Notas iniciais
Hey, hey, hey!
Aqui está minha contribuição para a KuroTsukki Week 2016, inspirada na música trava linguística "Tinker Tailor Soldier Sailor Rich Man Poor Man Beggar Man Thief" da banda de rock alternativo inglesa Radiohead e caso tenha a curiosidade de ouvi-la, fique à vontade para clicar em “Trilha sonora”, localizado no primeiro parágrafo desta fanfic, lá no canto superior direito).
Ela também foi inspirada em uma das minhas fanfics “chesscake” favoritas do Radiohead, “Focas” (link da belezura nas notas finais, caso se interessem), da corajosa que espalha lindas ThoNy neste Nyah, Weird Black Eyes Fish. Por ela não ser fã de animes, ela provavelmente não lerá esta fanfic, mas precisava deixar isso explícito, pois foi após reler essa belezura, somada a música, que tive a inspiração para trabalhar com mitologia nórdica.
Ah, e dedico essa fanfic inteiramente a Thaty, pequena grande Lótus da life ♥
Espero que gostem do resultado final e boa leitura para todos ^^
Trilha sonora
“(...) Rastejando sobre, expandindo
E tudo que você tem que fazer é dizer “sim” (...)”
A guerra foi sangrenta, vários aliados, inimigos e inocentes, que estavam de passagem no local errado e na hora errada, mortos. O reino de Kuolema venceu o reino de Elämä e tudo que o melhor arqueiro de Kuolema mais queria era esquecer aquelas cenas atordoantes. Um questionar: “Este é o caminho certo pela paz do reino para qual eu sirvo? Ah... aquilo! É hoje! ”.
Sem pensar duas vezes, o arqueiro, de nome Kei Tsukishima, fez aquilo. Embrenhou-se na floresta densa, logo atrás do campo de batalha na cidade, caminhou, caminhou. Dias e dias entre caminhar e pausa para acampar até chegar ao único lugar que lhe deu alguma lembrança feliz.
No “final” da praia, lá está ele. Negro, imponente em suas águas, ondas e seres viventes sob seu manto peculiar. O peculiar mar reinante em uma praia deserta, de areia também negra, cujo único acompanhante de Tsukishima naquela paisagem estranhamente relaxante era o iluminar da Lua.
O encantador quebrantar das ondas, o barulho peculiar do mar, horizonte grandioso para a Lua observar e sentado na areia, Kei observava toda aquela paisagem, tendo uma peculiar sensação de paz, sensação aprofundada quando deu um inspirar e a brisa marítima lhe invadiu as narinas.
O vai e vem das ondas negras que encanta os olhos e acalma a alma.
Repentinamente, uma onda forte foi contra o arqueiro, envolvendo-o com tudo. Tsukishima é derrubado da sua posição, mas não chegou a levar-se pelas águas, pois ondas fracas vieram logo em seguida. Voltou a ajeitar-se na posição anterior e reparou que, naquele momento, uma pele de foca foi deixada ao seu lado. Kei pegou a pele, levantou-se e foi correndo para os limites da fronteira da praia com a floresta e lá enterrou a pele de foca, com um sorriso raro no rosto. Deu um beijo no buraco recém cavado. Pensou:
“Que a estadia seja mais longa dessa vez” — E correu de volta para a praia até o limite para o mar e ali ficou, parado, observando o mar e um homem nadando em direção a ele. Naquele momento, Tsukishima fechou os olhos e veio-lhe à mente tantas lembranças dos momentos passados felizes. Ficou um bom tempo assim até, de repente, sentir os lábios pressionados contra outros lábios.
“Kuroo...” — Refletia o arqueiro, enquanto abraçava o homem nu, molhado, de cabelos e olhos negros como o mar e deixava o beijo se aprofundar, com as línguas circulando-se, provando ao máximo do contraste de sabores entre eles. Após um bom tempo, os beijos pararam e Tsukishima perguntou para o homem chamado Kuroo Tetsurou:
— E então, quanto tempo você vai querer ficar dessa vez?
— Não sei, enquanto o mar não me chamar novamente, mas não vamos falar disso agora. Vamos apenas aproveitar o nosso tempo juntos. Feliz aniversário de 10 anos nossos, quatro olhos. — Respondeu Kuroo em um tom de voz calmo, porém extremamente sedutor e impossível de resistir. Era sua Natureza.
— Há coisas que não mudam nunca... feliz aniversário de 10 anos a nós. — Finalizou Tsukishima.
Beijos a recomeçar
O despir de Kei para o à dois deleitar
Com a luz da Lua a testemunhar, Kuroo e Tsukishima a desfrutar
O velho novo explorar completo do ato de amar
Recomeçar
A peculiar história de amor do arqueiro e do selkie*
Até o corpo do arqueiro findar e ser levado de volta para as águas
Assim, pelas graças dos deuses do Mar,
Kei tem o abençoar como selkie a retornar
O amor de Kuuro e Tsukishima terá seu nos oceanos seu eterno continuar
“(...) Todos os peixes mergulham tão fundo, sozinhos
E oram
Querido, venha até mim antes que seja tarde demais (...)”
(Tinker Tailor Soldier Sailor Rich Man Poor Man Beggar Man Thief – Radiohead)
Notas finais
Glossário da tia minkly:
— Selkie: são criaturas mágicas, presentes no folclore finlandês (irlandês e escocês também), que vivem como focas e tem o poder de ter a aparência humana. Segundo a lenda, um ou uma selkie se transforma em uma pessoa tão bela, tão sedutora a ponto de qualquer humano se apaixonam à primeira vista por ele/ela e para tê-lo (ou tê-la) em sua vida para sempre, o humano precisa achar a pele de foca na qual este ser se despiu e escondê-la em um lugar onde a criatura não tenha acesso ou que seja desconhecido para esta. Desta forma, mesmo que o mar chame este ser de volta, ele/ela não poderá voltar. Dizem a lenda também que quando um/uma selkies e um humano tem relações sexuais, o encantamento e amor entre eles se fortalece tanto que é normal selkies e humanos formarem famílias, obviamente desde que a criatura não ache sua pele de foca, pois se ele/ela achar voltará imediatamente para o mar, pois é mais forte que eles. Tanto que segundo a lenda, é normal, nesses casos em que selkies voltam para o mar após formarem uma família (seja como casal, casal com filhos, casal e um bicho de estimação ou qualquer coisa similar, porque família é amor incondicional), os/as selkies voltarem ao mundo humano somente de passagem, mas tomando cuidado para não serem capturados novamente.
E é este o caso de Kuroo e Tsukki: dez anos atrás, quando Tsukki tinha 22 anos, ele achou uma pele de foca perdida nesta praia e escondeu-a em uma caverna próxima dali. Quando saiu da caverna, viu o Kuroo, se apaixonaram, porém, um belo dia e um ano e poucos meses de relacionamento depois, o Tetsurou achou sua pele de foca perdida e voltou para o mar, mas ele já estava muito apaixonado pelo Tsukishima e vice-versa. Aí eles fizeram o acordo de todo aniversário de namoro deles, o Kuroo soltar sua pele para o Kei escondê-la e quando Tetsuro voltava para o mundo humano, Tsukki fazia a pergunta:
“Quanto tempo você vai querer ficar?”
Aí se o Kuroo responda, por exemplo, seis meses, ele ficava seis meses no mundo dos humanos com o Tsukishima e quando este prazo acabava, o Tsukki levava o mozão até onde ele escondeu a pele de foca do Kuroo e devolvia para ele. Depois disso, eles se despediam e tal, mas ano que vem, tudo voltava e assim, eles iam levando o relacionamento deles até o Tsukki morrer e ressuscitar como selkie. Fora as visitas rápidas que o Tsukishima fazia para o Kuroo, seja como for.
Link da fanfic que inspirou esta fic (fora a música do Radiohead, é óbvio), "Focas" - Weird Black Eyed Fish: https://fanfiction.com.br/historia/689551/Focas/
Link desta fic no Spirit: https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-haikyuu-weird-black-fishes-5927765
E se der tudo certo, conseguirei cumprir o próximo desafio da “Kurotsukki Week” que é “Ligação” (Bond).
Beijos, beijos e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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