Welcome To My Life
20 Capítulo 19
Notas iniciais
desculpem a demora, caso alguma parte esteja confusa, me avisem, não deu pra revisar, acabei o cap agora, nas pressas para pode postar hoje.
– O que faria se eu te beijasse agora? – Perguntou fazendo com que eu sentisse seu halito em meu rosto.
– Acho que retribuiria. – Sussurrei.
Antes que eu pensasse melhor na pergunta dele e na minha resposta, a boca macia tomou a minha, senti que ele ainda andava, mas não me importei, queria aproveitar aquela sensação.
Senti que ele havia se sentado, meu corpo ficou ainda mais próximo do dele, minhas mãos se enfiaram em seus cabelos.
Aquilo era tão bom, o modo como sua língua se entrelaçava com a minha como suas mãos apertavam meu corpo...
Quando nos separamos, ambos arfávamos.
Seus olhos estavam fixos nos meus, sua testa colou na minha, mas nossos olhares permaneciam conectados.
– Você não acha isso estranho? – Perguntei, referindo-me ao fato desses beijos estarem se tornando muito frequentes.
– Acho natural. — Deu de ombros e sorriu, dando-me um selinho. Acabei sorrindo também.
– Acho estranho. – Admiti.
– Por quê?
– Até alguns dias atrás eu te odiava, não suportava olhar para você e agora estou aqui. – Apontei para mim mesma que estava em seu colo, ele deu de ombros e sorriu.
– É meu charme. – Piscou o olho. Eu ri balançando a cabeça.
– Estou querendo dizer que...
– Ah, nem começa, você vai dizer algo, que vai te lembrar algo que vai te fazer brigar comigo. – Me interrompeu.
– Mas... – Tente retrucar.
– Mas nada, vamos só curtir isso aqui, vai? Deixa as coisas rolarem. – Sussurrou a ultima parte.
Rendi-me a isso beijando seus lábios mais uma vez.
– será que não podemos ir para outro lugar? – Perguntei.
– Quer ir para outro lugar?
– Pode ser.
– então tá. – Levantou-se comigo no colo, e ao contrario do que eu tinha proposto, ao invés de sair do apartamento, ele me levou por um corredor, parando na ultima porta, que estava entreaberta, a chutou revelando um belo quarto.
A cama no centro dele era grande, uma TV enorme. Uma mesa de cabeceira com um abajur e alguns livros.
Corei ao ver que era o quarto dele, ele me levou ate sua cama, me colocando nela, encostou minha costa na cabeceira da cama.
– Por que estamos aqui? – Perguntei com a voz baixa.
– Você disse que queria ir para outro lugar. – Deu de ombros e se afastou, eu ri um pouco nervosa. Ele foi ate a mesa de cabeceira e abriu uma gaveta, pegou algo e sentou-se ao meu lado. Era um tablet, ele o ligou.
– Pra que isso? – Perguntei.
– Vou te mostrar uma coisa. – Disse, esperou o aparelho carregar, e logo abria pastas e mais pastas, mexia rapidamente mostrando o quão bem entendia daquela coisa.
Depois me estendeu o aparelho, eram fotos.
Mas não eram quaisquer fotos.
Ele estava em todas, mas em todas elas havia alguma criança deficiente.
Algumas davam para perceber que tinham alguns problemas mentais.
Meus olhos estavam marejados, passei para outra foto e vi ele com uma menininha no colo os olhos pequenos, claramente eu percebia que ela possuía síndrome de down. Mas ela era incrivelmente linda.
– Que lugar é esse? – Perguntei olhando as outras fotos.
– É um orfanato para crianças especiais. – Deu um meio sorriso triste.
– Você vai muito lá?
– Quando tenho tempo. Só gosto de ir para passar o dia inteiro, as crianças gostam de atenção.
– Me leva lá um dia? – Pedi. Vi seus olhos brilharem, e ele sorriu.
– Claro, quando você quiser.
Fiquei ali algum tempo vendo as fotos e conversando com ele sobre as crianças.
– Como descobriu esse lugar? – Perguntei.
– Foi meio que sem querer, o pneu do carro furou, só que eu tinha esquecido do macaco, ai eu andei alguns minutos, e depois encontrei esse lar, mesmo sem esperanças de que elas tivesse um eu entrei, pra minha surpresa elas tinham, troquei o pneu, e quando eu voltei para devolver, uma das crianças pegou na minha mão e perguntou se eu não queria brincar com elas, eu fui, fiquei um tempo. E daí em diante eu comecei a fazer doações todos os meses para lá, e quando posso vou visitar as crianças. – Sorriu.
– Você é incrível Edward. – Eu falei olhando em seus olhos.
Ficamos nos encarando, e antes que eu tivesse consciência do que ele pretendia fazer, sua boca colou-se na minha.
O corpo forte cobriu o meu, deitando-me na cama.
Depois de alguns segundos com sua boca colada na minha, ele segurou o peso de seu corpo nos cotovelos, o rosto um pouco em cima do meu. Uma das mãos acariciou de leve meu rosto, fazendo-me fechar os olhos.
Olhei ao redor meio grogue, meus braços um pouco rígidos.
Edward estava ao meu lado, um meio sorriso em seu rosto, os olhos me analisando.
– Não acredito que dormi. – A ultima palavra saiu meio destorcida por conta de um bocejo involuntário. Ele riu.
– Quer comer alguma coisa? – Eu neguei com a cabeça. Meus olhos se focalizaram no relógio que ficava em sua mesa de cabeceira.
– Ah meu Deus.
– Algum problema Bella? – Perguntou preocupado.
– Acho melhor me levar para casa. – Eu disse, ele assentiu.
– Agora? – Fez um bico gracioso, eu assenti.
{...}
Pov Edward
Estacionei o carro em frente a sua casa, desliguei o motor.
O dia havia sido tão bom, não queria que tivesse acabado, parecia que eu tinha acabado de sair de um sonho.
– Er... Hã, Obrigada. – Sua voz doce disse, tirando-me de pensamentos.
– Pelo quê? – Perguntei sem entender.
– Pelo dia, foi... Muito bom. – Suas bochechas coraram um pouco, ela não me olhou.
– Eu gostei muito. – Admiti.
– Eu também.
– Por que esta assim? – Perguntei referindo-me ao fato de que no meu apartamento estava tudo bem.
– Como vai ser amanhã? – Perguntou, deixando-me sem entender nada.
– Não entendi.
– Na faculdade? E na consulta?
– O quê que tem?
– Não vai ficar um clima estranho entre nós? – Perguntou, e desde que havíamos entrado no carro ela me olhou, os dentes massacrando os lábios perfeitos.
– Claro que não. – Sorri.
– Então vamos esquecer tudo o que aconteceu hoje? – Sorriu.
– Claro que não. – Sorri também.
– Então o que vamos fazer? – Perguntou.
– Deixar as coisas rolarem. – Eu disse simplesmente.
– Como? – Eita garota complicada.
– Assim. – Inclinei-me sobre o espaço que tinha sobre nós e colei nossos lábios.
Beijando-a ternamente, aquilo era bom demais.
– Assim? – Perguntou baixinho, assim que nos separamos.
– É, vamos aproveitar essa coisa boa que esta acontecendo.
– E vamos deixar isso em segredo certo? – Perguntou, poderia jurar ter visto certa magoa em seu olhar.
Eu balancei a cabeça inconformado, o que ela afinal pensava de mim?
– Por que manter isso em segredo? – Arqueei uma sobrancelha.
– Você não... Quer dizer... hã... – Se complicou com as palavras.
– Pode falar o que pensa Bella. – Disse calmamente, não queria que qualquer tipo de pensamento, pudesse arriscar a estragar o que quer que fosse que, estivesse nascendo entre nós.
– você não terá vergonha de ficar comigo? Quer dizer, na frente de outras pessoas, com todo mundo sabendo.
– Que ideia absurda Bella, eu não me preocupo com que os outros vão falar, se por um acaso algo mais serio acontecer, e você gostar de mim, por que eu me importaria com o que os outros vão pensar? – Ela deu um sorriso lindo, mais tão lindo que eu sorri também, estiquei o braço, fazendo com que minha mão tocasse sua bochecha.
Notas finais
e leiam a minha nova one sim? https://www.fanfiction.com.br/historia/226097/Runaway_-_One-shot
vi muita gente conhecida lá, e agradeço por isso, espero que gostem.
quero reviews ok?
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