Welcome To Your New Nightmare

27 Mudança Para a Califórnia


Notas iniciais
Só para avisar vocês, Sérgio é o primo RICO de Kate, tipo, muito rico mesmo. HAUEHAEUHA.
Boa leitura.

Kate viu uma sms de Laura para ir até sua casa. Elas iriam conversar. Kate queria saber como sua amiga estava e essa era a hora de dar seus conselhos. Kate arrumou-se. Ela estava passando seu batom quando Josh chegou ao seu lado e olhava ela na frente do espelho.

– Achou bonita? – perguntou Kate rindo.

– Está linda. – falou Josh dando um beijo na bochecha de Katharine.

– Irei encontrar Laura. – falou Katharine irritada.

– Tem certeza? Posso ligar para Laura e ver se você está lá? – perguntou Josh para Kate e ela logo percebeu que ele a olhava estranho.

– Claro que estarei lá e pode ligar. Porque perguntou isto? – perguntou Kate curiosa.

– Porque ontem liguei para Julie, só para perguntar se você já estava vindo para casa e ela afirmou que você nem foi para lá. – disse Josh bravo. – onde você estava? Porque mentiu para mim?

– Não devo satisfações de minha vida para você. – falou Kate saindo da frente do espelho e pegando sua bolsa.

– Mas porque mentiu? – perguntou Josh triste.

– Porque não queria que você soubesse, então você insistiu, insistiu e eu fui obriga a mentir. – Kate já estava irritada e descia a escada nervosa.

– Você foi encontrar ele, não foi? Aidan? – perguntava Josh curioso e com raiva ao mesmo tempo.

– Fui sim. Encontrei-o, pois queria conversar com meu amigo. – falou Katharine saindo pela porta e fazendo Josh deitar-se no sofá e pensando em quantas chifradas Kate deveria ter levado para aprender a dar valor no que tem.

Katharine foi até a casa de Laura para conversar. Laura esperava Kate sentada com algumas besteiras comestíveis no sofá.

– O que queria conversar comigo Laura? – perguntou Kate curiosa. – você está mais conformada com a história de Gilbert?

– Eu tentei ligar para ele, mas ele não atende. – falou Laura soluçando. – será que ele não me quer mais?

– Laura, ele nunca te quis. – disse Kate acenando para a mãe de Laura que chegava da lavanderia para a cozinha ver algo no forno. O cheiro estava delicioso e Kate achava que era um bolo.

– Eu sei. – disse Laura olhando para trás ao perceber que sua mãe estava na cozinha. – fale mais baixo. – disse Laura sussurrando. – ele nunca me quis, mas isso irá mudar. Eu quero dizer para ele que ainda o amo. Mas ele sumiu de perto de mim. Deve estar bravo com tudo isso.

– Ok. Você faz o que quiser amiga. – disse Kate cansada de discutir com Laura. – só acho que você está sendo babaca. Tantos garotos que quando você voltar a escola, quer dizer, a escola não, pois não iremos mais para escola. Pode achar um namorado novo. Você é linda, Laura. Olhe seus olhos, suas sardas.

– E você Kate? Porque não dá mais uma chance para Josh? – perguntou Laura tentando desviar o assunto.

– Não estamos falando disso, Laura.

– Mas eu prometi que quando viesse a minha casa iríamos falar sobre aquela “coisinha”. E aqui estamos começando este assunto. – disse Laura olhando seriamente para Kate e parando de chorar. – eu sei o que você sente. Eu sei o seu segredinho.

– Eu não tenho segredos. – afirmou Kate.

– Tem sim. Você ama Josh. Sempre amou. Irá negar? – perguntou Laura equívoca.

– Não irei negar. Sempre amei Josh e ainda o amo. – disse Kate enquanto uma lágrima escorria por seu rosto.

– Então, amiga. – sussurrou Laura. – porque não dá uma chance a ele?

– Sabe por quê? – perguntou Kate embravecida.

– Olha o lanche! – exclamou a mãe de Laura. – trouxe um delicioso bolo de cenoura com cobertura de chocolate.

– Obrigada, mãe. – disse Laura pegando os pratos de bolo. – deixa que eu pego os refrigerantes.

– Que bom. – disse ela – assim eu posso me sentar aqui com vocês e você sirva meu refrigerante também.

– Não, mãe. – disse Laura seriamente. – eu irei servir os refrigerantes para você sair daqui de uma vez.

– Ok. Estou indo. – e ela saiu reclamando.

– Então, Kate. – Laura pegou o refrigerante na geladeira e trouxe dois copos para servir ela e Kate. – eu quero saber por quê. Por quê?

– Eu não dou outra chance para ele, pois sou orgulhosa. Única palavra que me define. – disse Katharine quase chorando. – orgulhosa demais. E nunca vou dar outra chance para ele. Josh me traiu e apesar de eu o amar até hoje, não vou voltar atrás. Não quero ficar com ele.

– No fundo você quer sim e sabe disso. – falou Laura comendo um grande pedaço de bolo e bebendo um imenso gole de refrigerante.

A conversa parou ali mesmo. Depois de elas comerem bolo e beberem refrigerante, Kate foi embora para sua casa. Quer dizer, para a casa de Josh. Ela entrou ali e ele estava nu olhando para ela. Kate ficou chocada por um momento e não disse nada. Mas logo depois resolveu sair dali.

– Volte aqui. – Josh a puxou pelo braço. – você não irá mais ficar se fazendo para mim. Eu vou ficar com você e nem que seja a força.

Josh agarrou Kate, colocando ela em cima do sofá. Kate o deixou beijar seu corpo e tirar sua roupa, mas depois, ela hesitou. Não queria que fosse assim. Obrigatoriamente. Então empurrou Josh.

– Está maluco, Josh? – perguntou Kate chocada. – parece Gilbert! O que te deu para me agarrar a força?

E Kate subiu para o quarto de Josh, trancando-se dentro dele e deitando na cama de Josh.

– Kate! Precisamos conversar! – exclamou Josh, meia hora depois do acontecido. – abra a porta, Katharine! Por favor!

Kate abriu a porta e Josh se surpreendeu. Ela estava cem vezes mais linda do que o normal. Kate vestia um vestido curto, um batom vermelho e estava com um penteado diferente do que o normal.

– O que vai fazer? – perguntou Josh empolgado.

– Quase me esqueci do meu encontro com meu primo. Iremos jantar em um restaurante. Tchau Josh. – disse Kate saindo pelo corredor e indo descer as escadas. – ah, Josh! Está desculpado.

Kate desceu as escadas e quando colocou o pé na porta para sair, Sérgio buzinou na rua e ela correu até ele. Kate entrou no carro e o abraçou.

– Ah! Que saudades, Sérgio. – falou Kate dando um beijo em seu rosto. – que lindo que você está!

– Saudades também, Deise. – ele riu. – você também está linda.

– E você continua me chamando assim? – perguntou Kate furiosa. Ela odiava quando ele a chamava de Deise.

– Assim como, Deise? – perguntou ele ligando o carro e acelerando.

– Toma no cú. – disse Kate rindo.

Uma vez, Katharine foi passar uns dias na casa do primo que morava na Califórnia e isto fazia uns quatro anos. Ela passou um mês de suas férias de verão lá em Julho e uma vez seu primo Sérgio, saiu com o irmão Charles (que era primo de Kate também), e eles voltaram bêbados. Então foi aí que Kate ganhou o apelido. Sérgio confundiu Kate com uma antiga namorada e começou a chamá-la de Deise. E depois toda a família começou a tirar sarro de Sérgio, chamando Kate de Deise. Enfim, ela odiava esse apelido.

– Como vai tia Elisa? – perguntou Katharine curiosa. – e Charles?

– Charles morreu. – disse Sérgio tentando controlar-se ao lembrar-se do irmão. – e mamãe, bem, ela mudou-se para o apartamento de papai, eles voltaram a ficarem juntos depois da morte de Charles. E eu estou morando sozinho.

– Não acredito. – disse Kate abismada. – como ele morreu? Foi com as drogas, não é? Eu sempre disse para ele não se meter com drogas.

– Não foi com drogas. – falou Sérgio que parecia estar mal depois de lembrar-se dos fatos. – tentamos falar com tia Beth, mas não tinha o celular dela. Ele morreu dias atrás, antes do ano novo. Foi dormindo. Simplesmente ele morreu dormindo. Eu dormia no mesmo quarto que ele, então que acordei, eu vi o pescoço dele cortado e com marcas de arranhões. Ele tentou se matar.

Katharine empalideceu. Sabia que ele não tentou se matar. Foi aí que ela se lembrou de uma coisa. A carta que havia encontrado no bolso de seu casaco. O bilhete que Freddy havia lhe mandado.


“Feliz aniversário Kate! Você conseguiu escapar mais uma vez, mas não por muito tempo. Não vai ter ninguém para chamar você ou alarme para despertar o resto de sua vida. De adeus aos seus amigos, pois você irá morrer logo e vai conseguir ver seus amigos um pouco depois porque eu vou matar um por um, todos que te cercam, de amigos a professores, de vizinhos a familiares, incluindo sua mãe. Tudo de ruim para você e que você durma bem esta noite. E tenha um ótimo pesadelo.”



Assinado:


De seu amigo,

Freddy Krueger


Eu vou matar um por um, todos que te cercam, de amigos a professores, de vizinhos a familiares, incluindo sua mãe.



Matar um por um,



De amigos a professores,



De vizinhos a familiares,



Incluindo sua mãe.



De vizinhos a familiares,



Familiares,



Charlie.



– Chegamos Kate. – Sérgio viu que Kate estava paralisada. – Kate? Você está bem?



– Estou. – disse Kate voltando ao normal. Freddy Krueger havia matado seu primo por culpa dela.


– Então desça, ora. – disse Sérgio descendo do carro. – vamos jantar.

Katharine e Sérgio foram a um restaurante distante de todo os tumultos de Nova York. O lugar era calmo e bonito. Kate e Sérgio mataram as saudades e conversaram bastante. Kate nem chegou a comer tanto, pois depois do que seu primo havia contado, ela tinha perdido a fome. Eles começaram a relembrar coisas do passado e tudo até que Sérgio chegou ao ponto delicado da conversa.

– Porque você saiu de casa? – perguntou Sérgio enxerido.

– Briguei com minha mãe. – disse Kate tomando um gole de suco natural de abacaxi. – e ela começou a namorar Marcus de volta.

– Eu vi que tinha um homem em sua casa. Seu padrasto? Não fui com a cara dele. – disse Sérgio abarrotado.

– Eu não me dou bem com ele porque ele chega bêbado em casa e bate em minha mãe. Já foi preso sabia? Saiu da prisão dias desses? – Kate estava irritada com essa história.

– Ele tem cara de mau. – Sérgio deu uma gargalhada muito supina. Ele estava ditoso por estar perto da prima tão ansiada que não mantivesse contato há anos.

– Não quero mais falar sobre isto. – disse Katharine engolindo aquelas palavras a seco.

– E os namorados? – perguntou Sérgio mudando de assunto.

– Não tenho nenhum. – disse Kate sorrindo.

– Porque não quer, não é? – perguntou Sérgio. – pois é linda. Deve ter muitos garotos correndo atrás de você.

– Até que não. – brincou Katharine. – e você? Soube que estava namorando com uma mulher mais velha que você.

– Eu estava namorando uma mulher de vinte e quatro e eu tenho vinte e dois, então não tem quase diferença. Mas durou apenas dois meses. No momento, digamos que eu estou solteiro.

– Digamos? – Katharine fez uma cara safada. – ok.

Os dois saíram do restaurante logo após de uma longa conversa e Sérgio levou Kate para casa de Josh. Quando ela saiu do quarto, convidou Sérgio para entrar e conhecer Josh, mas ele estava muito cansado para isso. Kate entrou e Josh não estava, mas no seu lugar, havia um buquê de rosas e um cartão que dizia que as rosas eram para ela. Kate abriu o cartão e leu.

“Katharine, quero me desculpar pelo acontecido esta tarde. Sei que estava errado, mas você já estava me deixando maluco. Eu te amo e essas rosas servem para mostrar todo o meu amor por você. De Josh.”

Kate colocou o buquê de rosas dentro de uma jarra transparente com água que havia colocado dentro. Ela subiu as escadas procurando por Josh e o encontrou dormindo. Ela ficou o observando, mas ele acordou e os dois começaram a conversar. Katharine foi até o roupeiro e pegou suas roupas, colocando em suas malas.

– Onde pensa que vai? – perguntou Josh levantando rapidamente da cama.

– Meu primo Charles, morreu. – falou Kate pegando mais roupas e as dobrando perfeitamente para colocá-las nas malas que tinha no chão. – Freddy o matou. Ele me avisou que iria matar meus familiares, vizinhos, mas eu fiquei pensando apenas em meus amigos. Tenho que acabar com isto logo. Não aguentaria que Freddy assassinasse Sérgio ou minha tia. São os únicos parentes que eu conheço e que me amam de verdade.

– O que irá fazer Katharine? – perguntou Josh chegando perto dela.

– Eu vou me mudar para a casa de Sérgio na Califórnia. – disse Katharine fechando as malas. – ele mora sozinho, mas é perto do apartamento de tia Elisa.

– Você está maluca? – perguntou Josh apavorado. – vai deixar seus amigos? Vai me deixar sozinho?

– Josh! São as únicas pessoas que eu conheço da minha família. – falou Katharine descendo as escadas. – não quero que eles morram.

– E sua mãe? – perguntou Josh descendo as escadas atrás dela. – naquela carta, Freddy disse que mataria sua mãe. Vai deixá-la?

– Não apele usando minha mãe. – disse Kate pegando uma mala pequena onde guardava suas maquiagens. – e ela disse que preferia Marcus a mim. Se for assim, ele que cuide dela.

– Se for para lá, será pior. Freddy irá te perseguir e assassinar eles. – falou Josh berrando.

– Não, Josh! – berrou Kate, mais alto. – ele já matou Charles, sem eu estar lá. Não quero que ele mate Sérgio.

– Não seria mais fácil mandar Sérgio e sua tia virem morar aqui? – perguntou Josh que agora falava mais baixo.

– Ah claro! – exclamou Kate tirando seu ramalhete de rosas da jarra. – o que vou dizer? Venham morar aqui perto, pois quero interferir que Freddy mate vocês. Acha que eles irão acreditar? Acha mesmo que tia Elisa irá mudar-se para cá? Não irei mudar de ideia Josh. E obrigada pelas rosas.

Kate saiu e foi para o jardim e sentou-se em um banco que tinha na frente da rua de Josh. Ela ligava para Sérgio. Sérgio demorou a atendê-la, mas meia hora depois ele já estava lá, parado em frente à Kate.

– O que ouve? Porque mandou fazer as malas? – perguntava Sérgio curioso. – nós iremos viajar.

– Sim. — disse Kate colocando suas malas no banco de trás e sentando-se no banco carona. – vamos ir para sua casa na Califórnia.

– Kate, demoraríamos dias para ir lá de carro e outra, este carro é alugado. – disse Sérgio soltando várias gargalhadas. – porque quer embora?

– Quero morar com você, Sérgio. – falou Kate sorrindo. – eu preciso ir embora. Não quero ficar aqui com mamãe. Quero ficar perto de você e de tia Elisa.

– Ok. Eu não comprei passagem de volta. Decidi comprar aqui. Podemos comprar duas e irmos. Deve ter um voo para Califórnia esta hora, não?

– Claro Nova York nunca para. – falou Kate rindo. – parece que estou fugindo. E isto me deixa excitada. Não tenho dinheiro suficiente.

– Eu sou vice-diretor de uma empresa, Katharine. – falou Sérgio sorrindo. – acha que eu não tenho dinheiro suficiente para pagar uma passagem para minha prima? Vamos.

Sérgio estacionou o carro no aeroporto e ligou para o dono do local onde se alugava carros e disse onde estava. Então Sérgio e Kate foram e compraram suas passagens. Já era tarde e o avião não estava tão cheio. Eles embarcariam para Califórnia e Katharine estava certa disso.

“Não vou deixar que Freddy matasse os únicos familiares que eu tenho” pensou Kate. “Há não ser, que me mate primeiro”.

Notas finais
KATHARINE ESTAVA ARRUMANDO SUAS COISAS. A viagem havia sido longa e ela dormiu tão pouco. Katharine pegou uma xícara e fez um café da manhã especial para Sérgio. Ela estava com remorso, pois ele havia tirado férias para visitar Elizabeth e Kate o levou para Califórnia, mas dessa vez, ela iria permanecer por lá. Kate estava triste, pois não havia nem se despedido de Laura, mas se ela esperasse mais algum momento, talvez não tivesse coragem de viajar e não iria conseguir proteger seus únicos parentes.