Welcome To Your New Nightmare

48 Duas Crianças: Um Monstro e Um Humano


Notas iniciais
Estava navegando pelo Nyah, resolvi visitar a história "da Kika" e então vi que havia sido excluída por violar os termos. Nunca fiquei tão feliz com a desgraça dos outros *----*
Enfim, vamos ao que interessa. Esse capítulo é mais para dar um ponto final da história. A partir daqui, é só a decisão de um final para cada um deles. Talvez tenham sorte, talvez azar. Quem aí gosta de história de drama e ainda não leu a minha? Visitem meu perfil e me falem o que acharam do primeiro capítulo :)
Como eu disse, talvez sorte, talvez azar. Talvez alguém saia vivo. Talvez não.
Erros, já sabem, me avisem imediatamente, de preferencia por mensagem privada.

Katharine permanecia caída no chão da igreja até a chegada de uma ambulância. Dois médicos levaram Katharine Johnson da igreja até a entrada, onde estava o automóvel. Sarah Jackson, a policial, estava levando Laura e Sérgio até a ambulância. Quando saíram da igreja, a policial parou os dois, pois queria conversar com eles.

- Depois que saírem do hospital, passem na delegacia e peçam para falar comigo. Tenho algo importante para tratar com vocês. – disse a policial entrando no carro, onde esperavam mais dois policiais. – na verdade, irei ao hospital e encontro vocês lá. Vamos a uma lanchonete para termos a conversa.

Os médicos foram para o hospital e os policiais seguiram a ambulância. Sérgio e Laura foram mais atrás, pois demoraram a retirar o carro do estacionamento. Laura estava muito nervosa, sua amiga corria perigo de perder seu filho. Sérgio dirigia rapidamente, fazendo ultrapassagens arriscadas, o que deixava Laura mais nervosa ainda.

- Você pode ir mais devagar, Sérgio? – perguntou Laura colocando a mão na cabeça.

- Estou menos do que o permitido na estrada, você precisa acalmar-se. – falou Sérgio ultrapassando mais um carro.

- Como irei me acalmar? – perguntou Laura furiosa. – minha amiga foi para o hospital, pode ter perdido o próprio filho e isto nem iria mudar nada na vida dela, não é mesmo? Perdeu apenas dois homens que amava.

- Estamos quase chegando. – falou Sérgio olhando para Laura rapidamente enquanto virava a direita para entrar no estacionamento do hospital. – pronto.

Laura e Sérgio entraram no hospital em passos rápidos e a garota sentiu-se mais limpa. O lugar era mais claro que o normal e muito silencioso. A dor de cabeça que atormentava Laura ia diminuindo. Eles andaram por corredores e subiam escadas gigantescas até chegar a o quarto onde Katharine estava. A garota estava na primeira das cinco camas e descansava tranquilamente. Não parecia estar tendo nenhum tipo de pesadelo.

- Sei que é disso que você tem medo. – sussurrou Sérgio beijando a bochecha de Laura.

O banheiro que havia no quarto para as visitas foi desocupado por Sarah, que havia chegado antes de Laura e Sérgio.

- Já chegaram. – disse a mulher cumprimentando os dois. – ela está bem.

- O que quer com a gente? – perguntou Sérgio curioso.

— Quando chegarmos à lanchonete. Agora irei sair, pois o médico quer conversar seriamente com vocês. – falou Sarah saindo pela porta enquanto o doutor chegava. O homem vestia um jaleco branco e possuía aparentemente alguns cinquenta anos bem cuidados de vida. Ele era grisalho e se chamava Rupert. Rupert Goldman.

- Olá doutor. – falou Sérgio o encarando enquanto ele entrava pela porta. – o que quer falar com a gente?

- Queria perguntar, o que sabem sobre a gravidez da senhorita Johnson? – perguntou o doutor atentamente.

- Sabemos que ela está esperando uma criança, apenas. – falou Laura ansiosa. Queria que o doutor falasse logo o que sabia.

- Ela estava grávida de duas crianças. –falou o doutor com as mãos nos bolsos do jaleco.

- Ela está esperando gêmeos? – perguntou Laura desnorteada.

- Espere! – Sérgio estava com um pressentimento muito ruim. – estava?

- Não são gêmeos. Um deles não resistiu e faleceu, mas o que faleceu não parecia ser uma criança. – falou o doutor angustiado.

- Como assim? – perguntou Laura sem entender nada. – explique melhor.

- O que sobreviveu é um menino saudável e normal. – o doutor falava devagar, queria usar palavras certas. – o outro que faleceu, não parecia ser um bebê e sim um monstro. Eu sei que é difícil acreditar, mas eu trouxe imagens.

Laura e Sérgio se apavoraram. Uma das crianças era perfeita, mas a outra parecia ser deformada. Os braços e as pernas estavam minúsculos e em lugares diferentes. Laura jogou os papéis no chão e começou a chorar.

- O que faremos? – perguntou Laura nervosa. – ela precisa tirar isto de dentro dela, está morto!

- Laura e Sérgio! – exclamou Sarah entrando no quarto. – vamos.

Os três saíram caminhando para fora do hospital. Sarah estava com seu uniforme policial e com seu chapéu por cima dos cabelos encaracolados. Andava em um salto alto preto, era uma mulher chique e bela. Caminhou até seu carro e se dirigiu até a lanchonete, sendo seguida por Sérgio e Laura. Sentaram-se em uma mesa no fundo da lanchonete, onde não havia ninguém por perto.

- O que quer com nós dois? – perguntou Sérgio encarando Sarah.

- Queria conversar com vocês. Tenho muitas coisas a contar. – disse Sarah acendendo um cigarro. Colocou seu isqueiro de caveiras de volta ao bolso de seu casaco de couro e deu um suspiro fundo antes de começar a fumar. – eu acho que é proibido fumar aqui.

- O que quer nos contar? – perguntou Laura insistente.

- Coisas sobre Freddy Krueger e tudo relacionado a ele. – sorriu Sarah dando uma leve tossida. Ela estava observando cada passo ou sinal que era feito naquela lanchonete. Sarah sempre foi uma mulher atenta e observadora, desde pequena.

††1989††

Sarah tinha doze anos quando tudo aconteceu. Ela havia se mudado com seus pais para uma pequena casa, mas com um jardim imenso. O lugar parecia ser agradável, mas não era. Sarah era filha única, mas nos primeiros dias em que permanecia na casa, conheceu uma garota. Jaqueline era uma menina doce e meiga, por fora. Nos primeiros dias em que permaneceu naquele local, ela estava sendo um amor com todos, mas logo após de dois meses, tudo se modificou.

- Você é muito santa. – sussurrou Jaqueline nos ouvidos de Sarah. A garota tinha quatorze anos e era realmente bonita. – melhores amigas se masturbam você sabia? Deixe-me lhe masturbar e te chupar, vadia.

- Eu não acho que isso seja certo. – falou Sarah que pela primeira vez sentia medo da própria amiga.

- Se não brincar comigo, perderá a única amiga que tem. – sorriu a menina tirando a roupa de Sarah. As duas se beijaram e ficaram ali por algum tempo, esfregando-se uma a outra.

Sarah não conversou com seus pais a noite inteira. Estava com medo de que eles descobrissem algo e também vergonha. Depois de ter comido uma sopa, a menina foi ao porão, onde ficava seu quarto. O quarto de Sarah era roxo e tinha algumas borboletas brancas na parede. Era um quarto de princesa. Sarah viu que Jaqueline estava em cima de sua cama, a olhando friamente.

- O que faz aqui? – perguntou Sarah assustada Jaqueline estava com uma faca em mãos. – o que faz com isso?

- Quero que prove nossa amizade. – falou Jaqueline entregando a faca para a amiga. – vá.

- Quer que eu me corte? – perguntou Sarah largando a faca em cima de sua cama. – isto é inútil.

- Você não irá se cortar. – falou Jaqueline se aproximando dela. – irá assassinar seus pais.

- O que? – perguntou Sarah apavorada. – está maluca. Não quero mais a sua amizade.

- Estou mandando. – disse Jaqueline em um tom insolente enquanto segurava Sarah pelos braços e a encarava com os olhos esbugalhados. O olhar de Jaqueline parecia estar enfeitiçando a garota, ou algo do tipo.

- Irei. – falou Sarah saindo pela porta com a faca escondida em suas vestes.

†††

- Me desculpem por estar falando isso. – sorriu Sarah com uma tristeza no fundo dos olhos que poderia ser vista por Laura e Sérgio. Ela estava nervosa por relatar aquilo.

- O que fez depois que saiu por aquele quarto? – perguntou Laura querendo saber detalhes.

- Não irei contar tudo. Tem coisas privadas. Já entenderam o que eu fiz e me arrependo até hoje. – falou Sarah colocando seu cigarro em um cinzeiro que ela tinha.

- Porque contou isso? – perguntou Sérgio arrogantemente. Ele precisava voltar para o hospital, estava com medo de que Katharine fosse assassinada por Freddy Krueger.

- Porque isso tem haver com Krueger. – falou Sarah tossindo novamente. Iria contar o que eles precisavam saber e necessitava de fôlego para isso. – o médico deve ter mostrado a vocês a imagem dos bebês de Katharine. Um deles era terrível, na verdade um monstro. Sabem por que ele era assim? Ele era filho de Freddy Krueger.

- Está dizendo que Kate foi estuprada por Freddy Krueger? – perguntou Laura horrorizada.

- Não foi isso. Aidan foi estuprado por Freddy quando ele era uma criancinha. – a mulher estava de olhos fechados e pensando no que dizer. Qualquer palavra errada que usasse, poderia ser fatal. – Freddy manteve um contato com Aidan tão forte e tão profundo, que uma parte de Freddy ficou em Aidan. Kate não foi estuprada por Freddy, mas um dos filhos era dele. Graças que esse morreu, pois seria tão terrível quanto o pai.

- Isso não tem como acontecer! – exclamou Sérgio com a mão na cabeça. Cada vez mais, pensava que esse pesadelo estava longe de acabar. – sério mesmo?

- Isso é sério. – falou a mulher com raiva de que poderiam estar duvidando. – como estaria mentindo algo tão maluco? Porque mentiria sobre algo tão alucinador?

- E como irão tirar isso de dentro de Katharine sem machucar a outra criança? – perguntou Laura curiosa e amedrontada.

- Tem duas opções. Ou tiram aquilo de dentro dela e corre risco de a outra criança morrer também, não que seja cem por cento. Ou deixem aquilo se espedaçar por dentro dela e se espalhar. A segunda opção fará com que Katharine tenha algo de Freddy dentro de si e se tiver um filho, ele será tão terrível quanto tal.

- Legal, mas não acredito em nada disso. – sorriu Sérgio levantando-se na mesa e indo para o banheiro.

- Me escute Laura. – sussurrou Sarah nos ouvidos de Laura. – eles não permitirão a entrada de vocês no hospital fora do horário de visitas. Há um paciente gripado e os visitantes estão proibidos de ficar por lá. Tenham cuidado com Katharine. Se ela tiver pesadelos será o fim. Está fraca demais.

- Eu irei ter... – Laura foi interrompida pelo telefone de Sarah.

- Alô? Sim, sou eu. Nossa isso é ótimo! Eu aviso, obrigada. – Sarah desligou o telefone e voltou a conversar com Laura. – era do hospital. Katharine está acordada e sã, mas terá que passar a noite no hospital e ir para casa apenas amanhã cedo.

- Katharine não estava com tanto sono e antes de acordar, ela adormeceu um pouco. Eu estou tranquila, pois Freddy só irá atormentá-la se estiver com um sono mais profundo que o normal, digo, se estiver muito cansada. – Laura sorriu aliviada.

- Vou indo. – falou Sarah levantando-se da cadeira. – avise seu namorado sobre tudo que eu disse.

- Aviso sim. – sorriu Laura dando um aperto de mão em Sarah. – mas ele não é meu namorado.

- Desculpe-me. – falou Sarah saindo da lanchonete.

†††

A noite havia pairado sobre Springwood. Tudo estava silencioso, até de mais. A lua cheia clareava o céu escuro e sem nuvens, mas sendo apenas dez para dez da noite e não havia ninguém na rua. Springwood não havia quase festas, afinal a maioria dos jovens que viviam ali, eram atormentados e mortos por Freddy Krueger. Aquela pequena cidade não trazia memórias boas para nenhum morador. Os assuntos trágicos percorriam pela cidade até os dias atuais, inclusive sobre a morte do estuprador Freddy Charles Krueger.

Cristiano, Sill e Peter caminhavam em uma rua silenciosa. Os três haviam roubado um carro e partido para Springwood, mas o automóvel estragou antes que pudessem chegar a cidade, então tiveram que caminhar da cidade vizinha até ali. O que não demorou muito, pois Springwood e suas cidades vizinhas eram bem pequenas. Sill estava chutando uma latinha de Coca-Cola que havia encontrado no meio da estrada.

- Eu sou um homem bom. – citou Sill indo até a lixeira jogar a latinha. Voltou ao lado de Cristiano e Peter, que cantarolava algo. – aonde iremos?

- Eu irei até aquela estrada, pedirei carona e irei até a casa de Viviane. – falou Cristiano piscando para os dois “amigos”. Viviane era uma das dezenas de pessoas do grupo AFK que havia escapado do incêndio.

- Você irá? E nós? – perguntou Peter curioso.

- Não tem “nós”. Desculpem-me, mas eu irei levar créditos disso sozinho, igual Michelle tentou. – sorriu Cristiano sacando a arma de sua cintura e atirando nos dois amigos. Eles caíram no chão e Cristiano conseguiu dar um tiro em cada um, na cabeça, de modo que atingisse o cérebro. – adeus amigos.

Cristiano saiu correndo antes que algum morador fosse ver o barulho dos tiros. Ele correu o mais depressa para a estrada, mas antes que pudesse alcançar a estrada, Cristiano foi atropelado por um gigantesco caminhão, sendo dividido em pedaços.

†††

- Acha que iremos escapar dessa? – perguntou Laura insegura para Sérgio. Eles se encontravam no sofá, abraçados um ao outro. – digo, restaram apenas eu, você e Katharine. E obviamente Freddy quer Katharine por último.

- Relaxa. – falou Sérgio sorrindo e dando um beijo na testa da garota. – só mais essa noite e amanhã acabamos com isto. Não precisamos dormir esta noite.

- Não acho que eu consiga ficar sem dormir. – falou Laura pensativa. – ficar olhando para as paredes normalmente me deixa com mais sono que o normal.

- Quem disse que precisamos ficar a noite toda olhando para as paredes? – perguntou Sérgio fazendo uma careta maliciosa para Laura. Os dois se beijaram ali mesmo e logo depois foram para o quarto. Sérgio deitou-se e Laura subiu em cima dele. Olhando para o espelho que ficava ao lado, viu estar em cima de Gilbert. Laura deu um berro e correu para o banheiro. – Laura! Laura! – gritou Sérgio correndo até o banheiro. – o que houve?

- Eu não sei o que está acontecendo. – falou Laura alucinada. – toda vez que te encaro ou te olho pelo espelho, por um instante eu vejo...

- Gilbert. – disse Sérgio a abraçando. – eu te entendo, ele ainda mexe com você.

- Mas ele está morto e só fez meu mau! – exclamou ela cabisbaixa.

- Eu sei e te entendo. – sorriu Sérgio enquanto eles trocavam olhares pelo espelho do banheiro. – vamos tentar outra hora.

- Não. Eu preciso esquecê-lo. E é por isso que precisamos tentar agora. – falou Laura virando-se para Sérgio e o beijando.

Notas finais
gostaram do capítulo? Queria reviews de todos, pois está chegando o final. Sim, até o penúltimo capítulo! BEIJOS!