Wednesday Addams In Hogwarts A Vingança
28 O fim. O plano
Notas iniciais
Draco e Wednesday voltaram para a mansão, os dois ensopados, mas sorrindo, de mãos dadas, com a certeza de terem encontrado a pessoa certa. Pugsley ia atrás, admirando o rapaz que conseguiu em minutos o que ele não tinha conseguido em seus meros dez anos de vida: pôr a vida de Wednesday em risco.
— Mãe, pai, vocês não vão acreditar! — gritou o gordinho, ao entrar correndo na sala principal, na frente da irmã e o cunhado.
— Bolou um plano para se livrar dele, querido? — disse Mortícia.
— Não, mãe. Mas agora eu quero que ele fique — o menino dizia um pouco envergonhado, com os olhos esbugalhados brilhando.
— Quê? — gritou a mulher, abismada, saindo dos braços de seu marido — Como assim? O que você fez? — Ela perguntou abismada para Draco.
— Acho melhor deixar que ele conte — Draco disse, com ar de superioridade — Se eu contar há o risco de a senhora pensar que estou mentindo.
— Ele quase afogou a Wednesday!
— Você... Wednesday! Como deixou que isso acontecesse?
— Bem, foi um momento de distração... Mas mãe é um sinal. É ele! — ela argumentava.
— Lembra-se dos nossos bons tempos, benzinho? — Gomez finalmente resolveu interferir a favor do casamento — Como éramos loucos e vivíamos tentando nos matar o dia todo? — ele agarrou seu braço e começou a beijá-la — E depois subíamos para o quarto e você virava uma acrobata na cama?
— Gomez, nós ainda fazemos isso. – Ela sorriu.
— Ah, é — ele disse, mas estava mais entretido beijando-a.
— Pugsley — a mulher voltou a dizer — Você tem certeza disso? — o menino assentiu com a cabeça — Bem, Sr. Malfoy, então seja... Bem-vindo a família — ela disse, com um sorriso perverso.
— Muito obrigado, Sra.. Addams. Agora, se me dão licença, eu acho que preciso de um banho.
— Precisamos — corrigiu Wednesday, com um sorriso malicioso no rosto, enquanto se agarrava ao braço dele, e os dois subiam para o andar de cima sendo perseguidos pelo olhar de Mortícia.
— Calma, Tish... São apenas crianças — disse Gomez, guiando a esposa ao quarto no segundo andar.
— Você sabe o que temos que fazer agora, certo, amor? — disse Draco, cercado de água quente.
— Visitar sua família, claro — ela disse, também dentro da banheira.
— Exato. Está preparada? — ele perguntou, ainda receoso, se lembrando dos planos de sua mãe.
— Sempre estou — Ela disse — Me surpreenda. Disse ela se aproximando lentamente de Draco lhe selando com um beijo.
Draco tentou repassar o plano enquanto estava em sua cela durante a noite, mas a verdade era que nem plano ele tinha. Não sabia nem mais porque continuava tudo aquilo.
"Essa é a hora, não?" ele se perguntava "Onde o mocinho se pergunta se isso é mesmo o que ele quer" Ele suspirou "Mas a verdade é que eu já nem sei mais se sou o mocinho. Quer dizer, eu estou prestes a matar minha futura esposa, e eu já vi que sou incapaz disso, senão teria deixado que ela se afogasse."
Draco ficou se revirando na cama dura mal sabendo se teria coragem de aparecer na frente da mãe no dia seguinte.
Ou se conseguiria ir até o fim.
No dia seguinte Draco e Wednesday iam até a mansão Malfoy encaravam a janela, ambos entertidos com seus próprios pensamentos. Desceram do trem e deram um jeito de chegar mais rápido a casa dele, quebrando algumas centenas de regras do mundo bruxo, e aparatando dali mesmo.
Deram uns passos em direção a enorme porta preta e Draco bateu na porta.
— Mãe — ele cumprimentou, assim que Cissa rapidamente abriu a porta.
— Filho! Srta. Addams. Por favor, entrem.
Cissa estava extremamente perturbada, e esse detalhe não passou despercebido nem por Draco e muito menos por Wednesday.
Trajava um de seus habituais vestidos verdes de seda, muito menos especial do que exigia a ocasião e do que se esperava da elegante Narcisa. Depois, seus cabelos estavam presos em um coque no topo da cabeça. Porém, poucos fios loiros rebeldes fugiam dele, coisa que era inaceitável na visão da mulher.
Mas Draco vinha percebendo de uns tempos para cá que sua mãe não estava normal. As cartas que recebia não vinham lotadas de floreios, e sim de garranchos, com erros mínimos de gramática, que ainda assim eram erros. Algo estava estranho com sua mãe, só não sabia o que.
Os três se sentaram a mesa para o jantar, e ali parecia extremamente vazio e silencioso depois de uma semana com os Addams.
— Então... Vão mesmo se casar? – Perguntou Narcisa mais admirada pelo plano ter se saído tão bem.
— Sim, mãe. Com sua benção, é claro.
— Não conte com isso — sussurrou a mulher, mais para si do que para ele — Wednesday, querida, há algo que eu gostaria de te dar. Me acompanhe.
Cissa se levantou e começou a caminhar em direção as escadas, e Draco deu uma última olhada para Wednesday e pegou sua mão, antes de ela seguir a sogra.
— Se cuida — ele sussurrou. Wednesday arqueou a sobrancelha mas continuou andando atrás de Narcisa.
No andar de cima, Narcisa levou Wednesday para o escritório de seu falecido marido, onde havia uma pequena caixa de madeira espanhola sobre a escrivaninha.
— Aqui está o colar que eu usei no meu casamento — Ela disse, abrindo a caixa, com os olhos perversos brilhando — Eu queria passá-lo a você. Para que use no dia do seu casamento.
"Engraçado, geralmente se dá o presente ao próprio filho. Vai ver ela pensou que esse colar não cairia bem na cor de pele do Draco", Wednesday pensou, soltando um risinho.
A garota se aproximou da mulher, e pôs as mãos sobre as dela, dos lados da caixa.
— Pode pegar. É seu.
Wednesday aproximou as mãos do colar, "Isso vai ser divertido", Ela pensou com um sorriso estampado.
Draco havia ficado sozinho na mesa. Ele segurou pouco à pose de indiferente, e logo acabou afundando o rosto nas mãos, se obrigando a ficar ali sentado, esperando o amor de sua vida passar para uma melhor sem ele. Por culpa dele.
Ele tentou se distrair com qualquer coisa na sala. Os talheres, as cadeiras, a mesa. Até que viu os quadros na parede. Se aproximou e os analisou, enquanto se moviam. Viu seu pai ganhar uma medalha no Congresso. Sua mãe ao lado dele. Todas lembranças de seu passado.
Wednesday sentia seu corpo arder. Assim que suas mãos tocaram o colar, uma corrente de energia passou por seu corpo, algo que parecia com o correr de veneno por suas veias.
Cissa ria incessávelmente, escandalosamente. Em poucos instantes, a menininha estaria morta a sua frente.
Wednesday jogou o colar de lado, e Cissa parou o riso, analisando a menina.
— Achou engraçado, não foi?
Wednesday levantou o olhar para ela. Sua íris era coberta por um vermelho vivo cor de sangue, e ela estava intacta, mal suava, uma reação praticamente impossível para uma menina daquela idade, sobreviver a um feitiço poderoso como aquele.
— Eu também costumo me divertir com isso. Vamos brincar, então.
Ela disse, normalmente, e tirou a varinha do bolso graciosamente e com calma. Cissa ficou louca de vez. Sacou a varinha e apontou para a menina.
— Cruc...
Draco ainda estava no andar debaixo, tentando se distrair, até que viu uma foto dele mesmo na primeira vez que embarcou no Expresso de Hogwarts. Também foi a primeira vez que falou com Wednesday. Wednesday. Nunca havia se dado conta, mas havia uma menina passando logo atrás dele e da família, e ela estava sendo seguida por uma mão, apenas. Wednesday estava lá.
Draco ouviu um baque surdo no andar de cima, e se decidiu. Ele sabia que era agora ou nunca. Se ele não agisse imediatamente, aquela foto seria a única lembrança de que um dia Wednesday viveu. Ele precisava agir. Agora.
— Não vai conseguir me atingir — Wednesday soltava uma risada sádica, enquanto prendia a varinha de Cissa com a dela, formando um 'X', as duas sem poderem atacar com magia.
— Ah, sua... — Cissa tentou desferir um chute na parte inferior de Wednesday, que acabou por ser impedida pelo abrir de pernas de Wednesday.
— Gosta de golpes sujos, não? — Wednesday perguntou, soltando levemente a própria varinha na mão de Cissa. Sabia que a mulher sentiria o movimento e tentaria pegar as duas varinhas para si, colocando menos força na própria mão, deixando o caminho livre para a menina possuir as duas. E, cega pela sede de vitória, Cissa o fez, exatamente como Wednesday havia planejado.
Wednesday empurrou a mulher e a petrificou no chão. Olhou para as duas varinhas em suas mãos e sorriu, escondendo a de Cissa nas próprias vestes.
— Com todos esses seus anos de vida, e ainda não aprendeu que não se deve subestimar o oponente? Tsc, tsc, Cissa, muito feio. — a garota humilhava, olhando com inocência para a própria varinha — E agora? O que fazemos com você?
Wednesday pensou em matá-la exatamente da maneira que havia feito com Lucio, e olhou em volta em busca de uma cadeira e uma corda, mas viu algo brilhando ao canto da sala e decidiu que era isso.
— Usou no seu casamento, não é? — Wednesday disse, pegando o colar do chão, caminhando lentamente em direção a mulher — Talvez queira usá-lo de novo agora — a menina disse, aproximando a peça do pescoço da mulher, que tentava se contorcer para se livrar do feitiço, em vão.
Nesse exato momento, após correr escadarias e escadarias, Draco entrou no quarto, batendo a porta com força contra a parede.
— Mãe, não faça nada ainda... — ele começou, mas parou quando viu a situação completamente oposta à que imaginava — Wed?
— Draco, anda, vamos matá-la agora! — a mulher gritava desesperada quebrando o feitiço de petrificação em sua cabeça.
— Ah, cala a boca aí vai — Wednesday retrucou irritada — Vamos, Draco. Se for me matar, mate agora — Wednesday disse, já sabendo que ele não ia fazer isso.
— Eu... Não posso. Vim aqui justamente para impedir isso. Wed — ele disse, e pegou suas mãos — eu te amo. E mesmo a gente tentando se matar a cada segundo do dia, eu sei que isso não vai acontecer. Pelo menos não por enquanto. Porque eu te amo. E pode ser estranho, mas sei que você me ama também.
— Isso, é assim que se fala. Traindo sua própria mãe por mim. Tem certeza disso, Draquinho? Um 'sim' e nosso casamento acontece amanhã. Um 'não' — ela sorriu — e eu mato você e a sua velha.
— Você não me deixa muita opção — ele a beijou — Encare como um sim.
— Draco! — Cissa gritou desesperada, enquanto era obrigada a assistir àquilo.
— Mãe, perdão, mas eu a amo. E isso não vai mudar. Mas considere-se convidada para o nosso casamento — ele disse, sorrindo.
— Vamos? — sugeriu Wednesday.
— Vamos.
O casal decidiu ir para casa a pé mesmo, para esclarecer tudo.
— Então... Você quase me matou duas vezes em dois dias. Estou orgulhosa — ela disse, enquanto segurava sua mão.
— Aprendi com a melhor — ele beijou o topo de sua cabeça, envolvendo-a com o braço — O ruim vai ser você se acostumar a sogra.
— Mala demais pro meu gosto. – Disse Wednesday com desgosto.
— Meu Deus, Wed — ele exclamou, se lembrando — Minha mãe! Que feitiço era aquele? A gente tem que tirar ela de lá!
— Calma, ela consegue se livrar daquilo facinho. Se tiver uma varinha — ela sorriu para si mesma sentindo a varinha da Cissa em sua roupa.
— Ah, então tá tranquilo, ela sempre anda com a varinha — ele disse, aliviado.
Wednesday o beijou.
— Mas foi um plano mal feito esse de vocês, hein — ela acrescentou, só para provocar.
— Hã? Então você sabia?
— Discrição não é seu ponto forte amor, lide com isso. Eu pensei que seria divertido.
— Você é incrível, sabia? — ele sorriu —Te amo.
— Te amo mais. – Ela acrescentou.
— Eu que amo. – Insistiu ele.
— Tá bom, já chega. – Disse ela irritada.
Draco a beijou novamente enquanto à noite lhes caiam. Ele realmente esperava ter um casamento tão infeliz quanto o de Mortícia e Gomez. Ele agora podia recomeçar sua vida dentro de uma nova família, por mais perigoso que fosse. Mas não tinha nada a temer afinal, Wednesday seria sua esposa.
Fim...
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