Notas iniciais
Mas um capítulo!
Ah, se preparem, primeiro flashback. Não revela muito, mas... Bem tirem suas conclusões.

Edward estava sentado no café serendipedi desde as três horas em ponto a espera de sua irmã que já deveria estar lá a 10 minutos. Tamborilou os dedos na mesa e chamou o garçom:

- Um whisky, puro por favor.

- Não deveria beber a essa hora do dia, Edward. – Alice chegou já dando bronca no irmão e sentando na cadeira a frente dele.

- Eu vim encontrar você, não deveria esperar menos.

- Me desculpe, ok? – Alice abaixou a cabeça.

- Te desculpar? Você simplesmente para de falar comigo pois não aceita o meu divórcio? Você só pensa em você mesma, é absurda. Eu sou seu irmão, se você é alguém hoje, é porque eu te apoiei. Mas esse não é o assunto. Como sabe que Bella voltou? Se isso é verdade. – Edward tomou um gole da bebida, e colocou o copo em cima da mesa, ele olhava no fundo dos olhos da irmã.

- Eu a encontrei no supermercado, e depois estive na casa dela.

- Não é só isso, Alice. Como ela está? Por que pareceu tão desesperada no telefone? Me diz.

- Ela está casada, com Jacob Black.

- O que? Por favor, Alice. Não brinque com isso.

- Eu não estou brincando. E isso não é tudo.

- O que mais poderia ter?

- Ela tem uma filha.

Nesse instante, Edward ficou em silencio, Bella tinha uma filha com Jacob, eles eram casados e felizes, provavelmente. Então era verdade, aquele dia:

~ Flashback ~

6 meses atrás.

- Vic, estou saindo do escritório do advogado agora, você pode se acalmar?

Do outro lado do telefone, a mulher de Edward gritava alguma coisa sobre ele estar atrasado para o jantar com uma mulher que ele nem sabia quem era.

- Tudo bem, Vic. Estarei em casa em poucos minutos. – Eu espero, acrescentou mentalmente, e então saiu do prédio, e foi quando ele a viu, em plena 5ªAvenida, Bella. Mas ela estava estranha, extremamente pálida e pequena. E como um instinto ele foi até ela, ele já não podia controlar o seu próprio corpo, e segurou-a pelo braço. Bella olhou-o assustada, e então suspirou em alivio.

- Você está bem? – Edward perguntou se segurando para não pegá-la em seus braços e levá-la dali pra sempre.

- Na verdade, não. – ele pode vê-la se contorcer. – Preciso de um táxi para chegar ao hospital.

- O que você está sentindo?

- É apenas um mal estar, só preciso ir ao hospital, mas primeiro preciso de um táxi.

- Eu te levo. – ele se prontificou na hora, ela o olhou e negou com os olhos, mas sentia tanta dor que não pode evitar.

- Tudo bem. – ele sorriu para si mesmo, e então a guiou até o carro sem tirar as mãos do braço dela. Abriu a porta, e a colocou sentada, ela estava péssima, não conseguia se mexer. Ele entrou no carro, e saiu.

- Eu sei que você está com dor, mas quando estou com dor gosto de conversar, assim esqueço um pouco dela. – Ela riu.

- Às vezes funciona – ela deu de ombros.

- Então, o que você faz por aqui?

- Vim assinar a compra de um hospital. – ela respondeu sem pestanejar, e com os olhos fixos na janela, como quem aproveitava a paisagem. Ela estava diferente. Quando ele ia falar novamente, o celular dela tocou, ele apenas ficou escutando a conversa.

- Oi filha! Sim, sim, mamãe vai pra casa hoje, não se preocupe, estou indo para o hospital, mas vai ficar tudo bem. Não, eu não vou deixar pra amanhã. E se acontecer alguma coisa, mamãe é médica. – ela gargalhou, Edward podia ver nos olhos dela, que estava se esforçando muito para não chorar. Ela estava muito diferente de antes, usava roupas delicadas, uma camisete branca aberta na barriga, mas ela usava uma regata preta por baixo, calças sociais e seus saltos de sempre.

- Filha, por favor, chame o Jake pra mim. Alô, Jacob? Meu amor, eu volto hoje ainda, tudo bem? Cuide dela pra mim. Amo vocês. – Edward ficou um pouco estático ao ouvir aquela conversa toda carinhosa. Mas ele seguiu em frente, porque ela não seguiria? Ela desligou o telefone e continuou calada. O rádio agora tocava uma musica que fazia ele pensar sobre tudo.

Eu ouvi dizer que você está estabilizado
Que você encontrou uma garota e está casado agora
Eu ouvi dizer que os seus sonhos se realizaram
Acho que ela lhe deu coisas que eu não dei

Velho amigo, por que você está tão tímido?
Não é do seu feitio se refrear ou se esconder da luz
Eu odeio aparecer do nada sem ser convidada
Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar

Eu tinha esperança de que você veria meu rosto
E que você se lembraria
De que pra mim não acabou

Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês dois
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
"Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere"

Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere, é

Você saberia como o tempo voa
Ontem foi o momento de nossas vidas
Nós nascemos e fomos criados numa neblina de verão
Unidos pela surpresa dos nossos dias de glória

A cabeça de Edward estava a mil por hora, como depois de tantos anos ele ainda podia amá-la? Ele olhou para ela, só que ela não o olhava. Ela o tinha superado.

Eles chegaram ao hospital, depois do que pareceu uma longa viagem.

- Obrigada, Edward. – ela disse, abrindo a porta do carro.

- Você não quer que eu entre com você? – ele perguntou esperançoso.

- Não precisa, posso fazer isso sozinha. – ela sorriu.

- Bom, qualquer coisa você me liga então? – ela riu dessa vez.

- Não tenho seu telefone.

- Então, anote.

- Eu não irei precisar. – então ela fechou a porta do carro, e entrou no hospital, deixando-o perdido. Ele socou o volante. Idiota. Como ele era idiota.

Naquela mesma noite, quando chegou em casa, pediu o divórcio a sua mulher.

~ Fim do Flashback ~

- Por que esta me dizendo isso, Ali?

- Eu acho que a menina é sua filha.

Choque de novo. Alice só podia estar de brincadeira, ela queria tortura-lo.

- Isso não é possível. Ela está com Jacob, a filha é dele.

- Você não viu a menina. Ela tem seus olhos, tão hipnotizantes, e quando eu perguntei quem era o pai, Bella gelou. Quando eu disse o seu nome, ela quase desmaiou. Você tem que procurá-la, Edward.

- Não, Alice. Chega dessas suas fantasias. – Edward então se levantou deixando uma nota de 50 na mesa, e foi embora, deixando Alice sozinha com cara de taxo.

- Katherine? Kath? Você está bem? – Riley estava chamando a amiga que aparentemente estava dormindo na cadeira.

- Oi? – a menina olhou pra ele e se desculpou.

- Por que você não conversa comigo sobre o que anda atormentando sua cabeça.

- Só estou preocupada com o teste, não é nada demais. – Katherine deu um sorriso fraco, e levantou acompanhando o amigo até o refeitório.

- Almoço, finalmente. Estou faminto. – disse Riley sentando na mesa, enquanto Katherine olhava em volta.

- Katherine, guardei esse lugar pra você. – Damon chamou a atenção da garota que parecia estar procurando um lugar para sentar.

- Obrigada, Damon.

- De nada, linda. – Damon deu uma piscadela para ela e sorriu fazendo Katherine se perder naquele sorriso, ele era absurdamente lindo e definitivamente cafajeste.

- Então, Katherine, né? – disse um menino do outro lado da mesma, tomando a atenção dela.

- Isso mesmo, parece que todo mundo me conhece por aqui. – ela deu uma risada sem graça.

- Eu sou Stefan, Stefan Salvatore. – o garoto riu, e passou a mão pelo cabelo.

- Salvatore? Você e Damon são parentes? – Katherine perguntou, achando interessante dois irmãos com estilos diferentes. Damon era um ano mais velho que ela, já estava no ultimo ano, tinha olhos azuis incríveis, pelo que tinha ouvido falar por ai, era capitão do time de futebol, o sonho de consumo de todas as garotas da escola. E ex namorado de Elena Gilbert, o que o tornava um território perigoso, mas ela não conseguia evitar o campo magnético que seus olhos tinham sobre ela. Já Stefan, parece ser o cara tranquilo, com a mesma idade dela, Stefan também era jogador, mas não era capitão, porém era do tipo que não se importava, Katherine podia imaginar Stefan escrevendo em diários, ou livros sobre sua existência. Mas tudo isso, não o deixava menos atraente, com seus olhos castanhos e fervorosos.

- Sim, ele é meu irmãozinho. – respondeu Damon, pegando uma batata frita do lanche do irmão.

- Interessante. – Katherine respondeu automaticamente refletindo sobre nada em especial.

Damon olhou para Stefan que também havia reparado que a garota estava mergulhada em seus próprios pensamentos. Novatos.

- Hey, galera. – Riley deu um tapa na mesa, chamando atenção de todos. – Vocês já viram quem vai ser a homenageada desse ano na festa de arrecadação de fundos para a conservação da escola? – Todos olharam para ele com aquelas caras que diziam: Mas a festa já está chegando? E quem vai ser o chato dessa vez?

- Riley, quem vai ser desta vez? Espero que tenha bastante champanhe esse ano de novo, só por isso que eu venho.

- Então, vai ser a Dra. Isabella Swan, parece que ela foi uma aluna daqui, e se formou em Medicina em Havard e parece que esse ano ela adquiriu uma grande porcentagem de hospitais em Nova York.

- Espera, o que você disse? Isabella Swan? – Katherine deu um grito com o amigo.

- Ela mesma, espera, não é sua mãe?

- Sim, Isabella Swan é minha mãe vai ser homenageada numa festa da escola, e eu não sabia?

- Relaxa, não é oficial ainda, mas eu ouvi a secretaria comentando com o diretor quando eu estava esperando pra falar com ele.

- Nossa, Riley, mas você parece uma maria Fifi, ouvindo a conversa dos outros. – Damon disse dando um soco de leve no ombro do amigo.

- Desculpa cara, se eu reconheci o nome e me interessei.

- Até parece.

Nesse momento, Katherine levantou da mesma, pronta pra se retirar:

- Desculpe pessoal, mas acabei de lembrar que tenho algumas coisas pra fazer, posso falar com vocês depois? – então Katherine se levantou e saiu do refeitório.

Bella estava agora tomando o resto da primeira garrafa de café, ela estava sentada na sala olhando para a janela que dava vista para o Empire State. Então, ela ouviu um barulho na porta e olhou para trás. Jacob estava com várias correspondências nas mãos.

- Alguma coisa interessante? – Bella perguntou dando um sorriso para ele. Era tão bom estar perto de Jake, ele a fazia se sentir bem, mesmo em momentos difíceis.

Jacob riu.

- Na verdade, sim. Tem uma correspondência do colégio. – Jacob entregou o envelope para a Bella, que pegou imediatamente, colocando a xícara de café na mesa e já abrindo o envelope.

- Será que Katherine está com problemas? – Jacob perguntou, tentando ver o que estava no envelope.

- Na verdade, não. Eu estou com problemas.

- Não entendi, você pode ser mais clara.

- Sra. Isabella Marie Swan, o Colégio Constance St Judes, gostaria de homenageá-la na festa anual para arrecadação de fundos do nosso colégio. Ficaríamos muito lisonjeados em termos sua presença como anfitriã da nossa festa. Assinado, diretor Alaric Saltzman. – então Bella, fechou o envelope novamente.

- O que você disse? Você vai ser a anfitriã? Alaric não era aquele professor de história, com quem sua prima teve um caso?

- Ele mesmo. E parece que isso não é um convite, e sim uma intimação.

- O que há de errado em participar da festa e ser homenageada?

- Não queria chamar atenção, pelo menos não agora.

- Bella, você chama atenção só por ter nascido, você não pode se esconder pra sempre. – Jacob, que agora estava sentado do lado dela no sofá, deu um abraço nela e bagunçou os cabelos.

- Bom saber que sou uma vitrine de Motel ambulante.

- Não seja idiota. – Bella fez cara feia.

- Ok, eu vou ter que ir de qualquer forma. A presença dos alunos é obrigatória e provavelmente, Katherine vai querer que eu vá.

Katherine estava andando pelos corredores, para poder ir pra casa. Sua mãe com certeza ia surtar quando soubesse que ia ser homenageada numa festa da escola. E depois disso, todos saberiam e falariam de Katherine pelo resto do ano. Qual era o problema em querer ser um pouco invisível? Ela riu consigo mesma imaginando Jacob dizendo: Você é filha da sua mãe, nem se você rastejasse no chão seria invisível.

- Hey, Kath. Aconteceu algo? – era Riley que vinha correndo na direção dela.

- Não, está tudo bem.

- Então por que saiu correndo daquele jeito?

- Estou tentando aproveitar meus últimos momentos como invisível. Por que diabos, a minha mãe? Só porque eu não gosto de chamar atenção. – Riley riu.

- Não seja boba, você já chama atenção sem sua mãe ser homenageada da festa. Se você quer saber, Damon e Stefan, estão brigando nesse exato momento pra saber qual dos dois vão vir atrás de você.

- Você só pode estar brincando. – ela olhou incrédula.

- Não mesmo. Parece que os irmãos Salvatore, estão caidinhos por você.

- Eu mereço. – Katherine disse girando no meio do corredor. Riley estava rindo da situação.

- Não seja boba, você tem sorte, os dois são bom partido.

- Ah, claro. Só existe um pequeno grande problema.

- Elena Gilbert. – os dois disseram ao mesmo tempo, e caíram na gargalhada.

- Bem, o que você vai fazer agora?

- Vou pra casa, minha mãe vai surtar quando souber da homenagem.

- Vamos, eu te levo então.

Riley levou Katherine em casa, e depois voltou para escola.

- Mãe? – Katherine disse entrando no apartamento.

- Oi filha! – Bella foi em direção a ela e deu um abraço. – Você está bem? Por que está em casa essa hora?

- Mãe, você não sabe, mas você vai ser homenageada pela escola!

- É, fiquei sabendo. – Bella disse coçando a cabeça. – Recebi o convite hoje.

Jacob então entrou na sala onde as duas se encontravam.

- Então, eu acho que esse será nosso primeiro evento oficial em família em Nova York. Não digam que não estão animadas. – As duas riram da empolgação de Jacob.

- É, com certeza. Nós vamos arrasar.

- Eu com certeza serei o cara mais sortudo da festa, pois estarei com a homenageada e a aluna mais bonita da escola.

- Não seja bobo, Jake. – Bella disse.

- O que? Você pode parar de cortar meu barato?

Tudo parecia bem naquele momento, mas Katherine teve um pequeno vislumbre, de que talvez, só talvez, o pai dela fosse essa festa, ou talvez ela conheceria esse tal de Edward.

Notas finais
Eai o que acharam?
Estou querendo postar 2 vezes por semana porque a historia ta fluindo bem na minha cabeça. Mas preciso do apoio de vocês!
Obrigada meninas que se candidataram a Betas, vou dar uma olhada aqui, e mandar uma MP pra voces ok?
Ah, a musica é Someone like you, da Adele.