Notas iniciais
meu mais do que sincero obrigada a Camila_twilight q fez a primeira recomendação da fic. obrigada por me incentivar em tds flor.

Um mês depois

– Pare de me tratar como se eu fosse uma criança. – Reclamei com meu pai.

– Desculpe querida, só queria te deixar confortável. – Ele falou simplesmente, e logo me culpei por isso, ele todo atencioso enquanto eu ficava reclamando de tudo. Meus pais estão sofrendo tanto quanto eu.

– Desculpe-me papai, só que me sufoca todo esse cuidado que estão tendo comigo. – Ele assentiu, e deu-me um beijo na testa.

– Tudo bem querida, quando quiser alguma coisa é só chamara, hoje não irei trabalhar. – Ele disse e deu um sorriso. Deu à costa e ameaçou sair do quarto. Antes que o fizesse eu o chamei.

– Pai?

– Quer algo querida? – Ele perguntou prontamente, em outra ocasião eu teria revirado os olhos, mas hoje eu queria algo.

– O senhor... Conseguiria para mim, um relatório completo sobre Edward Cullen?- Ele suspirou.

– Tudo bem, vou ligar para o escritório, e talvez amanhã mesmo você esteja com ele em mãos ok?

– Obrigada pai.

– E Bella, pare com isso, o garoto não teve culpa de nada, foi tão vitima quanto você. – Ele saiu do quarto antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa.

Tão vitima quanto eu? Meu pai estava ficando louco? Ele estava perfeitamente bem, tinha uma vida completa, não perdeu ninguém por culpa do acidente, esta andando e pode curtir tudo que a vida pode lhe oferecer. E ainda ele é tão vitima quanto eu?

Peguei a foto que ficava na minha mesa de cabeceira. Nela Jack e eu estávamos abraçados, atrás de nós a imagem era perfeita, o céu estava incrivelmente estrelado e a lua estava imponente no céu.

Lembrava-me perfeitamente desse dia...

– Jack, para onde vamos? – Perguntei enquanto deixava ele me levar pela mão.

– Você já vai ver princesa, e vai adorar. – Ele sorriu um sorriso lindo.

– Nós deveríamos estar no luau, nossas famílias vão notar nossa ausência. – Eu falei mordendo o lábio, ele riu sem parar de me puxar.

– E vão logo perceber que queríamos ficar sozinhos. – Ele parou em frente a uma grande pedra.

– O que vamos fazer aqui? – Perguntei sem entender.

– Curtir a noite, como qualquer casal apaixonado. – Ele deu de ombros e me ergueu um pouco, equilibrei-me na pedra e com cuidado a escalei ate chegar no topo onde sentei-me, logo senti sua presença ao meu lado.

– É lindo. – Disse olhando o belo luar a minha frente.

– Vem cá, vamos registrar isso. – Ele tirou uma câmera do bolso e me puxou par seus braços...

– Você me faz tanta falta. – Suspirei.

No outro dia...

– Iremos amanhã no medico você começará a fisioterapia e logo estará andando novamente. – Minha mãe disse feliz, eu assenti pegando uma maça.

Eu não estava tão confiante assim, quando o medico disse que eu poderia voltar a andar, uma pequena chama de esperança acendeu em mim. Mas depois que a animação passou eu percebi que nada é tão fácil assim, seriam anos de fisioterapia, isso ate que eu conseguisse realmente andar.

O medico havia me explicado, que em alguns meses eu já poderia sentir a volta da sensibilidade de minhas pernas, mesmo que temporariamente, e depois que eu realmente as sentisse, eu começaria os exercícios mais rígidos, com o tempo eu iria para a barra, e depois muito depois quem sabe eu já pudesse usar a muleta.

Com isso percebi o quão difícil será todo esse processo. E que eu teria que ser forte, muito forte. E eu não sabia de onde tiraria a força necessária.

– Aonde vai querida? – Minha mãe perguntou assim que girei a cadeira de rodas.

– Vou ao jardim. – Disse simplesmente e continuei a manobrar a cadeira, desci a leve rampa que meus pais providenciaram para tornar meu acesso aos lugares mais facilmente.

Parei perto das rosas, e em seguida continuei a mover a cadeira, chegando ate a macieira, eu costumava ficar deitada ali, às vezes com um livro na mão, passava horas apenas curtindo a brisa leve. Suspirei.

– Filha? – Escutei meu pai chamar.

– Sim?

– Aqui, o que você pediu, o Mark passou a noite toda fazendo isso. – Ele entregou-me um envelope cor pastel.

– Obrigada pai. – Agradeci.

– E tome isso aqui também. – Entregou-me um notebook e um cd. O olhei sem entender nada.

– Veja o que tem no cd. Tenho que ir tenho uma investigação a fazer. – Ele deu-me um beijo na testa e saiu rapidamente do jardim.

Peguei o envelope de meu colo o abrindo.

Nome completo: Edward Anthony Cullen.

Data de nascimento: 20 de junho de 1993.

Filho de: Esme Cullen e Carlisle Cullen.

Cursa fisioterapia em Princeton.

– Fisioterapia? – Perguntei em voz baixa para mim mesma.

Continuei lendo as anotações, não havia nada de muito interessante. Dentro do envelope tinha algumas fotos. É lindo, mas é o responsável pela tormenta que minha vida se tornou.

Deixei o envelope de lado, e peguei o cd, abri o notebook e logo as imagens apareciam na tela.

Era o posto de gasolina, disso eu não tinha duvida. Conseguia ver Jack e eu. Não demorou muito e tudo aconteceu.

Vi o carro vermelho atingir o carro prata, que foi sendo empurrado ate me acertar e acertar o Jack. Deixei algumas lagrimas caírem.

Entendi o porquê o tal Edward, se dizia inocente. Pra mim continuava sendo o culpado, se ele não tivesse aparecido talvez o carro nos atingisse, mas de forma menos impactadora.

Talvez Jack estivesse vivo, e eu estivesse andando.

– Querida? Temos que ir, ou iremos chegar atrasada para sua consulta. – Minha mãe apareceu. Eu assenti, limpando as lagrimas de meu rosto.

Ela guiava minha cadeira pelo jardim.

Ela estava visivelmente animada, a noticia da paraplegia foi um choque de realidade, e acho que ela sentiu-se quase tão abalada quanto eu.

Talvez por ela eu estivesse me submetendo a isso. Não estava criando expectativa de voltar a andar, não queria que daqui a alguns anos eu ficasse frustrada em saber que a fisioterapia já não adiantava, e minha paraplegia não tivesse solução.

Notas finais
fique sem postar pq meu pc ta travando.
ate o prox.