmos na nossa... – Sawyer tentou explicar – mas se você quiser contar a eles, eu não me importo.

— Sério? – Aiden franziu o cenho, Sawyer estava se preparando para levantar e Aiden o observou. Estava pelado e despreocupado, pegando suas roupas jogadas pelo chão.

— Claro – Sawyer deu de ombros e Aiden percebeu que ele estava mentindo.

O conhecia o suficiente para isso.

Sawyer não se incomodou em atender a ligação de Seth, ou retorná-la. Apenas se vestiu e quando estava pronto, com sua calça, coturno e camiseta preta, ele se inclinou na direção de Aiden e olhou em seus olhos antes de encarar sua boca.

— Espero te ver em breve – ele murmurou e lhe deu um beijo suave nos lábios antes de se afastar.

*

Keith odiava admitir, mas talvez já estivesse cansado de Ingrid. Ele não sabia se era porque não conseguia ter relacionamentos sérios ou porque ela só falava sobre o bebê. Ela ficou lá até Keith finalmente fechar a lanchonete.

— Você quer ir lá? – Keith perguntou, esperando que ela dissesse não, mas ela deu de ombros e disse 'ok' e seguiram, de braços entrelaçados, até o apartamento. Keith só queria deitar em sua cama e dormir, mas Ingrid começou a medir os espaços mais uma vez e fazer novas observações. Dessa vez, queria trocar a cama de Keith de lugar.

— Nem pensar. Eu preciso olhar pela janela – ele apontou para a sua janela, que dava para outro prédio, o vizinho. Ingrid semicerrou os olhos para ele.

— Você quer ficar olhando prédios? Nem mesmo o sol chega aqui – ela bufou. – Talvez devêssemos trocar de lugar com Aiden...

— Aiden discorda – Aiden passou pelo corredor, apenas de cueca, enquanto levava sua tigela de cereal até a cozinha.

— Temos visita – Keith apontou para a cueca de Aiden, que apenas deu de ombros.

— É só uma cueca.

— Eu realmente nem me importo – Ingrid murmurou, e entrou no quarto de Aiden sem sua permissão.

— Ele não gosta muito... – Keith começou a dizer enquanto a segurava pelos ombros.

— Você e seu colega de quarto são realmente bem relaxados. Como vou confiar meu bebê aqui? – Ingrid encarou o quarto de Aiden, bagunçado e cheirando a suor. Havia uma garrafa de suco aberta em cima da cama, prestes a tombar e cair sujando os lençóis brancos.

— Você vai ficar aqui, eu tenho certeza disso – Keith respondeu ao seu comentário enquanto a levava de volta ao seu quarto. – Aiden não gosta nem quando eu entro no quarto dele, imagina você! – ele revirou os olhos quando ela perguntou "ele não gosta de mim?" – ele não gosta que invadem a privacidade dele. E eu também. E vai ser aqui que o berço vai ficar – ele apontou para o espaço ao lado da sua cama – Ficaremos perto caso precisar de nós e sol algum vai atrapalhar o sono dele.

Ingrid encarou Keith, admirada, mas desfez o semblante quando reparou que estava demonstrando demais seus sentimentos.

Ela dormiu lá naquela noite e Keith sabia que teria de começar a se acostumar com aquela configuração no apartamento. Apesar de ser distante e fria, ela adorava dormir de conchinha, mas ocupava mais espaço do que ele esperava.

Não conseguiu dormir por um tempo naquela noite. Escutava Aiden passear pelo apartamento, inquieto e sem sono, e pensou em ir até ele, mas percebeu quando ele entrou no quarto e fechou a porta, finalmente se entregando à noite. Ou à sua companhia misteriosa no celular.

Keith encarou Ingrid, deitada com a barriga para cima, porque ela tinha medo de esmagar o bebê no começo. Ele passou a mão pela sua barriga, sabendo que ali dentro tinha uma parte sua. Um pequeno pedaço seu que saíra da barriga da mulher que ele não amava, mas aprendeu a gostar. Gostava de como ela ficava animada falando sobre o bebê, ou sobre o futuro dele como um pai.

Às vezes ele pensava na Vanny.

Nunca mais a viu, mesmo morando na mesma rua que ela. Às vezes queria vê-la e passava despreocupado em frente a onde ela morava, mas nunca via nem sinal dela. Sabia que era melhor, ela sempre seria o seu primeiro amor, mas não podia viver mais como um adolescente. Ou um drogado. Precisava cuidar da garota ao seu lado e do filho que ela carregava.

*

Tristan e Zion eram as únicas pessoas pelo bairro naquela madrugada. Ele seguiu até a praça, com medo do que poderia encontrar, mas Zion ao seu lado, maior a cada dia, o protegeria, ele sabia.

Ele sentou no banco gelado na praça e acendeu um cigarro. Ele odiava tudo aquilo. Ter de sair de casa para fumar, ter de se esconder porque odiava aquele hábito.

Não sabia quantos cigarros havia fumado e sabia que precisava estar estudando, mas ele só conseguia pensar em fumar. Na tontura, que já não o incomodava tanto. Até mesmo achou formas de esconder o vício, o cheiro: lavava as suas mãos logo após fumar e até não sentir mais resquício de cigarro. O hálito: chiclete enquanto fumava. Roupas com odor: use aquelas que já não usa mais.

E lá estava ele, usando um casaco que não lhe servia, fechado até o pescoço e com um capuz pequeno demais para sua cabeça. Assim que terminou de fumar, largou o casaco pela praça, sabia que alguém precisaria dele de qualquer forma, entrou na casa e foi direto ao banheiro, lavar as mãos. Pegou um pedaço de papel higiênico e enfiou o chiclete ali, fechando o papel e jogando no lixo.

Quando estava na cama, sem cheiro algum de cigarro, lembrou-se de Zion.

Ele não estava com ele.