Welcome To My Life
25 Capítulo 24
Um mês depois:
- Vem, sem medo. – Ele sussurrou me olhando nos olhos.
- Tenho medo. Muito medo – Sussurrei de volta, meus olhos enchendo de lagrimas.
- Eu estou aqui, não vou te deixar cair. – Disse convicto.
Eu sabia que ele não me deixaria cair, mas eu tinha medo de não conseguir... De me decepcionar, e decepcionar a ele. Por que eu via o orgulho que ele tinha nos olhos, ao me ver de pé.
- E se eu não conseguir? – Mordi o lábio nervosa.
- Ai, nós continuaremos na fisioterapia, e na hidroterapia, até suas pernas voltarem a se fortalecer. – Disse sem se abalar por meu medo.
Automaticamente minhas mãos se fecharam com força na barra de ferro. A barra gelada me intimidava.
Ouvi o suspiro de Edward e ergui meus olhos, vendo sua expressão ficar pensativa, logo depois seus rosto clareou como se tivesse tido uma ideia.
- O que foi? – Perguntei vendo ele pegar uma de minhas mãos.
- Você esta com medo da barra. – Disse firme, ele nem ao menos perguntou, simplesmente afirmou. Assenti abaixando um pouco a cabeça e fechei os olhos. Não queria ser fraca.
Abri os olhos quando senti que era erguida, Edward estava m tirando do meio das duas barras, colocou-me de pé novamente no tapete.
Pegou minhas duas mãos, esticando nossos braços, nossos corpos com dois passos de distância.
- Vem Bella... Vem pra mim. – Sussurrou, os olhos brilhando.
Sem nem pensar minha perna esticou-se deixando-me mais próxima dele, a outra perna fez a mesma coisa, mas Edward deu mais um passo para trás, tentando alcançá-lo dei mais um passo, fizemos isso umas três vezes, ate ele abrir um sorriso e deixar eu me aproximar, me abraços fortemente, deixando minha cabeça em seu peito, eu podia escutar as batidas rápidas de seu coração.
- Eu consegui. – Sussurrei sentindo as lagrimas quentes deslizando por meu rosto, senti sua mão em meu cabelo.
- Sim, você conseguiu, amor. Você é forte. – Ergui meu rosto, querendo ver seus olhos, mas seus lábios cobriram os meus.
Sem nem pensar, retribui seu beijo delicioso. Não importa quantas vezes eu o beijasse, sempre seria como a primeira vez, seus lábios sempre macios e delicados com os meus, mas com uma sensualidade impressionante, puxei seus cabelos com força, um pequeno gemido saindo de meus lábios... Era impossível me controlar, ele me afastou um pequeno sorriso em seu rosto perfeito.
- Como esta se sentindo? – Perguntou.
- Realizada – Dei um pequeno sorriso. – Não sabe... o quanto isso é importante para mim, eu estou de pé, eu sinto minhas pernas... Vou voltar a ser independente. – Balancei a cabeça lentamente. — Isso nem tem preço.
- Tenho certeza que não. – Deu-me um selinho.
Eu estava eufórica... Estava me sentindo completa... Feliz como a muito tempo eu não sentia.
- Obrigada. – Sussurrei enterrando a cabeça em seu peito.
- Pelo quê? Exatamente. – Sua voz estava confusa.
- Por ter me ajudado, por ter me aceitado... Por ter cuidado de mim.
- Não precisa me agradecer... Quem ama cuida, já ouviu essa frase?
Não respondi, a pequena frase fez meu coração dar um pulo. Quem ama cuida. Ele estava dizendo que me amava? Não levantei meu rosto e nem falei nada a respeito disso.
- Acho que tenho que ir não é? – Disse olhando o relógio que ficava preso na parede.
- Que tal jantarmos hoje? – Perguntou, levantei o rosto encarando seus olhos.
- Claro.
- Passo pra e buscar as oito, tudo bem? – Assenti. – Quer escolher o restaurante?
- Não podemos ir para o seu apartamento? Pedimos algo. – Mordi o lábio, ele sorriu.
- Como você quiser.
Ele caminhou comigo em direção a cadeira, olhei ele sem entender, ele riu, mas fez eu me sentar.
- Por quê? – Perguntei cruzando os braços, um bico no rosto, ele riu.
- Não se preocupe, você vai poder andar, mas não agora, daqui a uns dias, não pode forçar muito a perna, logo te libero para as muletas, ok? – Assenti contra vontade. Ele deu-me u selinho e empurrou a cadeira em direção a porta.
- Até mais tarde. – Sussurrei, ele piscou um olho e acenou para Leah.
- Você... Você conseguiu? – Ela perguntou me olhando ansiosa.
- Consegui. – Suspirei feliz, sentia aquele conforto no coração, o sentia aquecido.
- É muito bom não é? – Começou a empurrar minha cadeira pelo corredor.
- É, é ótimo. Me sinto tão bem. – Dei um meio sorriso.
- lembro que quando eu consegui dar o primeiro passo, eu já queria sair correndo, só que o Edward disse: Nem pense em sair andando, correndo, pulando ou fazendo alguma estripulia, você precisa se recuperar totalmente mocinha. – Ela disse em uma péssima imitação da voz de Edward.
- Ele me disse quase a mesma coisa.
{...}
- Está linda. – Leah sorriu para mim.
- Obrigada. – Agradeci corando um pouco, enquanto terminava de pentear meus cabelos.
- Vocês vão pra onde? – Eu sentia que ela queria chegar a algum lugar, mas não sabia como.
- Pro apartamento dele, vamos jantar lá. Não é legal quando saímos, tomo mundo fica olhando para nós, obvio que é porque eu sou cadeirante. – Revirei os olhos.
- Relaxa, daqui a pouco você estará desfilando ao lada dele. – Eu sorri, mas no fundo eu estava louca para que isso acontecesse, até porque eu conseguia imaginar com perfeição nós dois andando de mãos dadas, enquanto as garotas morriam de inveja já que eu estava com ele.
- Por que sinto que você quer me perguntar alguma coisa? – Perguntei depois de amarrar meus cabelos em um rabo de cavalo no meio da cabeça.
- Hum... Você e o Edward já... Você sabe. – Fez um gesto com a mão, eu ri vendo ela ficar um pouco corada.
- Não... Ainda não. – Respondi. Obvio que eu já havia pensado nisso, mas não queria arriscar agora, Edward podia gostar de mim, mas não sei se a ponto de sentir esse desejo... Não podia tentar enganar a mim mesma, minha paraplegia não era nada desejável.
- Algum motivo para você esta perguntando isso?
- É que... O Sam quer, só que eu não me sinto a vontade entende? – Mordeu o lábio.
- Claro, se você não se sente a vontade, simplesmente não ceda. Quando se sentir pronta, ai deixe as coisas rolarem, você é nova. – Dei de ombros.
- Minhas amigas não acham isso. – Se esparramou em minha cama
- O que suas amigas pensam ou acham não interessa, o que importa é você. – Pisquei o olho, ela sorriu assentindo.
{...}
- Minha mãe quer conhecer você. – Edward disse quando entramos no apartamento dele.
- Serio?
- Claro, ela quer saber quem é a garota que faz o filho dela feliz. – Deu-me um lindo sorriso, e inclinou-se dando um beijo gostoso.
- Bobo. – Brinquei com os cabelos de sua nuca, sentido ele se arrepiar um pouco. Não sei o porque, mas fiquei feliz com isso.
- Bella... – Sussurrou meu nome baixinho, os olhos fechando-se devagar.
As mãos envolveram minha cintura colocando-me de pé. Firmei-os no chão, tentando me controlar enquanto os lábios dele exploravam meu pescoço.
Aviso nas notas finais.
Notas finais
A Ju teve um probleminha no pc e vai ficar sem ele até a metade do mês que vem.
ela escreveu esse capitulo no papel mesmo, me entregou e eu digitei para postar aqui.
Mas eu fiquei de queixo caido quando vi o numero de leitores para a quantidade de reviews.
Como a Ju ta sem pc, ela não vai poder brigar comigo.
ela me passou dois capitulo e disse pra mim postar um hoje e outro Sexta ou sabado.
Mas não vou postar até que esse capitulo tenha no minimo 50 reviews, e se não alcançar os 50? bom, ai eu não posto, deixo pra Ju postar quando concertar o pc.
é isso.
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