Welcome To Your New Nightmare

50 O Último Pesadelo [FINAL]


Notas iniciais
Bem, sobre o capitulo: É o último, avisei que postaria no meio da semana quando iria postar ele, mas resolvi fazer surpresa e postar agora u_u
Queria agradecer a todos vocês, pois todo o trabalho que fiz, foi considerado por todos. Queria agradecer pelos elogios e pelas criticas, para que eu melhorasse cada vez mais. Dei o melhor de mim para proporcionar o melhor a vocês. Obrigado por todas recomendações e todas as reviews. Obrigado por tudo mesmo. Espero que acompanhem minhas novas histórias, pois eu me apeguei a todos vocês. Dói escrever pela última vez aqui nessa história afinal foram tantos capítulos juntos, não?! Dói marcar a história como finalizada, mas tudo tem um fim... ou não.

ATENÇÃO: No final do capítulo onde diz: "the end?" apertem nele.... TEM UM LINK.

Boa leitura a todos e desejo um ótimo pesadelo final com Krueger ^^
Beijos! Se gostarem, mandem reviews!

Katharine correu pelo corredor escuro que estava empoçado. Resolveu pegar uma lanterna que estava ao lado de um pequeno armário. Ligou a lanterna e conseguiu enxergar um recado na parede. Parecia estar feito de sangue, mas descascava facilmente. Katharine aproximou-se do recado que estava escrito claramente o que já havia lido em algum lugar.

“Não tenha medo da morte. Ela sempre avisa quando você irá morrer antes de encontrar você. Siga o sinal, vá em frente, pois você está no caminho certo. Ir até o local para descobrir o que quer descobrir, pode ser o certo. Mas para ter sucesso em sua investigação, terá que ser no momento certo”.

Katharine havia descoberto esse código quando estava em Springwood, mas não havia entendido o que ele queria passar. Ela ficou observando aquele recado, tentando entendê-lo, mas não era capaz. Katharine continuou caminhando. Queria achar Freddy, mas ele não aparecia. Quando a garota desejava que ele aparecesse no sonho, o assassino não aparecia. Era uma falta de sorte que ela mesma duvidava que saísse viva. Desesperada, caminhava alucinadamente com a lanterna em mãos.

– Procurando alguma coisa? – perguntou o homem que tanto desejava vê-lo. Freddy estava com seu suéter rasgado e sujo. Katharine virou-se para trás e arrepiou-se. Estava na hora de acabar com ele.

– Sim. – sorriu ela caminhando até Freddy. Então ela lembrou-se que deveria mostrar pânico e medo. Precisava temer a Freddy Krueger, pois caso morresse, iria descansar em paz. – eu estou procurando você.

– Katharine, você deve ter tantas perguntas, não? – perguntou Freddy a encarando. Ele estava com um rosto raivoso e a garota tentava não olhá-lo na cara. O rosto dele não era normal. Não era apenas deformado. Katharine estava realmente com muito medo e aquilo já era suficiente para não ficar presa nos pesadelos que Freddy criaria.

– Muitas. – disse ela engolindo a saliva que escorria por sua boca. Seus braços tremiam e as mãos gelavam-se. Seu rosto ficava branco como a neve. O medo que sentia já não era mais proposital. – muitas perguntas. E eu quero muitas respostas.

– Você é tão desafiadora. – sorriu Krueger cravando suas garras no recado sangrento. – fala como se fosse intima minha. Parece mesmo acreditar que temos algum parentesco. Pode perguntar a vontade. Qual é sua primeira dúvida?

– O recado. – indagou Katharine analisando as garras de Freddy que atravessava o recado na parede. – quero saber tudo sobre ele.

– O recado? – Freddy gargalhou loucamente. Parecia estar em um circo ou assistindo a um filme de comédia. – eu criei esse recado para você. É óbvio o que eu esteja querendo lhe dizer. “Não tenha medo da morte. Ela sempre avisa quando você irá morrer antes de encontrar você”. Você tem pesadelos comigo. O que quero dizer é que mesmo que não tenha medo de mim, não irá conseguir escapar. Quando tem um pesadelo comigo, sabe-se que as chances de sobreviver são pequenas. O certo seria ir até Springwood e descobrir tudo. Mas você foi a um momento errado. Deveria ter ido antes, muito antes. O que mais quer saber? Fale, pois minha sede por seu sangue está ficando cada vez mais forte.

– Você é mesmo meu pai? – perguntou Katharine intrigada. Será que Freddy contaria a verdade ou a enganaria como sempre fez?

– O que acha? – perguntou Freddy curioso.

– Bem, eu não sei no que acreditar. Quero que não, creio que sim. – disse Katharine soltando uma lágrima. Sempre mentia para seus amigos que não considerava a hipótese de Freddy ser seu pai, mas na verdade ela sempre achava que fosse. Só queria não acreditar naquilo.

– Você é tola. Se fosse minha filha teria algo em você que lhe mostrasse isso. Algo que faria você sentir “Krueger é meu pai”. – Freddy arranhava suas garras, fazendo com que faíscas saíssem de dentro delas. — eu não sou seu pai.

Katharine sentiu um grande alivio quando ouviu aquelas palavras, mas um grande aperto no coração também. Estava novamente na estaca zero. Quem era seu pai? O que Freddy queria com ela? Não havia adiantado ir até Springwood. Aquilo só a fez sofrer, pois descobriu mais coisas sobre sua mãe. Freddy teve um caso com Elizabeth, então Katharine seria filho de ambos. Porém Freddy descartou a ideia naquele momento.

– Quem é meu pai? – perguntou Katharine deixando sua frase no eco. Tudo estava silencioso.

– Eu estava realmente pensando se iria lhe esconder isso. – disse Freddy escorando-se na parede. – mas acho que isso não é necessário.


††1994††



Elizabeth caminhava pelo corredor da creche. O dia estava quente e as crianças brincavam na rua. Elizabeth juntou-se com os outros professores para uma reunião de extrema urgência. Sentou-se ao lado de uma professora velha e gorda e os outros funcionários estavam reunidos também. Faltava apenas um.



– Onde está Charles? – perguntou a dona da creche e também diretora, a senhora Maria. Nenhum dos funcionários sabia responder, pois não tinham o visto ainda. – Elizabeth?



– Não faço ideia. – respondeu ela segurando com força sua barriga. Elizabeth estava grávida de dois meses e tudo que acontecia a deixava nervosa.


– Estou aqui. – falou Freddy Krueger entrando pela porta e sentando-se ao lado da merendeira da creche.

– Eu queria um pouco da atenção de vocês. – sorriu a senhora Maria sentando-se em sua cadeira macia e fofa, descansando os pés em sua mesa. Prosseguindo o assunto robustamente, ela encarava todos os funcionários. – muitos pais estão reclamando de coisas que aparecem em seus filhos. Inclusive Donald Thompson.

– E de que ele não reclama? – perguntou Elizabeth levantando-se de sua cadeira e acendendo seu cigarro. – sabemos que Donald Thompson não vale nada Maria. Ele reclama de tudo, nunca nada para ele está bom.

– Isso eu concordo. – disse a professora gorda ao lado de Elizabeth. – ele vive reclamando do jeito que dou aula para os alunos. Mas minha filha não merece punições ou eu a deixo fazer o que quiser, você não pode mandar ela lhe obedecer. Se algum deles erra, precisam ser castigados. Todos os pais concordam com isso. Mas Thompson não. Nancy tem que ser tratada igual a uma princesa.

– Ela não tem que ser tratada igual princesa, mas você, senhora Dercy, não pode bater nela. – falou senhora Maria pedindo em gestos para Elizabeth sentar-se em sua cadeira.

– Eu não bato na garota. Estou falando de castigos normais, como fazê-la sentar isolada dos outros colegas ou ficar na sala de aula enquanto os outros alunos brincam. – senhora Dercy não entendia o que Maria estava falando.

– Os pais, inclusive Thompson, estão reclamando de que seus filhos estão aparecendo com arranhões, chupões e até mesmo mordidas. – afirmou senhora Maria abrindo uma janela de vidro ao seu lado para o cheiro de cigarro não ficar dentro da sala.

– Nós professores não temos direitos de fazer isso. – falou Dercy inquieta. Tentava se acomodar na cadeira, mas aquelas cadeiras eram duras e causavam uma imensa dor nas costas. – isso deve ser feito pelas outras crianças.

– As crianças estão falando quem faz isso nelas. – suspirou a senhora Maria encarando Freddy. – um pai disse que o filho dele descreveu uma cena chocante. Uma cena em que um de vocês presente nessa sala mordia a criança de leve. Eu tive um alivio no coração, pois quando ele falou sobre as mordidas, pensei que a criança iria falar sobre uma cena de estupro.

– Estupro? – perguntou Elizabeth fazendo careta. – o único funcionário que “poderia” estuprar uma criança é Charles, mas meu marido nunca faria isto. Que bobagem.

– Não estou afirmando nada, apenas tive medo de que a criança falasse algo do tipo. – disse Maria indo até Freddy Krueger para falar com ele. – Charles, porque você está mordendo as crianças?

– Eu não mordo ninguém. – informou Krueger com as mãos tremendo. Elizabeth fez uma cara nojenta para senhora Maria. Ela odiava a diretora, pois vivia reclamando do jeito que Elizabeth dava aula.

– Tem certeza do que está me dizendo? – perguntou a senhora Maria. Os pais viviam reclamando de Charles e todos o queriam expulso daquela escola.

– Sim. Certeza absoluta.

– É bom que eu não receba mais denúncias Krueger, pois então, terei de lhe banir dessa creche. – avisou senhora Maria terminando a reunião.

†††


– Por que está me contando isso? – perguntou Katharine desesperada. Freddy estava enrolando a resposta e ela estava com muito medo do que ele poderia fazer ou dizer.



– Ainda tenho muita coisa para lhe contar. – falou Freddy Krueger sorrindo para ela. – sua mãe nunca desconfiou do que eu fazia com aquelas crianças.



– Sabia de tudo! – exclamou Katharine furiosa. – ela era uma vadia! Ela sabia de tudo que você sabia e nunca denunciou.


– Não sabia não. – disse Freddy calmamente. – ela não sabia de nada, ela não fez nada, não me ajudava. Ela não cometeu nenhum crime. Eu roubei a igreja. Eu a fiz cometer tudo isso e confessar tudo, igual fiz com Gilbert.

– Está querendo dizer...

– Estou dizendo que eu tomei conta do corpo dela nesse tempo todo. Eu estava ao seu lado e espionando tudo que você fazia. – disse Freddy cuidando Katharine. A menina desabava no choro e ele estava adorando. Amava ver alguém sentindo dor. – está arrependida, não? Tratou sua mãe terrivelmente e agora ela está morta. Que dó.

– Pare! – gritou Katharine ajoelhando-se no chão molhado. – eu não queria que isso fosse verdade. Eu não a desculpei, pois ela lhe protegia, mas era você todo o tempo. Devolva minha mãe, por favor.

– Como se isso fosse possível. – disse Freddy aproximando-se de Katharine para vê-la sofrer. – tenho muitos poderes, ma não o poder da ressurreição. Tenho muitas coisas para lhe contar Katharine.

– O que? – perguntou ela levantando-se com raiva e medo, uma mistura dessas duas coisas, que a deixava se sentindo mais forte.

– Vou lhe contar o que eu fazia. – sorriu ele fechando os olhos. De repente Katharine se viu em um jardim lindo com crianças brincando felizes. Viu um homem brincando com elas, era o jardineiro.

– Aquele sou eu. – sussurrou Krueger nos ouvidos da garota. – deixe ele te mostrar o que fazia com as crianças. Eu lhe espero aqui.

Katharine aproximou-se do homem e viu que ele era bonito. Nem parecia o Freddy deformado que apavorava as pessoas em seus pesadelos. Ela foi até o lado do homem que empurrava uma menina no balanço. “Isso Nancy! Está indo bem!” era o que o homem falava. Katharine logo observou que a garota que estava no balanço era a filha de Donald Thompson, Nancy.

– Com licença, você é mesmo Freddy Krueger? – o homem não lhe respondeu. Katharine encostou-se a ele, mas o atravessava. “São apenas lembranças, lembra-se disso” sussurrava Freddy Krueger do outro lado. Ele também o observava quando ainda era um humano.

– Aidan! – exclamou Charles com outra menina em seu colo. – venha até aqui querido! Brinque com ela.

Katharine percebeu que aquele era seu noivo que Freddy havia assassinado antes do casório. Aidan Morgan corria até Freddy e lhe dava um beijo no rosto enquanto Krueger se abaixava para largar a garota que estava em seu colo. Ele pegou Nancy do balanço e sumiu com ela pelos arbustos do jardim. Katharine correu até ele e entrou em uma sala escura. Não havia ninguém ali. Ela tirou um tapete que ficava em cima de um porão. Descendo até lá encontrou Freddy alisando o rosto de Nancy Thompson.

– Está gostando querida? – perguntou ele para a menina que parecia estar tristonha.

– Eu tenho medo de você. – falou Nancy saindo de perto dele e escorando-se em uma parede.

– Bobagem. – disse Freddy sorrindo. – Nancy, você é minha preferida. Venha aqui para Freddy, venha. Venha no colo do titio.

Nancy aproximou-se até a frente de Krueger para sentar-se em seu colo, mas ele interferiu. “Tire sua roupinha, querida” disse ele enquanto desabotoava sua calça. Nancy tirava seu vestido azul turquesa e ficava nua em sua frente envergonhada.

– Não tenha medo. – disse Freddy passando a mão em Nancy e descendo até o meio de suas pernas. – titio só quer brincar.

– Não faça isso com ela! – gritou Katharine, porém ninguém poderia lhe ouvir. Eles eram apenas lembranças.

– Chupe o titio. – sorriu Freddy tirando seu membro para fora. – é como um picolé Nancy, irá gostar.

Nancy ajoelhou-se na frente de Freddy e começou a fazer o que ele queria. Katharine virou-se. Não queria ver aquilo. Desejava não estar ali.

– Por favor, Krueger! – gritou ela chorando. – me tire daqui, eu não quero ver isso.

Katharine abriu os olhos e conseguiu ver que seu pedido havia sido cumprido. Krueger a levou até outra lembrança. Estavam em uma casa totalmente branca, muito clara. Viu Elizabeth sentada em uma poltrona, fumando cigarro. Correu até sua mãe e ajoelhou-se em sua frente.

– Me perdoa mãe? – perguntou Katharine tentando encostar-se a ela, mas ela era apenas mais uma lembrança. Reparou que Elizabeth estava grávida e com certeza era ela que estava dentro da barriga da mulher. – sou eu, não?

– Elizabeth! – gritou Freddy descendo as escadas. – o que está esperando para fazer suas malas e sair de minha casa, sua vadia!

– Não fale assim com minha mãe! – gritou Katharine aos prantos.

– Essa casa não é só sua, Krueger. – sorriu Elizabeth largando seu cigarro no cinzeiro. – ela é minha também e eu estou grávida. Você que precisa sair daqui, não eu.

– Eu não irei sair. Você que me traiu com aquele homem que eu chamava de amigo. – Freddy colocou as mãos na cabeça. – me traiu com aquele desgraçado que vinha aqui nos jantares de sábado e eu aceitava com maior prazer.

– Eu amo você Charles! – gritou Elizabeth levantando-se e segurando a barriga. – aquilo foi apenas um deslize, eu não pude conter ele. Levou-me para cama e me deu prazer que você nunca me proporcionou.

– Como ousa falar assim comigo em minha casa? – perguntou Freddy chorando. Katharine nunca havia visto Freddy chorar. Aquilo era uma surpresa para ela. – eu te amava tanto. Sempre quis lhe proporcionar o melhor sexo, o melhor amor. Você é uma vadia.


Katharine estava de volta ao seu local. O corredor escuro da fábrica. Ela estava deitada no chão e com dor de cabeça. Levantou-se rapidamente quando viu um vulto em sua frente e reparou que era Freddy Krueger sorrindo. Ele estava brincando com as garras como se fosse um aviãozinho e as fazendo “voar”.



– Acordou princesa. – sorriu Krueger analisando Katharine e mostrando suas garras. – estava tão bela vendo o que aconteceu em meu passado. Confesso que eu também.



– Quem é “ele”? Com quem minha mãe traiu você? Quem é meu pai? – Katharine tinha tantas perguntas que precisavam ser respondidas imediatamente.


– Antes disso tudo, não notou nada diferente? – perguntou Freddy querendo chegar a um assunto especifico. – Aidan Morgan, seu namoradinho, estava naquela creche. Ele tinha uma bunda muito bonitinha.

– Vai se foder Krueger! – gritou Katharine com nojo.

– Eu abusava dele também e aproveitando que chegamos a esse assunto, não quer saber sobre seus bebês? – perguntou Freddy sorrindo.

– Meus bebês? – perguntou Katharine sem entender o que ele dizia.

– Sim. Você está esperando gêmeos Katharine. – falou Freddy Krueger sentindo prazer em contar aquilo, pois Kate iria saber que Laura e Sérgio haviam escondido coisas dela. – Laura e Sérgio não lhe contaram? Quando você desmaiou, eu consegui me possuir de seu corpo. Eu entrei em sua mente, eu vi tudo que acontecia com você. O doutor falou que você estava esperando um filho de Aidan lindo e saudável, mas o outro estava morto e parecia um monstro. O outro filho era meu, Katharine. Deve estar pensando “você abusou de mim?” não, mas eu abusei de Aidan. E passei para ele algo que jamais conhecia. Então quando vocês treparam, aquilo passou para você. E esse filho que você irá ter, será tão cruel quanto a mim.

– Está mentindo! – gritou Katharine apavorada. Não poderia acreditar no que ele estava dizendo. – por favor, diga que é mentira!

– Não irei falar mais nada! – gritou Freddy com raiva. – não quer acreditar, não acredite. Qual era a próxima pergunta mesmo? Ah, quer saber quem é seu pai?

– Sim. – disse Kate limpando as lágrimas que caíam pelo seu rosto.

– Seu pai era o melhor amigo de sua mãe e também meu melhor amigo. – falou Freddy emocionado. Aquelas lembranças estavam lhe trazendo dor, mas ele não queria aquilo. Ele não gostava de sentir dor. – seu pai é o delegado Brown. Aquele maldito Harris!

– Ele era meu pai? – perguntou Katharine colocando a mão na boca.

– Sim, era por isso que ele não tinha um dedo. Eu iria matá-lo, mas consegui tirar dele apenas um dedo. O resto eu consegui apenas depois. E é por isso que sempre quis lhe assassinar. – falou Krueger mais maligno e cruel do que nunca. – pois você é a “merdinha” que saiu daqueles dois. Queria me vingar de sua mãe e irei lhe assassinar.

– Então porque não me assassinou logo? – perguntou Katharine furiosa. – porque teve que assassinar meus amigos e parentes?

– Por dois motivos. – disse Freddy escorando-se na parede novamente. Estava ficando cansado de conversar com ela. – o primeiro, eu assassino pessoas por divertimento, não tenho pena de ninguém. E o segundo, iria acabar com sua vida e consegui.

– Eu lhe odeio. – disse Katharine puxando sua “faca-espada” da cintura. – e depois que lhe assassinar, tudo irá acabar e meu filho irá nascer normal.

– Eu sabia que estava esperando um filho, mas não o matei. Por quê? Porque eu sei que se ele nascer, será pior que eu e é isso que eu quero. – sussurrou Freddy com a sua voz rouca e assustadora. — mais rápido que um maníaco bastardo... Más poderoso que um depravado enfermo. Mais poderoso do que um pervertido doente. Seu filho será assim.

– Nunca! – gritou Katharine apontando a faca que havia se tornado maior. “Paul está alterando algumas coisas nesse pesadelo. Transformou meu facão em uma espada.” Katharine estava pensando em como Paul era generoso até que abriu um bilhete que estava grudado na espada.

“Se Krueger lhe agarrar, cuspa. Apenas faça isso.”

Katharine correu até Freddy Krueger, mas ele a jogou para longe sem encostar apenas uma garra nela. Com sua mente, explodiu a espada de Katharine e caminhou até ela. “Vamos acabar com isso agora” sussurrou ele, mas Kate correu por outros corredores. Precisava achar o corredor da Sala dos Espelhos e levá-lo para dentro. Em uma sala que passou, viu Freddy Krueger arranhando um quadro negro e em outra ele estava sentado em uma cadeira, a olhando. Por corredores que passava, via diversos Freddy’s, mas apenas um dele era o verdadeiro assassino.

– Onde pensa que vai? – perguntou um Freddy Krueger tentando colocar as garras nela, mas Katharine havia sido mais rápida. Por fim, a garota chegou ao corredor onde deveria estar a tal sala. Um Freddy Krueger estava parado na frente da porta e levantou-se ao ver Katharine.

– Olá Kate. – sorriu o Freddy que estava parado na frente da porta. – vamos acabar com isso?

– Vamos, mas ali dentro. – disse Katharine fingindo estar apavorada. – entre.

– Está achando que eu sou louco, não é? – perguntou Freddy debochando de Kate. – acha mesmo que irei entrar ali? O que você colocou ali dentro?

– Entre. – falou uma voz rouca que vinha por trás de Katharine. Era outro Freddy que chegava. – faça o que ela manda.

O Freddy que estava parado entrou seguido de Katharine e quando colocou os olhos na sala, sentiu algo estranho. Via sua terrível aparência por todos os cantos e o reflexo de todos os espelhos o tocaram. Vulnerável, ele foi desaparecendo com cada parte tocada pela luz dos espelhos. Os espelhos foram rachando-se e a sala inteira explodiu. Katharine agachou-se rapidamente no chão, em uma posição segura para não se cortar. Paul que estava no outro lado fez a mesma coisa. Katharine correu da sala e deu de cara com outro Freddy.

– Sua tola! – exclamou Freddy arranhando o rosto de Katharine com suas garras. – acha que pode me derrotar? Acha que pode acabar comigo em um pesadelo criado por mim? Eu sei que fui muito esperto em me multiplicar, mas depois que você derrotou um deles, eu derrotei os outros. Só há eu e você.

– Que lugar é esse? – perguntou Katharine abismada. – eu tive a sensação de que já estive aqui antes.

– Sim, foi nessa usina que teve seu primeiro pesadelo comigo. – sorriu Freddy Krueger.

– Sim, mas eu já estive antes daquele pesadelo. Eu senti isso. – disse Katharine colocando a mão no arranhão que tinha em seu rosto. – antes do pesadelo que você arranhou meu pulso.

– Esse foi o segundo, eu sei do que está falando. A primeira vez que esteve aqui foi quando tinha cinco anos. Teve um pequeno pesadelo comigo. Mas eu confesso que te deixei escapar. – Krueger estava relembrando de quando Thompson e os outros o largaram fogo.

– E que fábrica é essa? – perguntou Katharine assustada. – que usina é essa?

– Era onde eu trabalhava. Eu comecei a atrair crianças com um carrinho de sorvete e então eu as assassinava na sala da caldeira. Minha ex-mulher achou algumas armas que eu usava para assassinar as crianças, inclusive essa luva. Eu era conhecido como “O Retalhador De Springwood”, mas Marge nunca denunciou que era eu o retalhador. Ela foi embora e eu conheci uma mulher e com ela eu tive Michelle. O tempo passou e eu conheci Elizabeth e Brown. Fui trabalhar na creche onde Elizabeth trabalhava e continuei os crimes por lá. Até que a putinha da Nancy Thompson me dedurou para o papai dela e ele ateou fogo onde eu passava minhas noites comigo lá dentro. O pior que apenas quatro pais, incluindo Thompson, pagaram pelo que cometeram. O resto saiu inocentemente. – aquilo tudo havia deixado uma raiva imensa em Freddy e ele finalmente olhou para Katharine com raiva. – eu irei lhe assassinar!

– Freddy. – disse Katharine se aproximando dele. – vamos acabar com isso bem longe desse lugar imundo!

Katharine agarrou Freddy e ele a atacou. Então ela pensou apenas em cuspir como Paul havia deixado no bilhete. Freddy começou a urrar de dor, pois o cuspi havia pegado em seu rosto queimado. Uma fumaça saía dali e Katharine ficou adorada. Agarrou Freddy novamente em seus pulsos, para que ele não se encostasse a ela. Cuspia rapidamente e velozmente sem parar. Freddy se remexia para colocar suas garras em Kate, mas estava difícil.


– Laura! – gritou Sérgio mexendo o corpo de Katharine. – ele está a atacando! Ajude-me! Ela está com o rosto arranhado!



– Estou indo! – exclamou Laura entrando no quarto e aparando Katharine. – Katharine, acorde!



– Ela não está acordando! – gritou Sérgio apavorado. – ela irá morrer!


– Pegue os fósforos. Irei acordá-la sozinha. – disse Laura enquanto Sérgio corria para pegar o isqueiro. Laura pegou a faca que havia colocado ao lado e deu uma facada na coxa de Kate.

– Laura, não faça isso! – exclamou Sérgio apavorado.

– Ela pediu! Ela falou que se não acordasse por bem, era para esfaqueá-la! – Laura deu outra facada no braço e Katharine acordou. Laura voou para longe, pois no momento que Kate acordou, Freddy Krueger saiu do corpo dela. Kate correu até Sérgio e Laura.

– Está bem? – perguntou Laura para a amiga que estava pálida.

– Eu estou. – disse Kate abraçando ela.

Freddy levantou-se, mas logo caiu em cima da cama. Estava sentindo muita dor por causa dos crucifixos e imagens de Jesus, pois Freddy era um demônio. Ele se contorceu dando um berro gigantesco e logo foi ao teto rindo. Caiu em cima da cama que estava molhada de gasolina.

– O que adianta me trazer até aqui? – perguntou Freddy Krueger, — eu irei lhe matar igual!

– Não Krueger! – exclamou Kate pegando o fósforo da mão de Laura e o acendendo. – este não é o seu pesadelo!

Katharine ateou fogo em cima da cama e que logo percorreu todo o quarto. Sérgio e Laura saíram, mas Kate ficou observando Freddy urrando de dor. Laura puxou Katharine com força e eles saíram correndo pela escadaria enquanto o fogo percorria atrás deles. Com os vidros quebrando por causa do calor e o fogo tomando conta de todo segundo andar, ele se espalhou pelo térreo e a sala já estava em chamas junto com a cozinha. A saída da sala estava pegando fogo e era impossível sair. Então os três saíram pela porta dos fundos que dava ao lado de uma churrasqueira. Fugiram pelo portão e logo entraram no carro de Sérgio, observando a casa se desmanchando e Freddy Krueger também.

†††


– Enfim, tudo está acabado. – suspirou Sérgio profundamente largando a bolsa de Laura no sofá e acompanhando Katharine até a sala.



– Parabéns, amiga. – disse Laura abraçando Katharine. – você foi muito corajosa. Eu te admiro.



– Laura, porque você e Sérgio... – Katharine iria perguntar o porquê de esconderem dela o que havia acontecido enquanto estava desmaiada, mas lembrou de que ela havia derrotado Krueger e então parou por ali mesmo. – esqueça.


– Eu vou fazer um chocolate quente para nós três. – sorriu Laura indo até a cozinha. Katharine olhou para o corredor que levava a escada e viu uma garota subindo as escadas. Ela estava em chamas. “É tudo coisa da minha cabeça” pensou Kate fechando e abrindo os olhos.

– Trouxe o seu notebook Katharine. Acho que ele deve ser muito importante para você. – falou Sérgio alcançando a pasta do notebook para a prima.

– Vou ir lá ver o que tem nele. – falou Katharine subindo as escadas e entrando no quarto em que Sérgio havia dado a ela de presente. O apartamento de Sérgio era muito agradável e o quarto dela era o ambiente que ela mais gostava. Katharine ligou seu notebook na tomada, pois ele estava sem energia. Katharine abriu algumas pastas de fotos e viu algumas de colegial. Viu as fotos dela com Josh, na época em que eles namoravam. Uma lágrima escorria em seu rosto e mais uma escorreu depois quando viu uma dela com sua mãe. “Queria voltar para aquele pesadelo e ir onde estava o corpo de minha mãe. Iria dar um beijo em seu rosto e pedir perdão”. Katharine abriu seu e-mail e viu que havia uma mensagem de Vanessa. “Como assim?” pensou Katharine abismada. Ela abriu a mensagem esse deparou com fotos de Aidan e Vanessa transando. Katharine levantou-se com raiva e saiu do quarto chorando.

†††

Vanessa estava em sua cozinha, fazendo um chá com morangos. A televisão na sala anunciava a previsão do tempo para o dia seguinte e ela estava prestando atenção mais do que nunca. Seus dedos macios alisavam seus cachos loiros e macios. A garota pegava uma caneca preta de uma banda que ela adorava muito. Servia o chá com os pedaços de morango e uma colherada de açúcar. Bebia aquilo com tanto prazer que acabava escorrendo pelos cantos de sua boca carnuda. A televisão havia sido desligada e Vanessa rapidamente olhou para trás.

– Quem está aí? – perguntou ela andando até a sala e ligando a luz. Ligou novamente a televisão e voltou para a cozinha, mas a televisão veio a desligar. – o que está acontecendo?!

– Surpresa? – perguntou Katharine caminhando na direção de Vanessa e pegando uma faca grande que havia na cozinha.

– O que está fazendo aqui? – perguntou Vanessa apavorada e anojada. – Freddy Krueger ainda não lhe matou? Triste. Quem foi a última vitima que ele fez? Fiquei sabendo que ele assassinou Aidan, não? Pois é, parece que você não tem sorte, Josh também morreu. E foi culpa sua, vagabunda!

– Cale a boca! – gritou Katharine caminhando até ela. Vanessa tremia de medo e Kate tremia de raiva. – eu sou culpada por tudo, mas foi Freddy e não eu. Sou culpada pela morte de Aidan, de Josh e pela de minha mãe. E serei culpada pela sua!

Katharine deu um tabefe na cara de Vanessa, mas a última retribuiu. Vanessa perguntou para Katharine se ela havia visto as fotos, mas Kate não respondeu. Kate estava ficando maluca e aquilo era o ponto d’água para ela descontar tudo em alguém. Kate jogou Vanessa no chão e deu uma facada em seu pescoço.

– Morre sua puta! – gritou Katharine esfaqueando Vanessa em seu peito esquerdo, acertando o coração.

†††


Laura e Sérgio caminhavam pelo corredor claro. O local em que eles estavam era todo branco e a luz do sol entrava pela janela. Eles passavam por pessoas de cadeira de rodas e algumas com aparências horríveis que tentavam bater neles. Sons ecoavam pelas paredes e gritos de dor eram abafados por remédios, injeções, socos e anestesias. Eles estavam chocados com o tratamento do local, mas todos os lugares eram assim.



– Quem vocês vieram fazer aqui? – perguntou um homem grisalho que vestia um uniforme todo branco.



– Viemos visitar a paciente Katharine Johnson. – disse Sérgio observando o homem que olhava a lista de pacientes.


– Sim, a senhorita Johnson. – o homem olhou para os dois que os encarava de um jeito estranho. – infelizmente ela não houve melhoras e provavelmente nunca terá.

– Está dizendo que ela nunca mais irá sair desse hospício? – perguntou Laura incrédula.

– Provavelmente não. – disse o homem caminhando pelo corredor e sendo seguido por Laura e Sérgio. – se ela não teve melhoras nesses quatro anos que se passaram, garanto que nunca mais terá. Como vai a criança?

– Está bem. Contratamos uma babá para cuidá-la, pois eu e Sérgio estamos sem tempo, trabalhando demais. – falou Laura encarando Sérgio.

– A sala dela é a segunda à direita. Qualquer coisa é só chamar que eu volto. – disse o homem afastando-se dos dois.

Laura e Sérgio entraram no pequeno quarto de Katharine. Lá dentro, a garota estava sentada no chão, com a cabeça escorada na parede. Ela batia a testa com violência, mas parou quando ouviu o barulho da porta. Katharine vestia uma camisa de força e Laura se emocionou ao ver a amiga ali.

– Katharine. – disse Laura aproximando-se, mas Kate saia de perto dela engatinhando de costas. – você sabe quem eu sou?

Katharine encarava a garota, mas não a reconhecia. Lentamente, foi balançando a cabeça como um gesto de não. Laura perguntou para ela se conhecia Sérgio e o mesmo gesto foi feito.

– Você lembra-se de Aidan? Eu trouxe uma foto dele. – sorriu Laura chorando emocionada ao mostrar a foto do rapaz, mas Katharine também não o reconheceu. – e sua mãe Elizabeth?

O silêncio tomou conta do quarto branco e ninguém falou nada por cinco minutos. Laura observou que havia arranhões nos pulsos de Katharine e em seus tornozelos, obviamente feitos pelas algemas que estavam amarradas na cama.

– Katharine, você lembra-se de alguém? – perguntou Laura agachando-se ao seu lado e alisando o cabelo da amiga. Não sabia se ela iria lhe tocar para longe ou lhe dar uma cabeçada. Ela apenas queria um sinal de melhora da amiga. – lembra-se de alguém do seu passado? Katharine lembra?

– Josh. – sussurrou Katharine encarando Laura com seus olhos arregalados. – onde está Josh?

Laura e Sérgio saíram pela porta deixando Katharine só. Eles passaram por diversos corredores até encontrarem o doutor que cuidava de Katharine.

– Algum resultado de melhora? – perguntou o homem olhando para o casal. – ela se lembrou de vocês dois?

– Não. – disse Laura abraçando Sérgio. Estava desolada. – a mesma coisa de quatro anos atrás quando ela foi encontrada na casa de Vanessa. Lembrava-se apenas de Josh e continua.

– E foi por isso que ela deu o nome do filho dela de Josh. – disse o doutor escrevendo em seus papéis que a paciente não havia evoluído. – pois lembrava apenas dele.

– Pensei que ela colocaria os nomes de Josh e Aidan. – disse Sérgio para Laura refletindo sobre tudo que estava acontecendo. – afinal eles eram os amados dela.

– Porém ela prometeu a Josh que nunca o esqueceria. – lembrou Laura apertando a mão de Sérgio. – e cumpriu.


Laura e Sérgio chegaram ao apartamento deles. Estava tudo tão silencioso para uma criança de quatro anos. Laura apavorou-se quando encontrou a babá atirada no chão e ensanguentada. O sangue dela estava em rastros por todo o corredor e subindo as escadas. Laura e Sérgio subiram as escadas e seguiram os rastros de sangue que dava até o quarto de Josh. Quando abriram, encontraram a criança de apenas quatro anos de idade com uma tesoura em mãos e todo ensanguentado.



“Mais rápido que um maníaco bastardo... Más poderoso que um depravado enfermo. Mais poderoso do que um pervertido doente. Seu filho será assim.”



†††



Josh estava sentado em uma cadeira. Os anos haviam passado e ele já estava com doze anos de idade. O garoto fazia coisas sobrenaturais acontecerem e havia sido internado em uma clinica após ter assassinado a própria babá. Quando havia dado sinal de melhora, na noite de uma quinta-feira, o garoto assassinou todas as crianças da clinica e seus médicos quando estava com dez anos. Foi internado novamente, mas agora em um lugar onde ficava sozinho, sem companhias. Ele estava sentado em uma cadeira de madeira. Um homem surgia atrás dele. Um homem deformado e com voz rouca.



– Olá Josh. – sorriu o homem mostrando suas garras. – como vai meu garoto predileto?



– Quem é você? – perguntou Josh com medo.



– Isso é confuso, mas digamos que poderia ser seu pai. Afinal você tem minhas características que conseguiu quando seu irmão monstro morreu. – sorriu o homem analisando o garoto. – você é pior do que eu. Você é mau. Podemos ser uma dupla terrível, é só deixar o titio lhe matar e você virá comigo.

– Eu não sou igual a você! Eu não quero ser igual a você! Não sou um assassino! – o garoto berrava chorando.

– Você é sim, já assassinou muitas pessoas. Venha comigo! – berrou Freddy Krueger com mais raiva do que nunca.

– Eu não irei! – o garoto começou a berrar.

– Por que está gritando? Ainda nem cortei você. – falou Freddy soltando faíscas de suas garras.

Vozes de crianças ecoavam pelas paredes e elas estavam cantarolando algo.



"Um, Dois, O Freddy vem te pegar,
Três, Quatro, É melhor trancar a porta.
Cinco, Seis, Agarre seu crucifixo,
Sete, Oito, Fique acordado até tarde.
Nove, Dez, Não durma nunca mais"



– Eu não irei com você seu monstro! – gritou o garoto Josh apavorado com as vozes de crianças.



– Então eu irei lhe assassinar e você nunca mais irá ver a luz do dia! – exclamou Freddy Krueger.




"Sete, oito, é melhor ficar acordado até tarde.
Nove, dez, Freddy voltou novamente."



THE END?



Notas finais
Curiosidades sobre os filmes de Freddy Krueger:

- A ideia original do personagem Freddy Krueger era muito repugnante, tinha os dentes sobressaídos da mandíbula, saía pus da cabeça quando se queixava de dor e parte de seu crânio era visível através da cabeça. David B. Miller, o responsável pelos efeitos da maquiagem afirmou que seria muito complicada e nada convincente maquiar um ator dessa forma, e utilizando uma marionete seria difícil gravar com atores reais, dessa forma, aquelas ideias acabaram sendo modificadas.

- O suéter de Freddy deveria ser vermelho e amarelo, mas Wes Craven mudou para vermelho e verde após ler que essas duas cores são as mais chocantes para a retina do olho humano, devido a sua particular combinação.

- Para o primeiro filme, Wes Craven se baseou em uma série de artigos publicados no jornal Los Angeles Times. Neles, eram narrados pesadelos que os adolescentes cambojanos que emigravam para os EUA fugindo do regime do ditador Pol Pot, tinham. As alucinações e ataques que esses adolescentes sofreram acabaram inclusive provocando alguns falecimentos.

- Wes Craven ajudou o diretor Sean S. Cunningham a filmar algumas cenas de Sexta-Feira 13 em (1980), por isso, perto do final do filme Nightmare on Elm Street, Craven deixou que Cunningham dirigisse uma cena sem diálogos.

- Wes Craven nunca gostou do final do filme.

- Em uma cena em que Nancy está assistindo Evil Dead 2 pode-se escutar o ruído da motosserra e ver Ash.

- A rua Elm realmente existe e se encontra em Potsdam (Nova York, EUA), Wes Craven a conhece porque estudou na Universidade Estadual de Nova York, em Potsdam.

- Wes Craven baseou a roupa de Freddy Krueger em um mendigo que lhe dava medo na infância e seu nome em um colega de classe, do qual sofria bullying.

- O nome completo de Freddy Krueger é Frederick Charles Krueger.

- Foi o debut de Johnny Depp como ator no papel de Glen Lantz.

- No momento em que Glen dorme e a rádio perde a transmissão, se ouve que a estação sintonizada é KRGR (que se pronuncia Krueger), bem como no noticiário do filme Freddy vs Jason.

- Inicialmente, Freddy Krueger estava destinado a ser um personagem abusador de menores, mas Craven decidiu transformá-lo em um assassino de crianças, pois na época da produção do filme, ocorreram uma série de casos de abuso sexual na California, que foram muito divulgados e causaram comoção na localidade. Isso poderia polemizar e prejudicar a trama do filme.

- No filme Evil Dead 2 podemos ver a luva de Freddy Krueger na cabana de ferramentas.

- Segundo uma entrevista com Robert Englund, ele disse que no meio da filmagem, foi com Johnny Depp a um restaurante. Robert estava maquiado e vestido como o personagem, exceto pelas garras. Quando o funcionário lhes perguntou o que queriam, Robert virou seu rosto e o funcionário teve um infarto. Desde então, ele nunca voltou a comer em um restaurante em meio a filmagem.

- Para a sequência do geiser de sangue (morte de Glen), os técnicos empregaram o mesmo quarto utilizado para a morte de Tina. Decoraram o set como se estivesse ao contrário e colocaram a câmera do lado direito, depois, viraram os galões de água vermelha.

- A New Line Cinema estava quase quebrando, mas o êxito desse filme a salvou (arrecadou 26 milhões de dólares americanos) e por isso chegou a ser chamada de A casa que Freddy construiu.

- As garras de Freddy fazem uma pequena aparição em Sexta-Feira 13 parte 9, no final do filme, quando leva a mascara de Jason ao inferno.

- A rua em que John F. Kennedy foi assassinado se chamava Elm Street.

- A Hora do Pesadelo ganhou um box em Blu-Ray com a coleção original completa.

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