Web of Lies — Interativa

3 CAPÍTULO BÔNUS - Yuliya e Jordan


Notas iniciais
HEY! Demorei né? Mas vocês devem saber que ensino médio + vida corrida não é uma boa combinação heheh. De qualquer forma, este é só um cap bônus, para vocês terem uma ideia de como anda a vida da Yuliya e do Jordan xD. Ficou pequeno mesmo, mas é que é só um bônus (terão mais ao longo da fic), vocês devem ter visto que meu normal é até 5000. FIQUEM ESPERTOS NAS NOTAS FINAIS, TEM NOTÍCIA PRO' CÊS! Beijos e boa leitura ;D

“O maior erro que você pode cometer é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum.”

Elbert Hubbard.

Yuliya olhava para Jordan de forma intensa, como se quisesse capturar todos os seus detalhes. A sala em que estavam era ampla e escura, com uma enorme mesa de metal no centro e uma luminária logo acima, a luz piscava precariamente dando ao local um tom sombrio. Eles não estavam sozinhos, ao redor da mesa havia mais quatro pessoas discutindo e a olhando de forma inquisidora.

— Olha, eu entendo que você a ama e até acho legal que encontrado alguém para desfazer esse seu mau humor, Jordan, mas trazê-la para a nossa sede não é demais não? — um dos homens falava de forma rápida enquanto lançava olhares desconfortáveis para a ruiva.

— Eu também concordo, Jordan... E se ela for uma espiã? E se estiver aqui a mando do czar como forma de nos espionar e depois atacar? — quem falava agora era uma mulher loura, Yuliya não a conhecia, mas tomara uma antipatia já de cara e tinha quase certeza que a outra sentia o mesmo.

Os outros somente concordaram e murmuraram coisas inaudíveis, Jordan mantinha a cabeça abaixada e os braços tensos, a tatuagem da Facção Vermelha – uma águia com as asas abertas e a antiga bandeira dos Estados Unidos atrás – em seus bíceps parecia maior, ele virou seu olhar para Yuliya e ela pôde ver a batalha que ele travava consigo mesmo em concordar com seus colegas ou ficar do lado da amada. Ela lembrava-se desse olhar. Fora o mesmo olhar que vira em seus olhos quando dissera que era a futura czarina russa. Sentia que Jordan estava cansado, não só fisicamente, mas também mentalmente. Mantinha um relacionamento com a filha do casal que destruiu sua nação, viajara um oceano inteiro em sigilo e tinha o peso de praticamente uma nação toda em suas costas. Yuliya caminhou lentamente até ele e com uma mão em seu ombro e um sorriso singelo nos lábios, ela dissera as seguintes palavras:

— Eu sei que vocês não gostam e nem confiam em mim, estaria fazendo o mesmo se estivesse em seu lugar, mas eu tenho, ou tinha, em meus ombros o peso de uma nação inteira e de uma guerra. Tenho total noção do que meus pais fizeram, do que meu país fez ao seu e depois de tanto lutar contra meus deveres como a czarina que minha mãe quer que eu seja e a culpa por ter destruído vidas de pessoas inocentes, eu finalmente escolhi um lado e foi o lado de vocês. Não estou pedindo para confiar em mim logo de cara, mas para que me deem uma chance de mostrar a vocês que eu não sou igual a minha família.

Yuliya nunca fora boa com palavras, sempre foi uma pessoa de demonstrar seus sentimentos através de suas ações, mas naquele momento, no momento em que olhou nos olhos de Jordan e o viu a ponto de ter um ataque, sentiu que era a hora de ver se as aulas de carisma realmente serviriam para algo. Estava nervosa, sentiu que o seu sotaque saíra forte demais e que não conseguira convencê-los completamente. Olhou para o namorado e viu o sorriso singelo que preenchia seus lábios e instantaneamente sentiu-se mais confiante. Jordan ajeitou sua postura e olhou de forma autoritária para os outros.

— Yuliya já disse por mim... Não vou tolerar qualquer tipo de gracinha com ela, entenderam? — sua voz estava séria e bruta, os três homens concordaram de forma rápida, mas a mulher ainda olhava para Jordan de um jeito que Yuliya não pôde definir. — Entendeu, Mary?

Estranhou um nome tão meigo para uma mulher que parecia ser tão grossa, mas decidiu que aquilo realmente não era da sua conta. A tal Mary concordou contra sua vontade, Yuliya conseguiu ver a forma como apertara a mesa até os nós de seus dedos ficarem brancos.

— Não estamos para discutir bobeiras... — Jordan pegara um mapa de seu bolso e o estendeu na mesa, Yuliya conseguiu ver que era o mapa dos Estados Unidos. — Eu quero saber o que houve no último ataque aos regentes, e Mary, leve Yuliya para Ashley e o mande mostrar o lugar para ela.

Se olhares pudessem matar, Jordan já estaria em óbito há muito tempo. Mary o olhava com uma certa mágoa e raiva; ajeitou sua arma no coldre e seguiu em direção a saída lançando um olhar duro para Yuliya, a segunda apenas seguiu a loira não querendo deixa-la irritada.

Mary era um tanto calada, pôde perceber. Cumprimentava algumas pessoas que esbarravam no caminho, mas era só isso e nada mais, às vezes lançava alguns olhares de canto para Yuliya, mas sempre os desviava quando a ruiva se virava para ela. Chegaram em uma espécie de refeitório, com mesas de metais semelhantes a da sala que estavam e bancos também de metais, havia algumas pessoas sentadas nos mesmos já outras andavam livremente pelo local. Mary virou-se de forma abrupta para a ruiva, ela estava acompanhada de um homem alta e com tatuagens em todo o seu corpo.

— Este aqui é Ashley... — então Ashley era um homem? Estranhou. — Ele vai te mostrar o lugar e depois irá lhe dizer algumas regras. Não pense que só porque transa com Jordan que terá regalias, escutou bem, ruiva?

Yuliya fora acostumada a nunca falar palavrões, claro que às vezes lhe escapava alguns, mas nada demais. Por mais que Mary não tenha falado um palavrão em si, o fato de ter dito aquela frase de forma tão bruta e normal a assustou.

Ashley soltou um riso de divertimento com a cara que Yuliya fizera, quando fora ver, Mary já tinha saído.

— Ela é legal, sabe... Só está assim por conta do ciúmes — a ruiva virou-se para Ashley que agora a olhava de forma sarcástica, os americanos são muito esquisitos. — Bom, como deve ter percebido, aqui é o refeitório... O café da manhã é servido as seis e vai até às sete e meia, o almoço é onze e meia e vai até meio dia e quinze, o café da tarde é as quatro e a janta as sete. Caso queira comer algo que não esteja no cardápio, terá de comprar com o seu dinheiro e na cidade, não vendemos nada aqui. Como Mary disse, você não terá regalias, aqui somos todos iguais, não importa cor de pele, altura, nacionalidade ou sua classe social, você será tratada da mesma forma que eu e todos os outros daqui, entendeu?

Yuliya já estava cansada de tantos “entendeus” que ouvira hoje, queria dizer para eles que entendia muito bem sua língua e que não era um animal incapaz de assimilar palavras, mas apenas assentiu e seguiu Ashley.

Definitivamente, os americanos eram esquisitos.

Notas finais
hEHEHE, me contem o que acharam xD. Esse não tem música porque não achei uma que se encaixasse D; E o que eu queria falar pra vocês é... TÔ ESCREVENDO UMA FIC NOVA! KKKKKK, não me matem e.e Bom, é de a seleção também e interativa (afinal, tem coisa melhor?), mas tem um tema bem diferenciado dessa heheh. Olhem aqui o tumblr: http://sv-interativa.tumblr.com/ Já tem uns personagens e também um pouco sobre o tema central da fic, deem uma olhadinha e se quiserem me dar dicas, opiniões, falar o que acharam é só me dizer (; Estou quase acabando o prólogo e assim que acabar eu posto ela, ai que ótimoooooo. Bom, vejo vocês depois, beijinhossss xD.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.