Welcome To Your New Nightmare
17 A Gravação
Notas iniciais
“O QUE A MINHA MÃE FOI FAZER NA DELEGACIA?” pensou Katharine. Ela não queria entrar para não ser vista, mas queria ouvir o que ela iria falar e com quem lá dentro. Então, Kate não resistiu. Viu Thompson chegando ao trabalho. Ela não queria fazer nada com ele de novo, mas era a única solução.
- Thompson! – gritou Katharine e ele olhou para ela e foi em sua direção.
- Olá minha gata. – falou Thompson sorrindo. Ele era um galinha, mas era um pedaço de mau caminho. – não resistiu a mim e veio na hora de meu trabalho? Passa aqui no fim do expediente que eu te levo para o motel outra vez.
- Não é nada disto. – falou Katharine para ele, olhando nos olhos. Então ela colocou a mão no pênis dele, de modo que estava escondido pela sua bolsa que estava na frente e ninguém viu nada. – você não me quer? Terá chance de me pegar de novo. Só precisará fazer algo.
Ela sentiu o membro dele cutucando sua mão. Estava subindo. Thompson estava excitado.
- E o que eu tenho que fazer para montar outra vez em você? – perguntou ele olhando para os seios de Katharine.
- Minha mãe está lá dentro. – avisou Kate. – deve estar conversando com o “amiguinho” dela. O delegado. Espie e escute o que estão dizendo e me conte tudo. Se precisar gravar, pegue seu celular e grave. Está entendendo?
- Estou. Vou lá dentro e ouvir tudo. – falou ele dando um beijo no rosto dela e sussurrando ao ouvido de Kate: — me espere aqui no mesmo lugar quando acabar o meu expediente. As seis.
Katharine foi embora para casa. Estava ansiosa. Sua mãe estava mentindo para ela mais uma vez. Mas agora Thompson ouviria tudo. Ele estava andando pela delegacia e viu Elizabeth esperando a sala do delegado ficar vazia. Então um homem saiu da sala do delegado e Elizabeth entrou. Thompson foi até as janelas que tinham uma janela com cortinas venezianas. Mas antes que Elizabeth pudesse falar qualquer coisa, Thompson bateu na porta.
- Com licença senhor. – disse Thompson para o delegado. – lamento interromper, mas vi Elizabeth e queria dar um olá a ela. Faz tempo que não a vejo.
- Com toda a licença Thompson. – disse o delegado amargamente.
- Olá senhora Elizabeth. – Thompson entrou e deu um abraço em Elizabeth quando ela levantou na cadeira e disse “olá” para ele. Mas Thompson não foi apenas para dar “olá”. Ele apertou o botão “gravar” que tinha no aplicativo do celular e colocou na outra cadeira que estava com o assento para baixo da mesa. Então ninguém veria o celular e Thompson mostraria para Kate o que a própria mãe disse. – seu vestido verde é lindo. Mas Katharine fica mais linda que você vestida com isso. – Elizabeth não havia entendido o que Thompson havia dito sobre Katharine e o vestido. Thompson saiu pela porta sorrindo para os dois e entrou em sua sala, abrindo as cortinas brancas para ver quando Elizabeth iria sair para parar a gravação do celular.
- Então, o que você quer falar comigo Beth? – perguntou o delegado olhando atentamente para os olhos de Elizabeth.
- Kate descobriu muitas coisas Brown. E aposto que foi você que contou. – falou Elizabeth enrugando o rosto.
- Fui eu. – disse ele sorrindo. – eu mesmo falei e iria falar mais se ela não interrompesse o assunto. Por quê?
- Ela sabe que Freddy tem haver comigo, sabe que fomos amigos e amigos apenas. – disse Elizabeth. – estou apavorada.
- Apavorada? – perguntou o delegado. – sua filha está correndo perigo, está sendo caçada e você se preocupa com o que ela irá descobrir. Conte para ela tudo. Inclusive que você trabalhava em um cabaré e que eu era seu cafetão.
- Não ouse falar sobre isto para sua filha e eu adorava meu serviço. Depois eu saí para a loja de lustres e logo após fui trabalhar como professora na creche, pois foi à faculdade que eu fiz. Para ser professora.
- Não contarei mais nada. – disse o delegado devorando a própria saliva.
- Melhor assim. – falou Elizabeth dando um sorriso. – minha filha não pode saber que eu era amiga de Freddy. Deixa-a desconfiada.
- Eu não conto, mas isto é um erro. Perdi um dedo por culpa dele. E vou acabar com ele quando tiver um pesadelo com este verme.
- Verme? – perguntou Elizabeth não acreditando no que havia ouvido. – verme é este tenente que veio me dar oi. Ele assassinou Freddy.
- Freddy abusou da filha dele. E depois a matou.
- Matou depois de morto. Nos sonhos, para vingar-se. Mas enquanto abusar, não se vê nada de errado. Ela daria o rabo dela mais cedo ou mais tarde.
- Não irei discutir com você. – disse o delegado odiando o que ela havia dito. – mas todo o tempo que você está na igreja, não mudou nada em relação a Deus e ao estupro?
- Padres estupram. Freiras têm casos com homens escondidas da igreja. Teve um padre que foi acusado de praticar um estupro coletivo em uma garota. Delegado, o senhor acha mesmo que as pessoas da igreja são santas? Santos, só nomeados para isto. Alguém que nunca cometeu um pecado, só Deus.
- Vá embora. Preciso trabalhar. – disse Brown.
Elizabeth saiu pela porta e Thompson foi até a sala do delegado e tirou seu celular da cadeira sem Brown perceber. Ela havia chegado a sua casa e encontrado Kate sentada no sofá. Ela esperava o final do expediente e faltavam mais duas horas para isto. Katharine surpreendeu Beth quando ela estava subindo as escadas.
- Como foi o encontro? – perguntou Katharine.
- Foi bom. – disse Elizabeth sorrindo. – porque minha filha?
- Nada não. – disse Katharine. – a pizza estava boa?
- Deliciosa. – disse Elizabeth desconfiada.
- Ah, deliciosa. – repetiu Katharine olhando desenho animado na televisão. – quem estava?
Elizabeth ficou pálida.
- Q-quem estava?! – argumentou Elizabeth gaguejando. – o pessoal da igreja, quem m-mais estaria?
- Não sei.
Katharine esperou sua mãe ir para o quarto e foi de encontro a Thompson. Chegou lá bem na hora que Thompson havia saído do trabalho.
- Oi gata. – disse Thompson de um jeito mais conquistador que Aidan. – gravei o que pedi, mas não me aguentei e ouvi. E não gostei do que falaram de mim. Ah, liguei e marquei o motel para nossa noite. Disse para minha mulher que tive que cumprir horários que saí mais cedo.
- Menos Thompson. Primeiro me passe essa gravação via Bluetooth e depois veremos o que vamos fazer.
- Veremos? Como assim veremos? Você prometeu. Eu estava morrendo de angustia a tarde toda e preciso disso.
- Me passe a gravação e deixo fazer o que quiser comigo hoje a noite.
- Até anal?
- Thompson, não fale besteira. Passe-me.
- Sim ou não?
- Sim, Thompson, sim. Todos os buracos que quiser descobrir hoje à noite.
- Assim que eu gosto. — disse ele. — ouve o que tem para ouvir. – falou Thompson procurando a gravação em seu celular e passando para Kate.
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