Notas iniciais
Hey, Hey, Hey, deculpem a demora, desculpem, tudo bem, podem jogar pedras, eu poderia muito bem ter postado antes, desculpem, enfim... Boa leitura!!!

Ela olhou pela grande janela de vidro, minutos passando, o coração acelerado, a voz aguda e irritante chamou no alto falante e ela se levantou, encarou o primo e suspirou.

— quando você volta? – ele murmurou sorrindo

— eu não sei, talvez não... Eu voltarei em algum natal – ela assentiu com os olhos enchendo de lágrimas, os azuis se tornando tempestuosos

— Rose, você não tem que ir, sabe disso, depois de tudo é assim que termina? – ele inclinou a cabeça levemente para o lado, ela bufou e o abraçou desesperada

— me desculpe, eu estou tão assustada, eu sou tão estúpida – ela começou a fungar incontrolavelmente e o primo a abraçou mais forte

— sim, você é muito estúpida...

— eu não deveria ir, eu não sou covarde assim!

— eu concordo...

— eu sou tão idiota, e ele é pior ainda

— é mesmo...

— ele é tão idiota, jurei que nunca mais o tocaria, porque ele pediu e...

— o que? – Alvo a interrompeu sem entender, ela puxou sua manga e fungou limpando o nariz

— ele me pediu, ele estava enfeitiçado, mesmo? Eu falei que o amava, eu não o amava, eu ainda amo, é uma praga

— enfeitiçado? Pela bruxa?

— sim, ela quase o matou e, bem, eu já contei isso

— claro...

— eu não deveria ir, eu não posso ir – ela sussurrou fechando os olhos com força

— não, você não pode

— mas eu tenho que ir, não posso seguir a um sentimento

— você pode sim, Rose, pare de ouvir sua razão, sua emoção merece bem mais atenção – ele falou convicto, ela ergueu o rosto para encarar o garoto

— Alvo, eu preciso...

— encontrar meu irmão – ele sorriu e ela suspirou, ele tirou o celular do bolso e a entregou

— o que?!

— Você vai precisar encontrá-lo, e essa é a maneira mais fácil – ele sibilou e ela encarou a tela do celular, um mapa, e havia um pontinho vermelho circulando, em uma área verde

— quantas pessoas você persegue com isso aqui?

— o mapa do maroto só foi legal em Hogwarts, não sabia que os trouxas tinham esse recurso para todos os lugares, através de celulares, então, eu achei...

— obrigado, Alvo, se eu não... Eu volto – ela murmurou apressada, o abraçou uma última vez e entregou a mala em sua mão, girou nos calcanhares e saiu correndo dali.

—----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ela bateu com força em um galho, bufando irritada, aquilo já estava cansando, e ela não se surpreenderia se suas pernas fraquejassem a qualquer momento. Onde estava aquela garota? Se ela fosse uma garotinha, onde se esconderia? Em algum buraco talvez, uma toca, então ela se abaixou e começou a olhar nos cantos das árvores.

— o que você está olhando aí? Você não acha que ela caberia aí, acha? – o moreno perguntou a fazendo lembrar-se de sua presença

— acho? Ela é esperta – falou cortante e ele suspirou

— você não... – ele parou e cerrou os olhos, olhando ao redor

— o que...?! – ela o encarou confusa

— você não está ouvindo? – ele perguntou passando a sua frente, os passos mais rápidos, ela acompanhou ainda confusa

— não estou escutando nada! – ela exclamou chateada, ele começou a correr, ela respirou profundamente e correu atrás.

Ele podia escutar o choro baixinho, que logo se tornava um ruído mais alto, sabia que não estava tão distante, ele podia sentir, eles alcançaram uma grande árvore com folhas rosadas, uma árvore alta e extensa; Ao pé da árvore uma garotinha encolhida chorava repetidamente, com os cabelos cheios de terra.

— meu Merlin! – ele fungou pronto para correr, a loira agarrou seu braço antes que fosse tarde demais, Sophie ergueu o rosto e coçou os olhos tentando enxergar acima das lágrimas

— não se aproxime da árvore – ela falou entre dentes

— o que? Por quê?

— a árvore é mágica

— como você sabe?

— a cor, as outras folhas são todas verdes, o tronco tem sinais também...

— e como ela?!

— ela tem ligação com Helena, aposto que foi a mesma que plantou essa daí – sussurrou, ele franziu o cenho e se voltou para a garotinha, Sophie se ergueu cambaleante e correu ao encontro do jovem, que a abraçou desesperadamente

— minha pequena – ele respirou aliviado apertando a garotinha contra si, a menina começou a chorar, soluçando alto

— essa mulher má... – ela murmurou fungando – ela me jogou aqui – sua voz estridente denunciou, James lançou um olhar mortal para a loira que deu de ombros

— ela não vai mais te machucar, Sophie – ele beijou a testa da loirinha e a colocou no chão, ela se agarrou a sua perna e ficou ali chorando, Jaqueline riu ironicamente e se virou para o resto da floresta, ele ficou encarando o tronco da árvore, que tinham sinais não tão estranhos.

Jaqueline franziu o cenho olhando para uma árvore que começava a perder o foco, alguém estava aparatando, ali mesmo, ela sabia exatamente quem era, só uma pessoa descobriria onde eles estavam. Ela se virou agitada para o moreno e agiu rápido, em poucos passos ficou de frente para o jovem e o beijou, abrindo um dos olhos a ponto de ver uma ruiva com uma expressão devastada logo atrás.

—----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Victoire pegou na mão da filha e sorriu forçadamente, Kate tentou puxar a mão de volta, mas a loira a apertou, a garota bufou fazendo uma careta

— ela é tão bonitinha, Vic – Ashley, uma amiga dos tempos de Hogwarts, exclamou

— e é tão teimosa, o rosto é uma máscara – Victoire brincou, a morena se agachou e apertou as bochechas da menina, Kate torceu o nariz e cuspiu no rosto da mulher, Victoire segurou a risada e a mulher passou a mão no rosto, engolindo o próprio orgulho

— você fica mais bonita assim – Kate falou e mostrou a língua, Ashley sorriu forçadamente para a amiga

— desculpa a minha filha, ela não gosta que apertem as bochechas dela, só o pai pode fazer isso – Victoire balançou a cabeça, Ashley riu baixinho

— cuide bem da sua filha, Victoire – ela rosnou entre dentes e deu as costas, saído dali revoltada, Victoire soltou uma gargalhada sonora e olhou ao redor

— mamãe, eu estou com fome – a criança puxou a mão da mãe que a encarou

— mamãe vai comprar algo pra você, não saia daí – Victoire soltou a mão da filha e beijou o topo de sua cabeça, caminhando até o carrinho mais próximo.

Kate se balançou para frente e para trás, ela era uma bruxa, podia combater qualquer um ali, como um patinho, ou melhor, como seu tio Louis, ela riu do próprio pensamento e começou a cantarolar uma música infantil.

Notas finais
Gostaram? Prevejo leitores querendo me matar, podem me perseguir, se me sequestrarem, por favor não peçam um valor muito alto, basta pedir pra tudo se consertar. Até o próximo :*