Notas iniciais
Cosmópolis garantido em Cannes *surtaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

- Podemos começar logo? – Pedi mais uma vez.

Ele suspirou e me pegou no colo colocando-me em uma espécie de colchão para que eu ficasse sentada. Esticou minhas pernas.

E começou a fazer um tipo de pressão sobre ela. Mas como obviamente eu não sentia nada, simplesmente observei o que ele fazia.

- Por quanto tempo fez fisioterapia? – Ele perguntou.

- Três anos. – Respondi.

- E há quanto tempo parou?

- Menos de um mês.

- Isso é ótimo, você verá resultados rapidamente. – Ele afirmou.

Logo ele tirou-me de onde eu estava, levando-me para uma espécie de maca, só que ela era bem maior. Tinha algumas coisas que eu nunca tinha sequer visto.

Acho que ele percebeu meu olhar curioso.

- Como você já fez fisioterapia, acho que já podemos usar o infravermelho nas suas sessões, logo também usaremos a bola suíça, mas nunca vamos parar com as massagens manuais, elas sempre nos dão resultados, você pode praticar com Leah em casa, ela tem a bola e pode ajudar você também. – Ele disse, logo ligou o tal infravermelho e o deixou ali em minhas pernas.

A porta foi aberta e a patricinha metida à besta entrou na sala, entregou uma caixa e um copo a Edward.

- Aqui, tudo o que você pediu. – ela disse sorrindo, acho que estava tentando ser sedutora.

- Obrigado Alice. – Ele disse abrindo a caixa. Um toque chato preencheu o ambiente e a garota atendeu o celular dela que tocava.

- O quê? Tô indo pra ai. – Ela falou um tanto meio que histérica.

- Algum problema Alice?

- Meu poodle, ele foi atropelado. Preciso ir pra casa. – Edward assentiu e ela pegou uma bolsa e saiu correndo da sala.

Eu reprimi o riso, não pelo pobre do cachorrinho, mas sim pela situação, e pelo fato de ela ter um poodle ser tão clichê.

- Então Isabela, por que resolveu voltar fazer fisioterapia? – Ele perguntou após alguns minutos em silencio.

- Você quer dizer fazer fisioterapia com você. – Eu afirmei, ele riu e passou a mão no cabelo.

- Esta certa, eu fiquei bem surpreso quando vi seu nome no meu prontuário. – Ele admitiu, sentando-se em uma cadeira que ficava bem próximo de onde eu estava.

- Minha mãe praticamente me obrigou, ou eu fazia a fisioterapia ou voltava pra casa. – Terminei falando a verdade.

- Sabe eu fiquei com uma curiosidade absurda de te perguntar algo.

- Pergunte, enquanto estou com saco para responder.

- Por que fisioterapia? Quer dizer, entre tantos outros cursos...

- Eu queria fazer algo pelo outros que... Ninguém pode fazer por mim.

Pov. Edward

Acho que no pouco tempo que tive com ela, nunca a vi tão frágil, com a guarda baixa, acho que ela só estava sendo ela. E isso me encantava.

E depois de escutar aquilo, o motivo dela querer cursar fisioterapia, eu tive a certeza: Eu tenho que fazê-la voltar a andar, eu preciso fazer isso.

- Se você se esforçar o suficiente, você vai conseguir voltar a andar. O lado negativo disso é que você só esta fazendo isso por que sua mãe praticamente te obrigou, se a idéia tivesse partido de você, talvez tivesse resultados melhores. Agora porque não escolheu voltar pra casa? – Perguntei louco para que aquela conversa se estendesse e eu pudesse conhecer mais daquela garota.

- Leah conversou um pouco comigo, não posso ser independente com meus pais pagando-me tudo, por isso. Quero me formar, depois quem sabe conseguir um emprego. E você, já pensou em cursar psicologia? – Perguntei referindo-me ao modo como ele sempre falava as coisas certas e com sentido.

- Pra falar a verdade, eu tranquei meu curso de psicologia por fisioterapia. – Ele riu.

Ficamos por alguns minutos em silencio.

- E seu namorado... Sente falta dele? – Antes que eu sequer pudesse evitar a pergunta já tinha ganhado tom e saia de meus lábios.

Olhei em seus olhos e me arrependi muito de tê-lo feito.

- É obvio que sinto a falta dele, ele era tudo pra mim. E adivinha o que esta acontecendo? Eu estou conversando com o causador de minha saudade. – Riu irônica, não sei se imaginei ou se ela realmente estava prendendo as lagrimas.

- Me desculpe, eu não tive a intenção de... – Tentei desculpar-me.

- Eu estava tentando, juro que estava. Queria esquecer isso, mas parece que você faz questão de ficar me lembrando o que aconteceu? Como você quer que eu tente passar uma borracha em tudo desse jeito? – Perguntou com a cara fechada. Eu suspirei.

- Desculpe. – Disse desligando o infravermelho.

O telefone tocou.

- Doutor Cullen, sua mãe quer falar com o senhor, posso passar a ligação, ou esta ocupado?

- Pode passar Brenda, obrigado.

- Filho? – O tom maternal de minha mãe é acolhedor

- Oi mãe, como à senhora está? – Perguntei notando que não havia falado com ela a semana toda.

- Estaria melhor se meu filho desnaturado se lembrasse que tem uma mãe. – Eu ri um pouco.

- Tive uma semana um pouco cheia.

- O que acha de vir almoçar aqui comigo no domingo? – Perguntou.

- Ótimo, estarei lá.

- Como Tânia está?

- Tânia esta melhor, esta se recuperando... Ela esta morando comigo, não quis deixar ela sozinha. – Disse deixando o telefone no viva voz e retirava Isabella da mesa.

- Eu me lembro de vocês juntos quando acontecia algo ruim, traga ela também no domingo. Agora eu tenho que ir, tenho que fazer algo.

- Tudo bem, eu te amo mãe.

-Eu também te amo querido. – Desligou o telefone.

- Sua mãe parece muito legal. – Isabella falou me sobressaltando.

- Sim, ela é. Quem sabe um dia você não a conhece. – Eu sorri.

Eu não falei isso. Eu não falei isso. Ok eu falei isso.

E ao contrario de minhas expectativas ela simplesmente sorriu.

Pov. Bella.

Ok isso era estranho. Muito estranho.

- Como foi Bella? – Leah perguntou assim que sai da sala.

- Estranho.

- Como assim? – Franziu a testa e começou a levar minha cadeira.

- Não sei Leah, é como se... Quando eu estivesse conversando com ele eu esquecesse tudo o que houve, do que ele me fez passar. – Suspirei. E ela riu.

- Gostou da consulta? – Ela perguntou usando um tom bem malicioso.

- Foi uma consulta qualquer Leah. – Não foi não, minha mente gritou.

- Ta bom, me diz o nome de um medico tão gato quanto esse. – Fique calada.

- Podemos ir logo?

- Já estamos indo estressadinha. Droga cadê o segurança? – Nós havíamos vindo sozinha, e para me ajudar a sair do carro Leah havia chamado um segurança. Como ele não estava aqui, não tinha como eu entrar de volta no carro.

- E agora?

- Fique aqui, vou chamar o Edward. – Antes que eu pudesse falar algo ela já voltava a clinica.

- Edward vai concordar comigo. – Uma voz grossa falou.

- Emm, não é por isso, eu só quero esvaziar a cabeça. – Uma mulher respondeu.

- Se eu ficar sabendo que ele tocou em você... – A voz estava próxima.

- Você não vai fazer nada, sou maior de idade.

Logo os donos das vozes apareceram. Uma homem alto e extremamente forte, uma loira alta e incrivelmente linda, conversavam.

- Ela esta aqui. Obrigada mesmo Edward. – A voz de Leah falou atrás de mim.

Senti quando alguém pegou em minha cadeira, olhei para trás e o vi. Edward, ele deu-me um meio sorriso.

- Edward. – A loira veio ate ele o abarcando, e ele retribuiu.

- Como você esta. – O modo como ele perguntou. Tão preocupado, tão carinhoso...

- Bem. Hã, vamos esperar você levá-la para conversarmos. – Ela sorriu, ele assentiu e começou a levar minha cadeira ate o carro. Leah abriu a porta e ele pegou-me no colo colocando-me no banco do passageiro, me ajudou com o sinto de segurança.

- Prontinho. – Ele sorriu.

- Obrigada. – Sussurrei.

Ele apenas maneou a cabeça e fechou a porta, acenou para Leah e voltou para perto da loira, passando o braço na cintura dela.

- Não precisa ficar com ciúmes Bella, áquea é Tânia, e ela é apenas uma amiga dele. – Leah riu ao meu lado.

-Só uma amiga? – Antes que eu pudesse pensar a pergunta já havia se formado.

- O que é isso? Joguei verde e colhi maduro? Você esta com ciúmes?

- Não Leah, não tenho porque ter ciúme.

Fechei a cara e fui todo o caminho em silencio.

Notas finais
como eu disse, quanto mais decepcionada mais apresso o fim da fic.
bjss