Welcome To My Life
46 Capítulo 45
Notas iniciais
- Podemos ir visitar a Emily hoje. – Soltou de repente.
Ergui meu rosto, ainda apoiando meu queixo em seu peito, encarei seus olhos brilhantes suspirando.
Odiava ter qualquer tipo de briga com ele, especialmente quando eu ou ele relembrávamos o passado, isso me magoava. Poderia ser dito que eu era hipócrita, mas eu me senti ferida ao relembrar um erro que cometi.
E obviamente ele estava certo, ao dizer que também poderia errar. Mas o ser humano não tem um limite de erros, e só por que existe a possibilidade de ser perdoado não significa que devemos errar.
Conseguir um perdão é fácil, um perdão sincero não. Mas quem disse que perdoar também é fácil?
Ele ainda estava magoado comigo e isso era fácil de ser percebido.
Por que tem de ser tão difícil esquecer? Por que não podemos ser como um computador, ou uma rede social? Seria muito mais fácil no fim das contas.
- Você quer que eu vá? – Perguntei baixo.
- Se quiser ir, irei adorar ter sua companhia, e tenho certeza de que irá adorar a Emily. – Seus olhos ganharam um intenso brilho ao tocar no nome dela.
Mas o que eu poderia fazer? Eu não tinha culpa de me magoar. Eu não tenho culpa de querer que ele sempre me veja como a primeira opção.
Pode parecer idiota, mas eu queria que quando acontecesse algo, a primeira pessoa que ele pensasse fosse eu. Queria que ele compartilhasse de tudo comigo. Eu posso até estar pedindo demais, mas eu queria tanto, mas tanto isso.
Queria que ele me amasse sem receios.
Eu errei droga, errei e paguei por ele. Sofri assim como ele, e pedi perdão. Ele me deu uma segunda chance, então por que não podíamos esquecer tudo isso e nos concentrar no futuro?
E por que eu não consigo controlar meus pensamentos? Chega.
- É, tenho certeza de que vou adorar ela. – Eu sorri ao dizer isso. Um sorriso sincero, como aquele sorriso quando vemos alguém amado sorrindo. É tão bom sorrir dessa forma.
- Podemos ir logo então. Ainda tenho que ir a clinica. – Eu sentia que ele ainda estava triste. Eu não sabia bem o que fazer para ajudar.
Só queria que a vida fosse perfeita, um conto de fadas. Queria poder escrever minha própria historia. Queria poder sentar em frente ao computador, abrir o Word e escrever. Escrever minha vida e os acontecimentos futuros.
- Vamos. – segurei firmemente sua mão, e peguei minha bolsa que estava na mesa de centro.
- Ainda esta chateada. – Ele declarou antes de sairmos do apartamento.
- Vai passar, vamos esquecer isso.
O lugar não era muito bom, muitas crianças para pouco espaço. De repente eu me sentia hipócrita por reclamar de meus problemas ao ver os rostinhos daquelas crianças.
Percebi que Edward estava incomodado com o lugar, o que era perfeitamente normal.
Falamos rapidamente com uma senhora na entrada que nos indicou o caminho do berçário sem muita animação.
- Por que eles hesitam em dar a guarda para você, ela ficando aqui é pior. – Murmurei tentando não olhar muito para os lugares.
- Não faço a mínima ideia.
Percorremos o corredor estreito e sujo, escutamos alguns choros e logo estávamos em um longo quarto que abrigava berços velhos, e algumas camas.
- Qual é a Emily? – Perguntei a ele, que balançou a cabeça indo em direção ao primeiro berço.
Ao fazer isso escutamos um grito agudo, vindo do meio do quarto, ao que me pareceu ser um ato impensado ele foi até o berço, mas parou, tentando lembrar de ode veio o som. Como se soubesse o que estava acontecendo, o bebê repetiu o som.
E dessa vez Edward foi até o mesmo, sorriu ao olhar a criança ali dentro, com cuidado abaixou-se e retirou a menina de lá.Vi que ele fez força tentando conter as lagrimas, o que foi em vão pois logo uma deslizou por seu rosto.
Talvez fosse por finalmente estar reencontrando a menina, ou por saudade. Ou fosse o fato de que a menina estava com roupas velhas, e um pouco mal cuidada, sabia que isso doía nele.
Essa imagem doía em qualquer um, fosse qualquer criança. Não a pessoa tão má a ponte de não sentir pena de criaturas inocentes. E para Edward ver ela ali, quando na verdade ela deveria estar na casa dele, sendo cuidada e mimada por ele, o feria ainda mais.
Eu estava feliz por dividir esse momento com ele.
- Desculpe por você esta aqui. Mas logo você virá comigo para minha casa e vamos ser uma família, ok? Prometo tentar ser o melhor pai do mundo. – Ele a apertou contra o peito, e fechou os olhos, com a pequena menina nos braços.
Foi automático, logo meus pés davam passos rápidos até ele, me postei ao seu lado. Dez segundos depois ele percebeu minha presença e virou a menina, para que eu a visse.
Linda. Possuía lindos olhos brilhantes, olhos puros e inocentes.
Ela deu um gritinho para logo em seguida começar a brincar com a própria língua, colocando-a para dentro e fora de sua boca.
- Ela é linda.
- Eu sei.
- Não gosto desse lugar. – Admiti depois de alguns segundos calada.
- Não tem como gostar, esse lugar esta em péssimas condições. Vou fazer uma doação, tentar ajudar de alguma forma. – Deu de ombros sem tirar os olhos de Emily.
Ficamos no orfanato namorando a Emily por um tempo, até vir uma mulher com aparência cansada avisar que não poderíamos mais ficar ali, já que era o horário do almoço.
Edward relutou, mas por fim entregou Emily para a mulher, não sem antes beijar varias vezes a bochecha gorducha da menina, que sorriu para ele. Obviamente eu também não resisti r a apertei em meus braços também.
Pareceria clichê eu dizer que ela se encaixava perfeitamente bem ali? Em meus braços.
Ele me levou para casa, porem todo o caminho foi em silencio.
Se despediu de mim com um selinho e logo foi embora, para a clinica.
a parte da manhã que passei ao seu lado, foi incrivelmente reconfortante. Em minha mente pintou-se o tão famoso quadro clichê, ou o típico comercial de margarina, onde tudo é perfeito e fácil, leve de levar. Onde tudo é fácil de se resolver.
A vida não é assim.
Eu não fazia ideia do que aconteceria comigo e com Edward, não sabia o que ele faria a partir de agora, mas sei que de uma forma ou de outra, eu estaria com ele.
No dia seguinte (Pov Edward)
— Sei que esta nervoso, mas se você parar de andar para lá e para cá, eu agradeceria. – Ao escutar a voz de Tânia eu resolvi me sentar.
- Estou ansioso... E nervoso. – Acrescentei.
- Não tem motivos, vai dar tudo certo, você vai ver. – Piscou o olho, como se dissesse : Confia em mim, e pare de ser idiota a toa.
- Eu posso conseguir ela, Tânia, é importante para mim.
- Para mim também, lembre do que Jared disse: Seja seguro nas respostas, e mostre confiança, você tem muitas chances de conseguir. – Assenti.
- E a propósito, muito obrigado pelo que você fez, o quarto ficou muito bonito.
- Eu não fiz quase nada, só mandei pintar e achei aquele rosa muito bonito, alias, e comprei algumas coisas, se tudo der certo, o que eu tenho certeza, nós compramos o resto. Emily terá um quarto de princesa.
- Claro.
- Você conversou com Isabela?
- Sim, nos acertamos, ela ficou muito chateada com o que aconteceu, terminamos brigando, relembrando coisas que deveriam estar enterradas, acho que precisamos aprender a lidar com certas situações. – Ela deu-me um meio sorriso.
- Com toda a certeza, eu e Jasper não passamos por isso, mas estamos sempre discutindo por bobagens... ciúmes principalmente. – Ela fez uma careta adorável. – Então não vamos nos casar? – Fez um biquinho.
- Não sei, iria casar com você para ter a Emily, mas com a Bella... Eu queria fazer quando realmente estivesse pronto sabe? Por amo e... – O toque do interfone me cortou.
- Será que é a assistente social?
- Não sei.
- Vai atender. Anda. – Levantei e fui até o aparelho e o atendendo.
Como previsto era a assistente social, Sra Gondon.
Tânia sorriu tentando me tranquilizar porem não deu muito certo não.
Cerca de cinco minutos depois, a campainha tocou, eu respirei fundo e ajeitei a gola de minha camisa social, Tânia fez o mesmo alisando a saia longa que usava.
- Bom dia, Sr Cullen. – A senhora baixinha e de aparência bondosa cumprimentou-me com um meio sorriso no rosto, terminei sorrindo, eu esperava mais uma mulher com aparência de bruxa que faria de tudo para que eu não conseguisse a guarda de Emily.
- Bom dia, entre por favor. – Ela fez o que pedi, olhando ao redor e fizou o olhar em Tânia que sorriu polidamente.
- Sua namorada?
- Oh, não essa é minha amiga Tânia. – Estendeu a mão para Tânia que a apertou cumprimentando-a em seguida.
- Entendo.
- Fique a vontade, sente-se. Deseja algo? Um suco? Café? Água?
- Não senhor Cullen, não quero nada. Apenas fazer-lhe algumas perguntas. – Assenti, sentando-me perto de Tânia.
No geral foi mais simples do que eu esperava, ela perguntou-me o que eu fazia, por que eu fazia, por que eu queria adotar uma criança mesmo sendo jovem, como eu cuidaria dela, se eu pretendia me casar.
Fui sincero em tudo, admitindo que sentia uma forte ligação por Emily, e que queria protegê-la. Ela também olhou o apartamento, e percebei que ela gostou quando entrou no quarto que seria de Emily, caso eu conseguisse sua guarda.
Quando ela estava prestes a sair do apartamento, eu tive que me controlar e não dar qualquer tipo de pulo, ou urro de alegria ao escutar ela dizendo: Bem senhor Cullen, pelo que vejo aqui não há motivos que o impeçam de ficar com a menina, tenha um bom dia.
E finalmente, finalmente tudo parecia que ia ficar bem agora.
Notas finais
Como ja sabem, faltam apenas dois agora, o prox e o epilogo e bum fic acaba.
AHHHHHH eu vou começar outra, que será bem cliche na verdade e agua com açucar, quem quiser eu provavelmente irei começar a postar ainda essa semana, talvez sabado ( pq preciso de uma capa e de uma sinopse, duas coisas que eu sou pessima, alias) e talvez sexta eu consiga postar aqui, se não no sabado tb.
bjsssss vou embora, to gripada e com colica, mulher sofre, oh como sofre.
bye.
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