Notas iniciais
Mais um capítulo pronto!
Queria lembrar algo: Só não esperem que a história terá terror em todos os capítulos, porque seu eu colocar pesadelos em todos os capítulos, os personagens não poderão sobreviver sempre, então eles morrerão mais rápido e a história terá menos capítulos. Não posso mostrar só o terror, tenho que mostrar a vida dos personagens também.
Espero que gostem,
Um Potterhead.


“O que faz um ser humano normal da cabeça se mudar para outro colégio faltando poucas semanas para as férias?” foi o que pensou Kate sobre o garoto. “E porque ele fica me olhando? Será que perdeu algo aqui?”



Kate estava encarando ele com olhos vingativos e ele não parava de olhar para ela. Aidan sentou-se sozinho ao fundo da sala. Foi onde sobrou um lugar a ele. Os olhos de Kate iam andando ao mesmo tempo em que Aidan passava pela sala até a parede do fundo. Josh viu o interesse de Kate por Aidan e não estava feliz com a chegada do novo aluno.

Aidan sentou-se e ficou olhando disfarçadamente para Katharine. Ele estava pensando em como chegar nela e contar sobre seus pesadelos. Será que ela iria acreditar nele? Aidan estava sendo um destaque na turma e todos queriam falar com ele. Josh e Kate eram os únicos que estavam quietos em seus lugares. No outro período Bianca não ficava na mesma classe que Aidan. E Josh também não estava lá. Então Aidan sentou ao lado de Kate e tentou puxar algum papo.

– Oi.

Ela não respondeu.

– Tudo bem com você?

Ela não disse nada.

– Meu nome é Aidan.

– Eu sei.

– E qual é o seu? – perguntou Aidan, disfarçando não saber o nome dela.

– Katharine.

– Porque você não quer falar comigo Kate?

– Meu nome é Katharine.

– Eu sei.

– Então me chame pelo meu nome. Não te dei intimidade.

– Porque você não quer falar comigo Katharine?

– Não gosto de você.

– Mas você nem me conhece.

– Por isso mesmo. Você nem me conhece e ficou me encarando enquanto se apresentava para a turma. Qual o seu problema comigo?

– É que eu achei que conhecia você de algum lugar.

– Ok. Agora me deixe. Tem um quadro para copiar.

– Na verdade, eu sou amigo de Bianca. Só que morava em outro lugar.

– Que bom.

– Você é amiga dela?

– Eu era. Mas brigamos.

– Por quê?

– Assunto meu e dela. Vai copiar garoto. Não quer levar uma bronca em seu primeiro dia de aula.

– Vocês brigaram porque Bianca não acredita mais em seus pesadelos, não é?

Kate olhou para ele com raiva e ela estava com vontade de dar um soco na cara dele.

– Isto não é de sua conta.

– Sabe Katharine. – disse ele tendo cuidado com as palavras que saiam de sua boca. – Há tempo atrás eu tive um pesadelo com Freddy Krueger. E depois disso nunca mais parou. Comecei a não dormir e conversar com Bianca pela internet porque ela não dormia por causa dele também. Foi aí que ela disse que não estava dormindo para não ter pesadelos com ele e me contou sua história.

– Você quer dizer que tem pesadelos com Freddy Krueger?

– Sim. E preciso de sua ajuda. Eu quero descobrir o que ele quer comigo.

– Aidan, eu não sei nem o que ele quer comigo, como vou saber o que ele quer com você?

– Precisamos nos unir Kate.

– Katharine.

– Precisamos nos unir Katharine.

– Eu nem conheço você direito. Sei só seu nome e que você veio do Texas.

– Meu nome é Aidan e eu venho do Texas. Precisa mais que isto?

– Claro. Quantos assassinos que se chamam Aidan devem existir no Texas?

– Acho que nenhum.

– Foi só um exemplo.

– Eu sou só um amigo seu, não um assassino.

– Colega.

– Mas podemos ser amigos.

– Não.

– Por que não?

– Só estou falando com você, porque está tendo os mesmos problemas que eu e acho que possa me ajudar.

– No que?

– Quero saber como são seus sonhos Aidan?

– Eu sempre estou sozinho em lugares escuros e ele aparece do nada. E...

– E?

– E eu escuto vozes, eu ouço vozes de crianças, elas cantam uma canção, acho que aquelas de ninar.

– “Um, dois, O Freddy vem te pegar, três, quatro, é melhor trancar a porta”.

– Isso. Mas tem algo a mais.

– Eu sei. Eu tive um sonho com três garotas cantando essa música.

– Como você não tem cara de abatida?

– Eu durmo. Não tenho medo dele. Às vezes eu consigo. Às vezes ele aparece.

– Pensei que ele aparecia sempre.

– Ele vai aparecer sempre. Eu sinto que ele está com raiva por não conseguir me matar. E tenho certeza que não irá perder alguma chance.

– Ninguém acredita em você?

– Bianca acreditava, mas não acha que é verdade. O único que acredita em mim é Josh.

– Quem é Josh?

– Meu namorado.

– Você tem namorado?

– É, tenho. – disse ela dando um sorrisinho de má vontade.

– Aquele que estava sentado ao seu lado?

– Ele mesmo. Gostoso ele, não? – disse Kate o provocando.

– Muito gostoso. – disse Aidan dando um sorriso.

Depois daquilo Kate apenas riu. Aidan não conseguiu mais puxar assunto com ela depois daquilo. Kate estava mentindo para Aidan que namorava Josh porque não queria que ele caísse em cima dela. Ela conhecia o tipo dele e sabia o que ele queria realmente. “rosto bonito, corpo nem se fala, se veste bem e tem estilo, tem um sorriso perfeito e um cabelo bonito, parece ser vaidoso e adora mascar um chiclete. Certeza absoluta de que ele é um galinha”.

– Você namora? – perguntou Kate para Aidan.

– Sim. – disse Aidan surpreso por Kate ter puxado assunto com ele.

Aidan estava dando um tempo com Caroline, mas sabia que aquilo não tinha mais volta. Mesmo assim decidiu mentir para Kate, pois não queria dar o gostinho para ela de saber que ele estava solteiro.

– Namora com quem? – perguntou Kate achando que aquilo era mentira.

– Caroline. Estou prestes a pedir ela em casamento. – disse ele achando aquela mentira um pouco forçada.

Por sorte, Caroline tinha enviado uma SMS naquela manhã dizendo “Te amo” e Aidan mostrou para ela.

– Casar? Quantos anos você tem?

– Dezenove.

– E ela?

– A mesma idade. Rodamos juntos na quinta série. E depois rodamos na quinta série de novo.

– Uau. – disse ela espantada.

– E você e Josh?

– Estamos apenas namorando. Mas quem sabe um dia a gente se case.

Depois que a aula acabou Laura foi falar com Katharine, mas ela não quis bater papo.

– É sério mesmo que vamos ficar sem conversar por uma besteira? Somos melhores amigas! – disse Laura para Katharine e ela estava com uma aparência estranha.

– Éramos melhores amigas até você não acreditar na “besteira” que eu falei. – disse Katharine debochando.

– Eu acredito em você Katharine.

– Não adianta mentir só porque quer voltar a ser minha amiga.

– Não estou mentindo. Eu tive um pesadelo com ele faz dois dias.

– Sério?

– Sério. Eu estou com medo Kate. Ajude-me, por favor?! – disse ela chorando.

– Tarde demais. Vai buscar ajuda sozinha. Eu te avisei. Você não acreditou em mim.

– Amiga, por favor.

– Não somos amigas! – gritou Katharine dando as costas para ela.

Katharine viu que Laura estava estranha então ela foi falar com Julie. Sabia que Julie deveria saber de algo, pois as duas conversavam bastante desde que Kate desfez a amizade com Laura.

– Laura? – perguntou Julie.

– Sim. A Laura.

– Bem, ela está saindo com Gilbert.

– Sério? – perguntou Kate espantada.

– Sim. Faz quatro dias.

– Não sabia.

– Eu estou preocupada com isto.

– Por quê?

– Todos sabem que ele só quer comer ela. Quanto conseguir, ele vai sair fora.

– Concordo.

– E eu acho que ele está oferecendo droga para ela.

– O que?

– Ele se droga e todos sabem. E Laura deve estar se drogando com ele. Ela está estranha e o olho dela está um pouco mais vermelho. E quando ela abriu a mochila para pegar um caderno, eu juro que vi maconha.

– Isto é sério. Devemos fazer algo.

– Eu já disse para ela largar dele, mas ela falou que está com quem ela ama.

– Mas ele não a ama e só quer se aproveitar.

– Mas ela é inocente. Kate, ela está amando e quando se ama, não há o que se pode fazer.

– Eu não vou ajudá-la. Sou muito orgulhosa para isto.

– Por quê?

– Porque não somos mais amigas. Não falo mais com ela. E não quero mais me preocupar.

– Você não pode mudar o que sente. Você acabou de confessar que se importa com ela.

– Mas ela não acreditou em mim. E nem você Julie.

– Mas ela acredita agora. Ela teve um pesadelo.

– Ela me falou. Mas achei que estivesse mentindo.

– Ela não está. Confie em mim. Vou ter que ir. Beijos Kate.

– Tchau. – disse Kate saindo da escola e indo para sua casa. Ela estava com pena de Kate e quando visse Gilbert iria ter um assunto sério com ele. Ela estava pensando no que Julie disse sobre Laura estar se drogando. O que ela falou poderia ter sentido. Gilbert além de fumar maconha, usava outros tipos de drogas.

– Kate. – disse o garoto que Kate ficou admirando quando ele se apresentava para a turma.

– O que quer aqui Aidan? –

– Conversar. Com você.

– Poderia ir à minha casa mais tarde? Estou sem tempo para conversar agora.

– Claro. – disse Aidan contente.

– Ok. Dê-me o numero de seu celular que eu passo o endereço e o horário que você pode ir.

Quando Kate anotou o número e saiu, Aidan começou a rir sozinho. A garota o convidou para ir a sua casa. Aidan nem conseguia acreditar no que ouviu. Ele estava feliz ao ponto de sair gritando pela rua. Ele iria conseguir ficar com aquela garota. E ele estava achando que ela também queria.

Kate foi para casa pensando na merda que fez. Como ela teve coragem de chamar um garoto desconhecido para sua casa? Kate chegou a sua casa e sua mãe não estava. Ela esquentou um pedaço de lasanha pronta e foi descansar. Então ela ficou pensando em Gilbert e Laura. Ela pensou também no que disse sobre namorar Josh e ficou pensando nos tempos em que eles estavam juntos e aquilo deu uma saudade. Ela pensava no jeito em que ele agarrava seus quadris e levava ela até a cama e... Ela dormiu.

“Onde está Freddy? Por que ele não está me perturbando?” pensou Kate quando acordou. Então um leve pensamento veio a sua cabeça. Quando o Freddy não vinha lhe matar ele devia estar ocupado. Matando alguém. Então ela sentiu que seus amigos poderiam estar correndo perigo. Ela pensou em Laura que começou a ter pesadelos com ele e pensou em Aidan que também tinha pesadelos. Então ela ligou para Laura e felizmente ela atendeu.

– Laura, me desculpa. Se quiser vir amanhã aqui para casa neste horário, a gente pode conversar.

– Kate, você não tem ideia de quanto me deixou feliz. – disse Laura que deu para decifrar que ela estava chorando de felicidade.

Então Katharine ligou para Aidan.

– Eu não vou esquecer-me de ir Kate. Mais tarde eu estou aí.

Kate desligou e ficou feliz que ele também estava bem. Ela decidiu que iria propor uma nova reunião na casa dela com todas as pessoas da reunião passada. Então ligou para todos para confirmar. Alguns como Bianca, ficaram sem jeito, mas disseram que iriam ir.

†††


Julie estava mais uma vez indo em direção ao cemitério para largar flores para Mary. Ela estava triste com tudo que estava acontecendo. Laura com Gilbert, ela estava se entregando ao mundo das drogas. Então ela iria desabafar com Mary. Antes, Julie pensava uma coisa que muitas pessoas pensam: Cemitério, um lugar sem vida. Nada de alma. Apenas resto de ossos e bichos se alimentando das pessoas por inteira. Nada é mais vazio que o cemitério, no assunto das almas. Há mais sentimento em sua casa do que lá. Ela pensava isto antes de Mary morrer. Depois que ela foi visitar Mary, ela sentia sua amiga perto dela. Sentia o espírito de Mary ao seu lado. Ela estava chegando na lápide de Mary e encontrou uma pessoa que fez ela voltar no passado. Ela se lembrou de que tinha um encontro marcado à quinta feira no horário da manhã com o garoto. Paul estava parado diante da lápide da mãe que tinha sido morta por causa de um câncer. O que falaria para ele? Que se esqueceu do encontro? Ela caminhou até a lápide de Mary de costas para o garoto para que ele não a reconhecesse.

– Julie. – disse Paul em um tom meloso e doce. Uma linda criatura em formato de criança que parecia ter sido mimada.

– Se lembra de mim? – perguntou Julie que teve a desejar que o garoto não se lembrasse dela e agora ele lembrava.

– Sim. Eu lembro. Lembro também do que nós tínhamos marcado de nos encontrarmos.

– Desculpe. Eu... – ela ficou trêmula. – eu esqueci.

– Não é nada. Não se preocupe.

– Não fique triste. Talvez na próxima vez.

– Não estou triste.

Eles permaneceram mudos por um tempo até que Julie citou algo.

– Não acha que é estranho nos encontrarmos de novo? Assim, tantos dias pra virmos aqui e nós viemos no mesmo dia e no mesmo horário.

– Eu não acho nada. Você chegou aqui depois. Pergunte isso para você mesma.

– Você vem aqui todo dia?

– Sempre.

– Você não está muito a fim de falar, não é?

– Não.

– Ok. Eu vou parar de falar.

Julie ficou algum tempo olhando para a lápide de Mary e saiu até a administração do cemitério. Ela queria perguntar sobre o garoto.

– Pois não? – perguntou uma mulher que estava dentro da sala de administração.

– Eu queria perguntar algo.

– Então pergunte. – disse a mulher de má vontade.

– Aquele garoto que está no jardim em frente a uma lapide do canto.

A mulher olhou pela janela e viu Paul.

– Ah bom, esse garoto é retardado, está sempre aí.

– Ele vem todos os dias?

– Não minha filha, você não entendeu. Ele não vai embora. Ele veio um dia para cá e nunca mais saiu. Já tentamos tirá-lo, mas ele não sai de jeito algum. Iríamos ligar para o conselho tutelar, mas ficamos com pena.

– E a avó dele?

– Ele não tem ninguém. Já procuramos por contato.

– Ele me disse que tinha uma avó.

– Então ele mentiu.

– Eu o entendo. Perder uma mãe é muito ruim. Talvez ele só queira ficar perto dela. Talvez não, é o que ele quer.

– Mãe?

– Sim, a mulher que ele fica olhando a lápide é mãe dele.

– Ah bom! Esqueci-me de te dizer a parte mais estranha. Ele vive dizendo que aquela mulher é mãe dele, mas não é.

– Não é?

– Garota, você não lê as datas?

– Me desculpe, mas eu não li.

– A mulher que ele diz ser filho, na verdade é apenas uma garota de doze anos.

– Como assim? – perguntou Julie interessada naquilo.

– Se olhar bem, vai ver que não estou mentindo. E o mais estranho é que procuramos por Paul Wiff e vimos todos os papeis. Ele está marcado como morto. Morto por uma virose.

– Há algo errado. Como ele pode estar morto?

– Ele não deve ser um espírito garota. Ele só deve estar mentindo o nome.

– Estou chocada. Vou para casa pensar mais.

Julie estava saindo pela porta quando a mulher a chamou de volta.

– Não o deixe triste. Quando eu disse que iria chamar o conselho, eu não sei, mas ele ficou bravo e algo estranho aconteceu.

– O que?

– O jardim pegou fogo de madrugada.

– Isso não tem nada haver, alguém deve ter posto de brincadeira.

– Temos câmeras aqui. O fogo começou sozinho e sem ninguém por perto.

– Como isso pode ter acontecido?

– Não sei, mas quando o fogo foi apagado, todo o gramado que morreu e ficou seco, tinha uma forma de uma palavra. “Help” era o que ficou escrito.

Julie saiu correndo. Ela não estava acreditando. Aquilo devia ser uma brincadeira da mulher para assustá-la ou algo do tipo. Paul era apenas uma criança e não um ser de outro mundo. Como ele iria fazer aquilo com o fogo?

†††

Kate foi até a delegacia falar com Thompson. Queria esclarecer tudo sobre aquela notícia. As ruas estavam lotadas por causa da véspera de Natal e as lojas estavam cheias. As casas enfeitadas com luzes e guirlandas de Pai Natal. Por mais frio que estivesse naquele lugar, não estava nevando, o que significava que bonecos de neve não aconteceriam este ano. Kate entrou na delegacia e até lá tinha a “magia de natal” e na sua casa não. A delegacia tinha uma árvore em cima de uma mesinha no canto e sua casa só tinha um Papai Noel na porta da frente todo deformado e sem um olho porque sua cadelinha arrancou o olho do Papai Noel. Kate tem uma cadelinha da raça pinscher chamada Pitureka. Ela colocou esse nome porque ganhou de sua mãe e não podia dizer que não queria afinal ela odiava pinscher e achava feio. Então resolveu colocar este nome na cadela para deixá-la mais ridícula ainda.

Ela foi até a sala de Thompson e bateu na porta dele. Thompson falou que podia entrar e Kate entrou.

– Senhorita Katharine. – disse Thompson guardando seu jornal para atender a moça.

– O senhor não tem coração? Como pode ter feito isto? Tocar fogo em um homem? E depois vira da policia, isto mesmo? – perguntou Katharine gritando.

– Não fale deste tom comigo garota. – disse ele revidando no mesmo tom de voz. – eu fiz o que era certo. Fiz tudo isso o que você perguntou e ele merecia mais.

– Não é certo.

– É sim. Ele abusou de minha filha. Ele a matou depois nos seus pesadelos enquanto era uma criança. Ele é o monstro.

– Quem é você para julgar? – gritou ela. – você é um monstro também. Você tirou a vida de um homem. Com a morte mais dolorosa que alguém já poderia ter.

– Porque está defendendo ele? – disse Thompson calmo para ver se a deixava calma. – Pelo que eu sei você anda tendo pesadelos com ele, devia odiá-lo.

– Mas eu o odeio. Mas se você não o matasse ele poderia estar na cadeia vivo e não iria me atormentar.

– Agora eu entendi. Você Katharine, é egoísta. Uma garota egoísta, orgulhosa, uma pessoa horrível! Você só está brava que ele está morto porque agora ele está te atormentando, mas você não pensou em Nancy, não pensou na dor deste pai aqui que sofre até hoje.

– Eu não sou uma pessoa rui...

– Vá embora. Já perdi muito tempo com você.

Kate saiu chorando pela rua e estava começando a entender Thompson. “Uma garota egoísta, orgulhosa, uma pessoa horrível!” E ele apenas confirmou aquilo que Kate pensava que era. Ela estava se achando um lixo. Queria dormir para nunca mais acordar. Cair em um sono profundo pelas próximas cem décadas. Ela chegou a sua casa e viu sua mãe no quintal dos fundos brincando com Pitureka. Nem deu oi para ela e já foi subindo as escadas para seu quarto. Ela estava prestes a abrir a porta e se jogar na cama para dormir muito, mas seus planos foram por água abaixo quando abriu a porta e encontrou Aidan sentado em sua cama.

– O que faz aqui? – perguntou Kate brava. – sai de cima de minha cama, eu odeio quando sentam em cima de minha cama com roupa suja.

– Desculpe.

– O que faz aqui?

– Está na hora marcada.

Kate olhou para o relógio em seu pulso e viu que já tinha passado da hora que marcou com ele.

– Desculpe. Eu havia esquecido.

– Estava chorando?

– Sim.

– Por quê?

– Porque sou um lixo.

– O que houve?

Kate contou para Aidan o que houve e já contou sobre Gilbert e Laura. Contou também que ela iria fazer mais uma reunião e estava convidado.

– Você tem a mim Kate. – disse ele abraçando ela. – quando precisar de alguém.

– Eu já tenho namorado. Obrigada.

– Tem certeza? Vocês e Josh já foram namorados, não são mais.

– Como você sabe?

– Bianca.

– Aquela puta.

– Ela é minha amiga.

– Desculpe Aidan, mas ela não deveria ter contado.

– Porque está se fazendo de difícil para mim?

– Porque eu sei quais são suas intenções comigo.

– Eu não tenho intenção alguma com você Kate. Só ser seu amigo.

– Tem certeza?

– Tenho. Acho que você que tem intenções comigo.

– Não. Cala a boca. Morre.

– Desculpa Kate.

Os dois desceram e ficaram na sala conversando sobre Freddy e seus pesadelos até serem interrompidos por Julie que estava batendo na porta.

– O que foi? – perguntou Kate quando viu a cara assustada de Julie.

Ela contou tudo desde quando conheceu o menino até quando conversou com a mulher da administração do cemitério.

– Preciso de internet. Quero ver se acho algo sobre o fogo no jardim.

– Suba. Venha comigo.

Aidan, Julie e Kate subiram até o quarto e Julie pesquisou sobre o incêndio no jardim do cemitério e achou uma reportagem do jornal da cidade. Eles viram uma imagem que aparecia escrito “help” na grama. E viram uma reportagem com nenhuma hipótese do que poderia ter acontecido.

– Então é verdade? – perguntou Julie para si mesma.

– É verdade amiga. Por mais estranho que seja. – disse Kate chateada.

Eles ficaram por um tempo tentando achar uma resposta para tudo e Julie começou a acreditar em Kate. Quando Julie foi embora, Kate e Aidan subiram para o quarto e começaram a conversar.

– Preciso te confessar algo. – falou Kate que estava tímida.

– O que? – Josh abriu um sorriso achando que ela iria dizer “quero ficar com você” ou algo do tipo, mas ela só perguntou uma coisa para ele.

– Você está namorando mesmo? – perguntou Kate tentando disfarçar interesse.

– Não. – disse ele rindo e pensando que ela estivesse afim dele. – por quê?

– Porque nunca acreditei que você estivesse namorando alguém. – disse ela fazendo uma cara feliz.

– Que estilos de banda você curte? – perguntou ele olhando um cd avulso que tinha em cima da mesinha do computador.

– Rock. – disse ela fazendo sinal com a mão.

– Eu odeio rock.

– Sem cultura.

– Você acha que ele irá conseguir nos matar? – perguntou Aidan com uma cara triste.

– Não sei. Provavelmente. – disse ela com a cabeça baixa. – se não conseguirmos achar alguma solução.

– Mais vamos achar, não? – perguntou ele apavorado. – na verdade, nós precisamos achar uma solução.

– Vamos tentar achar uma. – disse Kate desapontada.

†††

Laura estava vestindo uma blusa preta e uma calça jeans. Ela estava na casa de Gilbert que não era uma casa muito bonita e tinha apenas três cômodos. Gilbert estava com um casaco e uma calça de moletom por causa do frio. Laura não sentia frio de jeito algum. Os dois estavam sentados na frente da televisão vendo um filme que estava passando e estavam comendo pipoca.

– Amor. – disse Laura olhando para ele. – você me ama?

– Claro, Laura. – disse ele olhando para ela com uma cara de desapontamento pela dúvida. – você é o amor da minha vida. Porque fez esta pergunta?

– É que a Julie falou que você não é homem que ama. – disse ela dando uma risada. – você é daqueles que come a mulher e sai fora.

– Amor, eu era assim até te amar. – disse Gilbert mentindo, porque ele continuava o maior galinha de todos. – não liga para o que essa garota fala, ela diz que é tua amiga, mas está pedindo pra ficar comigo.

– A Julie? – perguntou Laura tirando a cabeça do ombro dele e ficando sentada no sofá apavorada.

– Sim. Ela gostava de mim antes de eu te namorar e continua gostando. Ontem ela tentou me agarrar à força. – disse Gilbert mentindo.

– Não amor. Não pode ser. – disse Laura apavorada. – ela é minha amiga.

– Amiga? Tem muita pessoa que se diz “amiga”, mas adora ver a outra por baixo.

– Eu acho que ela viu a maconha dentro da minha mochila.

– Foda-se. Não liga para ela. É só eu e você neste mundo. Sua melhor amiga não te quer mais, a outra está louca pra ficar comigo. Você está sozinha e só tem a mim. E a melhor coisa a fazer, é fazer o que eu faço.

– Eu voltei a conversar com Kate. Amanhã tem reunião na casa dela.

– Eu sei. Ela me avisou. Você vai?

– Claro. Afinal eu acredito nela agora. E é melhor você acreditar.

†††


– O que você pensou na primeira vez que me viu? – perguntou Aidan.


– Achei você galinha e acho até hoje. – disse Kate rindo para ele.

– Não sou galinha. Está certo que fiquei com uma garota enquanto namorava Caroline, mas foi só uma vez.

– Isto não me convence.

Ele riu.

– E você? – perguntou Kate curiosa. – o que achou de mim?

– Linda. E ainda acho.

– Que cantada mais barata.

– Não é cantada. É verdade.

Os dois ficaram em silêncio e se olharam. Aidan aproximou sua cabeça até a de Kate e ela aceitou. Ele chegou mais perto e a beijou provocando uma sensação irresistível pra Kate. Uma garota tão durona não conseguiu resistir aos encantos do garoto. Então eles se afastaram e logo depois se beijaram outra vez. Então eles ficaram assim por algum tempo, até Kate dar um tapa na cara dele.


Notas finais
Próximo capítulo será especial, então será surpresa. Por isso não irei postar nenhum trecho dele aqui.
Até a próxima,
Um Potterhead.