Notas iniciais
Leiam as notas finais.

Pov. Edward

Suspirei satisfeito ao ver que não tinha mais nenhum paciente para hoje.

E como de costume peguei a ficha com os nomes das pessoas que eu atenderia amanhã. Meu olhar ficou preso a um único.

Isabela Swan.

Mas porque ela iria se consultar comigo? Afinal existem milhares de fisioterapeutas, porque logo comigo? Será que era uma brincadeira?

Balancei a cabeça e desliguei o computador. Peguei minhas coisas e sai do consultório, acenei para as pessoas que eu conhecia e fui em direção ao estacionamento. Estava louco para chegar em casa e tomar um longo banho.

Entrei em meu carro e dei a partida saindo de perto da clinica.

Fiz o maximo de esforço para não pensar que eu atenderia a ela.

Cheguei a meu apartamento já um pouco cansado, estacionei meu carro e entrei no elevador, cumprimentei uma garota que estava dentro dele e apertei o botão.

Meu estomago roncou quando abri a porta de meu apartamento. Ao abrir-la senti um cheiro muito bom.

Caminhei ate a cozinha vendo Tânia de costas para mim.

- Tânia? – Exclamei surpreso, não imaginava que ela fosse ficar aqui essa noite. Ela virou-se, sua expressão estava bem melhor, mas não totalmente recuperada.

- Oi, estou fazendo o jantar.

- O cheiro esta bom. – Afirmei sorrindo, ela devolveu-me o gesto.

- Não queria ficar sozinha, por isso fiquei aqui, queria continuar com você. – Ela disse baixinho, eu ri indo ate ela.

- Lembra quando éramos criança, você tinha um cachorrinho só que ele foi atropelado, e você ficou tão triste que nem quis dormir na sua casa? Você disse que ali a lembrança ficava mais forte, você lembra o que você fez? – Perguntei puxando seu rosto para meu peito.

- Eu corri ate o outro lado da rua onde ficava sua casa, e fui ate seu quarto. Sua mãe ligou para meu pai e avisou tudo, e eu dormi com você. – Senti que ela sorria.

- Sim, você disse a mim naquela noite que...

- Que ficar sozinha piorava tudo, e que quando eu estava com você à dor parecia aliviar. – Ela levantou o rosto olhando em meus olhos.

- Eu sempre estarei aqui para aliviar sua dor, sempre. – Prometi e ela assentiu, enterrou sua cabeça em meu peito novamente.

Não demorou muito e ela já se separava de mim indo ate a panela que estava no fogão.

- Vá tomar um banho, espero você para jantarmos.

Fiz o que ela disse e fui para meu quarto, peguei uma calça de moletom e uma regata, juntamente com uma Box. Logo eu entrava no Box do banheiro e deixava a água morna descer por meu corpo o relaxando por completo.

Após sair do banheiro já devidamente vestido, voltei à cozinha encontrando a mesa já posta. Sentei-me em uma das cadeiras.

- Espero que goste. – Ela falou colocando a travessa no centro da mesa, mas do que depressa me servi com uma generosa porção. Levei uma garfada à boca e gemi me deliciando com o sabor.

- Esta uma delicia. – Eu disse enquanto mastigava, ela riu e me serviu com um copo de suco.

Ela serviu-se também, e fiquei feliz ao notar que mesmo que sendo pouco ela estava comendo.

- Que tal um filme? – Perguntei quando terminamos.

- Tudo bem, mas vamos lavar essa louça primeiro. – Assenti, ela foi para a pia e eu limpei a mesa.

Depois que a cozinha estava devidamente arrumada e limpa fomos para a sala, coloquei um filme e ela pegou um pote de sorvete.

Rimos juntos nos momento engraçados da comedia.

E antes que o filme tivesse chegado ao seu fim, eu a sentia ressonar tranqüila em meu peito. Com cuidado a peguei no colo a levando para meu quarto, coloquei-a sobre o colchão e a cobri.

Voltei à sala desligando a TV, e apaguei as luzes. Retornei a meu quarto, deitei perto dela, satisfeito ao ver que ela estava se recuperando bem. Era melhor dormir, amanhã eu teria um logo dia pela frente.

Pov. Bella

- Leah, pode entrar. – Uma mulher bem vestida falou.

No mesmo instante Leah levantou-se e sorriu para mim.

- Minha vez. Ate logo Bella. – Entrou na terrível sala. Onde logo seria eu a entrar. Ok eu estou exagerando um pouco.

Demorou um pouco. Não pouco é elogio, quanto tempo eu teria que ficar naquela sala? Se Leah que estava quase recuperada imagina eu.

Um belo tempo depois, Leah saiu acompanhada por ele. Que me lançou um olhar que não consegui decifrar, ela sorriu para ele e deu um beijo em sua bochecha, beijo esse que foi retribuído. Arg.

Ele voltou à sala e Leah veio ate mim.

- O que foi? Ta com cara de quem comeu e não gostou. – Ela riu zombeteira e sentou-se ao meu lado.

- Não sabia que tinha toda essa intimidade com ele. – Eu disse dando de ombros.

- Não se preocupe Bella, se você for legal com ele, também ganhará beijinhos. – Fiz cara de nojo.

- Porque demorou tanto?

- É fisioterapia esqueceu? E por falar nisso tem uma garota chata pra caramba naquela sala.

- Garota? – Perguntei sem entender.

- É o Edward disse que toda semana trará um aluno da faculdade para eles terem uma noção de como irão trabalhar. – Ela revirou os olhos. Eu fiquei calada por uns segundos.

Eu não sabia disso. Talvez porque eu não estivesse prestando atenção na aula dele. Eu também não viria, tenho certeza de que não sou obrigada a isso.

- Como é essa garota?

- Baixa toda patricinha, você acredita que a garota passou um tempão dando em cima do Edward? Fazia de tudo pra se encostar nele, e o melhor era ver ele se esquivando dele. Hilário. – Ela riu, acho que se lembrando da cena. Pela descrição só pode ser a mesma garota da voz chata.

- Isabela Swan, já pode entrar o doutor Cullen à espera. – A mesma mulher falou, fui temerosamente em direção a porta. Leah surgiu atrás de mim, e girou a cadeira.

- Qual é Bella, não vai ser tão ruim assim, o Edward é muito legal, você só tem de dar uma chance a ele, verá que ele não é o monstro que você esta fantasiando. Sei que tem lembranças ruins com ele, mas se você der uma única chance verá como ele é incrível. Deixa esse muro de orgulho cair um pouco. – Sorriu e apontou a porta girando minha cadeira novamente. Respirei fundo e entrei.

A sala era grande e bem arejada. Muitos equipamentos e objetos, a maioria desconhecidos para mim.

Ele estava lendo alguns papeis, e a garota que Leah havia falado, era realmente a mesma que havia me chamado de aleijada na sala.

Ele ergueu os olhos, e levantou-se vindo ate mim.

- Srt. Swan. – Estendeu-me a mão, fiz questão de ignorar, ate que ele a abaixou. Ele soltou um longo suspiro e mexeu nos cabelos.

- Estamos em uma consulta, ser educada não ira matar.

- Não acho que eu tenha a obrigação de ser simpática com todo mundo. – Respondi.

- Olha se não é a aleijadinha. – A voz zombeteira e extremamente fina falou.

- Srt. Brandon tem certeza que escolheu o curso certo? A senhorita tem em mente que lidará com pessoas com deficiência física o dia inteiro e não poderá de modo algum falar certo tipo de coisas? – Perguntou seriamente.

- Desculpe Edward, não achei que...

- É melhor se controlar Alice, isso não pode de maneira alguma acontecer entendeu? Se você estivesse trabalhando pode ter certeza que isso comprometeria sua integridade medica. – Ele a cortou.

- Desculpe Isabela. – Ela murmurou. Não falei nada.

- Poderia ir buscar algumas luvas para mim Alice? – Ele pediu.

- Porque não pede a recepcionista?

- Não poderia fazer esse favor? – Pediu, a idiota sorriu como uma lesada quase tropeçando no nada.

- Claro, onde ficam?

- No quinto andar, a ultima sala do segundo corredor. – Ela assentiu.

- Mas alguma coisa? – Perguntou chegando bem perto dele.

- Poderia comprar um suco para mim? – Perguntou tirando a carteira do bolso, e entregando uma nota para ela. – Compre um para você também. – sorriu, ela riu e foi em direção a porta fazendo questão de esbarrar em minha cadeira.

- Olha Isabela, sei que existem muitas coisas ruins entre nós, mas eu não queria que ficássemos nesse clima ruim, tanto aqui quanta na faculdade, se que você não gosta de mim e...

- Não gosto mesmo. – O interrompi. – E acho que tenho motivos não acha? – Perguntei.

- Não, não acho. Você me culpa demais. Você acha que sabe demais. Só quero que não fiquemos em um clima ruim, será que você pode ao menos tentar ser educada, como fisioterapeuta eu precisarei conversar com você, e como professor você precisara me escutar.

- Eu sinto muito, mas não consigo me comportar com você, não consigo olhar para você e não sentir magoa.

- Tente, ou a fisioterapia não dará certo, eu quero ajudar você. – O pior é que ele parecia sincero.

- Quer diminui a culpa? — Antes que eu pudesse perceber eu já havia falado.

- Eu estou cansado, cansado de suas acusações. Eu não sou culpado pela morte de seu namorado, eu não sou responsável pelo seu estado. Quando vai perceber isso? – Perguntou com raiva enquanto me olhava nos olhos.

-Você pode achar que não é culpado, mas você é. – Falei.

-Não, você simplesmente precisava culpar alguém, então me escolheu- Falou e se afastou de mim.

Fiquei encarando sua costa ele passava a mão no cabelo.

- Podemos começar? – Perguntei.

- Como? – Virou-se para mim surpreso.

- Começar a fisioterapia?- Esclareci.

Não fazia isso por mim, fazia isso porque se Jack estivesse aqui, ele não me deixaria desistir, e se para fazer isso eu teria que aprender a conviver com Edward Cullen, eu iria aprender.

- Isabela...

- Sim?

- Não gostaria de ao menos tentar ser minha amiga? Ao menos tentar esquecer tudo o que ouve? – Olhei em seus olhos verdes.

- Você quer que eu tente ser sua amiga? – Perguntei desacreditada.

- O que você perderia? Passe uma borracha em tudo o que aconteceu.

Eu não seria capaz de fazer isso, seria?

Leiam as notas finais, por favor.

Notas finais
então povo, eu demorei um pouquinho pra postar, pq... Tá eu ñ vou mentir, eu to decepcionada, e quando to assim minha criatividade viagem sem previsão de volta. isso acontece pq tenho 70 leitores e ñ recebo nem 20 coments por cap.
outra coisa, perceberam como as coisas estão andando rapido? pois é isso tb acontece quando to decepcionada, é bem simples, eu começo a aproximar o fim da fic mais rapidamente, por exemplo minha outra fic Destiny, eu tinha ideias suficientes para 40 caps, e a encerrei com 24, perceberam? isso vai acontecer aqui tb, se continuar desse jeito, pois ideias ñ me faltam, mas motivação sim.
ate o prox.