Notas iniciais
Perdoem o atraso.

Pov. Bella

Não eram ciúmes de ver ele com a bela loira, era inveja.

Inveja da forma preocupada como ele perguntou se ela estava bem.

Inveja do carinho evidente que eles tinham.

Inveja de não ter alguém assim comigo.

Simplesmente inveja.

Essa foi à conclusão que tive. Eu simplesmente não poderia ter ciúmes de uma pessoa cujo eu não nutria nenhum sentimento. Poderia? Não é claro que não.

Duas batidas na porta fez com que eu levantasse a cabeça.

- Entra. – Disse alto o suficiente para que a pessoas escutasse. Logo Leah colocou a cabeça para dentro do quarto.

- Promete ser sincera? – Perguntou. Eu assenti. Ela suspirou e entrou no quarto.

- Uau. – Murmurei olhando o lindo vestido que ela usava.

- O que acha? – Perguntou dando uma volta. Eu sorri.

- Acho que Sam vai babar em você a noite toda. – Eu disse sinceramente, ela sorriu.

- Espero que sim. Gosto muito dele.

- Se ele não retribuir é por que é um idiota. – Eu disse, logo ouvimos uma buzina, Leah caminhou para a porta.

- Tchau Bells, boa noite. – Desejou.

- Boa noite Leah, e olha lá o que você vai fazer em? – Eu ri.

- Essa é a frase de dona Sue. – Ela disse rindo e saiu do quarto.

Suspirei e peguei um livro, teria que começar a me dedicar mais, bem mais.

Abri o livro e tentei ler, mas não consegui me concentrar.

Suspirei e olhei para minhas pernas. Deus, como eu queria voltar a andar, sentir os pequenos grãos de areia da praia, sentia falta de sair por ai apenas caminhando, sentia falta de poder correr e, principalmente, sentia falta de ter ao menos um pouco de independência.

Espero ao menos perceber que engolir meu orgulho valha a pena.

Pov. Edward.

- Sentirei sua falta, muita. – Sussurrei no ouvido de Tânia, apertei meus braços em torno de sua fina cintura, aspirei seu perfume delicado. Ela acariciou meus cabelos.

Nós afastamos um pouco, olhei em seus olhos azuis, que com o passar do tempo eu aprendi a ler.

- Eu vou voltar logo. – Ela disse olhando de mim para Emmett.

- Isso se ele não te convencer a ficar. – Emm disse cruzando os braços, os olhos deles estavam vermelhos, chorou como um bebe desde que entramos no aeroporto.

- Ele não vai me convencer a nada. – Ela ralhou.

Eu concordava com Emm, nós dois sabíamos da paixão de Tânia por Jasper, e sabíamos que se ele realmente quisesse ficar com ela, ela se entregaria e acabaria ficando de vez no Brasil.

- Ok, mas diga a ele, que se fizer algo que e faça sofrer, ele pode ir se preparando por que vou apresentar meu punho à cara dele. – Emm disse, eu assenti concordando. Ela abriu a boca como se não acreditasse no que estava acontecendo.

Mas do nada, ela abriu os braços e nos abraços ao mesmo tempo, ficando quase esmagadas no meio de nós dois.

- Sentirei saudades, mas eu preciso ir. Preciso desse tempo.

- Passageiros do voo 3345 com destino ao Rio de Janeiro, por favor, embarcar no portão sete. – A voz soou por todo o aeroporto, e fez com que eu abraçasse Tânia fortemente. Emm imitou meu gesto.

- Preciso ir. Amo vocês. – Ela sorriu.

Na segunda...

- Bom dia. – Cumprimente todos os alunos que estavam na sala. Meus olhos procuraram apenas uma pessoa. Fiquei satisfeito ao ver que ela estava sem os fones e me olhava.

- Parece triste professor. – Ângela comentou.

- Só um pouco chateado. – Afirmei.

- Podemos saber o por quê?

- Uma amiga viajou, estou com saudades. – Eu sorri.

- Uma amiga? Sei... – Um garoto cujo nome eu não me recordo falou rindo.

Balancei a cabeça negativamente e sorri.

- Vamos deixar isso de lado. Alguma duvida algo que vocês queiram uma explicação mais aprofundada? – Perguntei, como ninguém se manifestou, eu mesmo iniciei o assunto.

Eu estava feliz, não sei o porque, mas o fato de ver Isabella prestando atenção em mim... Nos assuntos que eu estava explicando, causava-me uma sensação diferente em meu corpo, como se a opinião dela sobre o que eu estava fazendo fosse muito relativa... O que é verdade.

Pov Bella.

Eu me sentia, um pouco mais disposta a ir assistir as outras aulas depois da aula dele. Dessa vez eu daria à mão a palmatória e, engoliria meu orgulho, a explicação que ele dava tornava os assuntos mais práticos de serem aprendidos.

Todos já haviam saído da aula quando eu começava a me retirar.

- Gostou da aula. – A voz rouca soou extremamente familiar aos meus ouvidos.

- Bem pratica. – respondi sem parar de mover a cadeira ou olhar para trás.

- Vejo você na fisioterapia. – Não me virei, e não entendi o motivo de meu coração ter dado uns pulinhos a mais quando lembrei-me de que eu o veria mais tarde.

Mas não era nada demais, isso só significava que eu estava ansiosa para ver os resultados da fisioterapia.

{...}

- Que cheiro é esse? – Lea perguntou ao entrar em meu quarto.

- Nada demais, porque? – Perguntei.

- É bom... Isso é perfume? – Ele perguntou desconfiada.

- Sim. Porque esta com essa cara?

- Nada não. – Podia jurar que eu havia visto um brilho diferente nos olhos dela.

- Podemos ir? – Perguntei.

- Claro, seu carrinho novo chegou. – Cantarolou feliz. Revirei os olhos lembrando-me do carro mais do que adaptado que meu pai mandou.

- Vamos logo.

- Sem pressa Bella, o Edward não vai fugir. – Riu escandalosamente.

- Não estou falando dele...

- A fisioterapia Bella, ele vai fazer a sua fisioterapia, do que acha que eu estou falando? – Preferi ficar calada.

- Edward me falou que eu posso me livrar aos poucos da muleta. Não é demais? – Ela falou animada, nós estávamos a caminho da clinica.

- Sim, é ótimo. – Perguntei imaginando quando eu finalmente poderia me levantar.

- Logo, logo será você. – Garantiu e ligou o radio, deixando tocar uma musica pop que eu não conhecia.

Encostei a cabeça na janela e fui olhando os carros que seguiam o seu rumo.

{...}

- Sabe o que eu percebi? – Ela cutucou-me, fazendo com que eu largasse a revista que estava lendo.

- O que?

- Você não reclamou hoje...

- Reclamei de quê?

- De ter que olhar para a cara do Edward. Você reclamava muito disso, sempre me disse que era ruim e...

- Eu estou amadurecendo e só. – Disse dando de ombros, notando que ela estava certa. Ou vai ver só era impressão.

- Isabella Swan, pode entrar, o doutor Cullen a aguarda. – A enfermeira disse, inconscientemente passei a mão no cabelo. Leah riu.

Bufei e girei a cadeira para ir em direção a sala. Antes que eu abrisse a porta, Leah abriu para mim.

- Vai lá. – Piscou o olho e voltou para o sofá.

Entrei na sala, fechando a porta em seguida.

- Boa tarde, Isabella. – Ele disse vindo até mim. Engoli em seco.

- Boa tarde. – Respondi da maneira mais normal que pude.

- Como você está? – Ele perguntou. Essa simples pergunta fez com que meu coração se aquecesse um pouco, e fez com que um pequeno sorriso brotasse em meus lábios. O modo sincero como ele havia me perguntado me fez, mesmo que por um segundo, me sentir amada. O que não era verdade, pelo menos não por ele.

- Bem. Podemos começar?

- Sei que esta ansiosa para se livrar de mim, mas vamos devagar ok? – Ele sorriu.

Suspirei sabendo que Leah estava certa.

E eu sabia de algo a mais, sabia que ele estava se tornando especial. O que era ruim, por que por mais que eu estivesse aprendendo a conviver com ele, eu sabia, sabia o que ele havia feito, e certas cicatrizes nunca se curam.

Notas finais
tava sem inspiração mesmo. quando disse que decepção faz isso comigo eu tava falando serio ok?
sei q o cap ficou ruim, mas poxa me ajudem, a cada review q leio, aumenta meu desejo de escrever. ja sabem né?
agora deixa eu ir, preciso sair.
bjsssssssss