Welcome To Your New Nightmare
6 A bela canção Krueger
Notas iniciais
Obrigado gente!!
Abraços e boa leitura,
Um Potterhead.
LAURA ESTAVA TENTANDO LIGAR PARA KATE HÁ HORAS E ELA NÃO ATENDIA. Katharine estava brava por Laura não acreditar nela. Kate queria chamar Bianca e Josh para falar sobre seu último pesadelo, porque eles eram as únicas pessoas que acreditavam nela. Queria falar sobre o fracasso e a idiotice dela de não ter visto a bateria da câmera. Mal ela sabia que mais alguém estaria no lado dela. Mais alguém iria acreditar no que ela dizia.
Eram seis horas quando ela acordou para ir a escola. Kate não estava a fim de ir ao colégio, pois não queria ver Laura. Ela iria porque estava mal na escola e queria ver Bianca e Josh e contar a eles sobre o seu pesadelo. Vestiu uma roupa, fez um café e pegou seus materiais. Passou pelo quarto e viu sua mãe dormindo. Queria perguntar onde ela estava, mas não queria acordá-la.
Quando ela chegou ao colégio, viu Josh e Bianca conversando. Ela ficou com um pouco de ciúmes, mas logo percebeu que ela não sentia mais nada por ele. Bianca vestia suas roupas estranhas e na sua blusa havia escrito “Glory to the elves. Humans are rubbish near them”.
– E aí Kate?! Como foi? – perguntou Josh.
– É! Como foi? – perguntou Bianca. – filmou ele?
– Eu tive um pesadelo com ele. – disse ela. – o pior de todos para mim.
– E você conseguiu gravar algo? – perguntou Josh.
– Não. – disse Kate. – quando eu liguei a câmera, ela estava sem bateria.
– Sua inútil. – disse Bianca. – você não olhou a câmera antes?
– Não fale assim comigo! – exclamou Kate. – eu não consegui e pronto.
– Você não provou aos seus amigos. – disse Bianca. – e nem a mim. Eu acreditei em você. Mas estou achando que não passa de uma brincadeira estúpida.
– Eu o vejo também. – disse Josh.
– Então se interne com ela. – disse Bianca.
– Eu não estou maluca para ser internada garota. – disse Kate. – e se você não quer acreditar, o problema não é meu. Vai morrer como todos os meus amigos que não acreditaram em mim vão.
– Sério? – perguntou Bianca. – nada aconteceu com nenhum deles.
– Mary era minha amiga. – disse Kate.
– Ela foi assassinada. – disse Bianca. – ele só persegue a você. Só você irá morrer.
– Não. – disse Kate. – não serei apenas eu. Ele mandou uma carta...
– Uau! – exclamou Bianca. – agora esse tal de Freddy manda cartas, que assassino antigo. Hoje em dia se manda e-mail. Cansei.
Bianca saiu de perto dos dois e foi em direção a sua aula de história. Kate ficou espantada e Josh a abraçou.
– Você pode ir a minha casa hoje? – perguntou Kate. – quero ficar com alguém que confie em mim.
– Sempre estou disponível para você. – disse ele.
– É bom ter você como amigo. – disse Kate.
– Amigo? – perguntou Josh.
– Sim. – disse Kate. – meu único amigo que acredita no que eu digo.
– Vamos para a aula. – disse Josh.
– Vamos. – disse Kate.
Eles entraram na aula de geografia com o professor Ruffs. Sentaram juntos e viram Julie duas classes na frente.
– Preciso te falar algo. – disse Kate para ele.
– O que? – perguntou Josh.
– Minha mãe disse que iria fazer uma excursão com a igreja ontem. – disse Kate. – mas uma senhora da igreja foi ver minha mãe ontem e falou que não tinha excursão alguma.
– E? – perguntou Josh.
– E quer dizer que minha mãe mentiu o lugar onde ela foi. – disse Kate. – e eu tenho duas suspeitas.
– Quais suspeitas? – perguntou Josh.
– Ou essa saída tem algo com Freddy Krueger ou com aquele meu último padrasto. Ele está foragido da polícia**e ela pode ter ido encontrar ele.
– Não sei qual das alternativas pode ser, mas porque teria haver com Freddy Krueger? – perguntou Josh.
– Porque quando eu perguntei o que ele queria de mim, ele falou que era para perguntar para minha mãe, porque ela sabia.
– E você perguntou? – perguntou Josh.
– Não. – disse Kate.
– Pelo menos falou algo sobre seus pesadelos a ela? – perguntou Josh.
– Também não. – disse Kate.
– Então acho que deveria abrir o jogo com ela. – disse Josh. – conte sobre seus pesadelos e pergunte o que ela sabe dele.
– Você tem razão. – disse Kate. – que horas você poderá ir para minha casa?
– Não espere por mim para falar com sua mãe. – disse Josh. – não vou te ajudar a contar sobre isso a ela.
– Está bem. – disse Kate. – falarei isto quando chegar a minha casa. E depois que acabar eu te ligo para dizer que você já pode ir e quando você chegar, eu lhe conto tudo.
– Está bem. E depois... – Josh nem chegou a acabar a frase.
– Será que vocês podem ficar quietos? – perguntou o professor Ruffs. – desde que chegaram a minha sala, não calaram a boca.
– Desculpe senhor. – disse Kate.
– Eu desculpo. – disse ele virando-se para ir até a sua mesa.
– Eu odeio esse professor. – sussurrou Josh.
– E eu odeio ter que passar dever de casa. – disse Ruffs. – mas você me obrigou a isto. Quero uma redação de trinta linhas sobre este assunto que estamos discutindo. Vamos ver se todos sabem o que estão estudando e eu disse “T-O-D-O-S”, sem exceções.
– Mas a culpa é dele. – disse um garoto ruivo apontando para Josh.
– Senhor Jim. – disse o professor. – todos desta classe são como uma família. Se é para um, é para todos.
– Valeu seu idiota! – exclamou Jim.
– Cale a boca, Xeruffi. – disse Josh.
– Senhor Xeruffi e senhor Taylor, parem já. – disse Ruffs. – prova dia dezesseis.
– Como assim? – perguntou uma garota. – uma prova por causa de uma discussão?
– Que tal um trabalho por causa de uma pergunta que não tem nada haver com você? – perguntou Ruffs.
Todos ficaram quietos e Sr. Ruffs se sentou em sua cadeira estofada. Quando tocou o sinal para ir embora, Kate foi decidida a conversar com sua mãe. Ela andou pelas mesmas ruas e pelas mesmas paisagens, só que desta vez ela andava muito rápido. Seu coração batia mais forte cada vez que chegava mais perto de sua casa. Ela abriu a porta e se deparou com um homem. O homem tinha um cabelo escuro e era alto. Ele vestia uma roupa preta que ia até seus pés.
– Quem é você? – perguntou Kate.
– Meu nome é Mariolo. – disse o padre. – eu sou um padre.
– Um padre? – perguntou Kate. – onde está minha mãe?
– Estou aqui Kate. – disse Elizabeth descendo as escadas.
– Mãe, este padre está esperando a senhora. – disse Kate.
– Ele não está esperando a mim Kate. Ele está esperando você. – disse Elizabeth.
– Por quê? – perguntou Kate.
– Ontem eu viajei por duas horas para encontrar este padre. – disse Elizabeth. – ele é o único que tem experiência com estas coisas pela região.
– Experiência com o que? – perguntou Kate.
– Demônios. – disse o padre.
– E o que eu quero com demônios? – perguntou Kate.
– Apague ela. – disse Elizabeth.
O padre foi rápido até Kate e colocou uma seringa em seu braço. Ela foi ficando fraca até desmaiar.
– Estranho. – disse o padre.
– O que foi? – perguntou Elizabeth.
– Pelo que eu saiba o demônios se possuam da pessoa e não os libertam. – disse ele. – Ela estava falando normalmente comigo, não estava possuída, o demônio já foi libertado, pois nunca vi um demônio ficar em silêncio dentro do corpo de alguém.
– Então a proteja. – disse Elizabeth. – faça com que esses espíritos malignos não entrem mais nela.
O padre fez uma reza e em seguida colocou Kate deitada no sofá. Ele foi embora deixando Elizabeth ao lado de Katharine esperando ela acordar. Kate acordou meio confusa, mas se lembrou de quase tudo quando viu o rosto de sua mãe.
– Minha filha! – exclamou ela. – você está bem?
– O que a senhora fez comigo? – perguntou Kate.
– Eu queria que o padre tirasse um demônio de você, mas ele não encontrou nada de errado.
– Claro. – disse Kate. – eu não tenho espíritos.
– E como você me explica isto? – perguntou a mãe dela.
– Era isso que eu iria explicar. – disse Kate.
– Então explique. – disse Elizabeth.
– Primeiro você tem que me responder algo – disse Kate.
– Pergunte. – disse Elizabeth.
– Quem é Freddy Krueger? – perguntou Kate.
Elizabeth estava quieta. Ela ficou nervosa e branca. Nenhuma palavra saía de sua boca. Até que ela conseguiu falar algo.
– Não sei. – disse ela gaguejando. – não conheço.
– Você tem certeza? – perguntou Kate.
– Tenho. – disse ela. – absoluta.
– Eu tenho pesadelos com ele. – disse Kate.
– O que ele te diz? – perguntou Elizabeth assustada.
– Ele quer me matar. Eu pergunto para ele o que ele quer de mim, mas ele apenas diz: “pergunte para sua mãe, ela sabe a resposta”. – disse Kate.
– Eu não tenho respostas. – disse ela. – nunca vi este homem em minha vida. Mas o que isto tem haver com aquilo que aconteceu enquanto dormia?
– Ele fez aquilo. – disse Kate. – Mary morreu porque ele a matou. Ele mata as pessoas nos pesadelos e eles morrem de verdade. É tudo real.
– E por que ele queria matar você? – perguntou Elizabeth.
– Isto é você quem me responderá. – falou ela.
– Eu? – perguntou sua mãe. – eu não conheço esse homem, não tive pesadelos com ele para saber.
– Ele não mentiria para mim. – disse Kate. – ele está falando a verdade. E antes de morrer eu quero saber o que ele quer comigo.
– Eu não sei. – disse Elizabeth.
– Quanto mais cedo souber o que ele quer comigo, melhor. Eu poderei criar alguma estratégia para destruí-lo. – disse Kate.
– Eu não sei Katharine. Eu não sei. – disse ela. – eu nunca ouvi falar neste homem. Eu juro isto para você.
– Eu não vou tentar mais. – disse ela. – se não quer contar, não me conte. E Josh virá em casa ficar comigo.
– Vocês reataram? – perguntou a mãe de Kate.
– Não. – disse ela. – e nem quero.
Ela subiu as escadas e foi ao seu quarto. Iria pesquisar sobre Freddy até que Josh ligasse para ela. Ela tentaria colocar no Google, mas estava ciente de que não encontraria nada. O que poderia aparecer sobre Freddy? “homem ataca pessoas em pesadelos.” Enfim, ela sabia que não tinha chance de descobrir algo sobre ele. Mas ela insistiu. Abriu seu navegador e pesquisou sobre ele. Colocou Frederick Charles Krueger no Google e pesquisou sobre aquele homem que sem conhecer, era o que ela mais temia. Ela ficou impressionada quando apareceu uma reportagem sobre ele. Aquela notícia era de muitos anos atrás e Kate apertou no link.
HOMEM MORRE QUEIMADO EM SPRINGWOOD.
Frederick Charles Krueger, morador de Springwood (RE), foi queimado na última noite, por vizinhos de Elm Street. Ele era acusado pela vizinhança de estuprar crianças e como não tinham prova contra isso, os policiais não poderiam detê-lo. A vizinhança até então revoltada, se uniram ao tenente Donald Thompson e sua mulher e queimaram o homem onde ele dormia. Os participantes do crime foram julgados, mas não tinham a prova de todos os participantes do crime então alguns foram soltos. Os que mais levaram anos de prisão foram os Senhores Thompsons que foram liberados tempo depois. A senhora Thompson morreu violentamente enquanto dormia e suspeitas são de que algum parente de Frederick tenha feito aquilo como vingança. Já Donald, quando saiu da prisão, voltou aos seus estudos e está atualmente como tenente de Springwood.
Kate estava pasma. Havia muito mais segredos do que ela imaginava e o tenente Thompson era um deles. Ela precisava falar com Josh e queria receber a ligação dele a qualquer momento. Freddy Krueger era um estuprador? Thompson e o resto da vizinhança Elm tocaram fogo em Freddy? Quem era o mais sem coração de todos? Quem estava certo? Ou errado? Kate ficou desesperada e estava a fim de sair correndo até Thompson para falar com ele, mas seu telefone tocou e Josh estava com ela.
– Como foi? – perguntou ele.
– Ela negou. – disse Kate. – mas antes aconteceu uma coisa muito estranha e agora aconteceu algo pior. Preciso de você aqui comigo Josh.
– O que houve? – perguntou ele.
– Muito complicado para dizer por celular. Venha logo. – Kate desligou o celular e sentou em sua cama. Esperou Josh por trinta minutos e abriu a porta desesperadamente quando ele chegou.
– Me explique. – disse Josh.
Katharine contou toda a história para Josh, desde o seu “exorcismo” até sua pesquisa sobre Freddy. Josh ficou pensativo por um instante o que quase fez Kate estrangular ele.
– Sem palavras. – disse Josh.
– Eu também. – disse Kate.
– O tenente? – perguntou Josh.
– Sim. – disse ela. – por mais estranho que seja. O tenente.
– Filho da mãe! – gritou Josh. – vamos falar com ele?
– “EU” vou falar com ele. – corrigiu ele. – mas não agora.
– Eu estou com você para tudo. – disse Josh.
– Não. – disse Kate. – eu não quero que você faça nada por mim.
– Não sei como pude namorar uma criatura tão bipolar. – disse Josh.
– EU NÃO SOU BIPOLAR! – gritou Kate.
– Ok. – disse Josh.
– Eu estou com sono. – disse ela. – pretendo dormir o resto da tarde até a noite. Depois revezamos e você dorme.
– E se eu não conseguir te acordar enquanto você tem o pesadelo?
– Confio em você Josh. – disse Kate. – você vai fazer isto por mim.
– Eu disse que você era bipolar. – disse Josh.
Kate riu.
– Talvez eu seja um pouco. – disse Kate.
– Durma a vontade. – disse Josh.
Os dois se deitaram. Josh deitou cara a cara com Kate, o que não durou muito tempo até ela ver e virar para o outro lado da cama. Josh ficava cuidando ela dormindo. Cuidava seu rosto e seu corpo. Queria beijar ela, queria acariciar ela porque no fundo ele a amava. Podia ter errado com ela, mas ele sempre gostou de Kate.
Três garotas estavam escrevendo em um quadro de giz. A escola estava vazia e só tinham elas. Elas escreviam uma letra de música. Kate estava dormindo em uma carteira no fundo da sala. Ela acordou e enxergou três garotas na frente do quadro.
– Quem são vocês? – perguntou Kate.
As garotas não responderam e nem sorriram para ela.
– Quem são vocês? – perguntou Kate.
As garotas começaram a gaguejar algo. Mas não pareciam conseguir dizer nada. A boca delas estavam cortadas e elas vomitavam sangue. Kate ficou desesperada, mas não atinava em sair da cadeira para ajudar as meninas. Foi quando elas pareciam terem se livrado de um mal. Depois que elas vomitaram todo aquele sangue, elas cantaram uma canção que deixou Katharine mais apavorada ainda.
“Um, dois, O Freddy vem te pegar,
Três, quatro, é melhor trancar a porta.
Cinco, Seis, Agarre seu crucifixo,
Sete, oito, fique acordado até tarde.
Nove, dez, não durma nunca mais"
Kate abriu a boca para gritar, mas era muito tarde para isso. As três meninas foram cortadas no peito por Freddy Krueger. Elas foram ajudar Kate, mas acabaram morrendo.
– Olá Kate. –disse Freddy.
Kate deu um grito. Ao acordar, percebeu que Josh estava dormindo. “Desgraçado.” pensou ela.
– Josh. – disse Kate. – Josh, acorde.
Kate percebeu que Josh estava muito ocupado para isto. Ele estava dormindo e não acordaria por nada. Decidiu então vigiar ele para que nada de ruim acontecesse. Eram duas da manhã e ela estava com um pouco de sono ainda, mas bem mais aliviada. Não considerou muito o gesto de Josh ter sido cavaleiro e ter a deixado dormir de madrugada sendo que eles iriam revezar, pois ele dormiu também, deixando os dois em risco. Ela ficou admirando o rosto de Josh enquanto ele dormia. Ela sentia algo por ele. Não sabia se era só um afeto de uma amizade que duraram anos antes de virar amor.
Kate e Josh foram juntos para a escola, mas ela não contou sobre seu pesadelo para ele. Eles sentaram-se um ao lado do outro, o que deixou Laura um pouco com raiva já que Kate sentava com ela.
– Bom dia. – disse a professora.
– Bom dia. – responderam alguns alunos desanimados.
– Bom, eu queria apresentar um novo aluno que será o novo colega de vocês. – disse a professora. – ele veio do Texas e se mudou para cá faz uma semana. Venha falar aqui na frente.
O novo garoto se dirigiu a frente da classe e os outros ficaram perplexos, tentando adivinharem de onde ele saiu, pois ninguém havia percebido a presença de algo novo.
– Olá. – disse ele encabulado sem ter respostas da turma. A professora até fez uma cara feia demonstrando desaponto, mas não adiantou.
– Meu nome é Aidan. – disse o garoto.
Kate ficou encantada. O garoto era do estilo esportista e era forte. Ele era moreno e alto e tinha olhos verdes. Mal sabia ela que aquele garoto escondia algo que ela nem se quer teria imaginado. Aidan Morgan, o novo colega de Kate.
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