Welcome To My Life
8 Capítulo 7
Notas iniciais
- Sim mãe eu já cheguei. – Confirmei mais uma vez.
- Graças a Deus. O que achou da casa? – Ela perguntou.
- É linda, e completamente adaptada para mim. – Eu sorri olhando meu quarto.
- Gostou da Sue? – Ouvi a voz de o meu pai perguntar.
- Sim, ela é muito legal, só parece muito preocupada comigo, fica dizendo que estou muito magra, ela esta pior que você mãe. – Eu revirei os olhos.
- Isso é bom, acho que posso confiar que ela cuidará bem de você. – Ela suspirou.
- Quando você ira na faculdade filha? – Meu pai perguntou.
- Amanhã, irei acertar tudo, e acho que as aulas começarão na segunda. – Eu soltei um bocejo involuntário, qualquer tipo de viagem seja ela longa, ou curta me deixavam cansada.
- Tudo bem querida, sei que esta cansada, vá descansar um pouco, amanhã ligaremos novamente ok?
- Tudo bem mãe.
Após despedir-me coloquei o telefone no gancho e fechei os olhos. A minha cama era enorme, e macia.
Pov. Edward
- Vamos Tânia, o medico mesmo falou que não adianta ficar aqui. – Eu disse afagando seu cabelo.
- Mas eu quero ficar aqui. – Ela falou, sua voz estava um pouco fraca, e tenho certeza que era por conta do choro.
- Você precisa descansar, pense só no sermão que ele vai te dar quando acordar, e você esta muito enganada se pensa que eu não irei contar. – Eu falei.
- Cara, eu preciso ir, amanhã pego cedo no hospital. – Emm disse, puxou Tânia para um abraço forte. Eu assenti para ele.
- Tudo bem, eu a convenço a ir para meu apartamento, pode deixar. – Ele suspirou e deu um beijo na testa de Tânia antes de ir embora.
- Pode ir Edward, eu vou ficar bem. – Limei algumas lagrimas que caiam de seus olhos já vermelhos.
- Só vou sair, quando você for comigo. Por favor, Tânia, você precisa ficar bem, como vai cuidar de seu pai se você mesma ficar doente?
- Ok, mas vamos falar com o medico, e se ele prometer que qualquer coisa ele ira me ligar, ai nós vamos. – Eu suspirei um pouco mais aliviado.
Caminhei com um braço ao redor de sua cintura, ate o final do corredor, bati na porta do medico, que logo a abriu.
- Posso ajudar?
- Doutor, convenci ela a ir para casa, mas se acontecer qualquer coisa...
- Eu ligarei avisando pode deixar. – Ele sorriu compreensivo.
- Pronto, vamos Tânia. – Seguimos caminhando lentamente em direção a saída do hospital, abri a porta do passageiro para ela, e logo entrei no carro dirigindo para meu apartamento.
- Se eu perder ele... – Ela começou, logo não conseguiu falar mais nada, seus soluços fortes a impediam. Aproveitei o sinal vermelho para pegar sua mão.
- Não pense assim Tânia, e caso isso infelizmente aconteça, você ainda terá a mim, e ao Emm, estaremos sempre com você, nunca duvide disso. – Voltei a dirigir quando o sinal abriu.
Eu não sabia o que falar, era minha melhor amiga ali chorando e eu sem saber como reconfortá-la.
Dirigi sem falar mais nada, na verdade eu estava com medo de falar besteira e terminar magoando ela.
Suspirei quando estacionei o carro no estacionamento do meu prédio, sai dele e logo abri a porta para que Tânia também saísse, ativei o alarme e caminhei com ela em direção ao elevador.
- Tome um banho, e tente descansar. Quer comer algo? – Perguntei enquanto trancava a porta.
- Não, estou sem fome. – Ela murmurou e seguiu pelo corredor em direção ao quarto de hospedes. Entrei em meu quarto e peguei uma calça de moletom, segui para meu banheiro.
Tomei um banho rápido, minha cabeça estava cheia, e eu estava cansado demais.
Voltei para meu quarto já com a calça e deitei-me em minha cama, suspirei alto sentindo todos os meus músculos relaxarem.
- Edward? – A voz fraca chamou meu nome. Ergui um pouco a cabeça e vi Tânia parada perto da porta, vestia uma camisola que ela mesma deixava aqui, para quando fosse dormir em meu apartamento.
- Algum problema? – Perguntei tentando me manter alerta.
- Não, eu posso ficar aqui com você. – Eu sorri e estendi um braço, ela veio rapidamente, deitando-se ao meu lado, puxei-a para meus braços e fechei meus olhos.
- Boa noite. – Eu sussurrei, acho que ela desejou-me mesmo, mas eu estava cansado demais para notar.
O toque de meu celular despertou-me, Tânia ainda dormia, peguei-o rapidamente e sai do quarto não querendo acordá-la.
- Alô. – Atendi sem sequer ver quem era.
- Doutor Cullen, é Brenda.
- Ah oi Brenda, algum problema? – Perguntei passando a mão no cabelo.
- É que o senhor tem uma paciente agora pela manhã e ainda não chegou, aconteceu algo?
- Ah, mil desculpas Brenda, aconteceu um imprevisto, mas eu chego ai em menos de quarenta minutos. Pode me dizer quem é a paciente? – Pedi torcendo para ser uma pessoa que pudesse me entender.
- É a Leah. – Suspirei aliviado.
- Ok, chego ai daqui a pouco.
Encerrei a chamada, e fui para meu quarto, Tânia ainda dormia, peguei uma roupa, e fui tomar um banho no outro banheiro.
Fiz um café rápido, tomando-o rapidamente, e deixando algumas coisas para que Tânia comesse quando acordasse, deixei um bilhete explicando tudo e sai do apartamento rapidamente.
Dirigi um pouco mais rápido do que normalmente. Chegando a clinica em vinte minutos.
Caminhei pelos corredores e fui para minha sala, vesti meu jaleco e pedi para que Brenda chamasse Leah.
Duas batidas na porta e logo o rosto já conhecido adentrou minha sala.
- Hei atrasado. – Ela falou sorrindo.
- Mil desculpas Leah, tive um problema e perdi a hora. – Desculpei-me chegando perto dela que deu de ombros.
- Não me importo, mas a Bella não gostou de esperar.
- E eu posso saber que é Bella? Não me lembro de você ter me falado sobre ela antes. – Eu disse enquanto massageava a perna dela.
-Minha mãe esta cuidando dela, ela é paraplégica sabe, mas resolveu fazer faculdade, e veio sozinha, então os pais dela contrataram minha mãe. – Ela simplificou.
- É bom, ela deve saber que estar paraplégica não a impede de se formar.
- Mas pelo que eu sei ela pode voltar a andar, só desistiu. – Parei a massagem.
- Como assim desistiu?
- Minha mãe me contou que ela fez a fisioterapia por alguns anos, mas não teve muita evolução, então ela decidiu parar. – Balancei a cabeça, inconformado.
- Isso é péssimo, quem sabe você não coloca algo na cabeça dela. – Eu sorri.
- Ou quem sabe, um certo fisioterapeuta bonitão não fala com ela. – Ela piscou.
- Fisioterapeuta bonitão? – Arqueei uma sobrancelha sorrindo.
- Pensa que eu não vejo as enfermeiras babando em você?
- Mas essa sua amiga esta aqui? – Perguntei.
- Aham, depois que sairmos daqui vamos terminar a papelada para ela começar a estudar em Stanford.
Ficamos calados pelo tempo restante da sessão.
- Onde esta sua amiga Leah? – Perguntei quando saímos de minha sala.
- Ela deveria estar ali, vou dar um jeito de vocês se encontrarem quem sabe você não faz ela querer voltar a andar. – Ela deu-me um beijo na bochecha e foi em direção a recepção.
E eu fiquei ali parado na porta de minha sala, com mil e uma imagens de como essa Bella seria.
Notas finais
gente, eu adoro leitores participativos,então participem da fic, digam o que vcs querem q aconteça, o q seria legal e td mais. ok?
bjssssssss e ate o prox.
Fale com o autor