Notas iniciais
Notas finais.

Pov Edward

Troquei a estação do radio, chega dessa musica deprimente. Logo estaria em casa, e minha rotina voltaria a ser como sempre foi, voltaria para meu emprego, voltaria a dar as aulas na faculdade.

Fiz a curva, mas pisei fortemente sobre o freio do carro, obrigando-o a parar, ele protestou alto sobre o asfalto.

O carro com toda certeza havia capotado as rodas estavam para cima, uma delas havia se desprendido e estava jogada a alguns metros, a estrada totalmente vazia. Também pudera, havia um atalho a duas entradas atrás, eu é que gostava dessa estrada vazia.

Sai do carro rapidamente querendo mais do eu tudo que quem quer que fosse dentro do carro, que estivesse vivo.

Corri até lá, abaixei-me um pouco para enxergar quem estava ali dentro.

No banco do motorista, estava um homem seus olhos estavam fechados, o sangue escorria de sua cabeça pingando no teto do carro.

Já no banco do carona uma mulher respirava arfante.

- Senhora? Pode me ouvir? – Perguntei.

Minimamente ela abriu os olhos castanhos claros, parecia estar totalmente fraca.

- Ajude... Ajude...

- Calma, eu vou... Tentar soltar seu cinto e vou ligar para uma ambulância e...

- Não, minha filha, salve... – Se engasgou com um pouco de sangue que saiu por sua boca. – A salve, minha filha... Por favor... Cuide dela, por favor... Por favor...

Só ai me dei conta de um bebe no banco traseiro. A menininha estava com os olhos arregalados.

- Céus, consegui abaixar o vidro e tirei a menina da cadeirinha dela, a bolsa dela veio junto.

Corri com a menina até meu carro. Observando-a bem, apenas um arrenhão supercial em sua perna.

Parecia um milagre. Um verdadeiro milagre, coloquei-a no banco traseiro de meu carro e saquei o celular, enquanto procurava um canivete para cortar o cinto e segurança e libertar a mulher.

- Emergência, em que posso ajudar?

- Estou aqui, na cento- e-um ja próximo da ponte, tem um acidente de carro aqui. – Eu disse um pouco ofegante, e respirei melhor quando peguei um canivete no porta luvas, olhei a menina. – Ainda tem gente no carro.

- Quantas pessoas no carro?

Hesitei um pouco.

A menina não estava no carro... Tecnicamente, então eu não menti.

- Duas.

- Uma ambulância estará ai em poucos minutos, e não se aproxime do carro.

A linha ficou muda, logo aquele toque chato foi ouvido, a mulher havia desligado.

Não se aproximar, nada.

Não dei cinco passos, o carro foi impulsionado devido a explosão sofrida.

Fiquei uns instantes parado até ouvir o choro da menina, ainda meio que em choque voltei até o carro pegando-a no colo.

Seu choro era alto, muito alto. Mas nem isso despertou meu leve torpor por ter presenciado aquilo... Havia uma mulher viva ali, e... agora ela havia morrido dessa forma.

E eu não pude fazer nada, absolutamente nada.

{...}

- Deus... Por que você não esperou a ambulância e a policia chegar? – Tânia perguntou.

- Por que... Não sei droga. – Resmunguei olhando a menina que dormia em minha cama.

- Não seria melhor ir em uma delegacia e... Entregá-la?

- Não isso não. – Eu disse sem duvida.

- E vai fazer o que? Adotar? – Perguntou.

Olhei em seus olhos, sabendo que, ela encontraria a resposta neles.

- Por que? É uma ideia absurda?

- Edward... Não...

- Tânia, não vou deixar ela ir para um orfanato.. Eu gostei dela, sinto que é o certo a fazer. – Murmurei acariciando levemente a bochecha rosada que ela tinha.

- O que vai fazer agora? – Ela perguntou após um longo suspiro.

- Esperar o Jared chegar, ver o que posso fazer para poder ficar com ela. – Murmurei.

- Certo, tem certeza disso? É uma criança, criança que você vai ter de cuidar, e vai ser para sempre. – As palavras dela, não me causaram medo algum.

Apenas uma imagem futura passou por minha mente.

A menina me chamava de pai, corria com os cabelos soltos, e sorria dando gritinho enquanto eu tentava pegá-la.

Cheguei a sorrir ao pensar que isso poderia acontecer realmente, que ela poderia ficar comigo.

- Eu quero.

- Então, ao que parece serei titia. Me de essa bolsa, vamos ver o que tem ai dentro.

Entreguei a bolsa da menina que havia pegado no carro.

Jogou tudo em cima da cama, um pouco longe da menina.

- e ai?

- Hum... Tem um cartão de vacina... Emily Vitoria Young, ela tem sete meses. – Murmurou analisando o cartão.

Antes que algo mais pudesse ser dito, a campainha tocou.

Só poderia ser Jared, na portaria já havia sido informado que eu o estava esperando, assim sua entrada estava liberada.

- Como vai, Edward? – esticou o braço, apertei sua mão, fazendo um gesto com a cabeça pra que ele entrasse.

- Um pouco ansioso. O que você acha Jared? Tenho alguma chance de ficar com ela? – Perguntei sentando-me no sofá, ele sentou-se também.

Tânia entrou na sala, cumprimentou Jared e sentou-se ao meu lado.

- Tem, pelo que você me contou, você a salvou. Ela teria morrido se não fosse por você. Mas isso não significa que você tem prioridade na hora da adoção.

- mas...

- Deixe ele falar, Edward. – Tânia disse baixinho.

- Ficará mais difícil, tendo em vista que você é solteiro, a justiça da prioridade á casais. Claro que existem exceções, mas é bem difícil. Se por um acaso, a hipótese de você conseguir a guarda dela existir, você recebera a visita de uma assistente social. Se ela aprovar o que ver, você com toda a certeza passará por um exame psicológico, você sabe, garantir suas intenções. Também para garantir que você realmente quer adotar, terá de provar que não esta impressionado com o que viu.

- Mas, eu estou querendo adotar ela, obvio que tenho boas intenções!

Eu disse levantando bruscamente do sofá.

- Você terá que provar isso, é assim não podemos mudar as leis. – Deu de ombros.

- O que temos de fazer agora, Jared? – Tânia perguntou passando a mão por meu ombro.

- Hum... Temos que levar a criança para a delegacia, e de lá ela provavelmente será encaminhada para algum abrigo, até que a justiça decida o que fazer com ela. – Ele explicou calmamente.

Respirei fundo sentando-me novamente. Não queria me separar dela.

- Não posso ficar com ela até você tentar uma audiência? – Perguntei pesaroso.

- Posso tentar isso Edward, mas não é nada garantido, raramente isso acontece. Melhor levar ela logo. – Eu assenti engolindo em seco.

- Jared... O Edward pode ter algum problema por ter trazido a Emily para casa? – Tânia perguntou.

- Podemos dizer que ele estava preocupado com a menina. Isso não será problema. – Deu de ombros.

- Precisamos mesmo levar ela? – Perguntei.

- Sim, é melhor irmos logo.

- se... Se ela for ficar em um abrigo, eu poderei visitá-la? – Perguntei tentando me agarrar em algo positivo nessa situação.

- Claro, a não ser que a justiça veja você como algo perigoso a menina. – Ironizou um pouco.

- Vou pegar a Emily. – Tânia disse.

Fiquei calado tentando absorver as ultimas horas de minha vida.

- Vai dar tudo certo, Edward.

- E se... Se outra família também quiser ela? O que vai acontecer? – Perguntei olhando ele.

- Não vou mentir, geralmente a guarda da criança fica para uma família, se você fosse casado... Seria muito mais simples, ou ao menos que estivesse em um relacionamento firme, eles não podem dar a guarda pra o primeiro que aparecer, são feitas entrevistas, visitas surpresas, as pessoas passa por testes sem nem saber, tudo o que você fala conta. Fora que tem fila de adoção, as famílias normalmente preferem as crianças pequenas e de colo. Vamos fazer o possível, eu garanto.

Tânia entrou na sala com Emily, que agora estava acordada, ouvi um suspiro de Jared.

- Algum problema? – Perguntei.

- Ela é linda.

- Esta assim por causa disso? – Perguntei pagando Emily dos braços de Tânia.

- Não entende? Ela é linda, fora que é branca, os olhos são castanho quase mel, tem cabelos loiros...

Ele parou deixando as palavras no ar.

Ai entendi. As famílias a espera de uma criança iriam cair matando.

Essa vai ser duro de enfrentar, exigiria mais força do que eu estava acostumado a dar.

Notas finais
Ok, eu sumi, mas tenho motivos ok?
1- inspiração? cadê vc? volte aqui agora que eu estou mandando!
2- Não sou Robsten, PORÉM SOU ROBcecada, yes. não aceito a Kristen. e fiquei bolada com a história, não é legal pensar no meu baby sofrendo :(
mas hoje eu to feliz, adivinha quem volta no domingo? quem disse Bruno acertou!!!!!!! puttz vcs acreditam que eu senti falta dele? pois é.
bjssssssssssss e comentem dee ideias sugestões e o que vcs quiserem.